CAPÍTULO DOIS
Quatro anos antes Lauren era repórter do maior jornal de Midland. Num dia comum de trabalho foi ao ginásio da universidade para o que seria apenas mais uma cobertura normal, de um treino comum da equipe de basquete local. Era início da temporada e havia novos jogadores em quadra para entrevistar. Seria esse o gancho de sua matéria para a edição do dia seguinte.
Entrevista um, entrevista outro, até que ela avistou um moreno lindo, cabelos lisos, 1m93 de altura, músculos definidos, sério. Lauren aproveitou a oportunidade para unir o útil ao agradável e foi conversar com o belo novato.
- Oi, meu nome é Lauren e estou fazendo uma matéria para o jornal com os novos jogadores. Podemos conversar?
- Claro. Meu nome é Brian – E puxou uma das cadeiras que estavam ao lado do banco de reservas, para que ela pudesse sentar-se em um lugar mais confortável e limpo. Lauren ficou impressionada. Sua experiência mostrava que os atletas não costumavam ser muito cordiais.
Brian expressava-se com clareza, articulava muito bem as frases, era atencioso e educado, diferente dos outros, mais rudes. E assim ele conquistou a atenção de Lauren.
As coberturas diárias dos treinos foram, aos poucos, aproximando os dois, a ponto de chamar a atenção dos demais jogadores. Tanto que ninguém se surpreendeu quando, certo dia, os dois chegaram ao ginásio de mãos dadas. Tampouco quando anunciaram que estavam noivos.
Dois anos se passaram. Então Brian chamou atenção do time profissional do Mavericks, que o contratou, forçando-o a se mudar para Dallas. O salário do atleta era alto, especialmente se comparado com o que estava acostumado a receber nas equipes anteriores, notavelmente menores. Isso permitiu que Lauren deixasse o emprego no jornal para acompanhá-lo, inclusive nos jogos pelo país. Ela adaptou-se facilmente à rotina de viagens e hotéis, igualmente fez amizade com as namoradas e esposas dos demais atletas, que também seguiam a equipe. Ficavam juntas na arquibancada, atrás do banco de reservas, torcendo.
Estavam felizes, tudo estava dando certo. Brian era destaque da equipe, Lauren ocupava o tempo livre com trabalho voluntário e seus hobbies, como leitura e cinema. Estavam apaixonados, cheios de planos e curtiam o fato de poder passar muito tempo juntos. Deram entrada em uma casa, típica do sonho americano: num subúrbio tranquilo, confortável, com um grande pátio, cercas brancas, dois andares, dois quartos extras para os filhos que pretendiam ter, um escritório para que ela pudesse trabalhar em casa.
Até que um dia a equipe saiu para mais uma viagem, mas desta vez Lauren não foi junto, pois não se sentia bem. Na verdade, suspeitava que o malestar pudesse ser indicativo de uma gravidez, mas não comentou com Brian. Aproveitou a ausência do time para ir ao médico e fez o exame que confirmou suas suspeitas. Voltou para casa entusiasmada. Mal aguentava de ansiedade pela volta de Brian para contar a novidade, pois sabia que ele sonhava em ser pai.
Ao largar a bolsa numa cadeira próxima da porta ouviu a campainha. Quando viu que era um policial, seu sangue gelou nas veias. Foi informada de que o ônibus no qual a equipe viajava para o jogo havia sofrido um acidente e Brian teve morte instantânea. Lauren entrou em choque, passou mal e foi internada às pressas num hospital próximo, onde acabou sofrendo um aborto. Toda sua vida virou do avesso. E isso seria só o começo.
Decidida a tirar as más lembranças da cabeça, Lauren terminou de se arrumar e foi até a pousada onde Jensen estava hospedado. O jovem tivera alta na véspera, mas ainda precisava de cuidados. Era nisso que ela precisava se concentrar. No presente. E em Jensen.
- Eu sabia que um dia o tal curso de primeiros socorros seria útil!
- Lauren, eu não quero te dar mais trabalho... – começou Jensen, mas foi interrompido.
