Capitulo II

A busca a Harry Potter

Draco acordou e se levantou pensando se dessa vez a missão daria certo, estava ansioso, apesar de sua função era ficar mais afastado, analisando o andamento de tudo para se acaso precisassem ele entraria e ação para ajudar quem precisasse.

Ele levantou da sua cama, foi até o banheiro escovar os dentes e arrumar seus cabelos loiros. Depois abriu seu guarda-roupa, uma porta separada onde se encontrava seu uniforme de comensal juntamente com a sua vassoura. Draco vestiu-se, pegou sua vassoura e sua mascara e se dirigiu a sala de sua mansão, sei pai com certeza já estaria a sua espera.

- Draco que tava fazendo? Sabe que temos q tomar nossos lugares daqui a pouco!! – o loiro muito parecido com Draco fala meio irritado com o filho. Lucio Malfoy estava nitidamente nervoso.

- Pai estava no meu quarto me arrumando, mas estou aqui não estou, temos uma hora ainda pra tomarmos o nosso posto. – Draco sentava-se na poltrona a frente da lareira junto com seu pai.

- Oi filho, está com fome? Quer alguma coisa? Peço ao elfo domestico pra te trazer. – Nárcissa perguntava ao filho com um tom carinhoso.

- Não mãe, obrigado, mas estou sem fome.

- Vamos Draco, não quero dar mais motivos ao Lorde pra deixá-lo mais bravo. – Sr. Malfoy se levantou e se dirigiu a porta com sua vassoura e Drago seguindo-o.

Draco e seu pai montaram em suas vassouras e colocaram suas mascaras para então levantar vôo. Draco sentiu o ar batendo no seu corpo, sua casa esvoaçando, ele adorava essa sensação. Ele e seu pai foram cada um para seu posto a espera da hora de agir.

Faltava meia hora para meia noite e Draco sentiu sua marca negra arder ela brilhava, ele sabia q devia aparatar, seu mestre chamava a todos para uma reunião de ultima hora. Ele aparatou com uma fumaça preta junto com seus colegas comensais ao redor de Voldemort.

- Quero o máximo de atenção de todos vocês, não quero que deixem nenhum dos aurores sem um comensal estou entendido?! Já falei e repito, exterminem o máximo de aurores que puderem, só não encostem no Potter, ele é meu, podem encurralá-lo ou prende-lo, mas ele é meu, eu que tenho que matá-lo. E realmente espero que a varinha que peguei de Lucio resolva o problema dos núcleos gêmeos das nossas varinhas. Agora vão, todos vocês aos seus postos, e quando acharem o Potter me chame. – Voldemort fala com sua costumeira autoridade a todos os seus servos.

Draco voltou ao seu lugar, só a espreita. Todos voavam perto da casa de Harry ansiosos por capturá-lo e ganharem o reconhecimento do Lord. Ele estava mais distante, assim como seus amigos de escola Crebbe,Goyle, Blaise e Pansy que também se tornaram comensais da morte.

- Chegou à hora Draco querido. – Pansy veio voando para perto de Draco.

- É Pan chegou, e acho melhor você tomar sua posição. – Draco apontava para onde ela deveria ficar.

- Está certo, está certo, eu estou indo Draco. – Pansy foi voando para seu lugar.

Draco viu os comensais começarem a voar atrás de vultos, e então notou que eram vários Harrys cada um com um auror, admirou a inteligência da Ordem da Fênix em seu plano, mas eles estavam preparados, portanto havia muitos comensais para seguir cada Potter que totalizavam 7. Draco seguiu de longe os comensais que iam atrás de Moody, sabia que precisariam de ajuda, Alastor Moody era um excelente auror, portanto todo cuidado era preciso.

Os comensais encurralaram Moody e o Potter, Draco veio ao auxilio deles pois Moody começava a lançar jatos de luzes vermelhas contra os comensais e estes lançavam jatos verdes, ele berrou a todos.

- Não acertem o Potter ele é do Lord, cuidado. -bloqueando um feitiço vindo de Moody, Draco fez meia volta com a sua vassoura afastando-se da luta. Draco foi atrás de Voldemort, para dar a localização de Moody, quando avistou o mestre falou- Lorde das Trevas, um dos Potter esta com Moody, penso que pode ser ele, afinal está com um dos melhores aurores da Ordem. – Dando as informações do local onde estavam Voldemort falou.

-Certo Draco Mafoy, bom trabalho, irei atrás deles. – com isso Voldemort desapareceu em uma fumaça preta, e Draco se dirigiu para o local onde estava Moody e Potter.

Draco chegou Moody travava uma batalha com os comensais e Voldemort tentava ir atrás de Potter, mas nesse momento veio Blaise falando para Draco.

- Achamos o verdadeiro!! – Draco se dirigiu a Voldemort.

- Lord achamos o verdadeiro, os comensais estão perseguindo-o. – falando o lugar o Lord desapareceu novamente.

