Para Além do Bem e do Mal
Capítulo 1 - Como tudo começou...
Gina estava de férias de Hogwarts, férias permanentes... Acabara o sétimo ano e agora, sem aulas, andava emburrada pela Toca. O que ela mais queria era estar como Rony, Harry e Hermione, estudando na Escola de Aurores. Mas não, ela era burra para isso! Não, não era burra, apenas não tinha autocontrole e por nervoso tinha ido terrivelmente mal nos NIEM'S e agora não poderia seguir nenhuma das profissões que desejava. Não podia ser auror porque foi mal em Poções, não podia ser medi-bruxa pelo mesmo motivo... O que restava? Profissões inúteis! Ela queria ser útil, queria ajudar na guerra contra Você-Sabe-Quem.
Sentou emburrada na cadeira de sua escrivaninha, pegou a pena e começou a escrever a carta que deixaria para sua família. Ela não tinha escolha, iria embora. Não agüentava mais ficar presa enquanto tanta coisa acontecia fora de seu campo de visão. Ela tinha implorado para que deixassem que entrasse na Ordem da Fênix, mas sua mãe, superprotetora como sempre, não permitiu, alegando que até Harry só entraria para o grupo depois de formado auror.
Sua única esperança era um folheto que recebera há um ano, enquanto comprava um livro novo para o sétimo ano de aulas em Hogwarts. Ela estava em frente a Floreios e Borrões, no Beco Diagonal, e aceitou o panfleto apenas por educação. Não sabia nem porque tinha guardado-o, mas depois que suas chances de ser auror foram por água abaixo logo se lembrou dele, que dizia o seguinte:
"Você está interessado a ajudar na guerra contra Voldemort? Não é formado na Escola de Aurores? Mas quer ajudar o bem? Fale com Brian Rhein no número 50, aqui mesmo no Beco Diagonal."
Gina achava absurdo como eles diziam Voldemort no panfleto sem o menor temor, sendo que nem mesmo os Comensais da Morte o faziam. Sabia que o panfleto já tinha um ano, mas não custava nada tentar, se por acaso nenhum Brian Rhein estivesse lá, daria um jeito, arrumaria outra maneira de fazer algo útil. Só tinha uma certeza, não voltaria para casa para ficar trancafiada.
Escreveu uma carta longa para seus pais explicando que não agüentava mais ficar trancada sem ajudar enquanto tantas pessoas inocentes morriam. Dizia, em cinco folhas de pergaminho, que estava determinada a ajudar a combater Você-Sabe-Quem, e que se eles não a deixavam entrar para a Ordem, ela arranjaria outro meio. Não deixou de tentar tranqüilizá-los dizendo que estaria bem e que sabia se virar sozinha.
Ela não era mais a pequena Weasley. Tinha tentado demonstrar isso em seu quarto, quinto e sexto anos na escola, sempre ajudando Harry, Rony e Hermione em tarefas perigosas, mas não tinha resolvido o problema.
Dobrou a carta com carinho e colocou em cima do travesseiro em sua cama. Pegou a mala e deu uma ultima olhada em seu quarto, já que não sabia quando voltaria. Se voltaria. No entanto, não sentia nenhum arrependimento.
Aparatou em seguida.
Seu destino: número 50 do Beco Diagonal.
~***~
Draco participava de mais uma reunião com Comensais da Morte. Agora se habituava a ser um deles. Há um ano, desde que se formara em Hogwarts estava participando dos planos e ajudando como possível.
Era treinado diariamente por seu pai, precisava melhorar em tudo, absolutamente tudo. Lúcio dizia que Draco não sabia nada e era burro demais para aprender, mas ele mostraria para seu pai que era capaz.
Segundo comensais mais experientes, Draco não estava pronto para a ação, então ele foi designado a estudar os mapas e analisar como entrar em locais proibidos com eficiência e coisas do tipo. E nisso não podiam negar, ele era bom. Contudo, não era o que ele queria. Draco queria participar exatamente da ação. Da parte divertida. Os ataques ocasionais às famílias trouxas, aos sangues-ruins e principalmente aos ex-colegas de escola que tentavam impedir os comensais de executar os desejos do Lord.
