Olá! Aqui estou eu com o segundo capítulo de Ma petite amie. Bom, como eu falara, eu coloquei fermento na minha imaginação. Espero que gostem -, principalmente Lis-sama, né? Nee... A festa de aniversário do Sesshoumaru num ficou lá grande coisa! TT.TT Quero chorar! Eu queria reescrever de novo, mas acho que alguém me mataria. xx Enfim, espero que gostem e deixem reviews! Ò.ó Caso contrário, serão perseguidos pelo youkai que vive no meu armário (Não, não é um tipo Sesshy uú)! DDDD. Ah! E agradeço a Gabi-chan por revisar. o/
Capítulo 2:
Festa: Dois noivados e um plano
Capítulo escrito ao som de We can make it - Arashi
Naquela noite quente, Sesshoumaru abotoava a camisa, emburrado... Primeiro por estar com trinta e um anos e por sua "adorável" madrasta presentear-lhe com uma semana de suspensão no trabalho e uma festa de aniversário! Rodou os olhos semicobertos pela franja ao ouvir uma música calma, meio clássica, começar a tocar.
Izayou recebia os convidados de seu enteado - na verdade, seus convidados, mas isso era um detalhe para ela. - em frente ao hall, ignorando o youkai ao seu lado.
- Iza... Reconsidere... - Pedia InuTaisho, fechando a cara ao sentir uma certa... Criatura aproximar-se.
- Você que provocou tudo isso, InuTaisho... - Suspirou, virando-se para a porta que era aberta por uma empregada. - Os papéis estarão assinados semana que vem... Thomo! - Exclamou para o homem que entrara acompanhado de um jovem casal.
- Iza! - O homem de olhos e cabelos castanhos foi até a matriarca, sendo recebido por um beijo e abraço. - Olá. - Cumprimentou-o, sem receber resposta, pois o youkai afastava-se para o sofá onde estava sentado o filho mais novo.
- Oh! Rin-chan! Como vai? – Perguntou, enquanto abraçava-a.
- Bem, Izayoi-san. – A jovem retribuiu de forma automática, por mais que aquela senhora parecesse uma pessoa boa, ela não conseguia sentir-se a vontade perto dela.
- Já disse para parar com este "-san", Rin! Sinto-me mais velha do que já sou! – Disse, rindo. Só agora reparando no rapaz que estava ao lado dela. – E quem é este belo jovem?
- Matsumoto Bankotsu, noivo de Rin. – Apresentou-se, inclinando levemente o troco para frente, num cumprimento formal.
- Prazer, Matsumoto! – Disse, inclinando somente a cabeça, respondendo-o. Ficara visível que não gostara dele, porém, ela poderia estar enganada quanto ao que pensou dele, não é mesmo? – Demo, vamos entrando... Rin-chan, me acompanharia, um momento?
- Oh, hai. - Seguiu-a, depois de ver o olhar de seu pai.
Elas subiram as escadas rapidamente, sendo que a jovem quase corria para alcançar a outra, que parou ao quase trombar com um jovem.
- Oh! Sesshoumaru! Pensei que não iria descer mais hoje! - Disse, fingindo-se zangada.
- ... "Se você soubesse..." Nakayama. - Cumprimentou, "percebendo" que havia outra pessoa ali, afinal, quem mandou ela ser uns vinte centímetros mais baixa que ele?
- Yo, Inokuma-san. - Respondeu, sempre jovial e educada, embora eles não se dessem muito bem. - Feliz aniversário! - Parabenizou, antes que se esquecesse. Porém ele não falou nada, apenas acenou levemente a cabeça antes de afastar-se. A jovem piscou, dando de ombros depois, quem iria entender um velho com complexo de idade?
- Vamos, Rin. - Izayoi sorriu, já acostumada com o jeito do enteado, voltou a andar até chegar em seu quarto. - Sente-se. - Disse, fazendo-a ficar sentada em sua cama, ao seu lado.
- Sei que você não gosta muito de mim, Rin. - A matriarca foi direta, após um curto silêncio. - Eu entendo que você deve pensar que eu quero roubar o lugar de sua mãe.
- Izayoi-san... - Murmurou, envergonhada, não sabia que era tão visível assim. - Eu...
- Não diga nada. Eu não quero roubar o lugar da Maaya. Afinal, nós éramos amigas! Eu quero ser sua amiga também, Rin. - Sorriu, segurando a mão da jovem. - Só isso, Rin-chan...
