Disclaimer: Saint Seiya pertence a Masami Kurumada. Isso é um empréstimo sem fins lucrativos.

Aviso: conteúdo YAOI

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Continua como Milo POV :)

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Boa leitura!

NÃO ESQUEÇAM DOS REVIEWS!!!

Betada por minha Musa: Lhu Chan :D

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A Viagem

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Uma semana já havia se passado desde o anúncio das férias. Todos já haviam decidido seus destinos, somente eu que deixara o meu Pingüim escolher. Mas sabe, no fundo, mesmo sendo teimoso, eu sabia que ele não iria abrir mão dessa temporada em, como ele diz "Parrí" (acho que se pronuncia assim). Porém, obviamente que o Camus não ia saber disso, eu ia teimar até não poder mais. Amo fazer birra pra ele, meu esporte favorito é tirá-lo do sério!

- Milo, amanhã vamos embarcar ao meio dia. Você já terminou de fazer sua mala?

- Ããã? – Óbvio que eu já tinha feito minha mala, porém preferi dar uma de desentendido, mesmo porque eu estava jogando meu precioso GameBoy, e acredite, capturar pokémons é bastante interessante!

- Milo, eu perguntei se arrumou suas malas!

- Ah, que malas?

E lá vinha ele, andando daquele jeitinho que só ele sabia andar. Procurei ocultar meu sorrisinho vitorioso por detrás do aparelhinho.

Jogo salvo, botão off, e ZÁZ! Camus retirou o Gameboy de mim.

Depois eu que era o previsível! Imagina, eu quem previa todos os ataquezinhos dele, tinha até aprendido a tirar vantagens disso! Como agora, por exemplo. Ele tirou o jogo de mim e eu enlacei a cintura fina dele. Agora ele era meu! Digo, estava em meu domínio! Meu ele já é desde que botei os olhos nele.

Meu francesinho branquelo... Só meu.

- Milo, me solta, eu ainda non arrumei minha mala de camisas, meias e calças claras...

Pra que ser tão metódico assim?! Por Zeus! Será que guardar todas as cores de meias, calças e camisas em uma mesma mala seria crime?!

Sim, para Camus seria...

- Não vou te soltar tão já. Você fez eu perder um Pokémon raro, portanto, eu mereço algum tipo de consolo...- E armei aquele bico que só eu conseguia fazer.

- Milo, non me faça de besta! Eu sei que você tinha desligado aquela porcaria antes mesmo que eu tivesse pegado, Je ne suis pas idiot¹.

Há essas alturas eu já tinha sentado ele no meu colo. Adorava pegá-lo daquela forma. Envolvê-lo em meus braços, protegê-lo, como se alguém fosse tirá-lo de mim. Sei que posso parecer paranóico, mas estamos falando de Camus de aquário, o cavaleiro mais lindo do santuário! Dite que me perdoe, mas ninguém ganha do meu Pinguim, especialmente quando ele faz aquele biquinho lindo pra falar francês. Aliás, esse biquinho pode ser muito perigoso, afinal, sempre, SEMPRE que ele faz ESSE biquinho, eu me descontrolo e tasco um beijo nele!

É incontrolável! Sério mesmo! Uma força sobre-humana se apodera do ser que vos fala e "Puf", eu o ataco.

E olhem só, ele acaba de fazer o biquinho lindo!

Como o de praxe: Não resisti.

O puxei pra mais perto de mim e tomei seus lábios com carinho. Era tão bom beijá-lo...

O beijo dele me fazia esquecer dos problemas. Por aqueles instantes em que nossos lábios roçavam e línguas, incansáveis, exploravam o já conhecido espaço entre nossas bocas, o meu mundo se resumia a Camus. Meu Pingüim metódico. Meu primeiro e único amor.

Nossa, chega, já melei demais isso! Tudo culpa de quem? Do AIOLIA!

Sim, se aquele vadio não tivesse me abandonado, eu não estaria babão desse jeito! Eu nunca fui babão, eu sempre soube dos limites (será?). Se bem que... Pra falar a verdade, no quesito "Camus", eu tinha que admitir: Se ali houvesse um limite, este já estaria destruído desde que ouvi pela primeira vez aquele "Je t'aime²".

Aquele mesmo biquinho, aquele rostinho lindo, aquele sotaquezinho...

Pronto, acá estou, novamente babando feito um bebê! E tudo culpa de quem?! Do Aiolia! Sim, a culpa é MINHA, logo, posso colocá-la em quem eu quiser!³ Já disse que sou fã de Homer Simpson?

oOo

No dia seguinte, acordei cedo, porém feliz.

