Olá!
Bem eu atendi a um pedido e vi que podia continuar essa fic. Não prometo, mas vou tentar fazer dela o meu melhor possível. :D
Edward POV
Passamos a noite juntos até certo ponto quando eu notei que seus olhos não agüentavam mais e se fechavam, abrindo lentamente. Sua respiração se acalmava aos poucos. Ela lutava contra o cansaço.
- Bella, vamos. – Eu chamei.
- Hum, não. Eu vou ficar aqui.
- Bella, vamos. – Ela não se mexia então eu a peguei no colo, sabia que correndo ninguém nos veria ainda mais a essa hora da noite.
Enquanto ela estava em meus braços eu não pude deixar de pensar no que Bella seria? Vampira, pouco provável já que seu coração batia, rápido demais para um simples humano. Mas ainda sim batia, uma sinfonia perfeita para os meus ouvidos e que fazia o meu coração morto há anos balançar e me fazer me sentir vivo. Lobisomem, impossível seu cheiro era suave, maravilhoso e o de um lobisomem, bem de um lobisomem pode ser considerado a nós vampiros como o pior cheiro existente na terra, para um humano não passa de um perfume adocicado. Floral, amadeirado. Para um humano ainda sim é um cheiro bom.
Eu fiquei com receio de perguntar sobre isso a ela, haviam tantas coisas a serem ditas, mas parecia que as palavras faltavam, ou melhor elas não precisavam serem ditas. Quando cheguei em sua casa a depositei em sua cama, Bella dormia tranquilamente com um sorriso nos lábios quando tentei me afastar, eu precisava ir para casa. Ela se agarrou a minha camisa como se aquilo fosse sua tábua de salvação. Com muito pesar retirei seus dedos de minha camisa, coloquei suas roupas e cobri seu corpo com um edredom e rumei para casa. Eu estava feliz Jasper sentiria isso, sei que eu não deveria esconder nada deles, mas ainda era cedo por mais que agora estávamos marcados e fadados a isso a levar esse amor pela eternidade haviam coisas a serem discutidas.
Coisas que só diziam a respeito entre mim e Bella e mais ninguém, em breve minha família saberia. Mas não antes que eu conversasse com ela. Corri para casa, sendo recebido pelos diversos pensamentos.
Edward Anthony Masen Cullen! Você não pode fazer isso, sabe que seu futuro some quando está com ela.
Aarrgh, porque se torturar por uma humana frágil e ridícula.
Porque eu me sinto tão feliz, que felicidade é essa?
Se é ela que você escolheu meu filho, sei que ela retribuirá seu amor. Sei que logo essa sombra não estará entre vocês.
Escravos de Jó jogaram o cachangá, tira, põe. Deixa ficar...
Não pude deixar de rir desse ultimo pensamento, era obvio de quem era já que Carlisle jamais pensaria algo do tipo para esconder algo de mim ou pensaria isso aleatoriamente. Emmett era o único que não estava preocupado comigo sobre Isabella, para ele tanto faz.
- Você sabe que não é assim Edward, eu não sei porque. Eu confio na Bella eu sinto isso. Mas minhas visões nublam quando você está com ela.
- Alice, não é como se ela fosse me atacar. – A repreendi entrando em casa.
- Eu sei, eu apenas me preocupo com você. – Alice era a mais carinhosa dos meus irmãos, desde que ela se juntou a família nos dávamos bem. Era como se ela fosse a minha irmã mais nova da minha vida humana. Impossível mas era assim como me sentia em relação à Alice. – Alice me abraçou e eu sei que ela sentiu o cheiro de Bella grudado em mim, fora o cheiro da terra entre outras coisas. Felizmente ela ignorou e não pensou nada a respeito.
O dia já estava amanhecendo subi e tomei um banho tirando as marcas do corpo que comprovavam que a noite anterior não havia sido um sonho. Pouco provável que fosse para um vampiro, mas difícil de acreditar no meu caso. Meus irmãos já estavam prontos e foram primeiro eu estava saindo de casa quando Carlisle estava chegando de seu plantão, ele me cumprimentou e foi procurar Esme,ele não disse nada sobre Bella ou o que vem acontecendo, meu comportamento estranho.
Isso era bom, Carlisle me deixava mais a vontade, era meu pai afinal. Teria que cumprir essa atividade, mas não com um vampiro de 100 anos. Eu o respeito, mas ainda tinha minhas próprias opiniões e decisões a serem tomadas.