- Que nada, Jen. Não é trabalho. Adoro cuidar das pessoas.
- Deveria trabalhar como voluntária em algum asilo de idosos ou algo assim.
- Eu trabalho.
Em resposta, Jensen sorriu. Deveria ter imaginado pelo jeito que ela tinha em lidar com os outros, solidária, carinhosa e positiva. Ela sabia como fazê-lo sentir-se bem. Jensen havia saído do banho e ela estava refazendo o curativo do tórax, resultado da cirurgia. Lauren se esforçava para não deixar transparecer, mas adorava cuidar daquele peito liso e definido. Como Brian, Jensen jogava basquete, mas apenas como hobby. Mais uma na lista de coincidências entre os dois, além do jeito doce e transparente de ser.
- Amanhã já vou poder tirar os seus pontos. Quando você volta ao trabalho, Jen?
- Na próxima semana. Vinte e cinco dias de folga forçada.
- Quando estiver se sentindo melhor poderemos ver alguns apartamentos para você. Estou separando alguns anúncios mais interessantes.
- Mais trabalho para você – dizendo isso baixou os olhos, fitando um ponto no chão.
- Não se preocupe. Já disse que gosto de ajudar as pessoas – percebendo que ele se sentia constrangido e interpretando seus pensamentos Lauren rapidamente acrescentou, levantado o rosto do rapaz pelo queixo: - Jen, você não é um fardo, viu? Não precisa se sentir embaraçado. Gosto de você e não me custa te ajudar.
Mal terminou de falar já estava arrependida. Talvez não devesse ter sido tão espontânea, sincera, assim, tão cedo. Mas agora era tarde demais. Jensen a estava encarando com aqueles olhos verdes, com um misto de surpresa e alegria. O arrependimento foi embora assim que ele sorriu, tocou seu rosto e beijou-lhe suavemente na boca.
Lauren deixou-se levar por aquele beijo doce. Entreabriu os lábios para permitir que o contato com os de Jensen ficassem mais intensos. Largou a gaze e o micropore para ter as mãos livres para abraçá-lo, tomando cuidado com o ferimento. Interrompendo o beijo, Jensen encarou Lauren e disse, com sinceridade:
- Também gosto muito de você... como achei que jamais teria coragem de gostar de alguém novamente. – E desprezando a leve dor que sentia no tórax, deitou-se de costas na cama puxando Lauren para si, beijando-a com mais paixão. Nesta noite fizeram amor pela primeira vez, lentamente, não apenas por conta das dores no corpo de Jensen, como para aproveitar este momento quase mágico.
- Vamos, Jensen! Parece uma noiva se arrumando!
- Hei! Só quero estar apresentável para conhecer os seus amigos – e riu. – Não quero ser reprovado por eles.
- O que importa é que eu te aprovo!
Rindo ainda mais, Jensen saiu do banheiro usando um jeans escuro e uma camisa bordô com as mangas arregaçadas sobre uma camiseta cinza. Cheirava a sabonete e shampoo. Estavam juntos há um mês e esta seria a primeira vez que sairiam para curtir a noite de Midland com os amigos de Lauren. Eram músicos e iriam se apresentar em um pub de estilo rústico e aconchegante, para um tributo à banda Creedence Clearwater Revival.
Ao chegarem ao bar, Lauren acenou para Bobby que estava no palco acertando alguns detalhes. No mesmo instante ele desceu e foi ao encontro do casal. "Lor, minha pequenininha. Quanto tempo!" E envolveu Lauren com seu abraço. Bobby era texano típico, daqueles que aparecem nos filmes. Grande, cultivava uma barba tão longa quanto os cabelos, já com algumas mechas grisalhas. O chapéu tipo cowboy e o lenço vermelho no pescoço combinavam com o estilo motoqueiro selvagem, que curte rock clássico. Para completar, muitas tatuagens. Mas apesar do visual rebelde dos anos 60, Bobby era extremamente carinhoso com Lauren, o que deixou Jensen um tanto aliviado.
- Bobby, esse é o Jensen. Jen, meu grande, em todos os sentidos, amigo Bobby.
