Eu dei um passo para trás e ele entrou no apartamento, me olhando de cima a baixo, e só aí me dei conta da roupa constrangedora que vestia, mas quando fiz menção de fugir Shuichi me segurou mais rápido do que seria humanamente possível e tudo ao meu redor girou.

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Eu estava no chão gemendo enquanto ele mordiscava meu pescoço, suas mão perpassavam minhas cochas arranhando-as com suas imensas unhas de leve, e com apenas uma delas rasgou minha calcinha e se afastou puxando o restos dela calmamente e só aí meus olhos fitaram-no. Lindos olhos amarelos, branco como a neve, bem como seus cabelos que escorriam por seu maravilhoso tronco nu, antes que pudesse raciocinar o vi levantar a mão e lamber dois dedos me olhando de lado de uma forma extremamente sexy, e depois se inclinou novamente sobre mim me beijando ardentemente, quando senti seus dedos molhados em minha entrada arquejei o corpo entre o beijo, ele não parou de me beijar, e eu arranhei suas costas arrancando-lhe um rosnado.

-Goza para mim pequena. -ele estava me levando a loucura e meu corpo respondeu a sua ordem quase que imediatamente.

Ele levou os dedos até a boca e dessa vez o sugou enquanto eu ainda me recuperava da tremedeira que assolava meu corpo.

-Delicioso. -ele levou minha mão até seu membro e deuses como aquilo era grande e quente, chegava a latejar, ele me ajudou a fazer os primeiros vai e vem e depois me deixou conduzir da forma que eu quisesse. -Eu vou te fazer minha. -disse frio e me olhou firme enquanto se deitava sobre mim. -Você será minha.

Senti a dor da penetração e ele lambeu a primeira lágrima que desceu por meu rosto, mais não parou de entrar, e quando eu chiei pela dor ele me beijou e apartou minha bunda me puxando mais para si. Parou por uns segundos quando pareceu enfim ter se enterrado totalmente em mim, e seus lindos olhos focaram os meus, e pela primeira vez olhou carinhoso para mim e alisou minha bochecha, por fim mordiscou meu queixo antes de voltar a me beijar e lentamente saiu de mim para depois entrar de novo, mais logo começou a estocar com mais força me fazendo o agarrar com mais vontade e enfiar uma das mãos em seus cabelos, minha mão levemente tocou sua orelha pontuda e apertei ali enquanto o prazer me consumia, ele largou meus lábios e ficou me encarando, me obrigando a fazer o mesmo. Enlacei as pernas em sua cintura aprofundando ainda mais a penetração e ele sorriu enfim como que se deleitando ainda mais, e eu o senti apertar com um pouco mais de força minha bunda e ambos já respirávamos com dificuldade. E pela segunda vez naquele dia eu gozei prazerosamente.

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Pisquei e a primeira coisa que vi foram os olhos verdes de Shuichi que respirava com tanta dificuldade quanto eu, senti seu membro em minha cocha, e assim como minha calcinha sua calça estava levemente molhada, me dando a entender que ambos tinham passado por isso. Retirei minhas mãos de seu cabelo, e eu pude ver que sua franja estava colada na testa suada, ele me olhou apreensivo e começou a se afastar, parecia tão perdido quanto eu, mais não esperei que ele colocasse os pensamentos em ordem, e assim que ele saiu de cima de mim eu corri para o quarto.

Tranquei a porta e me enfiei debaixo das cobertas tremendo, tentando entender o que tinha ocorrido ali, ainda podia sentir as reações de meu corpo, então comecei a chorar, que droga foi isso.

Não sei quanto tempo passei ali, mas há um bom tempo já tinha deixado de chorar e encarava agora o teto do quarto procurando uma resposta ali, quando ouvi leves batidas na porta do quarto.

-Eloá, estou saindo para comprar algo para jantarmos, quando eu voltar conversaremos. -nem nos sonhos dele que eu iria conversar.

Quando ouvi a porta batendo fui até meu guarda roupa e escolhi um roupa qualquer, peguei minha toalha e corri para o banheiro, e bati meu próprio recorde de banho mais rápido. Então quando Shuichi voltou eu já estava novamente em meu quarto.

Ele me chamou uma duas vezes até desistir, ou foi o que imaginei até que o ouvi encostar na minha porta.

