Unidos Pelas Circunstancias
Capítulo 2 – Noivado Parte I
- Vamos senhorita Kagome, só precisamos colocar mais algumas pregas.
- Ai, eu odeio isso! Poderia estar em casa com o meu cachorro, tomando um bom sorvete e assistindo TV.
- Senhorita Kagome! Você vai se casar! Como pode não estar excitada com as preparações e principalmente com o seu vestido?
Simples, minha querida... Eu não estou me casando pra valer! E além desse pequeno detalhe, eu vou unir minhas coisinhas com um homem que odeio com todas as minhas forças!
Kagome forçou um sorriso de maneira que seu rosto tornou-se meio assustador.
- Mas é claro que estou excitada com o meu casamento. Só não gosto dessas frescuras, sabe? Mal vejo a hora de estar casada. – Mentira! Mentira!
A modista sorriu como se realmente esperasse uma resposta como aquela. Kagome começou a imaginar qual seria a expressão do rosto daquela jovem romântica se soubesse da real história por detrás de seu casamento de conto de fadas. Surpresa? Não, muito fraco... Talvez desgosto quem sabe. Enfim, isso não importava. Mas realmente seria muito tentador descobrir qual seria a reação da modista.
No caso, a modista poderia ficar tão perplexa que acharia que a própria noiva estaria louca. Afinal, Kagome não estava parecida com as outras noivas... Alegres, Felizes e saltitantes. Por mais que tentasse não estava conseguindo um resultado de cem por cento. Seu cérebro viajou ainda mais quando ela pôde ver a triste cena de um carro do manicômio vindo buscá-la enquanto a modista escondia-se atrás de uma máquina de costura... Se duvidasse Sango estaria no próprio manicômio rindo maquiavelicamente.
- Hum, senhorita Kagome?
- Ahn, sim! O que foi?
A modista deu um breve sorriso.
- Estava imaginando a cena de seu casamento não é? Eu conheço muito bem essa expressão sonhadora!
Pobre coitada...
- Ah, claro! Eu estava pensando na cena de meu casamento. Uma coisa linda!
A modista parecia estar mais feliz que a própria Kagome, pois cantarolava e estava extremamente alegre com as respostas mentirosas. Na verdade, qualquer pessoa normal perceberia o rosto deformado pelo ódio e pela raiva, mas aparentemente a modista ou era meio pirada ou era romântica ao extremo. Qual das alternativas... Kagome não saberia responder.
- Kagome, minha querida!
Inuyasha entrou com um sorriso maior que o próprio rosto abrindo os braços como se fosse abraçá-la. Esta era uma coisa que nunca havia sonhado em acontecer... Nem mesmo nos seus mais aterrorizantes pesadelos.
A modista, com uma rapidez estrondosa, puxou Kagome e a empurrou para dentro do provador. O modo como as coisas aconteceram foram tão violentos que Kagome bateu a cabeça num cabide que havia próximo a um espelho. Inuyasha mudou a expressão risonha para uma que demonstrava medo. Agora, Kagome começava a acreditar que a modista era realmente meio pirada e não apenas romântica.
- O senhor por acaso é o noivo daquela bela jovem?
- Se a resposta "sim" não significar a minha morte... Então sim.
- O senhor deve parar com essas brincadeiras, pois sou uma mulher séria que esta trabalhando! Não sabe que não pode ver a noiva com o vestido antes do casamento?
- Ah, claro... Desculpe-me. É que nenhum de nossos familiares podia buscar a Kagome, já que o carro dela ainda esta na oficina devido a um grave acidente.
Kagome ouvia tudo calada por detrás da porta do provador.
Oficina? Do que ele esta falando? E que acidente o quê! Isso não esta me cheirando bem...
- Hum... Esta certo então. – A modista virou-se e gritou. – Senhorita Kagome! Tire o vestido e continuamos os ajustes outro dia!
Kagome tirou o vestido meio que receosa. O seu carro estava estacionado a alguns metros daquele ateliê e Inuyasha não era flor que se cheire. O que ele estaria tramando?
Ela saiu do provador como um soldado de guerra que havia sido descoberto por seus inimigos e forçado a deixar o esconderijo. Forçou um sorriso ao ver Inuyasha parado na porta. Ele correspondeu, mas de maneira mais convincente.
Ele caminhou até ela com um olhar sério e o sorriso desvanecendo na face. Parou a alguns centímetros e ela ficou parada esperando ele dizer que alguma tragédia havia acontecido. De repente ele a puxou e a beijou.
Kagome ficou estática em completo estado de choque. Aquilo não era bem o que ela esperava. E Inuyasha a beijava com fervor. Kagome pensou em empurrá-lo e em seguida dar um tapa em sua face. Clichê, mas eficiente. Só que neste instante se lembrou que a modista estava ali e isso seria um desastre, já que ela desconfiaria e depois faria maledicências.
Inuyasha apertava cada vez mais o corpo de Kagome de maneira que se colava ao dele. Isso implicaria que ela sentia todos os músculos dele sob as roupas. Ok, Kagome estava perdendo o controle da situação. Nunca havia notado que Inuyasha malhava e isso era perturbador. Ele acariciava sua boca com a língua num beijo extremamente apaixonado.
Em seguida, do mesmo modo como aquela tortura psicológica começou ele a soltou. Kagome estava meio tonta e se desequilibrou um pouco tendo que se segurar no objeto mais próximo que encontrou. Nunca havia beijado ninguém daquela forma! Para falar a verdade, era meio inexperiente e virgem. Mas Inuyasha não precisava saber disso, certo?