- Gomen - Desculpou-se, apertando a mão da mulher.
- Não precisa... Você não fez nada de anormal. Amigas? - Perguntou, sorrindo.
- Amigas! - Confirmou, sorrindo verdadeiramente.
Izayoi percebeu o quão encantadora Rin era.
Sesshoumaru sentou-se no sofá, suspirando. Acabara de ser cumprimentado por umas trinta pessoas que ele nunca vira na vida, mas suspeitava que eram da empresa. Bem... Estreitou os olhos. Dez já iam ser despedidos ou serem vítimas de estranhos acidentes por fazerem brincadeiras muito "engraçadas" com a sua idade.
Reparou num humano que estava em pé, próximo a janela, segurando alguma bebida. Ele lhe parecia familiar. Levantou-se e foi em sua direção, bem melhor do que ficar sentado perto de mulheres mais perto do cinqüenta do que sei lá o que...
- Er... Oi. - Bankotsu disse ao youkai que parecia ser o aniversariante. - Parabéns...
- Quem é você? - Questionou Sesshoumaru, colocando as mãos nos bolsos das calças fazendo as mulheres próximas suspirarem.
- Matsumoto Bankotsu, prazer! - Estendeu a mão, mas logo a recolheu ao perceber que ele não cumprimentaria.
- Matsumoto... Parente de Jakotsu Matsumoto? - Perguntou, sem importar-se com os murmúrios femininos... Se bem que se elas mudassem um poucos os elogios, seus ouvidos agradeceriam, acostumados com as mesmas falas...
- Ele é meu primo! - Sorriu largamente. - Conhece-o? São amigos?
- Infelizmente, conheço. E eu não sou "amigo" de uma criatura como aquela!
- Ah... - Coçou a cabeça sem graça. - Você soube? Ele se casou com o Hakudoshi... - Disse, tentando puxar algum assunto.
- Hai. Quem diria... O "garanhão" do Hashi casado com... O Jakotsu.
- Uhn... É mesmo... Espera! Então você é o primo frio-sem-coração-não-me-toque do Hakudoshi?
- O que você disse? - Sesshoumaru estreitou perigosamente os olhos. - Repita.
- Er... É o que ele sempre dizia! - Engoliu em seco, e encolheu-se. - Eu sou inocente até que provem o contrário! - O humano agradecia aos deuses por ter um primo advogado.
Rin desceu e começou a procurar por seu noivo, surpreendeu-se ao vê-lo conversando com Sesshoumaru. Sem saber o que fazer, foi até a mesa de comidas, "roubar" alguns salgadinhos.
- O Inuyasha-baka tá lá... Conversando com o Miroku sobre beisebol... - Uma jovem bufava, nervosa, com uma mão sobre uma barriga de uns quatro meses e a outra na mesa, para pegar, cada vez mais, comida.
- Calma, Kagome! - Pediu sua amiga. - Isso pode fazer mau ao bebê! E pare de comer um pouco! Você pode pas...
- Ah! - Soltou um gritinho. - É mesmo né? Sabe-se lá quantas calorias tem né? E se eu ficar que nem um barril?! Ou pior! O Inu-kun não vai querer mais nada comigo! E vai correr atrás da primeira "jovem-tenho-quarenta-quilos", quer ver?! Isso é horrível!
- Kagome! - Sango segurou seus braços sabendo que ela não conseguia falar sem gesticular. - O Inuyasha não é idiota o suficiente para te deixar e... E...
- E as mulheres ficam mais lindas com barrigão... Mais sensíveis também. Os homens gostam disso. - Intrometeu-se Rin.
- Mesmo? - Ela confirmou com a cabeça. Kagome sorriu, e começou a falar sobre sua gravidez, a outra jovem olhou para Rin agradecida.
Izayoi conversava com Thomoeda, mas conseguia sentir um olhar pesado sobre si. Virou o rosto discretamente e encontrou um par de olhos dourados fitando-a com decepção, mágoa, tristeza. Aquilo lhe doeu por dentro e, fazendo uma força tremenda, volto-se para o namorado que falava sobre o seu noivado... Uhn? Noivado?
- Thomo... Você está falando do noivado da Rin, não é mesmo? – Perguntou, sem perceber que rezava para que fosse mesmo aquilo.