Lord Voldemort tinha planos para ele. Draco não sabia quais eram esses planos, só sabia que Você-Sabe-Quem não queria que ele tivesse a Marca Negra em seu braço. Quando convocava todos os comensais Draco era chamado de outra maneira. Ou seu pai o avisava, ou Você-Sabe-Quem conseguia falar em sua mente, Draco não sabia como ele fazia isso sem a marca, entretanto era exatamente assim que acontecia.
Draco Malfoy tinha a grande vontade de mostrar a todos que ele era o melhor. Queria vencer todos que um dia riram dele, que o subestimaram. Sua lista era grande, começava por vários alunos de Hogwarts e terminava com alguns de seus colegas comensais. Os principais membros dessa lista era o trio perfeito: Potter, Weasley e Granger, quem ele sabia estarem se preparando na Escola de Aurores. Mas, cedo ou tarde, sua vingança viria.
~***~
Chegando ao número 50 de uma rua deserta do Beco Diagonal, Gina deparou-se com um sobrado estreito de dois andares abandonado. "Droga! Eles realmente já devem ter mudado de endereço para não dar mole aos comensais..." - ela pensou espiando pelas tábuas de madeira presas em uma das janelas.
-Procurando algo, minha jovem? - um senhor que aparentava muita idade se aproximou e perguntou percebendo que ela parecia curiosa em relação ao sobrado.
-Sim, o senhor por acaso conhece Brian Rhein? - quem sabe o velho não tinha alguma informação para ajudar.
-O nome não me é estranho... - ele respondeu coçando o queixo e forçando a vista, como se tentasse lembrar. -Espera... não era o homem que morava nesse sobrado?
-Imagino que seja. Estou procurando-o, me deram esse endereço, mas foi há um ano. - Gina disse com esperanças que o senhor se recordasse de algo.
-Quem sabe o meu filho não sabe alguma coisa? Moro aqui em frente, venha comigo. - ele disse meio rabugento andando com dificuldade apoiando-se em uma bengala.
Sem opções, Gina o seguiu até o outro extremo da rua, e parou ainda de frente ao sobrado. O senhor parou e enxugou o suor do esforço de andar até lá.
-Max! - disse em um tom um pouco mais alto, não gritando. -Um minutinho, ele já vem. - virou-se para Gina e disse simpaticamente.
Passaram-se alguns segundos e um jovem ligeiramente descabelado desceu as escadas do outro sobrado em direção à calçada. Ele usava roupas totalmente pretas e sujas. E quando viu seu pai olhou entediado, mas ao arrastar seus olhos para quem o acompanhava mudou totalmente de expressão, animando-se.
-Pai? O que foi? - perguntou postando-se galantemente virado para Gina.
-Essa moça procura o homem que morava no sobrado da frente há um ano, um tal de Rhein. Você conhece? - ele disse olhando de Max para Gina.
-Sabe para onde ele foi? - Gina ansiosa perguntou antes que o jovem tivesse a chance de responder a primeira pergunta.
-Você está mesmo interessada, não?! - Max respondeu sorrindo marotamente para ela, então virou-se para seu pai e disse docemente. -Meu velho, vai descansar, falo com ela sozinho.
-Tudo bem, filho. Me ajuda a subir? - o senhor disse e apontou para a escada que levava ao andar de cima do sobrado, a casa ficava sobre a loja de móveis que parecia pertencer à família.
-Certo, pai. - ele respondeu e virou-se para ela. -Espera um minutinho... Como se chama?
-Gina Weasley.
-Max Webber. - ele respondeu sorrindo e apertando a mão dela firmemente. -Peraí!
Gina não pôde evitar achá-lo bonito, por mais largado que ele estivesse, talvez por isso mesmo o charme. Esperou vendo-o ajudando o pai a subir as escadas, às vezes usava um feitiço simples para facilitar a tarefa. Dava a impressão que fazia isso o tempo todo, seriam somente os dois em casa? Ele cuidava sozinho do pai idoso?
