Imagine Eu e Você
por Bethzaeda
Disclaimer: Bobinhos... Naruto não me pertence! Hohohoho. E nem ao Kishimoto, se vocês querem saber. Naruto é do Sasuke, rá! (ou será que é o contrário? o.õ)
Capítulo I
Salvo pelo Gongo
Poucos dias depois de enviado o convite oficial, vários shinobis de Konoha chegavam a Suna. Temari abriu um sorriso maior do que a Ponte Naruto quando avistou Nara Shikamaru entre eles. O garoto havia se tornado um homem e já era um respeitado juunin da Folha. Hyuuga Neji e sua prima Hinata, então marido e mulher, haviam comparecido também. Junto ao novo Hokage, e também um velho conhecido dos irmãos de areia, Uzumaki Naruto. Ao lado dele, estava Uchiha Sasuke com sua costumeira expressão impassível.
Tsunade, a Hokage que abdicara em favor de Naruto, viera e trouxera a tiracolo sua assistente Shizune e sua aprendiz, Haruno Sakura que por sua vez, estava acompanhada de Yamanaka Ino. Sai, Akimichi Chouji, Aburame Shino, Yuuhi Kurenai, Inuzuka Kiba e seu amigo inseparável, Akamaru, Umino Iruka, Konohamaru e sua equipe, e outros tantos que Temari sequer lembrava-se estavam lá também.
Inclusive Maito Gai e seu discípulo, Rock Lee. Mão na testa e pensamento de "Ai, por todos os Kages, isso não vai dar certo...". Ok, Temari não era alienada. Pelo contrário, ela era muito esperta e perceptiva. E é claro que ela havia notado que um certo clima de desconforto se instalava entre seu irmão e o chuunin toda vez que estavam sozinhos e alguém aparecia de repente. Temari duvidava que houvesse, de fato, acontecido algo entre eles, mas fazia muito tempo desde então, e, bem, agora eles eram adultos e tal condição era sempre muito perigosa.
Depois de ponderar um pouco, concluiu que isso era apenas devaneios de sua cabeça. E até riu-se. Gaara e Lee? Não; impossível, improvável. De qualquer forma, a loira sempre fora um tanto maliciosa... Suspirou, chutando uma pedrinha à sua frente. Continuou a caminhada, rumo aos convidados. Hora de matar a saudade!
— Temari-san! — acenou o Hokage, efusivamente, arrancando olhares de reprovação de seu companheiro, Sasuke. Logo que a manipuladora de ventos aproximou-se deles, Naruto abraçou-a com ternura.
— Seja bem vindo, Hokage-sama — disse Temari, retribuindo à altura o abraço dado.
— Naruto, Temari-san! — corrigiu-a o loiro. "Naruto, Naruto-kun", suspirou o moreno ao seu lado, visivelmente irritado. Odiava que seu amado ficasse tão no centro de todas as atenções assim. — É Naruto!
— Uchiha-san, seja bem vindo você também — cumprimentou Temari, sorrindo, ao que Sasuke agradeceu com um aceno indiferente de cabeça. "Pra quê ciúmes? Eu nunca ia dar mole pro Naruto."
Passou por Sakura, Tsunade, Kiba, Tenten, Neji e Hinata, Chouji, Shino... e Shikamaru! Pára o mundo que eu quero descer! Que é essa criança escondida entre as pernas do Nara-san? Será que ele casou e eu não sei? Droga!
Mas Temari era mesmo uma menininha serelepe (1) e resolveu averiguar devidamente antes de qualquer conclusão precipitada.
— Que criança fofa! — exclamou ela, sorrindo amigavelmente ao garotinho de olhos castanhos, quase avermelhados, e cabelos negros.
— É o filho de Asuma-sensei e Kurenai-sensei, Temari-san — disse o moreno com um sorriso meio de lado que falava claramente: "eu sei o que você está pensando, Temari-san!"
— É claro, eu sabia — redargüiu a loira, fazendo pouco caso. Bom para Shikamaru que ainda tinha algumas chances com ela, porque ela sempre teria chances com Shikamaru. Como assim?! Temari e seu leque desestruturavam vilarejos inteiros! Literalmente. — Vamos, pessoas, Gaara e Matsuri os esperam no saguão da Mansão do Kazekage.