- Muito prazer – disse Jensen.
- Pô, cara, o prazer é meu. Tava doido para conhecer o cara que tem feito os olhos da Lor brilharem de novo.
- Bobby! Não me entrega assim! – brincou a jovem, enquanto Jensen sorria.
- Falei alguma mentira? Não te via assim feliz desde... – Bobby calou-se em tempo, ao perceber no olhar subitamente triste de Lauren. Para disfarçar, emendou: - Bom, não te via assim feliz há muito tempo. E fico feliz por ver o brilho de volta aos teus olhos, Lorzinha. Mas agora preciso voltar para o palco. Espero que curtam o show. E você, Jensen, cuide bem da nossa mascote. Ela é especial, tem um coração de ouro!
- Eu já percebi, Bobby, pode ficar tranquilo.
Aos poucos Jensen foi ficando mais à vontade. Ficou curtindo a música do CCR enquanto tentava imaginar o que Bobby queria dizer com aquela frase inacabada. O que será que havia acontecido a Lauren que a fez sofrer?
- Jensen?
O chamado tirou-lhe de seus pensamentos. – Que foi?
- Pensando no quê, tão distraidamente? – perguntou Lauren, divertida.
- Nada demais. Só estou um pouco cansado.
- Oh, Jen, porque não disse? Eu inventava uma desculpa para não virmos. Não precisa se sacrificar por causa disso, não vão faltar oportun...
Lauren foi interrompida pelos dedos de Jensen tocando seus lábios. Sorrindo, ele disse:
- Eu quis vir. Quero conhecer seus amigos. E meu cansaço não é tanto assim que me impeça de sair com minha namorada! – Dizendo isso, beijou Lauren com carinho.
Ouvir Jensen chamá-la de namorada fez Lauren sentir-se leve e, ao mesmo tempo, ligeiramente assustada. Sentia medo de que ele estivesse confundindo gratidão com paixão. Mas ela estava certa de seus próprios sentimentos. Estava apaixonada por Jensen e iria aproveitar ao máximo o carinho vindo dele, mesmo que durasse pouco. Ela precisava desse carinho e achava que merecia esse momento de felicidade, especialmente depois de ter sido machucada de tantas formas diferentes.
Na manhã seguinte, no apartamento de Lauren, Jensen foi o primeiro a acordar. Levantou-se, dirigiu-se até o banheiro e tomou uma ducha. Em seguida vestiu o jeans e foi até a cozinha, mesmo descalço. Lauren não era muito apegada a assuntos domésticos, mas era organizada o bastante para que ele encontrasse facilmente tudo o que precisava para fazer o café da manhã. Arrumou tudo em uma bandeja e voltou ao quarto.
- Oi dorminhoca – brincou.
Lauren despertou vagarosamente e sorriu ao ver que Jensen havia feito café da manhã. Na bandeja, café com leite, algumas torradas, pêssegos cortados em pedacinhos e outras delícias. Era impressionante que, em tão pouco tempo, ele já soubesse dos gostos dela.
- Bom dia, Jen – disse espreguiçando-se. Sentou-se, deu um beijo leve em Jensen e ia mordiscar uma torrada quando percebeu que ele a olhava com um misto de surpresa, preocupação e culpa.
- Que foi, Jen?
- Me desculpe, eu não quis te machucar – falou em um sussurro, constrangido, baixando o olhar.
- Do que você está falando?
- Lauren, não precisa disfarçar só para me fazer sentir melhor. Eu posso ver o que fiz.
Ela resolveu seguir os olhos de Jen para entender melhor. Foi quando percebeu uma enorme marca roxa em seu ombro direito. E começou a rir.
- Aposto que se um CSI examinar as marcas de dentes e o DNA da saliva vai condenar você por isso – brincou, para quebrar a tensão do ambiente.
- Não tem graça, Lauren, te machuquei!
- Que bobagem, Jen, parece ser mais do que é porque sou clarinha. Além do mais, não é nada pior do que o que fiz em suas costas.