-Prontinho! - ele voltou mais sorridente ainda minutos depois. -Procura Rhein, ou a organização dele? - disse a última sentença em um tom baixo, quase sussurrando.
-Depende... - não devia contar todos seus planos para um estranho. -O que você sabe?
-Dele, ou da organização? - Max respondeu se aproximando mais dela e sussurrando em seu ouvido direito. -Porque se for da organização, posso te responder.
Gina não conteve um arrepio ao ter um homem tão bonito sussurrando em seu ouvido, mas não devia levar isso em consideração, ela estava em uma ação séria e não devia se entreter com contratempos, mesmo que eles fossem morenos e altos. Resolveu jogar o jogo dele.
-Me responde. - respondeu também falando ao pé do ouvido de Max.
Ele sorriu, afastou-se e a puxou pela mão.
-Venha. Te mostro.
"Isso é loucura!" Onde ele iria levá-la, ou melhor, onde ele pensava que a levaria? Gina puxou a mão bruscamente e levantou sua mala, que estava na outra mão, ameaçadoramente:
-Ou você me explica tudo direito, ou vai levar uma malada na cabeça agora mesmo! - disse com a outra mão na cintura.
Max sorriu mais, agora gargalhava, e aquela atitude já estava irritando-a. Lançou um olhar revoltado para ele, que parecendo perceber seu erro parou de rir e se aproximou sério.
-Você é das boas, então... - ele disse com uma expressão enigmática. -E não precisa me dar uma malada na cabeça, tá Weasley?!
-Tá. - respondeu ainda na defensiva. Ele parecia alguém muito impulsivo.
-Posso te levar ao novo endereço da Agência, trabalho para ela. É por isso que veio, não é? Derrotar Voldemort. - ele disse baixo e nem sequer hesitou ao pronunciar o nome do maior inimigo da maioria dos bruxos. Gina, no entanto, não gostava de ouvir ou dizer o nome de Você-Sabe-Quem.
-Por isso mesmo. Quero ajudar. - respondeu determinada e aliviada por ele saber algo sobre a organização.
-Vou te levar, mas tem que confiar em mim. Você confia? - ele respondeu segurando a mão dela repentinamente.
-Nem te conheço! - ela tentava colocar uma luz em toda essa escuridão.
-Mas, quando se trata do trabalho que você talvez vá exercer, a confiança é a base de tudo. Se não confia em mim, um estranho, também não confiará nos outros estranhos que encontrará no futuro, estranhos comprometidos com a Agência. - ele dizia as palavras com um ar sábio, olhar de quem conhecia bem o assunto sobre o qual falava.
-Isso é um tipo de teste? - era o que parecia à ela, ele tentava saber se ela era confiável ou algo do tipo, provavelmente.
-Pode ser. Então, o que me diz? Virá comigo?
-Sim. - ela respondeu apertando a mão dele com força.
Max tirou um objeto que Gina nunca tinha visto de seu bolso e segurou, sorriu e pediu que ela segurasse também. Em segundos sentiu um puxão familiar no umbigo. Usavam uma chave de portal. Com um solavanco foram parar em outro local, não muito diferente do anterior, uma rua cercada de prédios abandonados e o chão mal conservado. Ela teria feito a coisa certa acreditando em um estranho?
-Chegamos. Pode entrar naquela porta ali. - ele disse subitamente percebendo que ela analisava o local à sua volta.
-Você não vem comigo? - isso parecia estranho, estava começando a desconfiar...
-Não. Deve ir sozinha. - ele respondeu colocando as mãos nos bolsos da calça.
-Como posso ter certeza de que não está me enganando? - sua intuição dizia para não entrar ali.
-Não pode. Tem que confiar. - Max apontou para a porta, incentivando-a.
Ela suspirou e sem opções caminhou até a porta. Era agora ou nunca, saberia se estava agindo certo ou não apenas ao adentrar naquele prédio. Seu coração batia rápido, suas mãos tremiam, mas nada que a impedisse de girar a maçaneta redonda da porta.
A sala estava escura. Mau sinal. Tentou forçar a vista para enxergar algo além da pouca luminosidade que vinha da porta, não distinguiu nada. Virou-se novamente para fora, diria poucas e boas para Max, no entanto, ele não estava mais lá.