Entre o grupo que rumava ao saguão, estava Lee. Um confuso e desanimado Lee. Gaara ia casar. E, por mais que parecesse estranho, Lee ainda não havia considerado o fato de que existia uma terceira pessoa envolvida nisso: Matsuri, a noiva. Apenas pensara no casamento como mais um motivo para manter a distância física que sempre existira entre eles. Não achava que tal condição pudesse ser reversível, mas a partir do momento que aquele círculo austero de encontros e desencontros tornara-se um triângulo de vértices bem proeminentes, Lee viu-se protagonista de um conto que tinha seu fim triste, mas que jamais tivera um começo digno.
Sentia a areia rubra invadir-lhe as sandálias azuis e a brisa cálida de Suna golpear-lhe as faces alvas. Maito Gai andava em silêncio, o que não era lá muito comum ao sensei. Será que ele estava triste também? Será que sua tristeza era contagiosa? Lee olhou para os próprios pés. Como cumprimentar Gaara e não deixar transparecer nada do que sentia? Será que conseguiria ser indiferente? Ser indiferente a Gaara, seria possível para si?
Um sorriso surgiu no canto dos lábios. Desde quando sua "painoxite" por Gaara tornara-se algo tão forte? Lee era uma daquelas pessoas que só dava valor a alguma coisa quando a perdia, deveria ser isso. Mas, espere, Lee nunca tivera Gaara e, por conseguinte, não poderia dizer que o havia perdido. E, todavia, Gaara fora tão seu... Os sorrisos dos quais ele nunca lançou mão, os beijos os quais eles nunca haviam trocado. Lee tinha todos os devaneios construídos em moldes de castelos de areia, facilmente destrutíveis, a seu favor. E por tudo o que não se acontecera, por cada lembrança de tudo o que jamais se realizara, ele ia lutar.
Lutar para ter Gaara. Dessa vez, de uma forma real, mas lírica. Lutar para ser de Gaara...
— Hey, sobrancenlhudo! — chamou o Hokage passando a mão espalmada pela fronte sonhadora de Lee. — Acorda, Lee-chan, Gaara-kun e sua futura esposa estão te dando um "olá, tudo bem!"
— O quê?! — exclamou Lee despertando de seu torpor. O que poderia deixá-lo mais descompensado do que estar diante do homem de seus sonhos? Que coisa mais melosa... Mas o fato era que Gaara estava lá, e quase se podia dizer que ele estava... sorrindo? Uma ligeira curvatura nos lábios rosados. Seria um sorriso?! Pronto, era o que faltava para desestabilizar de vez o pobre chuunin da Folha. — Gomenasai, Kazekage-sama! Sumimasen!
— Seja bem vindo, Rock Lee-san — disse o ruivo, pouco dando atenção às reverencias exageradas de Lee ou o quão desesperado o jovem aparentava estar. E se Lee não estivesse tão ocupado em se desculpar ao Kazekage, teria notado que ao pronunciar seu nome, as íris verde-mar de Gaara brilharam com comoção. Gaara estava quase tão nervoso quanto Lee, mas tinha autocontrole, ao contrário do outro e, por isso, mesmo queimando por dentro, ainda tinha a expressão de uma pedra de gelo mal amada. A mesma de sempre. Quem iria se preocupar com isso?
Bem, existia uma pessoa cujas atenções estavam todas voltadas ao Kazekage. E não, não era Rock Lee. Era a companheira, por direito e escolha, do Sabaku mais poderoso. Matsuri observava tudo como uma mera espectadora numa platéia cheia. E por mais que ela fosse uma boa pessoa, uma kunoichi razoável, era isso o que ela era: uma espectadora de sua própria vida.
Das poucas vezes que Gaara comparara Lee e Matsuri, havia concluído que o que faltava em um, sobrava no outro. Matsuri não tinha luz própria e se acaso seu casamento com o Kage fosse levado a diante, ela seria sempre apenas uma sombra, sem voz, sem expressão. Não que não lhe fosse dada oportunidades para mostrar seu valor; ela recusava todas, sem dó.
Ao passo que Rock Lee, agarrava tenazmente as chances que a vida lhe dava. Lee tinha uma chama crepitante dentro de si que reluzia a milhas de distância. Era como um farol guiando a alma anuviada de Gaara. O ruivo não estava certo do que realmente se tratava o tão famoso "fogo da juventude", mas esse deveria ser tão intenso quanto o fogo que queimava dentro de Lee.
