Retratação: "Eu não possuo os direitos sobre Saint Seiya, ou sobre qualquer de seus personagens. Todos os direitos cabem ao Masami Kurumada, criador e desenhista do manga series. Apenas os utilizo para a redação de fanfics."

"Uma sombra de seu passado volta para atormenta-lo. Resistirá Afrodite e seu casamento a todo esta tormenta?"

As Rosas não Falam... 2

Capítulo 02 – Mestre dos meus filhos

- Solta a gente! - repetiu Eros. Do seu lado Psiquê fez um biquinho e ameaçou chorar. - Um pouco de suco molhou o cabelo do papai e ele tá com muita raiva... Sooollttaaa!

Miro abriu um enorme sorriso e não livrou as crianças da influencia de seu cosmo, ao contrário aumentou ainda mais. Afrodite sempre foi muito calmo, mas mexer com suas belas madeixas o deixava furioso e Miro desde criança adorava irritar o pobre peixinho.

Ao perceber que não seria solta, Psiquê começou a chorar e Eros se enfureceu: - SOOLLLLTTTAAAA!

- Miro! Pare de brincadeira e solte já meus filhos! Não vê que eles estam chorando? - ameaçou Afrodite com uma rosa negra na mão. Misteriosamente seu cabelo estava seco e seu visual estava impecável! o.o

- Sim, eu solto... Mas onde está o seu cabelo molhado?

- Em canto algum, eu já reparei a travessura desses anjinhos de candura. Agora solte-os ou você quer que eu desconte em você... - ameaçou mais uma vez, só que agora com uma rosa branca na mão. - Qual delas vai querer? - mostrou-lhe as duas rosas.

- Glup...! Ne-nennhuma delas! - cessou seu cosmo.

Afrodite abraçou os filhos e acalmou a menina. Ele olhou para Miro e apertou os olhos: - Veja o que você fez... a fez chorar!

- ...opa... - ele pegou a mão da menina e lhe entregou uma bala de marmelo. - Por favor pare.. de chorar... - a menina parou e pôs a bala na boca.

Nessa hora, Afrodite recordou de algo semelhante que aconteceu pouco tempo atrás:

"Estava chovendo muito na Grécia, uma raridade por sinal nesses dias quentes de verão. E por esse motivo as crianças não podiam sair de casa. Com a água, os degraus das escadas das doze casas, estavam encharcados e escorregadios o que seria muito perigoso para elas. Talvez por esse motivo os dois começaram a brigar e Psiquê pôs-se a chorar incessantemente.

Cypria já havia tentado de tudo e a menina não parava, pior eu estava deitado e morrendo de dor de cabeça.

Me levantei para ver o que estava acontecendo e então eu vi a cena mais doce de toda a minha vida:

Cypria estava ajoelhada perante a menina e dizia com sua voz suave:

- Psiquê, pare de chorar por favor. Seu pai está com dor-de-cabeça e se descobrir que eu dei esse pirulito a você vai ficar mais doente. - ela havia entregado um dos pirulitos que iriamos dar de presente ao Shaka. Estava num lugar bem alto e complicado, exatamente para que os dois não pudessem pegar...

É... eu havia dito que não desse doces aos dois porque o açúcar é um verdadeiro veneno para o organismo das crianças... Só poderiam comer frutas com mel.

Então ela continuou:

- Psiu! Não conte para seu pai viu? - a menina balançou a cabeça levemente e ela abraçou a filha. - Por favor pare de chorar..."

Como um estalo Afrodite acordou e viu que Miro passava a mão em frente ao seu rosto.

- Ei..! Você tá precisando de uns parafusos novos... - brincou.

- Eh... - apertou os olhos perigosamente. - Miro, pode ir embora por favor? Você está nos encomodando...

- Ê... isso é jeito de tratar o mestre de seus filhos? - falou indignado e cruzou os braços.

- O que você disse...?

- Eu disse que a partir de hoje, eu sou o mestre dos seus filhos, eles irão competir pela minha armadura de escorpião. - tirou um papel do bolso. Ele continha o selo de Athena marcado em cera vermelha. - Aqui é a ordem de Athena, ela está me autorizando a treinar seus filhos.

Afrodite puxou o papel com violência e o rasgou em mil pedacinhos, para o espanto dele próprio, Miro abriu um sorriso de ponta a ponta.

- Como eu já imaginava que isto iria acontecer, eu deixei o original em casa. Esse aqui era uma cópia barata. - acenou para Afrodite. - Amanhã de tarde eu passo para buscar seus filhos para o campo de treinamento... até mais!

Afrodite acompanhou o amigo com os olhos, jurando para si mesmo que ia encher de porrada aquele maldito escorpião.

- Mestre dos meus filhos... isso é o que veremos! Athena me aguarde! - falou em tom decidido com os punhos cerrados. Entrou em casa e colocou os filhotes para dormir, mas para ele a noite seria bem longa.

O sol surgiu bem preguiçoso no horizonte e logo voltou a seu ritmo, Afrodite depois de preparar o café da manhã (hoje era a folga da serva) saiu deixando seus pimpolhos aos cuidados de Marin. Ele correu até a Sala do Grande Mestre, Athena estaria lá. Pediu uma hora com ela.

- O que quer tão cedo, Peixes?

- Eu queria, Athena que meus filhos fossem treinados por outro cavaleiro!

Ela levantou uma das sobrancelhas e fez menção em responder, porém franziu a testa e empunhou seu cetro...

