Cap. 2 – "Se você ama alguém, deixe-o livre. Se ele voltar, é seu. Se não, nunca foi"
"I know ill see you again
Weither far or soon
But i need you to know
That i care
And I Miss You"
- I Miss You (Simple Plan)
7 horas da manhã. Toca o telefone. Adivinha quem é?
- Castle – ele atende.
- Castle, houve um homicídio na rua...
- Hoje eu não vou Beckett.
- Certeza? Parece o tipo de caso que você gosta, misterioso e meio confuso a primeira vista...
- Tá, talvez mais tarde eu passe na Delegacia.
- Ok. Castle...
- ...
- Tudo bem?
- Tudo, eu só quero ver se consigo escrever mais alguns capítulos.
- Tudo bem, até mais tarde.
Mentira. Um monte de mentiras. Ele a deixou desligar o telefone sem dizer o que precisava, sem dizer que nunca mais voltaria.
5 dias depois, com o caso resolvido e vários telefonemas não atendidos pelo Castle...
8 horas da manhã. Toca o telefone. A essa hora ela sabia que só podia ser notícia ruim, algum trabalho a fazer.
- Beckett.
- Uma mulher foi assassinada bem na frente da Delegacia. – diz Ryan do outro lado do telefone.
- Já estou chegando.
Como todas as manhãs ela levantou, lavou o rosto, escovou os dentes, trocou de roupa, arrumou o cabelo, colocou o colar da mãe e o relógio do pai e saiu.
No caminho ligou para o Castle e nada. 5 dias e nenhuma notícia... Achou melhor ver se estava tudo bem e pegou o caminho mais rápido para a casa dele.
Subiu, tocou a campainha. E para o seu aívio alguém atendeu, mais precisamente Alexis:
- Kate? – falou meio nervosa.
- Oi. Só vim ver se estava tudo bem, seu pai não me atende e faz dias que não aparece...
- Meu pai parou de te perturbar? É, isso é realmente estranho!
- *risos* Pois é... Ele está dormindo?
- É... sim!
Mas apesar do sangue de atriz da avó, Alexis não era boa em mentir e para o seu azar Kate era treinada para saber até mesmo quando um ator profissional mentia. Percebendo que Castle estava fazendo de tudo para evitá-la ela resolver ir trabalhar.
3 dias depois. Com o caso anterior já resolvido.
Meia noite.
Ele não conseguia dormir. Tinha mentido tanto para Kate por motivos que ela desconhecia e ainda tinha envolvido a filha nisso. A consciência estava pesada, então ele se levantou, colocou a roupa e foi até a delegacia.
Chegando lá escreveu uma carta e colocou num envelope sobre a mesa dela: Para Katherine Backett.
8 horas da manhã do dia seguinte (ou do mesmo né rs')
Quando ela chegou para descobrir quem tinha tirado a vida da mãe de uma menininha, ligou para ele - torcendo para que ele atendesse o telefone e pudesse com sua voz e suas brincadeiras, acalmá-la e tirá-la do cenário da morte da sua própria mãe- encontrou a carta que dizia:
Kate,
Eu fiz de tudo para virar seu "parceiro" e ter material para os meus livros, mas agora eu já tenho material mais do que suficiente e continuo aqui. Eu gosto da emoção de poder ser um policial, de poder salvar alguém e gosto mais ainda de estar com você, de fazer parte da sua vida. Mas o real motivo que me faz continuar arriscando minha vida todos os dias é que sempre achei que um dia você pensaria em mim como eu penso em você, que um dia eu teria uma chance com você. Porém eu vejo o modo como você fala do Josh, o que você está preparada para abrir mão por ele, o jeito como você fica quando estão juntos, e eu já não posso deixar de notar que minhas chances, se um dia existiram, já acabaram. Se ele te faz feliz, e eu sei que faz, eu desejo o melhor para vocês, mas infelizmente, eu cheguei ao meu limite, não posso mais te ver nos braços dele, porque a verdade é que eu queria que estivesse nos meus. Por isso estou saindo da sua vida para que ambos possamos ser felizes. Só quero que saiba que precisando, é só chamar, eu vou estar sempre aqui para o que você precisar.
Eu te amo.
Castle
Aquelas palavras não podiam ser reais, não naquele dia, as lágrimas começaram a cutucar os olhos. Ela correu para o banheiro e, assim que chegou a enxurrada desceu, eram tantas lágrimas que ela já não enxergava mais. As três últimas palavras ecoavam em sua cabeça junto com todos os momentos que ele passaram juntos. Tudo rodava, nada parecia fazer qualquer sentido. Ela só conseguia pensar em como ele tinha sido egoísta achando que deixá-la na mão quando ela mais precisava era o mais certo. Ela sabia que precisava ser forte para resolver o caso, que não podia fazer com a menininha o que fizeram com ela, mas ao mesmo tempo sabia que não poderia resolver sem ele, só que para isso teria que fingir que nada daquilo que leu tinha sido escrito, deixar Josh não era algo que ela pudesse resolver agora e muito dificilmente aconteceria. Naquele momento ela sentiu tudo: raiva, compaixão, culpa, tristeza, amor. Mas precisava continuar, o que ela sentia não era nada perto da dor que poderia causar para a pequena Dulce de apenas de 10 anos, que não tinha mais a mãe por algum motivo que ela não fazia a mínima ideia.
Lavou o rosto e saiu de cabeça erguida. Foi em direção a maquina de café, mas isso lembrava ele e a falta que ele faria. Deixou o café para depois e foi falar com Esposito para ver o que eles já tinham descoberto.