— Lee-san, essa é Matsuri, minha noiva — continuou Gaara, segurando forte na mão macilenta da garota. Não estava fazendo aquilo para provocar, nem nada dessas baixezas. Mas não seria educado apresentá-los? Não era esse o normal?
— Prazer em conhecê-lo, Rock-san — sorriu ela, estendendo a mão. Lee quedara-se, enfim, os olhos fixos no casal diante de si, perscrutando o sorriso insípido da jovem órfã, os cabelos escorridos pelo rosto magro e um tanto queimado pelo sol abrasador de Suna, os olhos castanhos, e Lee constatou que toda ela era de um tom só, um tom marrom, da cor da terra mais árida. De estatura média para baixa, corpo franzino, sorriso amável, olhos dóceis. Como uma pintura daquelas que se coloca em quartos de criança, que apesar de possuírem certa beleza de tão cruas que são, não passam de um amontoado de tintas dispostas a fim de encerrarem uma imagem qualquer, que não tem outro objetivo a não ser estar ali, apenas por estar.
Essa era Matsuri.
— Prazer em conhecê-la, Matsuri-san, é uma honra! — e apertou a mão que se lhe era estendida. Sem magoas ou rivalidades. Lee não poderia competir com Matsuri, tampouco Matsuri poderia competir com Lee. Mas Gaara necessitava do amor que os dois lhe devotavam. Para ser alguém melhor e talvez viver tão plenamente esse sentimento através dos olhos de outrem, que acabaria conhecendo-o devidamente. Mas nenhum amor é igual.
— # —# —
— Vocês já notaram que daqui a uma semana é o casamento do Kazekage e ninguém tá se preocupando em organizar uma despedida de solteiro pra ele dattebayo!
— E lá vem o Naruto com suas idéias... — suspirou Kiba esmorecido, enquanto fazia carinho em Akamaru.
— Mas sabe que é uma boa idéia — emendou Sai, com seu costumeiro sorriso falso. — É costume fazer uma despedida de solteiro antes da cerimônia de enlace, hai. Eu li isso, hai.
— Ah, cala boca, Sai — era Sasuke que com um gesto displicente de mão, deixou o Hokage no chão. — Não incentive as bobagens desse dobe desocupado.
— Se tiver batatinhas, eu topo!
— Calma, Chouji — propôs Lee, intervindo. Uma despedida de solteiro para o Kazekage? Isso não ia dar certo... — Antes de organizarem, vocês tem que perguntar a Gaara-sama se ele concorda!
O semblante da dignidade. Naruto, Kiba, Shikamaru e Chouji lançaram um olhar atravessado à besta verde de Konoha. Lee tremeu nas bases. Será que algum deles havia desconfiado de sua súbita e inexplicável preocupação com o a opinião de Gaara quanto ao evento que seria, no mínimo, animadinho, caso viesse a acontecer? Nenhum deles parecia se importar minimamente com o Kazekage. É aquele velho dito popular (bem popular mesmo, pra não dizer da carniça...): "O que vale é a putaria".
Não a "putaria" que se refere ao bacanal, e sim a "putaria" de quando vários zoam simultaneamente com a cara de um só, e este pobre diabo fica sem saber onde enfiar a cara (porque afinal ela é a grande vítima, não a pessoa em si!) de tanta vergonha. Lee definitivamente não se agradaria nem um pouco se isso acontecesse. O moreno tinha mania — quer dizer, ele era meio paranóico com isso — de proteger as pessoas as quais amava. Lembra-se de 'Sakura-san-Love-você-é-um-anjo!'? Pois bem, a rosada, Lee apenas protegia. Quanto a Gaara, se o chuunin pudesse, se não fosse proibido, se eles estivessem juntos, ou se ao menos houvesse esperança, Lee o superprotegeria.
— Qualé, Lee, ninguém avisa sobre as brincadeirinhas ao alvo dela — Sasuke. Para sua surpresa. Ok, isso não ia dar certo. Lee começou a suar frio...
— E por que você está preocupado se o Gaara-kun vai gostar ou não 'ttebayo? — biquinho de Hokage-sama pega mal. Pára com isso, dobe!
— P-por nada... É que...
