II – Vamos envelhecer juntos!

- Baekhyun, filho… Acorda…!

Baekhyun remexe-se na cama, resmungando. Sentiu as mãos da mãe na sua barriga, abanando o seu corpo.

A sua mãe continuava a abaná-lo, mas Baekhyun continuava a querer dormir, por isso, mudou de estratégia. Começou, então, a fazer-lhe cócegas, o que fez com que o rapaz começasse a espernear e a esbracejar, enquanto ria descontroladamente, com a voz rouca.

- Ah! – A mãe levanta-se, abrindo os estores e a janela, deixando o ar primaveril de Maio entrar. – Assim está melhor!

Baekhyun senta-se, encostando-se à cabeceira da cama e esfregando os olhos, devido ao sono e ao seu cabelo, cujas madeixas lhe entravam pelos olhos e os picavam.

Não teve tempo para muito mais, já que a sua mãe tinha saltado para cima dele e o abraçava, animada:

- Parabéns! Oh, não acredito que o meu menino já fez 12 anos…!

- Mãe… - Resmungou Baekhyun.

- O que foi? – Afastou-se ligeiramente, apenas o suficiente para poder olhar o filho nos olhos.

Baekhyun encolhe os ombros e a mãe volta a ficar com um sorriso de orelha a orelha.

O rapaz observou-a levantar-se da cama, saindo do quarto, ainda radiante.

Ouviu-a descer as escadas e só depois se levantou, saltando por cima do seu tapete do Super-Homem, que já achava foleiro, arrastando-se para fora do quarto em direcção à casa de banho.

Empurrou a porta, que se encontrava encostada, e ouviu aquele ranger tão familiar das dobradiças. No início, quando a porta começara a dar sinais de velhice, só lhe apetecia pegar nela e atirá-la pela janela, mas agora já se tinha habituado. A cada ano que passa, a porta tem vindo a ranger mais. Os seus pais já tinham pensado em trocá-la, mas esqueciam-se sempre.

Quando tirou os olhos da porta e decidiu olhar para a frente.

Estacou, assustado.

Olhou para o seu reflexo. O seu cabelo negro, que quase lhe pendia nos ombros, brilhava à luz que os cortinados da casa de banho deixavam entrar. Ainda tinha réstias de olheiras por ter acordado fazia pouco tempo.

Mas não era isso que o assustava.

Como é que podia ter crescido tanto? Estaria mesmo mais alto? Será que tinha crescido no momento em que fez 12 anos, durante a noite, enquanto dormia? Sentia-se substancialmente mais alto.

Num gesto ágil e sábio, abanou a cabeça para um lado para, mais uma vez, afastar o cabelo comprido dos olhos. Seguidamente, entrou na casa de banho, fechando a porta atrás de si com o pé. Esta, por sua vez, emitiu aquele barulho ensurdecedor de novo.

Aproximou-se mais do espelho. Será que mais alguma coisa tinha mudado e não se visse ao longe? Será que lhe estava a começar a crescer barba?

Semicerrou os olhos, aproximando mais a cara do seu reflexo, observando-o minuciosamente. Fez umas quantas caretas em frente ao espelho, mas pelo que parecia, apenas tinha crescido. Porém, isso deixava-o intrigado.

Dobrou os seus músculos e fez cara de mau, para ver os seus músculos. Questionava-se se também tinham crescido durante a noite.

Agora, sentia-se um homem de verdade. Sentia-se poderoso. Daqui a uns anos, já iria fazer a barba, ter músculos e, o mais importante de tudo, iria ter uma namorada. No entanto, voltou a baixar os braços. Ficou assustado.

Com o passar dos anos, a porta tinha começado a ranger cada vez mais, até chegar ao ponto de o seu barulho se espalhar pela casa inteira. Será que também começaria a ranger à medida que ia envelhecendo? Se calhar, era por isso que os seus pais e irmão tomavam comprimidos para os ossos.

Arqueou as sobrancelhas, preocupado. As raparigas não iriam gostar de um tipo que range. Como é que iria arranjar namorada?