Fui para escola ansioso por vê-la como ela reagiria, tudo teria mudado após a noite de ontem, o descanso a traria para a realidade. No estacionamento eu não a vi e não senti seu cheiro em nenhuma parte do colégio. Na hora do almoço eu fiz questão de me sentar sozinho em sua mesa, mesmo ainda não sentido o seu cheiro, onde ela estaria? Meus irmãos passaram por mim e me ignoraram, somente Rosálie e Jasper se incomodaram com o fato.
O que ele está fazendo?
Teremos que mata-lá só assim ele tomará jeito.
Rosnei com esse pensamento, às vezes eu gostaria de ser um vampiro sem família. Seria extremamente mais fácil, ignorando os pensamentos da minha família vieram os pensamentos dos outros alunos.
O que Edward Cullen esta fazendo na mesa da songa monga da Bella Swan?
Nossa porque ele está sentado sozinho? Ele esta esperando a Swan.
Não me incomodavam, não tanto quanto os meus próprios pensamentos. Bella havia fugido, Bella desistiu, minha angustia era tanta que Jasper gritou em sua mente que se eu não me retirasse que ele faria picadinho de mim. Eu não podia esperar mais, eu tinha que procurá-la acabei indo em direção ao meu carro e fui até a casa de Bella. Rapidamente escalei a casa e entrei pela mesma janela de antes, do quarto ao lado. O som do seu coração me deixou alerta, empurrei a porta para encontrá-la jogada na cama dormindo com o edredom enrolado entre suas pernas os cabelos embaraçados.
Segui para perto da cama e tirei os cabelos de seu rosto e trilhando beijos por ele. Ela sorriu procurando meu rosto com as mãos.
- Você perdeu aula mocinha? – Meu tom era divertido, notando que ela havia tomado banho e trocado de roupa.
- Humrum, mas a minha cama é muito melhor. – Ela disse deixando um espaço na cama para que eu deitasse com ela. Eu me deitei e ela entrelaçou suas pernas nas minhas
- Eu fiquei te esperando hoje, por um momento achei que você tivesse fugido. Por isso não fui para as ultimas aulas e vim até aqui.
- Como entrou? – Ela olhou para a porta, e depois para mim.
- Isso não é muito difícil para uma pessoa como eu.
- É, invadir propriedade alheia é crime. – Ela beijou meu pescoço. – Mas saiba que desde que você invadiu minha casa e quebrou o trinco da janela do quarto ao lado eu sempre tive vontade de te ter aqui nesse mesmo local onde você está agora. Eu só não o fiz por medo de te assustar. – Meus olhos estavam arregalados e eu sentia um calor em meu pescoço, ela levantou o rosto me fitando, completamente vermelha. Ela sentou-se e ficou me olhando, enquanto eu me perguntava como eu nunca percebi?
- Eu sou uma ótima atriz. – Ela parecia responder meus pensamentos. – Quando eu senti o seu cheiro na manhã seguinte eu achei que estava ficando louca, mas ai eu fui no quarto e descobri que o trinco estava quebrado. Eu simplesmente trocaria em outra situação, mas, eu queria que você voltasse. Então eu não troquei, e deixava todas as noites a janela aberta. – Ela terminou o discurso extremamente vermelha e vê-la nesse estado era extremamente adorável.
Ergui minha mão para acariciar sua face, ela fechou os olhos aproveitando o carinho e descendo sobre meu peito novamente.
- Sempre achei que eu fosse muito bom em descobrir farsas. – Ela ficou imóvel por um tempo, tensa sobre meu peito. – Como é que eu não descobri que você não estava dormindo. – sorri.
- É sabe, na primeira noite eu realmente estava dormindo. Na segunda eu fiquei esperando lutando contra o sono, e então eu senti seu cheiro e eu fiquei feliz. – Eu me lembro de um sorriso em seu rosto.
- Você estava acordada! E porque não me chamou? – Eu fingi que estava bravo.
- Eu achei que você iria se assustar correr. – Ela começou a rir.
- Bella?
- Sim. – Ainda rindo.
- Você sabe o que eu sou, não? Você viu o que aconteceu na floresta, e você também não é humana. – Seu sorriso morreu e ela agora havia se levantado da cama se afastando de mim.
- Sei. – Ela sussurrou, e se eu não tivesse a audição que tenho talvez nem eu mesmo teria ouvido. Ela estava com medo, relutante em dizer.
- Bella o que você é?
- Eu... é eu. – Ela começou a olhar para todos os lados. E eu resolvi deixar para lá no momento em que ela estivesse à vontade ela falaria.