— Crianças, vamos que já está tarde! O Fogo da Juventude precisa descansar e blábláblá... — Gai-sensei, arigatou goizamasu! Você me salvou de novo, Gai-senseeeei!
— Gai-senseeeeeeeeeei! — olhos arregalados, todos voltados para a sua pessoa que, naquele instante, estava congelada, estática. Oh, por todas as shurikens e kunais do mundo, o que fazer?! Mas, graças ao Sagrado Fogo da Juventude, Gai-sensei estava lá e pigarreou, tirando a atenção dos jovens, desviando-as totalmente para a sua figura incomum e... tosca? Ops, estilosa!
— Vamos indo, Lee...
A porta do aposento onde os shinobis estavam reunidos foi aberta num ímpeto por Maito Gai, que se retirou, acompanhado de perto de seu mais aplicado discípulo. Salvo pelo gongo, un, Lee?
— # — # —
As shinobis de Konoha estavam reunidas em outro aposento, um dos muitos na Mansão Sabaku. Conversavam sobre amenidades e aproveitavam para conhecer a noiva do Kazekage. Sakura se lembrava vagamente de Matsuri, da época em que as vilas de Suna e Konoha corriam contra o tempo a fim de resgatar Gaara. Matsuri estava no grupo de Suna que fazia parte do plano de resgate. Sakura lembrava-se também — e muito nitidamente— de quando Matsuri fora rechaçada sem dó por um Gaara convalescente. Quando ela tentava ajudá-lo a reerguer-se, após ser revivido por um Jutsu fatal de Chiyo-baa-sama, ele a dispensou com desprezo. 'Não preciso de ajuda'. Tais palavras jamais deixariam de ecoar na mente frívola daquela jovem órfã.
— E então, Matsuri-san, já escolheu seu vestido de noiva? — indagou Ino. A garota sorriu e acenou negativamente. E as palavras suas que se seguiram não foram mais que um sussurro: "Eu vou usar o vestido que a mãe de Gaara-san usou em seu casamento. Não precisei escolher".
Havia algo de errado. Pelo que se recordava de Matsuri, ela era uma garota ruidosa, típica pré-adolescente histérica. Sakura estava certa de que ninguém poderia mudar em tão pouco tempo. Foram apenas três anos. Talvez ela tivesse mudado por Gaara. Ele, que era um homem solitário por natureza, que se resguardava em seu silêncio imperturbável, que sempre que podia dispensava a companhia de outrem, preferindo ficar só consigo mesmo, perdido em seus devaneios e pensamentos, não gostaria de ter como esposa alguém que fosse o seu oposto.
Certamente Gaara não suportaria por muito tempo o barulho que Matsuri seria capaz de causar. Mas era justo que ele tivesse calado sua voz, tornando-a apenas um sussurro lento e débil? Era certo amar alguém tão desesperadamente a ponto de impor a si drásticas mudanças? E, afinal, não era o que Sakura havia feito? Ela não havia buscado durante toda a vida ser alguém que ela não era? Sakura não havia se calado por Sasuke? E, no fim das contas, do que adiantara? Ao menos, Matsuri estava com Gaara. E quanto a ela? Estava com Sasuke? Sakura estava sozinha.
— Nós ainda precisamos ajustar as medidas, Matsuri-kun — comentou Temari, bebericando em seu copo de saquê que, de quando em quando, era reabastecido por Shizune, que ia de Temari a Tsunade, sem descanso, segurando uma garrafa do líquido, sempre a entornando nos copos das duas. — E por falar nisso, estamos a uma semana do casamento e Gaara não encomendou seu traje...
— Eu acho que ele vai querer ir com as roupas que usa no cotidiano — opinou Hinata que se sentara num grande sofá onde estavam também Kurenai e Tenten.
— Que bobagem, gente, quem quer saber com qual roupa o Kazekage vai ao seu próprio casamento? — Ino soltou um suspiro entediado, tamborilava os dedos sob a mesa de mogno que dividia com Sakura, Tsunade e Temari. — Nós deveríamos organizar algo para Matsuri-san, afinal, ela vai se casar! Que tal uma despedida de solteiro?
— Não é prudente, Ino...
— Ah, testa de marquise, você tem que ser a estraga-prazeres, né?
— Não discutam, garotas... sic... — interveio Tsunade, que já não estava muito sóbria. — Se Matsuri-san concordar, então nós faremos... sic!