Decidiu que nunca mais iria rejeitar os pedidos da família para ele tomar os comprimidos de cálcio. Não queria mesmo nada ranger como aquela porta.

- Baekhyun? – A voz da mãe fez com que ele aterrasse na Terra. – Querido, estás bem?

- Sim, mãe…! – Baekhyun abre a porta, forçando um sorriso, nervoso.

- Estava à tua espera lá em baixo…! Fiz-te o pequeno-almoço e tudo!

Baekhyun olha para a mãe, perplexo:

- Pequeno-almoço… A esta hora? – O rapaz escancara a boca. – Não me deixaste dormir até mais tarde como me prometeste?

- Claro que deixei, filho! – A mãe coloca uma madeixa de cabelo atrás da orelha.

Com esta atitude, Baekhyun percebeu que a mãe escondia algo, mas não se pronunciou:

- Bem, então vamos lá comer o pequeno-almoço tardio!

Observando a mãe a assentir, o rapaz passou por ela, caminhando pelo corredor. Queria saber o que a mãe andava a esconder.

Estranhou o facto de mais ninguém estar em casa. Lá em cima, não tinha ouvido a música barulhenta do irmão, proveniente do seu quarto. Quando passou pelo quarto dos pais, espreitou lá para dentro, mas nem sinal do pai. Talvez ele tivesse ido trabalhar de novo… Esperava que, desta vez, não se tivesse esquecido do aniversário do seu filho. Que tenha deixado uma prenda ou, pelo menos, uma carta com felicitações, como faziam os seus familiares distantes.

A mãe seguia-o, sem proferir palavra. Quando o fazia, era sinal que havia mesmo algo a esconder.

Parou à porta da cozinha.

"Estranho… A porta está fechada…?"

Olhou para a mãe através da sua visão periférica e pôde ver que ela detinha um olhar ansioso. Sim, definitivamente, uma surpresa aguardava-o lá dentro.

Com o coração aos saltos, levou a mão à maçaneta, mas deteve-se. Primeiro, queria tentar ouvir algum som que pudesse provir de dentro da divisão, só para ter a certeza de que aquilo que estava a pensar era verdade. Porém, não demorou muito até que desistisse, pois não ouvia nada e a curiosidade estava a inquietá-lo.

Rodou a maçaneta devagar, desconfiado e ainda na esperança de ouvir alguma coisa que desmascarasse a surpresa que ali se encontrava.

- Podes entrar… - Encorajou a mãe.

Baekhyun susteve a respiração, abrindo a porta de rompante.

Quando olhou para a divisão, deixou com que o ar escapasse dos seus pulmões, enquanto o tamanho dos seus olhos triplicava.

- PARABÉNS! – Um coro de vozes que lhe eram tão familiares encheu a cozinha.

O rapaz estava pasmado.

Ali, o seu pai, irmão, tios, primos, avós e o seu melhor amigo, Chanyeol, cantavam-lhe agora os parabéns.

Não pôde sentir felicidade maior. O seu pai finalmente não se tinha esquecido do seu aniversário, e estava ali, a aplaudir e a cantar-lhe os parabéns; Os seus tios, que tinham vindo de Busan, juntamente com o seu primo. Sabia o esforço que eles tinham feito para estar ali. Devem ter viajado durante horas a fio…

A um canto, o seu irmão mais velho batia palmas ao som da canção, com um ar menos interessado. Isso entristecia-o um pouco, mas os seus pais já o tinham aconselhado a ignorar as atitudes do irmão. Segundo eles, era a puberdade.

Os seus avós também lá estavam…! A sua avó estava com melhor aspecto desde que saíra do hospital, fazia agora duas semanas.

Olhou para o seu melhor amigo. Também batia palmas, com um sorriso de orelha a orelha. O seu cabelo, igualmente comprido, mas ondulado, também lhe cobria os olhos. Já não se sentia tão culpado por ter que ir cortar o cabelo e não o fazer.

Baekhyun estava verdadeiramente feliz. Pela primeira vez, quis que aquele momento pudesse congelar, como se estivesse num jogo e o pudesse pôr em modo de pausa.

