#Bakuten Shoot Beyblade não me pertence.
*Song fic. (Tema de não quero ver você triste – Por Marisa Monte & Erasmo Carlos.).
Boa leitura.
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Capítulo 1
Ele estava tão estafado como podia e assim como não podia.
O violino jogado num canto à sua esquerda, o arco perto de seus sapatos negros. Não importava se estava bem escondido ou não, só queria parar por pelo menos umas horas, sem vozes nem gritos, nem fúria nem desprezo.
- Eu nem queria estar aqui. – sussurrou para si mesmo, irritado, o pequeno russo em meio à caótica cidade de Nova York.
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"Nossa escola não é lugar para estrangeiros daquele nível". – Foi o que ele ouviu no caminho para a diretoria.
Voltou com a ponta dos dedos geladas e a mente num ponto daquela frase.
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"Pior que estar em meio a estrangeiros é ser estranhado por eles."
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"Estique mais o braço!"
"Arrume sua postura!"
"Não tense tanto seus ombros!"
"Não atrase a nota!"
"O compasso está errado!"
"Você não aprende nunca?"
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- Faça isso, não faça aquilo. Eu não sou um boneco de farrapos, droga. – resmungou para nada além que o próprio nada.
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Sente o céu
Repara o mar
Há muito mais
Pra eu te mostrar
Não chore não
Não fique triste assim...
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- O céu tá tão bonito, você não acha? – a voz tomou-o de surpresa, mas só se contentou em o olhar com os orbes vermelhos meios apagados.
O loiro sorriu abertamente, o russo não gostou muito, desviando assim o olhar.
Ouviu uns passos na areia e o viu de soslaio pegando o seu violino.
- Isso deve ser seu... – comentou inutilmente, o russo sequer o olhou ou assentiu.
O loiro, porém, sequer esperava algo semelhante.
Simplesmente sentou-se do seu lado recostando o instrumento em suas pernas. O outro se abraçou às suas próprias, decidido a não mostrar qualquer expressão.
Foram cinco minutos largos e incômodos.
- Estava bonito. – disse o loiro casualmente.
Cinco segundos.
- Humph. – fez nada mais que aterrar ainda mais o rosto entre as pernas unidas, deixando ver apenas os tons azuis do cabelo.
O loiro chegou um pouco mais perto levando uma mão para próximo das madeixas acariciando-as lentamente num consolo inocente. O outro levantou a cabeça olhando-o incrédulo, até o momento em que os orbes se encontraram.
Os reflexos se misturaram deixando fluir palavras não ditas. O mais velho baixou o olhar, uma lágrima solitária escapou rolando devagar.
- Eu queria ir para casa. – soltou pesado e inconsolável.
Os olhos azuis fecharam-se e as testas se encontraram. Tocou sua bochecha apartando a lágrima com dedos aveludados.
Sim, estava doendo, e muito.
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Eu te amo tanto
Que teu pranto
Fez-se canto
Pra mim
Sorria por favor
Tenha esperança
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O loiro ficou apenas lá. Os braços curtos rodeando-o. Sentindo como ele era tão diferente, até no cheiro.
"Kai tinha um cheiro gelado" – pensou.
E de repente, aquele menino que ele viu entrar em sua sala, com aquelas roupas escuras e aquele olhar vermelho como de um vampiro tal qual via nos filmes apavorantes da TV, se transformou num garotinho assustado, sozinho no mundo, largado, e sem ter aonde ir.
Era como seu próprio reflexo só que ao contrário, logicamente.
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Quê que você tem?
Conta pra mim?
Não quero ver você triste assim,
Não fique triste,
O mundo é bom,
A felicidade até existe.
Enxuga a lágrima,
Pare de chorar,
Cê vai ver que tudo vai passar.
Você vai sorrir outra vez,
Que mal alguém lhe fez?
Conta pra mim?
Não quero ver você triste assim.
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- Hei Kai, você tem um lugar para onde voltar? – perguntou casualmente, obtendo apenas um gesto negativo. – Eu também não tenho. – sorriu tristemente. – Mas você pode voltar pra mim, se você quiser...
Um comentário meio bobo, saindo fluidamente, apenas um pedido desajeitado de afeição.
O russo achou engraçado...
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Sente o céu,
E esse luar,
Que eu quero ver,
No teu olhar,
Eu só queria,
Ter você pra mim.
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Dali em diante os dias se passavam assim: num piscar de olhos. À tarde caindo e os dois apenas andando, ora ou outra resmungando ante as mãos vermelhas, quase roxas dos castigos da professora. Mas ao menos eles ainda tinham um ao outro, e isso era o suficiente.
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Olha, vamos sair,
Pra quê saber aonde ir,
Só quero ver você sorrir
Enxugue a lágrima.
Não chore mais.
Olhe que céu azul,
Azul até de mais,
Esqueça o mal,
Pense só no bem,
Que assim a felicidade um dia vem
Agora uma canção,
Canta pra mim?
Não quero ver você tão triste assim.
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E antes de qualquer coisa, o pensamento era mútuo: Eu estarei lá para você.
...
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Continua...
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Creio eu que o único capítulo sendo uma Song fic. Não saiu como eu esperava, mas ainda sim havia gostado de como tinha ficado, e talvez apenas eu ache...
Mas é isso...
Bey-jos e até.