-Max? - como ele a abandonava assim? Algo muito errado estava acontecendo... Aquele endereço não era o correto, a 'tal' Agência não ficava naquele lugar. -Max Webber? - não adiantava, ele a enganara...
Virou-se para a sala, realmente não tinha ninguém ali. Ergueu sua varinha e murmurou 'Lumus!', o que iluminou o ambiente. A sala estava totalmente vazia. Sua respiração acelerava pelo medo, a adrenalina corria por seu sangue deixando-a mais nervosa. Resolveu investigar o prédio, se aquilo era mesmo uma armadilha alguém estava de tocaia.
Começou a subir a escada próxima da porta. Dava passos leves para que ninguém percebesse o que ela resolvera fazer. Parou no andar seguinte e olhou pela fresta da porta do quarto. Tudo escuro. Abriu-a lentamente e antes que pudesse fazer qualquer feitiço ouviu 'Estupefaça' e caiu inconsciente no chão cheio de pó.
Com dificuldade abriu os olhos, a claridade a impedia de abri-los de uma vez.
-A bela adormecida acordou! Boa tarde! - Max estava ao seu lado e disse divertido.
Gina sentou-se no sofá em que estava deitada, irada com a atitude de seu acompanhante.
-Boa tarde?? Você me abandonou!! E ainda me azarou!! - disse cruzando os braços. Ele parecia tão inofensivo...
O moreno não respondeu nada, apenas caminhou até a porta da sala em que estavam.
-Rhein? Ela acordou. - disse e virou-se para ela. -Não se incomode, ele já vem. Fique à vontade. - Max abriu a porta e saiu, deixando-a sozinha.
-O quê? Max?! - ela não estava entendendo absolutamente nada. Qual era o propósito de tudo isso? Falaria com Rhein agora? Que confusão! Sentia-se tonta com tantas reviravoltas.
-Boa tarde, senhorita Weasley. - a voz veio da porta e Gina concentrou-se nela. Um homem louro meio calvo, na faixa de uns trinta anos, entrava com uma expressão ilegível.
-Boa tarde, senhor Rhein, eu suponho. - respondeu levantando-se do sofá onde estava.
-Brian Rhein. - ele se aproximou e apertou sua mão fortemente. -Sente-se. - ele aproximou-se da única mesa da sala e sentou-se na cadeira do lado oposto ao que ela estava. Gina, insegura do que fazer sentou de frente a ele na cadeira estofada.
-Então? - disse começando um diálogo.
-Max a trouxe até mim. Soube que estava perguntando sobre a Agência, o que quer dela? É do outro lado? - ele tinha um olhar grave e cansado ao falar, os olhos castanhos caminhavam por toda a sala, focalizando tudo à sua volta.
-Eu... Eu tenho um panfleto de vocês. - respondeu procurando por sua mala, mas ela não estava na sala. -Ele está na minha mala... - disse para Rhein -Onde quer que ela esteja...
-Você é inocente mesmo. - ele respondeu olhando-a no fundo dos olhos. -Não se preocupe, suas coisas estão guardadas. - agora parecia uma pessoa mais simpática. -Você quer se juntar a nós?
-Espere, preciso primeiro entender o que aconteceu. Por que Max fez isso comigo? Me trouxe até um prédio, me deixou sozinha- parou de falar com um movimento do homem à sua frente.
-Vou explicar, Max é um de nossos agentes cadastrados. Ele está morando em frente ao prédio antigo da organização para procurar pessoas interessadas e que possam entrar na Agência. Pessoas como você. Entende? - Rhein disse com um olhar astuto.
-Como eu? - "Eu que só faço besteiras..."
-Sim, pessoas jovens, que pareçam interessadas e que sejam bonitas, mas o principal, que passem no teste. - ele respondeu com uma expressão de clara satisfação no rosto.
-Eu passei no teste? Que teste? - aquilo era confuso demais para ela.
-Passou.
-Mas ele me pegou, me estuporou. Foi o Max, não?! - tinha que entender pelo menos isso.