Draco se aproximou da luta dos comensais contra Moody, ele estuporou Moody, pois este quase o acertou também, quando olhou o comensal veio voando para perto de Draco e gritou.

- Avada Kedravra.

A maldição acerto Moody em cheio, ele desmontou da vassoura e começou a cair, com certeza estava morto. Um Weasley passou com um Potter pelos comensais tornaram a lutar, mas eles conseguiram fugir. Mas esta altura já sabia que o Potter era falso, portanto se deram por satisfeitos em apenas machucar o nojento Weasley. Os Comensais se livraram do corpo de Moody, deixando pra trás apenas a perna de pau dele. Draco sentiu sua marca negra arder e aparatou onde estava Voldemort. Draco esperava ver Potter morto, mas quando chegou viu apenas Voldemort, e com certeza estava extremamente bravo.

- O que tem essa maldita varinha de Potter, ela acabou com a sua Lucio, virou Pó! – Lucio gemeu ao saber se estava sem a sua varinha. – E pra piorar Potter conseguiu entrar numa casa que tinha um maldito feitiço Fidellius, não consegui pega-lo. – Voldemort estava num nervosismo só, andava de um lado para o outro, sua mão direita apertava sua varinha e a esquerda fechava-se com raiva. – Todos já para a sede, vamos discutir melhor por lá tudo o que aconteceu essa noite. - Com isso todos os comensais desapareceram em direção a sede.

Na toca Gina estava nervosa, até agora ninguém tinha chego, temia pela sua família, temia por Harry, por Hermione, por todos os membros da Ordem. Ela estava sentada juntamente com sua mãe na sala de sua casa, constantemente ambas olhavam para fora onde todos eles iriam aparecer com a chave de portal.

- Mãe já estava na hora deles estarem aqui, estou muito preocupada. – Gina falava aflita com sua mãe. – como queria ter ido junto, detesto ficar a espera.

- Você é menor de idade Gina e outra graças a Deus que você não foi, já estou preocupada com todos que foram, imagina se você também fosse, toda minha família em perigo, ao menos você esta aqui. – Molly abraçava a filha, enquanto as duas olhavam pela janela.

- Mamãe olha, acho que são eles. – Duas pessoas apontaram no lugar onde era pra ser a chegada de todos por chave de portal.

Molly abriu a porta e viu que quem vinha era Harry e Hagrid, ambos um tanto machucados, mas aparentemente bem.

- Harry querido é você? – Molly perguntava pra ele,enquanto olhava o corpo dele pra ver se estava tudo bem.

- Estou bem Sra. Weasley, com alguns machucados, mas tirando isso tudo bem. Cadê os outros? – Harry parecia mais preocupado com o bem estar de todos do que com o seu mesmo. Seus olhos encontraram o de Gina, esta o olhava seria, Harry pode perceber que seus olhos brilhavam com labrimas que brotavam.

- Somente vocês chegaram ainda Harry, espero que os outros estejam bem. – Molly falou conduzindo ele e Hagrid para dentro de casa.

Molly e Hagrid se dirigiram a cozinha, e Harry e Gina ficaram na sala a espera dos outros.

- Oi Gina, você esta bem? – Harry olhava a ex-namorada com atenção.

- Ahh Harry. – Gina se jogou nos braços dele, e o abraçou com toda a força.

- Gina que foi? Calma vão ficar todos bem. – Harry ficou preocupado com a ruiva, ela termia em seus braços.

- Tive tanto medo de acontecer algo com você, tenho tanto medo que aconteça algo com alguém. – Gina choramingava no ombro de Harry, aquele hálito quente dela em seu pescoço não ajudava em nada a situação dele. Harry tinha vontade de beijá-la mostrar que estava tudo bem, que ele estava ali com ela e nunca mais a deixaria sozinha, mas não podia, já colocara em risco a vida dela pelo simples fato de serem amigos.

- Gina querida eu to aqui com você, estou bem como você esta vendo. E os outros logo vão chegar, também estou preocupado com eles, mas tenho esperança de que tudo ocorrera bem. – Harry afagava os cabelos ruivos e sedosos de Gina, ela pelo que ele ouvia começava a derrubar algumas lagrimas, ele se sentia culpado por aquilo, não queria que ela sofresse. Até que vira mais alguém chegando. – Gina alguém, mais alguém esta vindo.

Eles se dirigiram para fora, e assim esperaram todas as pessoas chegarem. Guy e Fleur trouxeram a noticia da morte de Alastor, conseguiram pegar somente a perna de madeira dele. Todos se sentiram mal com a péssima noticia, Gina deixou suas lagrimas rolarem, assim como a maioria dos que ali estavam. Harry tentou ir atrás de Edwiges, mas os membros da Ordem não o deixaram. Depois Gina foi conversar com ele.

- Harry não vá, eles podem estar te esperando, você entende na é? Por favor eu não suportaria se algo de mal te acontecesse. – Gina ainda estava com os olhos cheios de lagrimas.