-Eu queria poder explicar o que você viu, mais nesse momento nem eu mesmo entendo. -ele suspirou e me aproximei da porta para ouvi-lo melhor.

-Me desculpe. -encostei a testa na porta chorando.

-Olhe ao seu redor Eloá. -levei um tempo para entender o que ele quis dizer mas logo 'fiz o que ele me pediu e fiquei embasbacada com a beleza das situação. -Abra a porta e vamos conversar.

Eu não tinha como não abrir, eu precisa entender, saber que aquilo não era mais uma ilusão da minha mente, que eu não era louca. As pétalas de rosas dançavam por meu quarto e antes de abrir a porta eu agarrei uma, só para provar pelo tato ao meu cérebro que aquilo real.

Olhei para Shuichi e era como se seus olhos verdes me chamassem, e eu pude ver a silhueta de homem de longos cabelos brancos atrás de si, e fiquei envergonhada na mesma hora, mas me obriguei a focar na mão de Shuichi.

-Eu só posso ter enlouquecido de vez. -disse para mim mesma quando ele me entregou uma rosa e eu dei-lhe espaço para que entrasse em meu quarto.

-Você não é louca Eloá. -ele me olhou firme mas eu podia ver o rubor em suas bochechas também.

-Então você realmente consegue produzir pétalas de rosas do nada? -ri de mim mesma, pois aquela foi a coisa mais idiota que já disse.

-Mais ou menos isso. -eu o olhei e comecei a rir depois.

-Puts Shuichi você é mesmo engraçado. -as pétalas começaram a sumir, sobrando apenas a rosa em minha mão.

-Eu sou um Yokai, meio Yokai na verdade. -eu o olhei incrédula, ele estava realmente sério agora. -Você conseguiu enxergar além do meu corpo, conseguiu enxergar minha alma não foi?

-Você fala do homem de cabelos brancos, a sua alma. -eu fiquei vermelha e ele assentiu.

-Kurama Youko, o demônio raposa, melhor ladrão do mundo das trevas, que foi ferido por um caçador e se escondeu no mundo humano como um bebê. -ele sorriu de leve, e eu pisquei sem entender.

-Você está me dizendo que é esse demônio? -ele fez que sim e eu dei uns passos para trás. -E agora vai me matar por que eu enxergo você? -engoli em seco.

-Eu não mato pessoas Eloá. -ele não deu nenhum passo, apenas se encostou na porta displicente. -Só estou lhe explicando o que você viu.

-Então todo o tempo que eu achei que estava ficando louca, o que eu via era apenas a verdade. -falei mais para mim mesma do que para ele.

-Sim, você de alguma forma consegue ver a alma dos seres. -suspirei pesarosa me sentando na cama.

-Que droga. -ele finalmente se aproximou parando a minha frente, e esticou a mão para que eu pudesse ver e nela tinha uma caixinha de óculos.

-Use isso, vai bloquear que você veja qualquer coisa sobrenatural. -eu o olhei em dúvida e ele abriu a caixa e colocou o óculos em si mesmo. -Eu pedi ao Koenma-sama que me emprestasse esse artefato espiritual para que você não corresse nenhum risco ao andar sozinha pelas ruas. -ele retirou os óculos e me entregou. -A maioria dos demônios que se escondem no mundo humano não querem ser descobertos e fariam qualquer coisa para se manterem no anonimato.

-Por que está fazendo isso por mim?

-Por que eu não ajudaria minha colega de classe e de apartamento? -ele sorriu e me senti segura para colocar os óculos.

Fechei os olhos enquanto o fazia e demorei a criar coragem para abri-los novamente, e ele nada disse, foi paciente, e ficou a todo momento ali quieto. Quando por fim o olhei, tudo o que vi foi apenas Shuichi a minha frente, então suspirei aliviada, e uma ideia me ocorreu, me levantei e fui até o banheiro puxando o pano que cobria o espelho. Lágrimas desceram por meu rosto, e meu coração se encheu de esperança e felicidade como a muito eu não sentia, era como se um peso fosse tirado de meus ombros, e quando o vi ali, me virei agradecida.

-Obrigada Shuichi. -ele me sorriu feliz, e meu coração palpitou, ele era realmente muito bonito.

-Fico feliz por ter ajudado. Que tal comermos para comemorar.

-Perfeito. -dei um pulinho. -Por favor agradeça a seu amigo Koenma-san por mim. -ele me sorriu gentil e fez que sim.

