E se eu fosse você?

por Miss Dartmoor

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Disclaimer: Nada disso me pertence, mas a idéia foi minha, juro! Pena que eu anotei no guardanapo e ele saiu voando pela janela! xP Okay, sem brincadeira. Sam, Dean, e Supernatural não me pertencem!

Sinopse - E se Dean fosse Sam e Sam fosse Dean? Como seria estar no corpo do seu irmão e ter o seu irmão no seu corpo? Mesmo para eles, aquilo parecia ser inexplicável, mas tinha que ter uma saída. Até porque eles não poderiam ficar daquele jeito para sempre.

Beta: Nããão tenho! Os erros são todos meus, por mais que eu releia sempre tem aquela coisa que "escapa".

Shipper: Sam e Dean Winchester – Isso mesmo, Wincest! Pode não parecer de primeira, mas só de primeira.

N/A: O título foi tirado de um filme brasileiro, homônimo. Não sei se você reparou, de qualquer jeito, por mais incrível que pareça a idéia não veio do filme, e ele não tem nada a ver com a fanfic (Com a exceção do lance de trocar os corpos, claro).

N/A²: Essa fanfic contém Slash, contém Incesto e é tudo consensual. Se você sente que tem maturidade suficiente para ler, vá em frente, agora se você não gosta desse tipo de coisa, despreza, tem nojo e blá, blá, blá, procure outra fanfic. Para os que gostam, boa leitura! ^^


Capítulo 1.



Quase meia noite. Estava quente, fazia uma noite quente e Sam podia ouvir o som da música vinda da lanchonete ali do quarto, e olha que o quarto dele fica bem longe da lanchonete. Estava começando a ficar com sono, fazia algumas horas que tinham chegado e Dean, pra variar, já tinha saído de novo. Ido para a tal festa, catar umas garotas, tirar o atraso.

- Idiota mulherengo. – Sam murmurou com algum desprezo, fechando o seu laptop e se levantando da cadeira, espreguiçando o corpo e caminhando até a janela, olhando pela fresta da cortina a festança que estava lá em frente, pra lá do estacionamento.

Dean o tinha chamado para ir, mas até parece que Sam, logo Sam Winchester, iria numa coisa dessas a essa hora da noite. Depois do dia cansativo, tudo o que ele queria era dormir, e não ir caçar umas garotas pra transar por uma noite. Céus, como Dean podia ser tão volúvel? Sam não se lembrava do irmão já ter passado mais de uma semana sem pegar ninguém, parecia ser o tipo de coisa impossível de alguém como ele fazer.

E isso é tão fútil, tão... Vulgar.

"E por que você se importa?", perguntou uma voz dentro da sua cabeça, Sam não se respondeu, ele apenas fechou a cortina e se jogou na sua cama.

Estava vestindo o moletom, e a camiseta branca. Seus olhos estavam pesados, precisava dormir, mas o som da música ia tornar isso meio difícil.

- Porcaria de dia. – Resmungou sozinho, puxando as cobertas e fechando os olhos. Porcaria de dia, porcaria de vida, porcaria de rotina. Às vezes ele desejava ser outra pessoa, ter outra vida e outros hábitos, e às vezes ele gostava de ser quem era. Complicado de se explicar, não acha? Mas Sam era assim, num dia odiava sua vidinha problemática e no outro dia não conseguia se imaginar vivendo como uma pessoa normal. Da mesma forma que odiava seu irmão num dia, o amava no outro, e da mesma forma gostava da sua vida, a detestava outras vezes.

Mesmo que isso ele nunca fosse dizer. A parte de amar seu irmão, não a de gostar da sua vida, do trabalho da sua família.

Nunca diria isso, nunca diria que ama seu irmão, mesmo amando seu irmão. os gestos costumam falar mais do que palavras e Sam procurava não exagerar nos gestos exatamente por isso. Não queria parecer um marica, uma mocinha, um mulherzinha carente. Não queria dar a idéia errada ao seu irmão machão, machista e brutamontes.

Era assim que era. Sam sempre seria o mais sensível, o mais ligado aos sentimentos, enquanto o seu irmão sempre seria o "cubo de gelo", aquele que construiu uma parede enorme ao redor de si e deixou Sam do lado de fora. Dean sempre seria o cara que despreza qualquer forma de afeto que ponha em risco sua masculinidade.

E às vezes isso enche, se querem saber.

Com esses milhares de pensamentos, foi que Sam acabou caindo no sono. Não importava se a música estava alta, o cansaço sempre vencia.

xx

Festa, música, bebida, garotas. Era disso que Dean Winchester gostava. Gostava do que fazia, gostava da sua vida, gostava da sua rotina. Até porque ele não se imaginava sendo outra pessoa. Talvez até tentasse imaginar como seria sua vida se aquela desgraça toda na sua família nunca tivesse acontecido. Será que ele teria ido para a faculdade? Será que teria uma casa, uma mulher ou filhos?

Bem, não importava. Não era sempre que Dean pensava nessas coisas, e hoje com o som alto daquela música, qualquer música que sempre pega na sua cabeça no dia seguinte, com aquela bebida alcoólica na sua mão e o olhar fixo de uma garota loira perto do bar, era que ele não ia pensar nisso tão cedo.

Sorriu sem vergonha para a moça e foi chegando perto. Tinha chamado Sam para ir até ali, disse que seria divertido e que eles precisavam disso agora, precisavam de diversão, mas seu irmão nem o ouviu direito e continuou prestando atenção no bendito computador. Caramba, como ele conseguia passar 24 horas por dia na frente daquilo? Como ele podia ficar tanto tempo sem sexo? É, isso era o que Dean estava pensando agora, não importava se era insensível da sua parte ou qualquer coisa assim.