Intrigado, Jensen levantou-se e foi até o banheiro para ver suas costas refletidas no espelho. Várias marcas de unhas destacavam-se em sua pele clara. Jensen não pôde evitar rir. Voltou para o quarto e, sorrindo aliviado, comentou com Lauren: - Se um CSI avaliar suas unhas vai encontrar meu DNA embaixo de cada uma delas também. Aliás, você está literalmente coberta com meu DNA - Mais relaxado, ele admitiu para si mesmo que não passavam de marcas de uma noite de amor intenso. - Me promete que, se eu te machucar um dia, você me pede para parar?
- Embora eu duvide muito que isso vá acontecer, eu prometo, se isso te deixa mais tranquilo.
- Lor, não quero te ferir de nenhum modo, mesmo se for por entusiasmo durante o sexo. Você é tão pequena e frágil e eu te amo tanto... – E dizendo isso, beijou Lauren com todo o carinho. Ela percebeu que Jensen havia dito "eu te amo" pela primeira vez e entregou-se ao sentimento de todo o coração. Mal sabia Jensen que ela já havia sido muito mais machucada do que ele poderia supor.
Depois do café, Lauren também tomou uma ducha e se arrumou. Apesar de ser sábado, os dois tinham um compromisso: iriam visitar mais alguns apartamentos para Jensen. A intenção dele não era alugar, mas sim comprar um imóvel, portanto, a escolha deveria ser muito bem pensada. E eles não estavam tendo muita sorte na procura. Já haviam conhecido pelo menos dez pontos nos últimos dias e nenhum agradava de todo.
Naquela manhã a expectativa não era muito otimista. O primeiro local visitado era um loft. Espaçoso, ensolarado, mas extremamente mal-conservado. Parecia que nem toda a reforma do mundo poderia dar jeito naquele lugar. Sem contar o investimento extra em materiais e profissionais especializados. Foi rejeitado. O segundo era um apartamento de um quarto semimobiliado que parecia mal-assombrado. Devia ser culpa das paredes escuras pelas manchas de mofo e as sombras que vinham da rua, em vez de sol. No terceiro, então, Lauren sequer teve coragem de entrar. Especialmente quando avistou um rato do tamanho de um gato circulando tranquilamente pela sala.
Já estavam desanimados quando passaram por um prédio de tijolos à vista com uma placa na frente que dizia "Últimas unidades! Aproveite essa oportunidade! Plantão especial neste final de semana." Lauren e Jensen se entreolharam. Não custava dar uma espiadinha. O corretor recebeu o casal com um sorriso e apresentou as opções que ainda restavam.
- Temos apenas três apartamentos de dois dormitórios disponíveis ainda. E um de três, para o caso de optarem por um imóvel maior.
- Podemos conhecer um de dois dormitórios? O que estiver em um andar mais alto? – perguntou Jensen.
- Claro – conduziu-os até o local. Ainda era possível sentir o cheiro de tinta no ar.
- Nossa, é espaçoso – surpreendeu-se Lauren.
- Os construtores optaram por deixar uma grande sala, sem divisórias, justamente para dar essa sensação de espaço. Pode-se montar três salas: estar, jantar e visita e, se mais tarde for preciso ter mais um quarto, basta fechar uma delas.
Jensen ficou empolgado. Avaliou as opções e acabou fechando o negócio, para o qual daria uma entrada substancial e parcelaria o resto em prestações não muito altas. Afinal, havia guardado sua parte do dinheiro resultado da venda do antigo apartamento, comprado com Elena. Venda que havia sido consequência da maior desilusão de sua vida. Mas ele estava disposto a dar mais uma chance para o destino e tentar ser feliz. Com Lauren.
Nas semanas seguintes, cada minuto de folga foi preenchido com preparativos para o apartamento, como a escolha e a compra de móveis e utensílios. Lauren foi liberada pelo chefe, Jack, para providenciar tudo, especialmente para esperar a entrega dos produtos e acompanhar a montagem e instalação de tudo.
- Puxa, Jack, obrigada.