- Claro que não, Iza! Estou falando do nosso! – Sorriu apaixonadamente, que na opinião de InuTaisho foi ridiculamente ridículo! Só que ele já nem escutava mais a conversa, de tanta raiva e ciúmes que sentia, nem ouvira sobre o noivado! – Você esqueceu? Mas também, pudera! Tão preocupada com esta festa e...
- Kami... Já ia esquecendo! – Interrompe-o e levantou-se, chamando a atenção dos convidados. Sesshoumaru, prevendo o que aconteceria a seguir, pensou em pular a janela de vidro, seria "muito menos pior" que aquilo. – Bem, todos aqui sabem que hoje, meu querido Sesshoumaru...
Rin, ao escutar o "discurso" de Izayoi, começou a dar risadinhas muito má abafadas. O youkai-aniversariante olhou-a friamente, recebendo em troca 'uma língua' e leu nos lábios dela:
- Se comporte, "Sesshoumauzinho"! Se não, vai ficar sem bolinho!
Ele rosnou, poderia ficar sem bolo, mas iria comer uma humana "bem" mau passada. Ele arregalou os olhos e balançou freneticamente a cabeça, desde quando gostava de bolo? E quem disse que ele vai comer... "Aquilo"? Ele tem um gosto muito refinado! Rin não entraria no seu "menu" nem como petisco! Passou a não pelos cabelos, desde quando aquela criança era uma comida? Mexeu nas franjas nervosamente e olhou-a.
Rin praticamente gargalhava ao lado das "amigas" que estavam mais interessadas em ouvir o que Izayou falava. Virou-se para a mesa, a fim de pegar mais salgadinhos.
- Só podia ser um velho mesmo – Murmurou, sentindo, em seguida, um ser atrás de si.
- Quem você chamou de velho, humana? – Perguntou Sesshoumaru, olhando-a de um jeito que faria qualquer um tremer de medo, menos ela.
- Primeiro: Meu nome é R-i-n! Será que já está difícil decorar um nome tão pequeno? E! Para mim, uma pessoa, youkai ou não, que tenha dez anos ou mais que eu, é velho! Então, você é um velho, não é mesmo? – Respondeu, virando-se para pegar mais salgadinhos.
- Vinte e um... – Sussurrou, lembrando-se que, quando tinha essa idade, ele vivia! Estreitou os olhos, ele ainda vivia! Que pensamento mais patético!
- Izayoi está te chamando, Inokuma-san. – Informou, voltando a trata-lo "normalmente".
- ... – Ele fechou os olhos, passou a mão pela franja, pela quarta ou quinta vez na noite.
- Vai logo! – Empurrou-o e sorriu diante do olhar frio.
- (...) E aqui está ele! – Disse Izayoi sorrindo, estendendo a mão para ele, que aceitou receoso. – Como manda o costume ocidental, vamos cantar parabéns para o Sesshy! – Ela soltou-se dele, antes que quebrasse sua mão e começou a cantar e a bater palmas, sendo acompanhada por todos.
Exceto pelo enteado que estava de olhos e punhos fechados, para evitar fazer alguma besteira. E, enquanto cantavam, Rin e Izayoi poderiam jurar que um vermelho passara pelo rosto dele.
Depois de três longas horas, apenas a "família" se encontrava sentada em 'grupo' na sala. InuTaisho preferiu ignorar um certo casal e conversar com Sesshoumaru, Bankotsu as vezes se intrometia; Miroku e Inuyasha debatiam qual seria realmente o melhor time da J-league,e as jovens falavam sobre assuntos variados, enquanto Thomoeda e Izayoi acertavam algumas coisas dos dois casamentos. Meia hora depois, Bankotsu foi embora, para a felicidade dos youkais presentes.
- Concordo com a Rin! Homens são seres inferiores! – Sango passou os olhos pelos 'homens' ali presentes, especialmente para Miroku que fez uma carinha triste, a qual foi ignorada, e voltou a conversar com o amigo. – Os que prestam se tornaram uma raridade! Você teve sorte em encontrar o Bankotsu! Parece ser um cara super legal!
- Nee... Sorte? – Sorriu meio travessa, ao lembrar-se de como conheceu seu noivo.
- Hai! – Falou alto Kagome, e debruçou-se nela, sendo imitada por Sango. – Conte-nos como se conheceram! – Pediu com os olhos brilhando.
- Onegai... – Rin suspirou, a reação talvez não fosse muito boa...
