Aqui está o Segundo capítulo dessa fic maravilhosa. Espero que gostem, e mandem REVIEWS! A história original já tem mais de 1.000!
Alicia Spinet: Eu ainda não a li toda. Leio quando tenho tempo e faço a tradução durante as aulas. Já li até o cap.14, mais ou menos. Mil obrigados pela sua review, que infelizmente até agora foi a única!
Beijos, galera, e me dêem um toque se houver qualquer erro de digitação ou ortografia!
+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-
CAP.02 – Um Mundo Sem Profecia
O café da manhã estava delicioso, mas Harry não estava pensando sobre a comida. Seus olhos seguiam sua mãe pela cozinha enquanto ela enfeitiçava a louça para se lavar sozinha e os ingredientes para voarem de volta a seus lugares no armário. Ela estava mais bonita que em qualquer foto que ele já tinha visto. Ela possuía grossos cabelos marrom-avermelhados e seus olhos brilhavam e dançavam quando ela sorria. Seu pai sentou na ponta da mesa, lendo o Porfeta Diário.
-Que monte de lixo. – Tiago exclamou sobre o jornal. – Escutem isso: "O Ministério da Magia anunciou esta manhã que o Ministro Lúcio Malfoy está considerando um decreto para banir todos os mestiços de posições governamentais."
Harry se engasgou em seu suco de laranja.
-Quê?
-Eu sei, é ultrajante. Não há sangues-puros suficientes para ocupar todas as posições ministeriais. Eu me atrevo a dizer que Você-Sabe-Quem não está satisfeito em limpar o mundo bruxo dos nascidos trouxas. Ele vai trabalhar para deixá-lo completamente puro-sangue agora.
-Ele fez fugirem todos os nascidos trouxas? – Harry falou, incrédulo, sua mente girando para processar a nova informação. Lúcio Malfoy, Ministro da Magia. Ele nunca pensou que veria esse dia. Ele imaginou se Voldemort teria caído alguma vez neste mundo.
Tiago ergueu as sobrancelhas.
-Onde você esteve nos últimos sete anos? Pense, Harry. Quando foi a última vez que você viu um nascido trouxa em Hogwarts? Você-Sabe-Quem baniu-os da escola desde que ele voltou ao poder.
-O que aconteceu para eles? – Harry disse, imaginando se Hermione estava lá fora, com sua inteligência extrema e sua habilidades brilhantes, ainda pensando que era uma trouxa.
-Alguns não sabem a verdade de que eles são bruxas e bruxos. Alguns foram assassinados pelos Comensais da Morte quando contestaram a lei, e alguns se contrabandearam secretamente para fora do país para freqüentar escolas estrangeiras. Salém, Durmstrang, Beauxbatons e Pacisnitor, todas abriram suas portas secretamente para os nascidos trouxas britânicos. E alguns esconderam sua linhagem, assim como sua mãe.
A conversa foi interrompida quando a porta abriu e uma garota com brilhantes olhos verdes e cabelos escuros mesclados com mechas ruivas entrou.
-Primeiro dia do verão e vocês não me deixar dormir mais! – ela falou acusatoriamente para Tiago. – Qual é, pai, apenas uma vez eu iria gostar de acordar por mim mesma!
-Talvez você acordasse mais cedo se não tivesse ficado até tarde ontem à noite com Luna no telefone. – falou Lily Potter, da cozinha.
A garota largou-se na cadeira oposta e olhou para Harry.
-Você contou para ela, não foi? – ela disparou – Seu mongo.
-Leila – disse Lílian, com uma nota de aviso em sua voz. – Vigie sua boca. Seu irmão não fez nada disso. Eu escutei você quando ia para a cama. Agora peça desculpas.
Leila pareceu desgostosa, mas olhou para baixo e murmurou, "Desculpe".
Harry não falou nada. Ele ainda estava tentando digerir esta nova informação; Ele tinha... uma irmã? Ele olhou para ela; ela definitivamente tinha herdado características de ambos os pais com seu cabelo escuro e olhos verdes amendoados. Ela não usava óculos, e seu cabelo estava puxado para trás em um rabo de cavalo alto segurado por uma tira. Ela usava uma jeans velha e uma camiseta verde que acentuavam as mechas ruivas em seu cabelo. Lílian moveu sua mãe e um prato com bacon e ovos veio voando pelo aposento e aterrissou né frente de Leila, que começou a comer desanimadamente.
De repente, Tiago pestanejou e baixou o jornal em desgosto.
-Tiago! A linguagem! – falou Lílian agudamente, erguendo o olhar da pilha de batatas que estavam se descascando.