Despertar com aquele corpo alvo aninhado em meu peito é definitivamente bom demais. Ainda mais quando ele já se encontrava desperto. Fitando-me com aquelas duas pedrinhas azuladas, um sorriso meigo nos lábios bem delineados.

Levei meu indicador até aquele narizinho, levemente arrebitado, e o apertei. Aquele nariz, além do sotaque, claro, era a prova de que meu Camus era francês. Adorava falar isso pra ele, só pra vê-lo bravinho, defendendo que os franceses não tinham, necessariamente, que ter narizes empinados.

Olha, confesso que foi muito difícil sair daquela cama...

Eu queria ficar com ele lá, trocando carícias e olhares por horas e horas. Mas, tínhamos um compromisso, portanto, levantei-me com muito pesar, e fui até o banheiro tomar meu banho matinal.

Após o banho, fui direto pra cozinha. E lá estava meu café, à minha espera.

Café? Café seria modo de dizer, claro, já que eu não gostava muito daquela bebida quente e amarga. Meu "café" resumia-se a leite (bem gelado) batido com chocolate em pó, acompanhado de duas torradas, quentinhas, com manteiga derretendo por cima.

Já Camus preferia tomar uma xícara pequena daquele líquido preto e amargo, e depois uma canequinha com aquela maldita bebida com leite. Sempre nessa ordem. Comia apenas uma torrada e mais, exatamente, três bolachinhas de nata.

Claro que às vezes as bolachas e as torradas eram trocadas por outras coisas, porém a primeira xícara de café e a caneca de leite com café eram de lei.

E assim nos dávamos muito bem! Ele com as manias dele, eu com meus relaxos, e assim nos completávamos perfeitamente bem.

Como o Shaka dizia, nós já parecíamos casados.

Casados... Casamento... Meu ruivinho entrando na igreja enquanto eu o esperava ansioso no altar e...

O que raios eu estou pensando??? Só falta agora eu dizer que Camus possuía um buquê de rosas vermelhas e o lançava na multidão, onde M&M o pegava e espatifava em mil pedacinhos, feito um cão raivoso.

Ok eu confesso: Meu maior sonho era assumir algo maior do que um simples namoro com Camus.

Eu o amava tanto que achava injusto que nosso amor fosse resumido a somente um namorico... Porém, sempre tive medo da reação dele ao tocar nesse assunto. Na verdade, foi muito complicado todo o processo de aceitação de que, de fato, éramos homossexuais e nos amávamos como jamais haveríamos de amar uma mulher ou qualquer outra pessoa.

Camus ficou dias e mais dias trancado em sua casa sem ao menos me dar sinal de vida. Lembro-me até hoje da agonia, da culpa que senti por tê-lo deixado naquele estado. Afinal, a iniciativa do primeiro beijo que trocamos tinha sido minha. Logo, se Camus estava em estado de choque, a culpa também era minha. E dessa vez não tinha como jogá-la em cima do infeliz do Aiolia...

Mas os tempos ruins já se passaram há um ano, ou melhor, há onze meses e vinte e dois dias... Enfim, falta pouco pra um ano!

Meus pensamentos são interrompidos por meu Pinguim que me chamava.

- Mon chèr... Suas malas estão prontas mesmo?

- Sim, estão, Camyu...Deixei elas lá na sala de casa!

- Bién. Peça pras suas servas mandarem levá-las para a entrada do santuário. Saori disse que mandou uma van da fundação nos buscar e levar para o aeroporto.

- Ok, amor, vou lá e já volto!- Respondi, dando-lhe um selinho.

Rumei pra minha casinha querida. Chegando lá, cumprimentei Dona Helena e Dona Olímpia, minhas duas servas favoritas! Me tratavam como filho, e eu as tratava como mãe.

- Milo, chegou correspondência para você. Deixei sobre a mesinha da sala!

- Obrigado Dona Olímpia!- Peguei um envelope dourado e guardei no bolso de trás de minhas calças. Depois eu checava aquilo. – Poderia mandar os soldados levarem minhas bagagens pra entrada do santuário, fazendo um favor?

- Claro Milo! Vai nos abandonar? – Notei que ela passara a mão na testa, denunciando que possivelmente estava preocupada com minha viagem.

Fui até ela, dando-lhes um dos meus famosos abraços "de urso", nos quais a vítima é espremida e retirada, pelo menos, dez centímetros do chão.