-Você fez o que queríamos, confiou no agente, mesmo sem ter certeza se ele era a pessoa certa. Se você fosse nossa agente, acharíamos sua atitude errada, pois confiou nele sem nenhuma prova de que ele era uma pessoa da Agência, no entanto, para uma amadora o seu ato foi correto. - diante do olhar de dúvida de Gina, continuou: -O fato de ter sido atingida não importa, e sim, foi o Max que a atingiu. Aquele local em que estava era apenas para teste, ele tinha que traze-la para cá, e você não poderia ver o caminho, de qualquer maneira teria que ficar inconsciente.
-Certo. - agora estava ficando tudo mais claro em sua visão. -Qual o objetivo da Agência, como ela age? - faltavam pontos principais sobre a organização na qual ela estava prestes a fazer parte.
-Nosso objetivo é atacar as fontes de Voldemort - ele, como Max pronunciava o nome sem hesitar, e percebendo a reação de Gina resolveu se explicar -O medo do nome só piora a situação, qual o problema de nomeá-lo? Chamá-lo de Você-Sabe-Quem só o torna mais amedrontador, entende? Exigimos que os agentes o chamem de Voldemort.
-Se eu entrar para o grupo de agentes terei que chamá-lo por seu nome? - Harry era o único que ela conhecia que pronunciava o nome, e também dizia que se não o chamassem por seu nome o medo crescia.
-Sim, terá. - ele respondeu e continuou a responder a pergunta anterior. -Nossos agentes não passam de espiões, são treinados para conseguir interceptar as ações de comensais da morte, e estragar quaisquer planos de Voldemort. Eles ficam espalhados por onde for necessário, pelo mundo. Você estaria disposta a passar por isso?
-Certamente. Meu objetivo é esse. Não posso ser um Auror, mas quero acabar com Voldemort. - teve dificuldades em dizer o nome que temia desde a infância, mas sentia-se mais estimulada dizendo-o.
-Como Max disse, você tem o espírito da coisa. - Rhein gostou de vê-la se esforçando para se encaixar no grupo, até pronunciando o nome de Voldemort. -Vejamos, Gina Weasley, esse é seu nome?
-Virgínia Weasley, completo.
-Weasleys, sempre colaboram a nosso favor. - ele disse satisfeito -Nunca tivemos um entre nós, mas sabemos do trabalho da Ordem da Fênix. Vocês não têm nada contra trouxas, pelo contrário, seu pai os admira muito, não?
-Verdade. - Gina percebeu que ele conhecia seu pai muito bem, não sabia porque, mas teve a impressão que não era apenas de ouvir falar.
-Vocês são muito conhecidos no mundo mágico por serem contra Voldemort desde que ele surgiu. Isso é um ponto negativo contra você, Gina. - Rhein pegou um caderninho de seu bolso e anotou algo nele, rapidamente. -Teremos trabalho para camuflá-la... Você não poderá falar com seus familiares enquanto trabalhar para nós. Tudo bem?
-Tudo bem. Meus pais são contra, não querem que eu me envolva com isso, não deixaram que eu entrasse para a Ordem, mas como eu poderia ficar em casa, sem fazer nada quando precisam de minha ajuda? Fugi de casa, estou sendo honesta com o senhor e realmente não quero que eles me achem. Os manterei informados de alguma maneira, mas eles não me verão.
-Certo. Você aprenderá no treinamento como enviar cartas sem correr o risco de serem interceptadas. Quanto à decisão de fugir, ela é apenas sua, não me intrometerei. Então, Weasley, entrará para a Agência? - ele perguntou estendo a mão direita para Gina, com uma expressão de dúvida no rosto.
-Sim. - ela apertou a mão dele com força em resposta. Não tinha dúvidas a respeito disso.
-Vamos ao seu treinamento, que começou hoje mesmo. - Rhein se levantou e caminhou até a porta.
Gina se levantou e o seguiu. Ele levou-a até Max em uma sala ao lado e os deixou a sós.
-Então, princesa, bem vinda ao time!! - ele a abraçou alegremente.
-Obrigado. - Gina respondeu meio à contra-gosto. Ele a irritava na maioria das vezes e ela não tinha gostado de ter sido enganada.