Apesar do clima inicial acabamos nos soltando mais um com o outro, mais sempre evitávamos de nos tocar, e após o jantar Shuichi me ajudou a entender algumas matérias, e só paramos quando eu estava quase babando em cima do caderno.

-Posso te fazer uma pergunta, além dessa é claro? -ele me olhou curioso e eu fiquei envergonhada. -Eu... -respirei fundo procurando coragem.

-Eu também não entendo como aquilo aconteceu, e pelo jeito como reagiu aquela foi a primeira vez que algo assim aconteceu com você. -não o olhei, mais sussurrei um sim. -Até descobrimos o que realmente foi aquilo seria melhor que usássemos luvas o para caso de nos tocarmos por acidente. -agradeci e murmurei um boa noite envergonhado, e ele fez o mesmo, e nos dirigimos cada qual para seu quarto.

Tirei o óculos com cuidado e o coloquei na comoda como carinho, esse com toda certeza era o bem mais precioso que eu tinha no momento, e diferente do que eu imaginei, a euforia não me impediu de dormir tão logo encostei minha cabeça no travesseiro.

-Eloá. -foquei em Shuiche que me balançava, e a primeira coisa que vi foram suas esmeraldas me encarando preocupados, e atrás de si o youkai branco me analisava avaliativo. -Você está bem?

-Sim, o que houve? -ele se afastou um pouco e ajeitou sua longa trança.

-Você estava gritando por socorro. -me levantei um pouco e pude sentir o suor descer por minha coluna e a roupa pregada ali.

-Desculpe por isso, sinto muito por te acordar. -me senti culpada por colocá-lo naquela situação.

-Você sempre tem pesadelos? -eu olhei para baixo e fiz que sim. -Vou fazer um chá que te fará dormir mais tranquila sim, prometo que não terá mais pesadelos. Tome um banho enquanto preparo, vai te ajudar a relaxar.

-Shuiche você deve estar cansado...

-E você sem dormir direito a dias, então vá logo, que o chá é algo simples de fazer. -ele sorriu levantando, e arrumou o robe.

Fiz como ele disse e fui para o banheiro tomar um banho, e quando voltei para meu quarto, os lençóis da cama tinham sido trocados, e na comoda havia o chá e uma rosa ali, sorri, fui até a cama tomei o chá, e me deitei.

Acordei sentindo cheiro de café, e ao chegar a cozinha Shuiche já estava arrumado e usava um avental para cozinhar.

-Bom dia Shuichi. -o homem de longos cabelos brancos me olhou e balançou a cabeça numa reverencia discreta e eu fiz o mesmo.

-Bom dia Eloá. -ele se virou me sorrindo. -Dormiu bem?

-Melhor impossível. muito obrigado. -ele sorriu.

- Temos de fazer compras, a dispensa está quase vazia. -o sorri sem graça.

-Eu não sei cozinhar, por isso pensei que poderia viver comendo na universidade. -ele me olhou de cima a baixo

-Você é anêmica, não pode ficar comendo besteira, e eu não me importo de cozinhar. -eu o olhei abobada.

-Como Yokai você sente até que sou anêmica?

-Não, isso eu percebi ao olhar para seus olhos. -eu ri da minha idiotice. -Agora se apresse para não sairmos atrasados.

-Hai. -fiz minha higiene matinal e depois me arrumei, peguei o óculos feliz e o coloquei, saindo animada do quarto.

Me sentei na mesa e Shuichi me serviu se sentando a minha frente.

-Tenho certeza que muitas garotas matariam para estar aqui agora. -ele sorriu, mas depois ficou sério.

-Você não se importa de viver comigo? -eu abrir a boca para dizer que o fato de morar com um homem não me incomodava. -Morar com um Yokai?

-Você não se importa de morar comigo? -eu não o deixei falar. -Eu não sei cozinhar, lavar, nem passar, e ainda por cima tenho pesadelos a noite, e se não bastasse isso minha família me tacha como louca ou esquizofrênica, então se você não se importar comigo eu não me importo com você.

-Você não é esquizofrênica.

-E você não é um Yokai comum. -pontuei e ele sorriu.

-Então não tem problemas?

-Então não tem problemas? -repeti sua pergunta, e ficamos nos olhando e eu acabei rindo. -Sabe faz um bom tempo que eu competi com alguém no olhar assim, é realmente divertido.