- O que foi querida? Não se sente bem? – Inuyasha veio em seu auxílio, mas diferente da expressão amorosa de antes ele não conseguiu esconder a ponta de sarcasmo na voz e o sorriso odioso de sempre.
Isso deu forças pra Kagome levantar-se num pulo e encarar Inuyasha com toda a magnitude.
- Não querido. Eu estou ótima, melhor impossível. Apenas esqueci de tomar café da manhã e por isso estou meio fraca.
Essa resposta aparentemente feriu o orgulho de Inuyasha que fez o sorriso desaparecer e despedir-se às pressas da modista que ainda mantinha o olhar admirado para o jovem casal "apaixonado". Em seguida pegou a mão de Kagome e saiu em direção ao seu carro.
- Agora que estamos sós Inuyasha, podia me explicar o por quê daquela história de meu carro estar na oficina e o por quê daquele beijo?
- Respondendo a pergunta número um, eu precisava de uma desculpa para adiar a minha ida à loja de ternos. Odeio ficar experimentando ternos, por isso menti dizendo a todos que havia lhe dito que a buscaria já que seu carro estava na oficina.
- Ah, eles engoliram essa história mal-contada?
- Bom, querida... Não sei se você percebeu, mas eu tenho uma incrível capacidade de fingir de modo perspicaz.
- Imagina se não pude perceber. Falando nisso... Como é que você consegue?
- Fiz teatro na adolescência.
- Ah... – Kagome revirou os olhos. – Mas sim... Agora me responda a pergunta número dois.
- A modista estava desconfiada por isso agi daquele modo. Se você quer saber aquilo não me agradou nem um pouco! Mas prometi que faria todos acreditarem nessa historinha de casamento perfeito e pelo visto você está interpretando muito mal o seu papel.
- Para a sua informação eu não fiz teatro na adolescência.
- Mas interpretou muito bem a cena do beijo, hum? – Ele sorriu daquele mesmo modo terrível que Kagome tanto odiava. – Para uma inexperiente em teatro você se entregou muito bem.
Kagome ficou vermelha instantaneamente, não de maneira voluntária. O que ela menos queria era perder o controle na frente de Inuyasha, mas não conseguiu. Tentou gesticular uma resposta, mas sua mente parecia que havia parado de funcionar.
- O que acha de treinarmos um pouco... Querida.
O que ele quer dizer com "treinar um pouco"?
Kagome apavorou-se. Isso não era bom. Nada bom. Um pisca-alerta começou a apitar na cabeça dela indicando "perigo avista". De maneira rápida e sem pensar duas vezes, ela saiu do carro de Inuyasha e dirigiu-se ao seu. Ainda bem que seu carro realmente não estava na oficina.
Kagome não percebeu, mas assim que saiu Inuyasha caiu na gargalhada. Kagome sempre foi sua odiada inimiga. Uma patricinha fútil que lhe dava nos nervos. Mas tinha que admitir que ela era extremamente sexy e era incrivelmente maravilhoso fazê-la se irritar ou então ver a expressão de raiva misturada com vergonha. Apesar de não gostar da idéia de casamento... Tinha um lado bom nisso tudo... Um lado muito bom.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
- Onde estão os noivos? Uma festa de noivado não pode começar sem os noivos!
- Tia Izayoi, relaxe. Inuyasha está no quarto se vestindo e já está preste a descer. Não posso dar mais detalhes já que ele me expulsou do quarto.
- Hum... Isto já é suficiente Miroku. E Kagome?
- Bom, da Kagome eu não faço idéia. Mas a vi sendo acompanhada até o saguão com uma linda amiga. Linda mesmo. Aquele corpo... Meu deus... Eu pude ver a silhueta daquela bela ninfa e...
- Chega Miroku! Obrigada pela ajuda, mas pode ir.
- Às ordens. – Miroku curvou-se de modo galanteador e saiu.
Enquanto isso Izayoi ficava estática perguntando-se o por quê da festa de noivado não ter sido na mansão da família Higurashi.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Respondendo as Reviews!
Bekinha: Bom, existe uma explicação plausível por detrás dessa richa toda. Mas você vai saber só depois. O pai dela realmente é muito burrinho, mas isso é só pra dar uma graça na história. Ele e o Inutaisho são uma dupla e tanto. Agradeço o fato de estar gostando. Até o próximo! Beijos!
neiva: Que ótimo que você deu boas risadas! Espero que você também tenha dado risadas neste! Obrigada pelo review! Beijos!
Haruka-chan: Valeu pelo comentário e sim ele é muito tapado xD. Que bom que gostou fico feliz em saber! Continue acompanhando!
She Ryuuzaki: Que bom que gostou! E então o achou deste? Espero que tenha lhe dado uma idéia melhor da fic e claro que você tenha gostado dessa idéia! Obrigada pelo review e espero que continue acompanhando! Beijos!
littledark: Aiii que bom! Eu fiquei tão feliz quando li seu comentário e isso me deu um ânimo pra continuar! Obrigada mesmo e sim a idéia de tal pai tal filho está bem demonstrado nesta história! xD. Continue acompanhando ok? Beijos!
Kayra-sama: Obriagada por ter gostado! Continue acompanhando! Beijos!
Dani Weasley Malfoy: Sim, eu tava afim de fazer algo nos dias modernos só pra variar um pouquinho! Que bom que gostou! Isso é ótimo! Espero que continue acompanhando e dizendo o que acha certo? Não abandone, por favor! Beijos!
É isso gente! Desculpem a demora esses meses tenho estudado muito e estava sem idéias... Nada como um bom descanso e as idéias voltam rapidinho certo? Beijos e até o próximo capítulo!