-Para começar... arranjaremos o seu codinome. Não poderá ser chamada de Gina Weasley por ai, não é?! Temos que escolher um nome falso, com documentação e um codinome...
Gina estava tonta com tanta informação repentina. Tudo aquilo era o que ela esperava, uma organização secreta atuante contra as forças do mal que a aceitava, nova identidade, liberdade para ser ela mesma. Parecia perfeito.
O treinamento foi de um mês, com Max, que tinha o codinome de Aranha, e uma mulher com o codinome de Flor. Os codinomes eram realmente engraçados e eram escolhidos pelos respectivos treinadores. Aranha e Flor que se tornaram grandes amigos de Gina escolheram seu codinome apenas para irritá-la, Gina tornou-se Docinho, o extremo oposto de sua real personalidade, Gina era nervosa, impaciente e muitas vezes ríspida, a pouca doçura que possuía era raramente vista, apenas em momentos de descontração, que eram poucos na rotina dura.
Nova identidade ela ganhou no fim do treinamento, agora seu nome era Pamina Ende. Seus cabelos ruivos, compridos e ondulados ficaram para trás, pois eles pertenciam a Gina e não a Pamina, agora seus cabelos eram negros, graças a uma poção que lhe fora dada e devia ser tomada uma vez por mês, e lisos na altura do ombro. Os olhos não eram mais castanho-escuros, mas sim azuis, o que Gina amou, era a cor que sempre quis.
Era complicado se acostumar com sua nova identidade, se olhava no espelho e não conseguia se reconhecer, lembrava de si mesma um mês antes e não acreditava como estava diferente, não apenas fisicamente, mas nas suas maneiras, em seus gestos. Era outra pessoa. A Gina antiga ficara completamente para trás, a garota ingênua, insegura e mimada deu lugar a uma mulher esperta, decidida e forte, pronta para derrotar qualquer comensal que aparecesse para atrapalhar seus planos.
Que viessem os desafios, estava preparada.
Continua...
N.A.: Aqui! O cap 1!!! Espero que vocês tenham gostado desse começo! Gina revolution, eu e minha mania de mudar um monte de coisas nela, não tenho jeito, agora ela é morena de olhos azuis ^^ ! Se acostumem a ouvir Pamina e identificar a personagem como a Gina. (Assim como em ENFB, né?! Lá era Claire...) Ah, esse nome eu tirei de uma personagem de um livro muito bom, A Filha da Noite, de Marion Zimmer Bradley, quem tiver a oportunidade de ler e conhecer a Pamina original, eu recomendo!
Revolvi adotar o método que usei na outra fic, já que vocês gostaram, aqui vai um trechinho do próximo cap:
"A porta abriu-se completamente e a luz que vinha de fora iluminou a sala. Era a mesma mulher que o atingira que abria a porta, uma morena de cabelos lisos, não pode deixar de achá-la muito bonita.
-Seria engraçado, se não fosse bizarro. O que Draco Malfoy faz no prédio da Agência? - ela disse rispidamente, em tom de ironia.
-Eu? Quero falar com Rhein. - respondeu superiormente, quem ela pensava que era para se dirigir a ele daquela maneira?
-Há! Há! Acha que é assim? Vai entrando, ou melhor, invadindo, e diz que simplesmente quer falar com ele? Doce ilusão sua, Malfoy. Você não é nada confiável para encontrar-se com nosso líder. - ela falava de um modo como se o conhecesse, e isso o intrigou.
-Por acaso te conheço? Você sabe quem sou, mas não sei quem é. - disse tentando parecer o mais casual o possível."
Capítulo 2 - Agentes
Deu para perceber que o primeiro encontro de Draco e Gina vem aí... O que acontecerá?
Bijinhos para todos, e dedico esse cap para a Nessa, minha beta que me animou muito nos comentários a respeito dele, eu estava insegura e o que você disse fez com que eu tivesse mais vontade de publicar a fic, valeu Nessinha!!
Espero comentários, aceito críticas e dúvidas! E-mail: bibalops@yahoo.com
REVIEWS JÁ!!!!