Depois de comer eu me ofereci para lavar a louça, e tomei todo o cuidado para não quebrar nada, o que levou um bom tempo, e por isso acabamos saindo um pouco atrasados e tivemos que correr. Eu estava ofegante na porta da sala, enquanto Shuichi parecia que nem havia caminhado direito, estava perfeitamente bem ao meu lado, ele esperou que eu estivesse bem para entrarmos na sala, eu fui na frente olhando para o chão.

-Você pode olhar lembra. -ele disse ao meu ouvido e eu levantei o rosto focando aquelas belas esmeraldas e sorri para ele assentindo.

A classe estava cheia, ao todo pareciam ter umas 20 pessoas ali, e em sua maioria esmagadora eram homens, tanto que só contei 6 mulheres comigo, todos tinham os mesmos traços orientais mais logo notei que nenhum era tão belo quanto Shuichi.

Só tinha duas cadeiras vagas, uma ao lado de uma mulher muito bonitas, seus traços orientais a transformavam quase numa boneca, e ela sorriu para Shuichi indicando a ele o lugar ao seu lado, e a outra era no fim da sala, na terceira fileira, entre dois homens que me olhavam cobiçosos. Cara eles pareciam querer me comer com os olhos, me dirigi para lá envergonhada, mas notei que Shuichi me seguiu.

-Sinto muito Aoki-san, mais Ribeiro-san é minha parceira no projeto. Tamura poderia sentar ao lado de Aoki-san? -o rapaz que mais parecia um furão o olhou feio, e depois olhou de mim para Aoki como se medisse qual era a melhor para sentar ao seu lado.

-Eu vou Minamino-san. -o rapaz do lado direito se levantou e fez uma pequena reverencia para mim e eu fiz o mesmo.

-Obrigada Watanabi. -Shuichi agradeceu e indicou a cadeira dele para que eu sentasse e se sentou ao lado do fuinha que pareceu não gostar da situação.

Não demorou muito para que o professora Eiki entrasse e fui formalmente apresentada a ela, e após isso a aula de Morfologia e Anatomia vegetal começou. -era um assunto complexo e mal percebi que ficamos a manhã inteira naquela aula.

-Vamos almoçar Eloá? -ele me olhou e eu o sorri.

Aoki parou a meio caminho de nós e me olhou feio antes de dar meia volta e sair da sala.

-Acho que Aoki-san não gostou de você ter me chamado para almoçar. -apontei discreta e ajeitei o óculos no rosto.

-Me sinto mais confortável com você. -ele disse simples e sorri.

-Seria estranho se eu dissesse que também me sinto assim? -ele sorriu.

Droga eu já estava batendo os dentes assim que dei três passos para fora do prédio, e se eu estivesse certa o refeitório estava bem longe. Senti quando uma longa capa foi colocada sobre meus ombros, e me esquentou imediatamente, então me virei dando de cara com Shuichi que colocava seu sobretudo em mim.

-Esse frio não me incomoda. -me explicou. -E você parece que vai congelar.

-Obrigado, eu não estou acostumada com o clima frio. -então me vi contando-o sobre a Amazônia e entramos em uma discussão acalorada sobre os mitos de lá, que rendeu o almoço todo.

Depois das aulas da tarde fomos fazer compras, na verdade Shuichi foi fazer compras, eu apenas o seguia maravilhada com o lugar, e ele teve toda a paciência do mundo para me mostrar tudo e eu me diverti como uma criança no playground novo.

Como as despesas eram dividas por igual, ambos pagamos pela feira, e nos dirigimos para casa. Parei ao notar que eu realmente me sentia em casa ali, realmente me sentia em casa com ele, e quando este me olhou curioso como se procurasse o que me chamou a atenção dessa vez, eu sorri entendendo, era ele, ele me compreendia e não me julgava. Fui até ele e displicentemente tirei de suas mãos algumas sacolas e ele me olhou curioso.

-Me deixe ajudar. -expliquei e ele fez menção de pegá-las novamente.

-Não precisa, elas não pesam. -estirei língua rindo.

-Eu já sou mal acostumada demais para você piorar isso Shuichi. -sai pulando a frente rindo.

Ele me seguiu rindo e dizendo que eu era realmente muito estranha.

-Tadaima. -ambos dissemos juntos felizes por está enfim em casa.