- Ahhh Milo! Eu já disse que algum dia você quebra minha coluna com esses abraços! – Sorri ao notar o tom divertido que ela tinha na voz.

- Eu vou pra França passear um pouco no território daquele meu Pinguim. Mas prometo que quando voltar, eu trago algo para a senhora e também, Dona Helena. – Pisquei para a mulher, indo abraçá-la também.

- Ora Milo, não precisa disso, meu filho! Só nos preocupamos com o trajeto, sua alimentação.

- Por favor, não deixe de comer coisas saudáveis, e leve agasalhos pesados, afinal, soube que cai neve nessa tal França!

- Ok, ok, ok! Eu vou me cuidar, "mamães" e não se esqueçam, meu namorado é o cara mais super-protetor do mundo! Vou voltar vivo!

Beijei o rosto das duas, me despedindo de ambas.

oOo

Ao chegar próximo dos arredores do "iglu" de meu Pinguim, ouvi uma espécie de 'burburinho'. Caminhei mais depressa, adentrando ao recinto, onde vi uma rodinha de cavaleiros com olhares incrédulos.

Falavam todos ao mesmo tempo, gesticulando. Camus mantinha um olhar de descrença, pelo que notei, ele era o único que não falava, limitava-se a ouvir o que os outros discutiam. Shaka também estava lá, quieto, só que este se encontrava sentado em uma poltrona (ou estava dormindo?).

- Que houve Camus? – Me aproximei dele, abraçando-o pelas costas. Depositei um beijo em seu rosto antes de ouvir minha resposta.

- O Kanon, Milo... Ele surtou de vez agora. Saga está inconformado, pra não dizer "bufando de ódio".

- E o que ele fez dessa vez? Deixou alguma cueca pendurada no banheiro, ou comeu pipoca em cima da cama do Saga?

- Non... Você recebeu um envelope dourado também?

Ah sim, o tal envelope. Coloquei a mão no bolso, retirando-o de lá.

- Leia.

- Fomos todos demitidos? Saori nos mandará para a Lua? – Questionei em tom zombeteiro, antes de arregalar meus olhos e permitir que meu queixo caísse até o chão.

Em letras de mão, impecáveis, eu li vi as iniciais em dourado: S & K

Abri o envelope e constei que, de fato, Kanon havia ficando completamente pinel.

- Cadê aquela anta?!

- Hmm, os douradinhos falavam de mim??? – Era Kanon. Sorria vitorioso, lançando olhares para todos os presentes. Especialmente para Saga, claro.

- Kanon você pirou de vez, foi?! – Saga urrava.

- Nunca estive tão lúcido, irmãzinho! – Kanon ria debochado.

- Kanon, tem noção do que você ta fazendo???

- Claro que tenho, e não vejo mal algum em desposar a senhorita Kido.

Saga tomava a própria cabeça nas mãos.

Já aviso de antemão: Se o "tio" Ares pintar no pedaço, eu caio fora!

- Qual o problema afinal, Saga?! Está com ciúmes é??

- Que ciúmes o que Kanon! O problema é que você, novamente, está querendo usar os outros. Como usou Julian, como ME usou!

Todos na sala fizeram silêncio. O clima estava de fato pesadíssimo.

- Eu te usei? Ora irmãozinho, não distorça os fatos! Que eu me lembre, quem foi desprezado como uma embalagem fui EU, assim que sua maldita ética te informou que o que sentíamos era errado para a nossa "magnífica" sociedade hipócrita!

E Kanon parecia ter de fato a razão. Notei a feição de Saga se tornar de raivosa para magoada.

- Kanon isso foi há tanto tempo... Éramos jovens e não sabíamos direito o que queríamos da vida...

- Diga por você, irmão, mas jamais bote as palavras na minha boca! Eu sempre soube muito bem o que queria de minha vida. Admito que usei SIM Poseidon, e se o fiz, foi justamente por SUA culpa. Sim, pois queria eliminar de uma vez essa sociedade mesquinha que vive nesse mundo infeliz! Agora não diga que usei o Julian, porque este, de fato, eu não usei. Eu o amei e fui amado. Se não estamos mais juntos foi porque nosso amor não era grande o suficiente para manter nossa relação. Acontece... Mas sabe, Saga, viva a tua vida, e eu vou viver a minha.

Saga estava arrasado. Kanon havia dito a verdade afinal.