- Tudo bem Gina, eu não vou, não quero te causar mais mal do que já causei. Mas ela era minha coruja, eu adorava ela, era tão linda, tão querida, minha única companhia na casa dos Dusley. Ele tirou tudo de mim Gina, tudo sabe o que é isso? Primeiro meus pais, depois Sirius que era o mis próximo de família que eu tinha, eu amava meu padrinho, depois Dumbledore o único que ainda se importava comigo, e agora Edwiges a quem eu também amava.

- Nós também nos importamos com você Harry, todos aqui te amam, para todos os Weasleys você se tornou parte da família. E pra mim você não é como um amigo ou irmão é muito mais que isso, me preocupo com você. E de certa forma me ofende quando diz que Dumbledore era o único, mas tudo bem sei que está com a cabeça quente.

- Desculpa Gina, sei e agradeço toda a preocupação que você e sua família têm comigo. Mas já coloquei todos em um grande perigo, já morreram quase todas as pessoas que eu amo. Realmente agora só tenho os Weasleys, Hermione e os membros da Ordem. E é por isso que eu não me perdoaria se acontecesse mais alguma coisa a um de vocês. Iria querer morrer se acontecesse mal a você. – Harry a tomou nos braços, afagou seus cabelos e encostou o rosto no dela.

- Então se é tão grato a todos, fique Harry, que demonstrará que agradece todo o esforço de todos em te salvarem e que morte de Moody não foi em vão, não coloque a sua vida em risco novamente porque me deixará preocupada novamente, não se afaste de mim. – Gina acariciava as costas do garoto que a tento tempo amava.

- Esta bem Gina, eu fico, mas Gina nós não podemos voltar, eu gosto muito de você, mas não dá, por favor, compreenda, será uma época complicada e ...

Gina tampara sua boca com uma das mãos e disse um sussurro.

- Pishh, não fale nada, eu sei de tudo já Harry. – então Gina rouba um selinho da boca do moreno e depois se dirige ao seu quarto.

Deitada na cama Gina pensa nele, era terrível escutar novamente da boca dele que não ficaria mais com ela. Gina começou a chorar, doía demais ficar sem Harry, ela sofria todo dia desde que se separaram, agora sentia como se fosse mais forte, como se tudo fosse se acabando, como se essa maldita guerra tirasse alem do seu sossego, pessoas do seu convívio, tirava-lhe o seu amor. Demorou 6 anos pra Harry a perceber, e quando isso acontece, ele diz que não pode ficar com ela, que amor era esse que não podia ser desfrutado.

- Maldita vida, maldita guerra, maldito você-sabe-quem, malditos comensais. – Gina chorava e socava a cama e o travesseiro, sentia uma dor enorme no seu coração, tinha que por tudo pra fora e essa era a única forma, chorar, resmungar xingamentos a aqueles que a faziam mal e socar tudo que pudesse.

Logo que terminaram Gina sofreu muito, quase ficou depressiva, vivia pelos cantos chorando escondida, apenas Rony a vira uma vez, tentara conversar e consolar-la mas nada aconteceu, nada justificava ter que desistir de um grande amor por uma droga de bruxo. Mas escutar novamente que não dava, depois de tudo que ela falara pra ele, depois de abrir novamente seu coração, e de certa forma demonstrar o quanto ela sentia sua falta, era tudo muito pior, seu coração estava dilacerado, ela estava sem chão. E agora ele estava na sua casa, como seria vê-lo todo o dia, ela precisava fingir que estava tudo bem, sempre precisou, mas não poderia ficar sozinha em cantos agora, teria que ser forte, teria... mas agora em seu quarto, deitada sobre sua cama, olhando para o céu lá fora, ela poderia ser ela mesma, se deixar consumir pelo que sentia e chorar o quanto quisesse...

Sem Ar – D Black

...

O sofrimento vem à noite sem pudor.

Somente o sono ameniza minha dor.

Mas e depois? E quando o dia clarear?

Quero viver do teu sorriso teu olhar.

Eu corro pro mar pra não lembrar você.

E o vento me traz o que eu quero esquecer.

Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar.

Nos teus braços é o meu lugar.

Contemplando as estrelas, minha solidão.

Aperta forte o peito é mais que uma emoção

Esqueci do meu orgulho pra você voltar

Permaneço sem amor, sem luz, sem ar...

Perdi o jogo, tive que te ver partir.

E minha alma sem motivo para existir.

Já não suporto esse vazio quero me entregar

Ter você pra nunca mais nos separar

Você é o encaixe perfeito do meu coração.

O seu sorriso é a chama da minha paixão.

Mas é fria a madrugada sem você aqui.

Só com você no pensamento...

...

Meu ar, meu chão é você

Mesmo quando fecho os olhos

Posso te ver...

Gina acabou por pegar no sono de tão cansada de chorar que estava, dormiu na esperança de sua vida melhorar...