- Imagina, Lauren. Te conheço desde que era uma menina, sei de tudo pelo que você passou. Agora estou vendo que você está feliz e não me custa dar uma mãozinha para colaborar nessa felicidade. Afinal, você merece, e no que eu puder ajudar, estou aqui, você sabe.
Jack era quase um pai para ela. Havia sido colega de escola de sua mãe, Emily, e apresentado ela a John. Acompanhou todo o relacionamento dos dois, foi padrinho do casamento e foi quem levou Emily para o hospital para dar à luz a Lauren. Quando eles morreram em um acidente de carro, dez anos atrás, Jack se encarregou de dar apoio à jovem que estava para se formar em jornalismo em seis meses. Assumiu as mensalidades da faculdade e empregou Lauren no jornal de propriedade da mesma empresa que possuía a editora em que ela trabalhava atualmente como revisora.
Lauren teve dez dias livres para deixar tudo pronto para Jensen se mudar. Ele participou do que pôde nos intervalos do trabalho, pois não havia conseguido folga por ser novo na agência de publicidade. Juntos, haviam optado por uma decoração clean, mas com alguns detalhes que evitavam que ficasse muito sóbrio ou impessoal demais. "Sem cara de clínica", como dizia Jensen. O quarto recebeu móveis brancos com detalhes em preto e espaço para o home teather. O segundo quarto foi transformado em um pequeno escritório para que Jensen pudesse trabalhar em casa, se necessário. O ponto mais aconchegante depois do quarto era a sala de estar, devido à lareira, o sofá confortável, um tapete de pelos altos e o violão de Jensen cuidadosamente acomodado a um canto.
Já o espaço destinado às visitas e a sala de jantar ficaram vazios. Jensen conhecia poucas pessoas ainda na cidade, e resolveu deixar esses ambientes para mais tarde, limitando-se ao mais necessário e urgente. Também por isso a cozinha continha apenas o básico. Quando finalmente todos os itens foram entregues, montados e instalados, Lauren pôde dedicar-se na arrumação final, sem estranhos ao seu redor. No final do décimo dia estava esgotada, mas satisfeita. Jensen iria gostar do resultado.
Ela foi até seu próprio apartamento, tomou um longo banho e dedicou-se a todos os cremes e cuidados especiais a que julgava ter direito. Depois de pronta foi até a frente do prédio em que Jensen trabalhava para esperá-lo. Assim que o loiro apontou no hall ela foi recebê-lo.
- Tenho uma surpresa para você!
- Boa tarde para você também – respondeu Jensen, sorrindo.
- Desculpe, meu entusiasmo é muito grande para perder tempo com pormenores. Anda, vamos para a pousada, você toma um banho e vamos até o seu novo apartamento.
- Está pronto?
- Prontíssimo.
- Não vejo a hora de conhecer minha nova casa – dizendo isso, ele obedeceu a Lauren. Foram até a pousada, ele se aprontou, fechou a conta e, em seguida, foram de táxi até o novo apartamento. Lá chegando, no que abriu a porta, Jensen percebeu que havia um aroma diferente no ar, mas não conseguiu descobrir o que era. Incenso talvez. Visitou cada um dos cômodos com um brilho intenso no olhar e um grande sorriso.
- Lauren! Está fantástico! Simples e aconchegante. Gostei até da toalha de piquenique no chão da sala de estar. Bem moderno.
- Bom, é que como não há mesa de jantar aqui ainda, vamos fazer um programa alternativo hoje. A lareira está acesa, temos vinho e eu fiz uma coisinha para o nosso jantar.
- Você cozinhando? – perguntou Jensen, sobrancelhas erguidas com a surpresa.
- Precisa se espantar tanto assim? – disse Lauren, divertida. – Está bem, não foi nada demais, uma macarronada com queijo e frango assado. Mas ao menos combina com o vinho.
- Está ótimo, meu anjo. Você sabe que sou simples e fácil de agradar. O que importa é ter você aqui comigo – dizendo isso, ele a puxou pela cintura e a beijou.
Depois do jantar romântico no chão da sala de estar, deitados no sofá e enrolados em um cobertor, os dois fizeram amor. E a "inauguração" teve continuidade mais tarde, no quarto.