Acompanhei com os olhos a saída de Kanon. Depois observei meu Pinguim prestativo consolar o geminiano chorão (isso mesmo, o Saga).

Sabe, no fundo eu sinto pena do Saga, eu acho que se ele deixasse de ser tão complicado e politicamente correto, ele iria encontrar a felicidade. Posso estar enganado, mas até que isso se prove, continuarei pensando assim.

Mas quem sabe a 'cidade dos apaixonados' (Paris) não devolva a alegria ao nosso colega de gêmeos?

oOo

Malas no bagageiro, passageiros ocupando seus lugares na van de cor preta. Faltava pouco para que chegássemos ao aeroporto.

Saga ainda parecia abatido, porém, estava já melhor, tinha parado de chorar. Encontrava-se observando a paisagem da janela.

Já o grupo, conversava animadamente. Mu comentava que Saori estava tão feliz que havia colocado na conta de cada um deles o dobro do que prometera. Todos pareciam espantados e felizes com a notícia. Mais grana significa mais gastança! E quem não adora gastar?!

Chegando ao aeroporto, me dirigi junto de Camus até o local indicado por uma atendente. Aquele seria nosso portão de embarque.

Nos despedimos dos que iriam a locais diferentes, (como a anta do Aiolia! Vale lembrar que o Kanon não quis vir conosco. Segundo ele, precisava ficar para poder ajudar Saori a organizar tudo para o casamento. Não é que iam casar mesmo?) e embarcamos no vôo.

Já dentro do avião, Mu (que queria porque queria ficar na janela) olhava maravilhado para as nuvens enquanto Shaka meditava ao seu lado.

Saga parecia ter dormido. Estava usando aquelas máscaras para dormir e sua cabeça pendia pro lado.

Dite e M&M estavam no mesmo vôo também, afinal, iriam fazer um tour pela Europa. Observei o que faziam e não pude conter um riso.

Era muito engraçado ver Afrodite dar amendoins na boca do namorado resmungão. A cada amendoim que ele comia, dizia um palavrão. Hora em grego, hora em italiano.

- Abre a boquinha, meu amoor!

- Cazzo, Dite, sua bixa!Desse jeito todo mundo vai saber que VOCÊ é viado!

- Ora Maskinha, e desde quando eu me importo com isso? Agora abre a boquinhaa vai!

E novamente M&M abria sua boca e aceitava um novo amendoim.

Era divertido vê-los juntos. Tão divergentes e tão congruentes ao mesmo tempo. Afinal, podiam não ser iguais no modo de ser, contudo, partilhavam do mesmíssimo amor. Assim como eu e Camus.

Eu fiquei com o lado da janela. Gostava que o Sol batesse em mim. Enquanto Camus o repudiava. Pobre do Sol se dependesse do meu amorzinho!

Acomodei-me melhor na poltrona, colocando um fone do meu mp3 no ouvido. Observei o livro que meu ruivo lia, porém nada consegui entender de seu conteúdo, em francês, óbvio!

Respirei fundo, fechando os olhos. Senti o rosto macio e lívido de Camus encostar-se em meu ombro. Lacei seus ombros com um braço, acariciando-o levemente. Depositei um beijo em seus cabelos lisos e perfumados.

- Será que eu vou me apaixonar ainda mais por você em "Parrí"?

E ele riu baixo antes de voltar os olhos de encontro aos meus.

- Merci por non ter me questionado quando eu, de modo egoísta, decidi o destino de nossa viagem, mon ange... E pardon...

Sorri amplamente pra ele. Como ficava lindo pedindo desculpas...

- Camyu, não me precisa pedir desculpas... Se eu não questionei é porque para mim, qualquer lugar do mundo em que eu vá está ótimo, contanto que meu acompanhante seja você...

Recebi um beijo curto e carinhoso, seguido de um raro sorriso.

- Je t'aime, mon amour...

- Eu também te amo, meu Pinguim...

Continua...

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¹ Eu não sou um idiota.

² Eu te amo.

³ Eis aqui uma frase tirada dos Simpsons! Rsrs

N/A: Olá!:D
Desde já, eu peço : ESQUEÇAM as idades de nosso personagens formosos :D

Se Kanon quer desposar a irritante da Saori, não o vejam como um maníaco pedófilo!

UISHAUISHUIAS.

Beijos a todos!

Reviews, please!!!:X

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Respostas dos Reviews;

Daniela: Prontinho, minha cara colega, já postei o segundo capítulo, espero que a agrade!^^

Beijão, obrigada por ler e comentar!*-*

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