- Bella tudo bem. Eu posso esperar, quando você estiver pronta você irá me contar. Agora por favor, volte aqui. – Abri meus braços e ela veio correndo se deitar em cima do meu peito novamente. Havia tantas coisas a se descobrir, esse por mais importante que fosse no momento poderia esperar, eu só queria conhecer a mulher que conseguiu virar minha vida de um dia para o outro.
- Bella você vai ao baile com Mike Newton? – Eu não tinha prestado atenção em sua resposta nesse dia, e agora veio a duvida. E se existisse a chance dela ir com ele, ela não iria – Que horas eu te pego para o baile?
- Espera, espera. Eu não vou ao baile com Mike e muito menos com você. Eu não vou ao baile Edward.
- E porque não?
- Porque eu não sei dançar, eu não quero ir. Eu tenho outros planos.
A curiosidade, estava me matando, mas então eu resolvi deixar de lado eu não queria estragar o momento, tínhamos muitas outras coisas para fazer.
- Edward os outros são vampiros, quantos de vocês existem em Forks?
- Ao todo somos sete, meu pai e minha mãe e meus irmãos que você viu na escola. Aliás eu queria te apresentar a eles.
- Eu adoraria conhece-los, mas não acho que a sua família vai gostar de você se relacionando como uma pessoa como eu.
- Eles não tem que se meter, é a minha vida. – Eu disse sentindo o espírito adolescente que ainda existia em mim. Bella arregalou os olhos.
- Quantos anos você tem?
- Estou preso em meus 17 anos para sempre. Mas tenho 109 anos de vida vampira.
- UAU você é bem velho.
- E você?
- Sete – O que?
- Sete? Dezessete anos você quer dizer não é?
- Não sete anos mesmo, eu nasci e evolui muito rápido. – pude sentir uma certa tristeza então não voltei a ao assunto. – Como é sua família, será que eles vão gostar de mim.
Contei a ela sobre todos, com entusiasmo, quando perguntei da sua família ela automaticamente disse que haviam falecidos eu me chutei por faze - lá se sentir triste. O tempo foi passando e ela teve que fazer suas necessidades humanas, comer, banho entre outras coisas, todos os movimentos que ela fazia me deixavam fascinados. Eu a observava, enquanto isso eu perguntava sobre sua vida.
- Bella, como foi sua vida, me desculpe por estar perguntando você não precisa responder se não quiser. – Eu falava sem parar eu era um péssimo curioso.
- Tudo bem, eu vou te contar tudo na hora certa Edward, eu te prometo. Mas não hoje.
- Eu entendo, me desculpe só estou curioso.
- Vamos me fale mais da sua família. Seu pai, sua mãe
- Bem o quanto você sabe sobre Vampiros ?
- Sei aquilo que tio Garret me ensinou. Que são ágeis, inteligentes, bonitos.- Ela sorriu. – E alguns possuem poderes. – Ignorando a parte em que ela citava um nome, eu me pus a responder.
- Sim, alguns de nós possuem poderes, meus irmãos por exemplo. Alice pode ver o futuro, Jasper controla as emoções das pessoas. Em algum momento ele pode fazer você se sentir a pior pessoa do mundo. Emmett é forte como um urso e eu posso ler mentes. – Dei um sorriso torto, estávamos sentados em sua sala, ela sentada em meu colo, a idéia era de assistirmos a um filme. Até tentamos, mas as novas descobertas nos deixavam com mais vontade descobrir ainda mais. Entre o filme, conversamos e nos beijávamos, tudo isso era novo. Agora eu experimentava a mesma sensação que antes eu não sabia que existia, entendia meus pais e irmãos. Como eles se sentiam.
- Então, você lê mentes ? – Ela tinha um sorriso enorme no rosto, e eu me perguntava porque.
- Leio, não a sua. – Disse frustrado por não saber o que ela pensava. Sentia através de seus pensamentos.
- Eu sei que não. – Sorriu ainda mais. - Isso é bom não é, não ter ninguém em sua mente. Só seus próprios pensamentos. – Eu nunca tinha pensado por esse lado.
- É maravilhoso, com você tudo fica silencioso. – Eu não ouço nenhum pensamento é como se eu não tivesse poder.
- Eu tenho um escudo, mental e físico. Posso proteger quem eu quiser, posso fazer isso com você. – Sorri com a revelação, aos poucos ela ia se abrindo para mim.
As horas voavam e quando eu vi já estava tarde e Bella adormecida em meus braços, a levei para o quarto e esperei amanhecer. Para o começo de um novo dia, como eu enfrentaria meus irmãos agora. Para eles toda a família estará em perigo e eu não posso escolher entre o amor da minha existência e eles. E o fato de que eu não queria nunca deixar aquela cama me deixava ainda mais angustiado.
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