As velas, enterradas no bolo, reflectiam a sua luz nos seus olhos e nos olhos de todos ali presentes. Aquele momento era mágico.

Voltou à realidade quando vários pares de braços o puxaram para um abraço de família.

- Parabéns, filho! – Disse o pai, animado.

- Parabéns, meu querido sobrinho!

- Parabéns, Baekhyun-ah! – Chanyeol riu. – Estás a ficar velho! Deveria chamar-te hyung?

- Ya, nem te atrevas! – Baekhyun vira a cara, aborrecido. Mais uma alusão à sua velhice…

- Estava a brincar! – Chanyeol dá-lhe um leve empurrão.

Baekhyun virou-se automaticamente para ele, irritado. Detestava quando o empurravam, e o amigo sabia-o perfeitamente, mas parece que até no seu dia de anos, ele fazia questão de ser chato.

Chanyeol nem deu tempo para ele praguejar pelo empurrão, estendendo-lhe um pequeno embrulho.

- O… O que é isto?

- Abre e vê!

Desconfiado, pegou no presente como se fosse alguma bomba nuclear. O ano passado, o amigo também lhe tinha dado um presente e quando abriu, era uma bombinha de mau cheiro. Ainda por cima, tinha aberto o presente em público, enquanto brincavam no parque e a bombinha explodiu no momento em que o presente foi aberto, o que resultou em pessoas a olharem para ele de lado ou a afastarem-se dele, já que tinha apanhado com o conteúdo da bomba e tresandava. Chanyeol tinha passado a tarde inteira a gozar com ele, chamando-lhe "bacon podre"…

Mas desta vez parecia diferente.

Chanyeol olhava para ele, expectante, à espera que Baekhyun abrisse o presente.

Devagar, começou a desembrulhar o papel e não pôde acreditar no que via.

- Chanyeol-ah… - Baekhyun volta a cabeça para o rapaz lentamente, com os olhos arregalados, surpreso.

Chanyeol solta uma gargalhada:

- Gostas?

Baekhyun volta a olhar para o conteúdo do presente, como a certificar-se de que tinha visto bem, o que originou uma gargalhada geral na cozinha.

Ali, entre pedaços de papel rasgado, encontrava-se um jogo da série Street Fighter, mas não era um qualquer…! Era o jogo mais recente, que devia ter saído há coisa de dois ou três meses, para PlayStation, com novas personagens e gráficos. Há imenso tempo que andava a olhar para o jogo na montra da loja local, mas sabia que não o poderia comprar, visto que não tinha dinheiro suficiente, mesmo juntando a mesada, e porque não tinha uma PlayStation. Mas calma… Ele continuava sem ter uma PlayStation. Parece que, mais uma vez, tinha sido enganado por Chanyeol.

Olhou para o amigo, desanimado.

- O que foi? – A expressão de Chanyeol mudou imediatamente, ficando preocupado. – Não me digas que eu trouxe o jogo errado…!

- Não é isso… - Voltou a olhar para o jogo. - … É para PlayStation… Como é que não te lembraste que eu não tinha uma?

- Ainda não abriste os presentes todos… - Interrompeu o pai, encostando-se à bancada e cruzando os braços, com ar de quem estava a tramar alguma.

Baekhyun piscou os olhos.

A mãe entra na cozinha, trazendo consigo um embrulho maior, o que fez com que os olhos dele voltassem a brilhar.

Chanyeol esboçou um sorriso enorme. Também parecia tão ansioso quanto Baekhyun.

Mal a caixa foi pousada em cima da mesa, Baekhyun investiu logo, começando a rasgar o papel a toda a velocidade, fazendo-o voar pelo ar.

- Não… Não pode ser…! – Baekhyun continuava a rasgar o papel de embrulho, entusiasmado.

Em breve, as suas suspeitas foram confirmadas. Lá estava ela. A sua preciosa PlayStation. A sua cor branca não enganava ninguém.

Deu um salto, tamanha era a alegria. Chanyeol também não coube em si de contente, por isso, abraçou o amigo e ambos começaram a rir.

- Street Fighter, aqui vamos nós! – Chanyeol levanta o punho ao ar, como os heróis costumam fazer. Parece que estava mais animado que o próprio Baekhyun.

