Disclaimer:White Collar não me pertence, muito menos seus protagonistas, eu estaria aqui se pertencessem? Ksksks

Avisos: essa é A.U e talvez você precise saber que vários reis tinha o costume de ter amantes ou haréns no palácio ou fora dele.

Drabble 2:

Rei Peter.

- Rei Peter – chamou um dos guardas – Achamos este ladrãozinho no Cofre Real. O que devemos fazer com ele? – e jogou o jovem com as mãos amarradas nas costas aos pés do rei.

Peter, apesar de ser um rei muito poderoso, era também muito honesto, generoso e com um apurado senso de justiça. Ouviria o que o garoto tinha a dizer em sua defesa antes de dar-lhe alguma sentença, algo raro para um crime dessa natureza. Com tudo isso em mente, olhou para o dito ladrão e paralisou, encantado. Os mais maravilhosos, encantadores e profundos olhos azuis o encaravam de volta, decididos e calmos.

O jovem sorria de leve como se tivesse sido pego no meio de uma travessura. Tinha o corpo delineado escondido por roupas ricamente trabalhadas. Os lábios cheios e pequenos junto ao cabelo em desalinho – pela prisão, decerto- formavam um conjunto delicioso de se ver (e de se tocar, acrescentariam muitos).

Eles ficaram nesse torpor por longos minutos, olhos brilhando, presos um no outro, e a boca seca, até que Elizabeth os interrompeu:

- Aham, querido? – e ela puxou-lhe a manga, já que ele parecia não ouvi-la, tentando conter o riso pela cara de bobo que ele fez. – Acho que encontramos a solução para aquele problema que lhe falei mais cedo... – e ela olhou o jovem de alto a baixo divertida – Qual o seu nome, rapaz? O verdadeiro, sim? – ela completou antes que ele abrisse a boca.

- Neil Caffrey. E se permite a ousadia, vossa majestade, com qual problema posso lhe servir de ajuda? – ele tentou erguer-se, mas o guarda o impediu com uma mão no ombro. Agora, não só ele, mas o rei também a olhava.

- Qual problema, querida? – e ele fez um não com a cabeça quando começou a lembrar e engoliu em seco, sentindo as bochechas começarem a corar.

Ela pediu que os guardas soltassem Neil e os dispensou, falando depois que sumiram pela porta:

- O Peter aqui tem estado tão ocupado... – ela chamou Neil que subiu os degraus ate ela - ...vida de rei tem certas burocracias... o coitado tem estado tão atarefado e tão cansado que nem tem forças para deitar propriamente comigo ou visitar seu harém, também lá é tão cheio, tantas opções, mas nenhuma novidade eu diria... – nesse final ela fez um gesto de descaso, mas ainda tinha um tom divertido pelo rosto cada vez mais vermelho do marido.

- Eu poderia ajudar, eu entendo de negócios se me permitir poderei demonstrar quando quiser, Vossa Majestade... – emendou no fim por ter falado sem permissão.

- Não me interrompa. Mas é uma boa sugestão. Veremos isso depois, agora... -e continuou a falar como se contasse um segredo, mas ainda com o mesmo volume. - ...o que acha de mostrar sua lealdade ao rei de outras formas também, querido? E ainda poderia ficar no palácio e desfrutar de todos os benefícios e prazeres dele. – ela fez um gesto abrangendo o local e depois Peter, o que fez eles rirem e o rei bufar – Mas é sua escolha, querido, apenas se quiser.

- Deixe-me só esclarecer um ponto: e se eu recusar, hipoteticamente?

- Passará um tempo agradável na nossa prisão até ser levado para a forca por ter tentado roubar o rei. –ela sorriu.- Mas a escolha é sua.

- É claro... – engoliu em seco - ...parece divertido.

- Ótimo. – ela ergueu-se, ao que ele fez uma reverencia, e dirigiu-se a porta com Peter tentando impedi-la com gestos. – Vou deixá-los sozinhos. Aproveitem, eu cuido do inicio da reunião e consigo um tempinho a mais para vocês.

- Uhn... confortável... – sorriu Neil apreciativo, afundando-se no trono vago depois que a rainha sumiu de vista.

- O que pensa estar fazendo? – Peter piscou abobalhado para o garoto sentado ao seu lado sem acreditar em seus olhos.

- Oh sim, não temos tanto tempo... – ele ergueu-se tão rápido quanto sentara e foi até o outro, sentando-se em seu colo de frente para um rei corado e que engolia em seco. – Uhmm...aqui é confortável também...

Neil envolveu-lhe o pescoço e inclinou a cabeça, capturando de leve os lábios de Peter que ainda sem reação, tentando entender o que fora tudo aquilo. Contudo, o que estivesse tentando entrar na sua mente escapou de novo ao ter aqueles lábios nos seus e eles passaram a se beijar delicadamente, brincando um com o outro até aprofundarem aos poucos. Deixou as mãos deslizarem pelas costas de Neil, entrando pela camisa, arranhando de leve, fazendo-o arquear e suspirar, partindo o beijo e sorrindo de lado para o rei.

- Posso ter um quarto do tamanho do dela? – pediu dando beijinhos na boca do outro, acariciando-lhe a nuca.

- De quem? – conseguiu perguntar.

- Da rainha... – e Peter arregalou os olhos e parecia que abriria a boca para protestar, mas antes disso, Neil o beijou e continuou depois - ...e do lado do dela, assim não tem o problema de você ter que ir até o harém, aquilo é tão confuso, cheio, sem classe, longe...

Peter não conseguiu perguntar como ele sabia disso, pois foi atacado por beijos nos lábios e no pescoço e só pode mover a cabeça em concordância o que fez Neil sorrir triunfante, a expressão luminosamente infantil tirando o fôlego do rei.

Peter atacou-lhe o pescoço, abrindo alguns botões dourados da camisa do outro, esfregando o peito, ao que a pele arrepiava-se. Desceu os beijos até o peito, sugando e mordendo principalmente os mamilos ao que Neil ronronava como um gato e arqueava.

O rei terminou de abrir os botões e tomou o tecido macio e frio entre os dedos, seda, das mais caras e um pensamento não pode evitar passar por sua cabeça: cara demais, porque alguém com uma roupa tão cara tentaria roubar-lhe? E antes que pudesse se impedir estava perguntando:

-Por que um ladrão tem uma roupa tão cara?

- "Ladrão" é uma palavra tão forte... – revidou Neil que só o ouvira por ele ter parado de tocar-lhe - ...e como você esperava que eue entrasse e passasse despercebido num palácio? Peguei emprestado de um dos nobres que estavam chegando...

Neil voltou a beija-lo no pescoço depois de responder e Peter quase se perdia de novo, mas aquela ultima informação ecoou-lhe na cabeça e incomodou.

- Um...dos nobres! Os da reunião? Enlouqueceu? São os homens mais poderosos dessa região! – ele tentou tira-lo do colo para sair, mas foi empurrado pelos ombros de volta. – O que fez com ele?

- Relaxe. Eu o deixei dormindo.E agora você vai se acalmar e terminar o que começamos e depois eu digo como fazer o riquinho ficar feliz por ter sido roubado. Confie em mim. – ele sorriu.

Peter olhou-o desconfiado mas deixou-se ser beijado, relaxando no trono enquanto agarrava e apertava a bunda do outro.

Pressentia que agora seus problemas começariam a desvanecer ou iam simplesmente dobrar.