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Em algum lugar do interior da Grécia fica a fazenda dos pais de Cypria, ricos fazendeiros que possuiam um vasto comércio de flores que começou a decair desde que o pai dela faleceu.

Cypria tornou-se uma amazona de Athena e portanto não poderia cuidar dos negócios, nem era essa a intenção dela. Entretanto muito menos sua mãe queria dedicar-se ao trabalho na fazenda, por isso Saori Kido se ofereceu para ajudar colocando pessoas para administrar a colheita e a venda das flores.

Com isso a rotina da fazenda mudara um pouco e a mãe de Cypria preferiu continuar com sua vidinha pacata, acreditando que nada havia mudado com a morte do marido.

Seguindo um conselho de Athena, Cypria foi até lá buscar sua mãe para uma temporada no Santuário, onde ela se distanciaria de tudo o que lembra o marido e poderia se tratar um problema de saúde em Atenas.

"Nossa... Acho que se não fosse a Saori, tudo isso aqui terminaria em ruínas..." pensou entrando em sua propriedade. Os campos de flores haviam aumentado e agora cerca de vinte pessoas trabalhavam para manter a qualidade da produção.

- Bom dia, Senhora! - falou Ariadne, a dama de companhia de sua mãe. - Dona Helena está se refrescando um pouco, vou chamá-la, venha! - falou entrando na casa.

Cypria a acompanhou lentamente, porém ao passar por um grupo de camponeses que colhiam flores, sentiu um imenso calafrio. "De... de quem é esse cosmo?" piscou os olhos e olhou de volta mas não conseguiu identificar. Antes que pudesse tentar algo, Ariadne a puxou pela mão.

- Sua mãe está ansiosa para revê-la. - ela assentiu com a cabeça. As duas entraram na casa rapidamente.

Um dos camponeses que trabalhava no campo de flores, largou a sua cesta no chão e saiu em direção aos fundos da casa.

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Algumas horas depois, no Santuário...

- Então você quer que seus filhos sejam treinados por outro cavaleiro? - apertou ainda mais os olhos.

- Sim! Eu não confio o suficiente em Miro para entregar a vida dos meus filhos!

- Muito bem... - falou devagar. - Primeiro me diga quem és para contestar uma ordem minha; segundo eu sou a deusa da sabedoria e portanto sei o que estou fazendo; terceiro se não quer que seus filhos se tornem cavaleiros, então leve-os embora daqui! - apontou o cetro para ele. - Agora, saia e não me aborreça mais!

Ela atirou para o alto, o raio bateu numa estátua que se espatifou em mil pedacinhos.

Afrodite ficou mais branco que um papel e correu dali o mais rápido que pode.

"Hum! Quem ele pensa que é? Mas pelo menos foi um motivo para eu quebrar aquela estátua horrorosa do patinho de borracha do Saga.. Péssimo gosto para decoração!" pensou ainda em seu trono.

- Droga! Maldita VAG... - pôs a mão sobre a boca, não deveria jamais chamar a Deusa de nomes desrespeitosos. No entanto tomado pela fúria do momento desceu as escadas pisando duro.

No sentido contrário vinham Dio de Mosca e Tremy de Sagita, um falou pro outro:

- Olha só aquele bichinha da casa de peixes... ele tá iradinho... hu huh uhuhuh - soltaram risadinhas.

"Grrr... malditos... esses paus-mandados do Misty..." pensou com ódio e não contou conversa: rosas piranha neles!

Ao longe alguém que observava a cena e lançou um imenso sorriso de satisfação e sumiu por entre os rochedos...

Já eram duas da tarde quando Marin saiu da casa da Peixes. Ela já estava bem atrasada para o treinamento, seus pupilos já deviam estar no coliseu à sua espera. Suas últimas palavras ainda escoavam na mente de Afrodite: "Não implique tanto com Miro, se Athena o escolheu para treinar seus filhos é porque ele é capaz disso..."

- Aquele escorpião... estará morto se fizer algo aos meus filhos. - trancou a porta. - "O que vou dizer a Cypria se acontecer algo aos babies?" pensou sentando-se em sua chaise-longue. Esticou a mão e pegou um porta-retrato amarelo, nele tinha uma foto de Cypria com sua máscara de amazona. Colocou de volta o objeto e pegou o outro. Esse tinha uma foto dela sem a máscara. - Cypria... já faz um tempo que você se foi, porque ainda não me ligou para dizer se chegou bem? - olhou desolado para o telefone. Adormeceu.

As crianças brincavam de Dragon Ball Z: Ultimate Battle 22 no Play Station quando ouviram o som de passos metálicos se aproximando. A campanhia tocou ruidosamente fazendo peixes levantar de sopapo.

"Arf arf... ainda morro do coração..." pensou colocando a mão sobre o peito.

- Deixa que eu atendo, Pai! - falou Eros. Ele abriu a porta e gritou: - Tio Miro!

Continua...

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Notas da Autora

Eba! o/ Mais um capítulo! Nossa consegui! o/ Mas... perdoem-me pela domora mas tive alguns problemas para digitar o texto da fic e... agora me mandem reviews!

Huauhauhauahua... uma citação meio bobinha... mas afinal quem não tem esse jogo no play station?

Agradecimentos especiais a Nuriko-riki, a Maia Sorovar e a Lyta Jupiter por terem deixados seus comentários nesta minha humilde fic! Muito obrigada mesmo!

Até o próximo capítulo!

Lady Kourin

Outubro/2006

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