- Euoconhecinumsite. – Disse rapidamente, baixo e para dentro, fazendo com que ninguém entendesse, exceto pelos Inokuma's que se viraram para ter certeza. Quase rodou os olhos ao ver as caras interrogativas em cima de si. – Eu conheci o Bankotsu num site de relacionamento. – Não tinha porque ter vergonha, afinal, conhecera seu príncipe!
Kagome e Sango olharam-na surpresa, tudo bem que na "modernidade" as pessoas se conheciam e até namoravam pela internet, mas casar? Izayoi estava virada para ela, com um sorriso estranho nos lábios, que não passou despercebido pelo seu ex-marido e enteado. Eles nem gostaram de pensar no que ela iria aprontar dessa vez.
-De... Demo... Como vocês decidiram se casar? – Perguntou Sango, depois de ver que não era sonho ou algo do tipo.
-Eu nem me lembro direito. – Deu de ombros, sorrindo depois. – Mas acho que foi no segundo encontro? Ou foi no terceiro? Não... Foi no segundo. No terceiro foi outra coisa... – Sorriu maliciosa, assustando-as ainda mais, se isso fosse possível.
Izayoi, depois de ouvir a jovem, levantou-se e todos a olharam, sem precisar chamar.
- Agora que só resta... Nós, tenho um comunicado a fazer. – Começou trocando "família" por "nós" para evitar certos olhares. Thomoeda e Rin sorriram entre si, sabiam do que se tratava. Inu Taysho preferiu lançar um olhar tristonho para a ex-mulher e abaixar a cabeça. – Bom, eu... – Não ia conseguir, depois de ver a pré-reação dele.
-Deixa que eu falo, Iza! – Thomo pôr-se ao lado dela e abraçou-a com um braço. – Nós iremos nos casar! Estamos muito felizes! – Ele parecia um jovem apaixonado.
Mas ninguém ousou falar um "a", pois no instante seguinte, InuTaisho estava de pé, com o rosto molhado e olhos vermelhos, encarando o casal com muito ódio. Ele perfurava a palma de suas mãos com as garras, manchando o tapete da sala. Com muita firmeza, mas inconsciente de seus atos, começou a aproximar-se. O humano não recuou, apenas colocou a noiva atrás de si, por segurança.
-Humano, como ousa roubar o que me é mais valioso? E ainda querer unir-se a ela? – Sesshoumaru surpreendeu-se com o tom de seu pai. – Como ousa? – Indagou novamente, parecia que ele lutava em seu interior, pois ele dava um passo para frente e recuava outro.
Depois de alguns segundos de silêncio completo, que para Izayoi foram uma eternidade angustiante, ele andou rapidamente até a porta, parando nesta.
- "Nunca se esqueça do que significa esta marca, Izayoi. Além de dizer que estamos unidos, é uma forma de mostrar o quanto te amo, pois eu te escolhi para ficar comigo eternamente. Youkais têm, mas não sabem mostrar o que sentem, talvez minhas palavras não sejam românticas, porém são sinceras. Mas acho que com você, Iza, aprenderei a demonstrar e a falar o que sinto. Com o tempo, posso esquecer de te dizer ou demonstrar. Esquecer de te levar para sair e outras coisas. Mas é impossível esquecer o quão valiosa você me é, Iza. Impossível esquecer que eu te amo, e espero que você também nunca esqueça." – Ele repetiu o que dissera há muito tempo e saiu, deixando um silêncio que ninguém desejava ouvir
O fim de semana passara "tranqüilo". Contudo, InuTaisho quisera sumir. Izayoi nem gostava de pensar no que poderia ter acontecido. E, naquela manhã, estava contando para Rin o seu plano.-Demo, quando ele descobrir... – Ela receava a reação de Sesshoumaru, sua relação com ele já não era muito boa, depois disso...
-Isso é um detalhe! – Sorria, tentando acalma-la. – Então vamos colocar o Sesshy online?
Rin deu um minúsculo aceno de cabeça, suspirou antes de acompanhar a matriarca até o escritório, onde havia um computador. Oh, que destino cruel o seu... Caminhava em direção ao seu assassinato... E nem tivera tempo de provar o vestido de noiva!
N/A: Acho que já perceberam o que vai acontecer né? XD
E Lis-sama, num vou te mostrar o capítulo três! (mostra a língua) É presente, e presente não se mostra pro presenteado antes da hora! ù.ó
Beijos
Satiko