-Eu nunca pensei que veria o dia em que o Ministério estaria tão corrupto! – Tiago suspirou. – Meu pai costumava trabalhar para o Ministério, e ele estava sempre no Tribunal Bruxo. Ele não tinha nada exceto coisas boas para dizer sobre o governo que corria, mas agora... Bem, está tão corrompido! E a maioria das pessoas no poder não sabe que o Ministério inteiro está sendo controlado por Você-Sabe-Quem.
-Porque Malfoy é um dos Comensais da Morte de Voldemort. – disse Harry, automaticamente.
Tiago pareceu surpreso.
-Bem, sim, Harry. Mas não diga o nome. Nos dias atuais isso poderia matar você nas ruas.
-Dumbledore diz que o medo de um nome apenas aumenta o medo da própria coisa. – disse Harry antes que pudesse se refrear, irritado por seu próprio pai não falar o nome.
Houve um estrondo da cozinha. Lílian havia derrubado o prato que ela estava segurando no chão de azulejo. Rapidamente ela agitou sua varinha e reparou-o, então voltou-se para Harry.
-Onde você ouviu isso? – ela falou, pálida.
-Eu, hã... ouvi isso em algum lugar. – falou Harry. – Por quê?
Lílian sentou-se em uma cadeira próxima a Harry e suspirou.
-Harry, você sabe como as pessoas se sentem sobre Dumbledore esses dias. Depois da morte dele, o Ministério escondeu tudo e disse que ele havia se voltado para o lado das trevas. Eles deram a Malfoy o crédito por derrotar o Lorde das Trevas e fizeram-no Ministro da Magia. Nós sabemos a verdade, lógico. – ela disse de forma suave, colocando uma mão no ombro de Harry afetuosamente. – Nós sabemos que ele morreu enfrentado Você-Sabe-Quem.
Harry voltou-se, surpreso.
-Dumbledore está morto? – falou, confuso. Dumbledore? Morto enfrentando Voldemort? – Quando? – murmurou roucamente.
-Logo depois de você nascer – Lílian disse com suavidade, olhando janela afora com uma expressão distante em seu rosto. – Ele foi o maior diretor que Hogwarts já teve. Ele enfrentou Voldemort até os dois ficarem fracos da batalha, e então Dumbledore tentou matá-lo.
-Mas Voldemort não morreu – Harry completou, esperando conseguir a história inteira de seus pais.
-Não. – Tiago respondeu neste momento. – E ninguém sabe porque. Pareceu como se ele tivesse morrido, alguns diziam que ele apenas tinha desaparecido. E Dumbledore morreu pouco depois, provavelmente devido à tensão e intensidade da batalha. Ele não era jovem.
-Me contem de novo sobre como Voldemort retornou ao poder. – disse Harry.
Ambos seus pais o encararam; o olhar de sua mãe era condolente, mas seus pai pareceu suspeitoso.
-Hum... Vocês sabem como está com o Ministério interferindo em Hogwarts nestes dias – Harry acrescentou rapidamente, imaginando que se Lúcio Malfoy era Ministro da Magia, Hogwarts não deveria estar melhor que era durante os dias em que Dolores Umbridge era diretora. – Você não pode mais confiar em nada do que você escuta.
Pareceu ser a resposta certa, porque seu pai quebrou o olhar inquiridor.
-Aconteceu sete anos atrás, antes de você ir para Hogwarts, lembra? – Harry assentiu, para mantê-lo falando. – Eu não sei como ele fez isso, mas suponho que ele tenha feito um corpo novo, pois parecia que ele estava quebrado, sem poder, e sem um corpo antes disso. Eu suponho que ele tenha usado magia negra muito antiga para executar o ritual, mas isso provavelmente não importa. O que importa é que ele está mais poderoso que nunca antes e todos estão com a impressão de que resistir a ele é inútil. – Os ombros de Tiago caíram. – A Ordem se desmanchou.
-O quê? – Harry não podia acreditar. A Ordem da Fênix, desistira?
-Eu pensei que tinha te contado sobre isso. – Lílian interrompeu, olhando para ele com curiosidade. – Eu enviei uma coruja a você e sua irmã no último outono.
-Ahh... talvez ela tenha esquecido de me dar a carta. – Harry mentiu,
Sua explicação pareceu acalmar seus pais, mas ele percebeu que Leila estava escutando muito cuidadosamente agora e observando Harry, uma expressão ilegível em seu rosto.
-Nós remontamo-la depois que Você-Sabe-Quem...
-Diga "Voldemort", mãe. – disse Harry – Ninguém mais está aqui.
Ela assentiu.
-Nós remontamo-la depois que V-voldemort retornou, e o enfrentamos por anos, mas é muito perigoso ter qualquer tipo de organização contra ele, agora que ele tomou o Ministério em suas mãos. Nós lutamos, mas sempre que Voldemort suspeitava que alguém estava contra ele, enviava Comensais da Morte para esta casa e... – ela não continuou, removendo uma lágrima de seus olhos.