- Nem pensar, meninos…! – Cortou a mãe. – Hoje não vão passar o dia encafuados em casa a jogar! Vão apanhar ar lá fora, que o tempo está bom para isso!

- O quê?! – Disseram ambos os rapazes, em uníssono. Tinham sentido exactamente a mesma dor e partilhavam-na.

- Ouviste a tua mãe… - Completou o pai. – Mas agora, toca a servir o bolo.

Chanyeol tinha ficado aborrecido quando a mãe de Baekhyun dissera que não podiam jogar, mas depressa se animou quando ouviu falar em comida.

Baekhyun sentou-se à mesa, enquanto observava os pais a servirem-lhe o bolo e, seguidamente, ao resto dos convidados. Aquele estava a ser o melhor aniversário de sempre!

Quando olhou para o lado, para onde Chanyeol estava sentado, não pôde deixar de rir, pois este já tinha devorado a fatia de bolo, quando ele nem sequer tinha começado. Era tão guloso…! Até tinha a boca toda suja de chocolate.

- O que foi? O que é que tem tanta piada? – Perguntou Chanyeol, de boca cheia.

- Nada, nada…

Chanyeol semicerrou os olhos. Quando fazia isso, era sinal que estava bastante desconfiado e, por norma, Baekhyun não conseguia mentir ao amigo durante muito tempo quando ele o começava a mirar assim. Era bastante engraçado, principalmente por que ele ficava com uns vincos estranhos na cana do nariz e Baekhyun fazia sempre alusão a um porco quando o via.

Ao ver que o rapaz estava a segurar o riso, Chanyeol levantou-se de um salto e toda a gente se assustou. Virou-se, então, para a mãe de Baekhyun:

- O que é que eu tenho na cara?

A mãe soltou uma gargalhada, retirando um guardanapo do suporte próprio para os guardar:

- Oh querido… Estás apenas todo sujo!

Chanyeol olhou para o melhor amigo, com ar de quem queria matá-lo. Baekhyun soltou uma gargalhada.

- Obrigadinho por me avisares… Hyung. – E deitou-lhe a língua de fora.

(…)

Lá fora, a Primavera ainda parecia tímida. O céu estava nublado, com algumas abertas aqui e ali, deixando ver o azul forte do céu e alguns raios de sol que a cama de nuvens escondia.

Tinha chovido na noite anterior. O chão estava ainda húmido, com algumas poças de água. O vento gelado soprava de tempos a tempos.

O parque estava vazio. Parece que as pessoas não gostavam do tempo cinzento. A cor do céu fazia com que a relva parecesse mais escura. A parte dos baloiços, cujo chão era de areia, que estava agora ensopada, estava completamente vazia. Os baloiços balançavam sozinhos por causa do vento.

- Estás assim porque a tua mãe não nos deixou jogar…? – Chanyeol vira-se para Baekhyun. Estavam sentados num banco, debaixo de uma árvore. Felizmente, aquela vasta copa não tinha deixado a água passar para a madeira do banco.

Baekhyun continuava a olhar em frente, inexpressivo:

- Não. Eu estou bem.

O amigo arqueia uma sobrancelha:

- Vá lá, bacon… Conta-me lá…

- Não me chames bacon! – Baekhyun vira-se para ele bruscamente. – Esse nome é estúpido e infantil!

Chanyeol pareceu surpreendido com a resposta do rapaz, tanto que se inclinou um bocado para trás:

- … Mas o que raio se passa…? Aconteceu alguma coisa que eu não tenha visto?

Baekhyun hesita, olhando para cima, atrás do seu cachecol, que lhe tapava a boca, enquanto observava o céu escuro, as folhas a serem levadas pelo vento e os pássaros a voar em bando:

- Não tens medo de envelhecer…?

O amigo piscou os olhos:

- … Medo de envelhecer? Porque é que haveria de ter medo de envelhecer? Podemos ter uma casa, um carro… Namoradas… - Chanyeol solta uma gargalhada.