— Então, Matsuri-san, o que você nos diz? — Ino interpelou, com um repentino – e malicioso – sorriso de canto de lábios. Ok, a kunoichi de Areia estava em maus lençóis...
— # — # —
Lee retirou-se, seguindo Gai-sensei. O juunin rumou ao lado externo da mansão. Precisava ter uma conversa séria, de homem para homem, com seu aprendiz que, apesar de ser muito maduro e inteligente, ainda tinha muito a aprender. E quem melhor para ensinar Lee do que Maito Gai?
A noite já havia chegado e nem sinal de lua no céu negro de Suna. Gai sorriu. Noites como aquela lhe agradavam. O vento cortante fazia esvoaçar suas mechas negras tão canonicamente em ordem, mas ele não se importava. Gostava de sentir o ar em suas faces. A natureza era como se confessasse seus segredos para si. E Gai, ao contrário do que se poderia supor, era sim um homem muito sensível, senão como ele seria capaz de sentir o Fogo da Juventude, algo tão íntimo e pessoal de cada pessoa?
— Lee, eu quero que você saiba... — o sensei começou, e o moreno voltou com atenção seus olhos para o homem que sempre fora tão importante em sua vida, contribuindo diretamente para que ele se tornasse o que era hoje. — Não importa para mim as escolhas que você faça na vida, contanto que você seja honesto consigo e com quem você ama. Poucas coisas que você faça, pouquíssimas, na verdade, são capazes de mudar o que eu sinto por você. Você é um aluno que eu amo, Lee, por isso, eu vou estar sempre ao seu lado. Nunca se esqueça disso.
Lee estava perplexo. Todo aquele discurso, não era bem novidade para ele, mas viera num momento tão oportuno, cada palavra parecia se encaixar com o que vivia. 'Não importa para mim as escolhas que você faça na vida'. Será que era uma forma meio indireta de dizer 'Mesmo que você ame um outro homem e as pessoas condenem isso, eu vou estar do seu lado, eu vou continuar te amando'? Espere! Gai-sensei sabia?...
O que Lee podia fazer àquela hora? Apenas abraçou tenazmente seu mestre e chorou as lágrimas que há muito estavam presas em sua garganta. Um desabafo silencioso, mas que lhe trouxe alívio.
— Você não deve desistir, Lee! — exclamou Gai quando o abraço se desfez.
E haveria algo que Lee negasse ao seu sensei? Não desistiria de Gaara assim tão fácil. Estava decidido!
Continua...
N.A.: (1) Alguém aqui escuta/vê Zueira no Jutsu? DATTE! -
Primeiro vamos ao pedido de desculpas por um capítulo tão mal escrito, OCC e confuso de se ler. Não é algo que compense quase seis páginas em que eu só enchi lingüiça, mas vamos lá:
Sopros
— Ou como deve ser o beijo de Gaara —
Era um sopro. Silencioso, calmo, mas repentino. Um sopro que se lhe desarrumava os fios negros bem dispostos num corte reto e sem falhas. Uma brisa débil que amainava o calor lá de dentro, no peito anuviado que batia descompassado.
Os cabelos dele eram de um vermelho-vivo como era também as chamas crepitantes do Fogo da Juventude. Seus lábios finos que lhe remetiam ao caminho estreito, o qual tivera que percorrer para chegar onde havia chegado; eram também os lábios carnudos e avermelhados, cujo sabor era de desejo e mel colhido em favos de ruidosas abelhas.
Seu beijo deveria ter gosto de sopro. Silencioso, calmo, e tanto fazia se fosse ou não repentino, porque Lee tinha certeza que abrandaria o calor lá de dentro.
Ou o tornaria ainda mais intenso... e fogoso.
Fim do Drabble non-sense que não tem nada a ver com a fic, vale salientar n.n
(x) Pois é gente, obrigada a todas pelos comentários (só as kunoichi, yeah XD), fiquei muito feliz com eles! Que bom que a fic mal começou e já tá tendo uma aceitação legal! :D Eu vou responder um a um, tenham paciência com essa ficwriter relapsa e desorganizada que vos escreve. T.T Estou muito feliz hoje! Mesmo! Hohohoho! ;D E à pedido da GaaLee o ship agora é oficialmente GaaLee XD Gaara seme ruleia (#bright eyes#)
Bom Fds pra todas vocês!
Küsse!