Vai ver por ficar tanto tempo sem sexo, era que Sam andava tão temperamental, tão "repentino". Repentino? É, mudando de humor com a mesma velocidade com que pisca os olhos. Ele se irritava facilmente, ele estava tenso, tenso demais.

Chegou perto da moça e perguntou se podia oferecer uma bebida a ela, e ela sem pensar duas vezes disse que sim. Tinha um corpo bonito, escultural, era loira e usava roupas curtas, não tão curtas, mas curtas o suficiente para ele apreciar o corpo.

Oh, yeah baby, a noite ia ser longa!

Foi olhando para o corpo da garota que Dean se esqueceu do seu irmão, e colocou o charme Winchester pra funcionar. Era infalível, sempre infalível.

xx

Luz, raios solares. Puta que pariu, de onde diabos vinha aquela claridade toda? Porque ele se lembrava muito bem de ter fechado as cortinas ontem a noite.

Dor, dor forte na extensão dos olhos e na nuca. Ele tinha levado uma porrada enquanto dormia ou o que? Abriu os olhos sonolentamente, porque apesar de já ser de manhã ele ainda sentia sono, uma vontade insana de voltar a dormir e dormir o resto do dia. Mexeu-se na cama, procurando uma posição confortável, e se deu conta de que não estava sozinho na cama, e que, estranhamente, não estava vestindo nada.

Abriu os olhos totalmente, os arregalou, na verdade, de uma forma que se fosse possível eles teriam saltado das órbitas. Respirou fundo e encarou o teto do quarto, e olhou para o lado e se arrependeu de ter feito isso, na verdade ele se arrependeu de ter acordado.

Deu de cara com uma cabeleira loira, uma garota deitava quase em cima dele, e parecia que não estava vestindo nada também, não fosse pelas cobertas cobrindo parcialmente seu corpo, Sam poderia ter uma visão perfeita do corpo dela, exatamente como ela veio ao mundo.

Mas ele não estava interessado nisso agira.

Mexeu o outro braço. Seu coração estava na garganta e queria pular para fora, e foi quando mexeu o braço que ele notou que não podia mexê-lo, alguém estava deitado do seu outro lado, quase em cima do seu corpo, e ao olhar na outra direção ele viu uma cabeleira ruiva.

Pura que pariu, cara, que porra é essa?!

A sua respiração foi ficando agitada, porque ele tinha quase certeza absoluta de ter ido dormir sozinho e muito bem vestido, então por que raios tinha acordado sem roupa, num quarto que, aparentemente, não era o dele, com duas garotas na sua cama? Ou ele estava sonhando, ou era sonâmbulo e andou fazendo umas coisas bem pervertidas ontem de noite!

Por falar em quarto que não era dele, Sam deu falta de uma coisa. Seu cabelo, sentiu falto do seu seu cabelo, porque seu cabelo parecia mais curto. Ele olhou para baixo e observou seu corpo, a coberta cobria parte dele, o impossibilitando de ver as partes baixas. Mas ele nem precisou ver nada disso, na verdade foi até melhor, porque ao descer o olhar para o seu peitoral ele se tocou que o que não era dele por ali não era só o quarto.

Oh, meu, Deus, aquilo tinha que ser um sonho!

Aquele corpo não era seu, e só por isso Sam arregalou mais ainda os olhos e ficou boquiaberto. Ele era mais alto, ele era mais forte, ele tinha braços mais fortes, ele tinha um cabelo maior.

E aquele peitoral... Aquele peitoral e aquele abdômen lhe eram estranhamente familiares.

Mesmo que Sam estivesse à beira de um choque cerebral, ele com todo o cuidado do mundo se levantou e saiu da cama, e as garotas, graças ao bom Deus que estais no céu, não fizeram nada além de se remexerem e tornarem a dormir, mergulhadas num sono profundo. Sam percebeu que estava nu, e aquilo... Aquele... Lá... Oh, meu, Deus! Não era o dele!

Seu rosto ficou branco, branco igual papel para então ficar vermelho, vermelho púrpura, e extremamente quente. Ele procurou pelas suas roupas, e vestiu sua boxer preta sem calma alguma, ele só precisava se vestir, sair dali e raciocinar direito, porque por mais cruel que possa parecer, aquilo não era um sonho.

Estava real demais, nítido demais.

Passou a mão pelo rosto, estava desesperado, ia ter um ataque de pânico. Tinha achado a sua calça e tinha fechado o zíper, e quando os dedos sentiram a pele do seu rosto ele levou um outro susto, aquele rosto não era seu, obviamente, e aqueles lábios... Seus lábios pareciam mais carnudos. Subiu os dedos para o nariz, para as sobrancelhas e então para os cabelos curtos, arrepiados. Tocando tudo, sentindo tudo, porque ele tinha medo de procurar um espelho.

Agora, ao sentir melhor, começava a te uma certa noção de quem ele era, ou no corpo de quem ele estava... Oh, merda, como isso é possível?!

Seu coração estava protestando, porque seu coração queria saltar pela boca e saltitar no chão. Sam engoliu em seco e procurou pelas suas camisas, e foi só quando bateu os olhos em uma jaqueta muito conhecida, que costumava pertencer ao seu pai, foi que ele não teve mais dúvidas.

Deus, quem é que usa aquela jaqueta, dorme com duas garotas e tem cabelo curto e lábios carnudos?!

Nessa hora, se Sam não fosse tão racional e tivesse tanto autocontrole, teria caído para trás e desmaiado, porque o impacto da notícia, ou da novidade fora de hora, foi tão grande que ele não tinha idéia de como reagir.

Aquilo era impossível, inexplicável, sem pé nem cabeça. Tinha que ser um sonho, ou melhor, um pesadelo. Precisava ser um pesadelo.