- Isso é bom… Mas… Eu não quero começar a ranger…

Um silêncio abateu-se sobre os dois rapazes durante uns segundos, mas foi interrompido pelo riso descontrolado de Chanyeol:

- Ranger? Essa foi boa! – E levou as mãos à barriga, atirando a cabeça para trás.

- Estás a ver? Ninguém entende… - Baekhyun põe as mãos dentro dos bolsos do seu grosso quispo

- Mas porque razão achas isso? Ranger?

- Lembras-te da minha porta da casa de banho?

- Sim… - O rapaz encolhe os ombros. Um arrepio de frio tinha passado por ele.

- Ela começou a ranger com o passar dos anos…

Chanyeol olha para ele, entediado:

- … É só por causa disso?

Baekhyun solta um suspiro pesado:

- Ninguém me entende…

- Mas tu não és uma porta, pá! – Chanyeol dá-lhe um empurrãozinho de novo. Precisava de animar o amigo, nem que tivesse que chateá-lo durante a tarde inteira. Não lhe ia custar nada…

- Pois não, mas… Toda a minha família toma comprimidos para os ossos… E uma vez, quando eu não queria tomar os comprimidos, o meu pai disse-me que, se eu não os tomar, os meus ossos vão começar a envelhecer mais depressa e as articulações vão começar a ranger… - Baekhyun volta o olhar para Chanyeol. – Tenho medo disso, sabes? Eu quero que as raparigas gostem de mim e me achem atraente!

O rapaz revira os olhos:

- Baekhyun-ah… Eu acho que a idade te está a deixar maluco…! Pelo que os meus avós dizem, só se começa a ter problemas de ossos quando se é muito velho, e tu não o és!

- Está bem, mas eu posso ter antes! Imagina que começo já hoje?!

- Nesse caso… - Chanyeol tira a mão do bolso, estendendo-a. – Vamos fazer um acordo.

Baekhyun olhou para a mão do melhor amigo, que tremia, pois tinha estado no quentinho do seu bolso das calças e agora estava exposta ao vento frio daquele dia feio:

- … Um acordo? Como assim?

- Vamos envelhecer juntos!

- Hã?! – O rapaz piscou os olhos. – Envelhecer juntos? Como?

- Então, basta mantermo-nos unidos… E sermos sempre os melhores amigos! O que achas?

- Mas onde é que isso me vai ajudar a não ranger?

- Eu ajudo-te! Se começares a ranger, eu hei-de encontrar uma forma de os fazer parar, garanto-te! Se não pararem e não houver nada a fazer, hei-de encontrar uma maneira de os meus ossos começarem a ranger também, para não te sentires sozinho! São esses os termos do contrato!

Chanyeol esticou ainda mais o braço, como que a encorajar o amigo a apertar-lhe a mão.

Baekhyun ainda ficou a fitar a mão do rapaz durante um tempo. Um raio de sol perfurou as nuvens. Tirou uma mão do bolso e apertou a do amigo.

Depressa foi contagiado pelo sorriso infantil de Chanyeol, soltando uma gargalhada.

- Vamos envelhecer juntos! E vais ver que também há raparigas que rangem!

- Esperemos que sim…

Chanyeol juntou-se ao amigo, rindo animadamente. Parece que estava tudo bem. Mas agora que tinha prometido algo, não iria faltar à palavra.

Baekhyun, por sua vez, sentiu um grande alívio. Ao menos, se rangesse e envelhecesse, sabia que o seu melhor amigo iria ficar sempre a seu lado. Ele tinha-o prometido.

Passaram ainda um bom bocado a rir, até que o silêncio voltou a abater-se sobre os dois. Porém, previsivelmente, Chanyeol voltou a quebrá-lo:

- … Já te posso chamar bacon de novo?

Olhou para o amigo, com vontade de o estrangular, mas a verdade é que não resistiu e voltou a rir. Chanyeol era incrível…

As nuvens cinzentas começavam agora a mover-se para Oeste e o céu ficava cada vez mais limpo. O sol iluminava as poucas nuvens, brancas e fofas, que permaneciam, dando-lhes um rebordo luminoso.

Passaram a tarde toda a rir e a inventar histórias.