Tiago continuou.
-Ele deixa as pessoas saberem exatamente o que irá acontecer para suas famílias se elas se recusarem a se juntar a ele. Ele assassinou meus pais logo depois de seu retorno ao poder. Os pais de Lily... Bem, isso foi bem recentemente, lembram?
Harry assentiu, embora ele não lembrasse de nada.
-Como ele não matou vocês? – perguntou.
-Você, eu, sua mãe, Leila, esta casa – tudo está sobre o feitiço Fidelius. Sirius é o nosso fiel. Eu acho que o feitiço foi aplicado a tanto tempo que você nem lembra.
-Quais membros da Ordem morreram? – Harry sabia que ele estava abusando da sorte, mas ele simplesmente precisava saber. Ele esperava que não o enviassem ao St.Mungus por suposta perda de memória.
-Vamos ver... – a mãe de Harry contou os nomes em seus dedos. – Os Prewetts...
-Não, mãe, aqueles que morreram na segunda guerra. – disse Harry, já tendo ouvido a lista antes. – Moody me mostrou uma foto da Ordem original e me disse quem morreu na primeira guerra. – explicou rapidamente, quando sua mãe lançou-lhe um olhar inquisitivo.
-Ah, certo... Segunda guerra: Arabella Figg. Dégalo Diggle, Estúrgio Podmore, Rúbeo Hagrid…
-Eles mataram Hagrid? – exclamou Harry, sentindo seu estômago afundar.
-Levou dez Comensais da Morte para levarem-no também. – disse Lílian, triste. – Oh, e eles levaram Carlinhos...
-Weasley? – Harry disse muito rápido.
Lílian assentiu.
-Sim, ele e Tonks na mesma vez. Eles estavam casados também. Tenho certeza que você encontrou o irmão dele, Rony, na escola.
-Eu o encontrei. – Harry disse, sorrindo um pouco, lembrando todas as coisas que ele havia feito com Rony; deveres de casa tarde da noite, jogar Quadribol, escapar da Acromantula na Floresta Proibida, praticar na AD, o jogo gigante de xadrez que ele haviam jogado para conseguir a Pedra Filosofal...
Então o que sua mãe dissera atingiu-o.
-Eles pegaram Tonks também? – falou. Seu café da manhã estava sacudindo em seu estômago.
-Aquela pobre família – sua mãe disse, ainda pensando sobre os Weasley. – Arthur e Molly viram tudo... primeira sua filha, então Carlinhos...
Harry encarou-a.
-O que aconteceu com Gina?
-Oh, Harry, você não lembra? No seu segundo ano? Eu não sei como, mas ela estava abrindo a Câmara Secreta e o Ministério disse que ela era a única responsável por todas aquelas mortes. Eles deixaram Hagrid escapar fácil na primeira vez, mas o júri disse que desta vez eles não podiam fazê-lo de novo... com quatro estudantes mortos, e tudo. Eles a enviaram para Azkaban, aquela pobre garotinha...
Mas Harry havia empurrado sua cadeira e ficado de pé tão abruptamente que a mesa deslizou para frente e seus talheres bateram-se sobre ela.
-ELES A MANDARAM PARA AZKABAN?
Seus pais e Leila o olharam, boquiabertos.
-Eu pensei que você sabia, Harry. – sussurrou sua mãe.
-Eu não sabia! Como eles puderam enviá-la para Azkaban? Não foi culpa dela!
-Harry, o que há de errado com você? – Leila disse, alto. Ele congelou, percebendo quão estúpido ele estava parecendo, gritando sobre algo que acontecera anos atrás.
-Não estou me sentindo bem – mentiu. – Eu preciso subir e deitar um pouco. – e ele atravessou a sala e subiu as escadas para seu quarto.
Gina em Azkaban. A imagem batia-se em seu interior. Harry deitou em sua cama e apertou seus punhos com tanta força que as unhas estavam cortando sua pele. O caroço em seu estômago havia subido para sua garganta. Ele engoliu com dificuldade. O que acontecera? O diário havia sido descoberto? O basilisco continuava vivo, sem nenhuma dúvida, e o diário permanecia lá, esperando pela próxima vítima insuspeita que escreveria nele. Mas como ela não havia sido morta? Harry imaginou que talvez ela tivesse sido apanhada no ato de abrir a Câmara... As imagens indesejáveis de Gina sentada naquela cadeira na sala da corte vieram para sua mente... Gina sendo arrastada embora por dementadores... Gina caída em sua cela, revivendo as piores lembranças de sua vida de novo e de novo...
Harry decidiu-se. Ele iria resgatar Gina, mesmo se isso custasse sua vida.
