(N/A): Oie! Primeiro capitulo da minha primeira short fic. Ehhh, só vão ser cerca de três capítulos e talvez um epílogo... se vocês gostarem, claro, farei uma continuação. Queria agradecer a todos que comentaram, só posto hoje por causa de vocês! E aí vai a primeira parte da fic... espero que gostem... beijos!!!

No Silêncio da Noite – O começo do meu pesadelo...

(Lílian): Finalmente eu coloquei ordem aqui, e assim está ótimo, todos bem caladinhos... Agora deixe-me começar logo antes que vocês recomecem a falar...
(Sirius): Que botou ordem? Mentira, Lil... O assunto que acabou!
(risos)
(Lílan): Era para rir?!

Eu estava sentada na minha cama, mais ou menos às seis e meia da tarde. Estava morrendo de raiva. Eu havia terminado meu sexto ano em Hogwarts e combinado com minhas melhores amigas, aqui presentes, Sta. Liana Bones e Melina McDonald de passarmos parte das férias juntas. Elas haviam me falado que iriam me pegar na minha casa às cinco da tarde do dia primeiro de agosto. Mas quem disse que elas apareceram? Aquelas mentirosas... E nem adianta olharem assim, eu estou coberta de razão. Porque a única coisa que me apareceu naquele dia foi uma coruja, trazendo uma carta, ou melhor, um bilhete, que dizia mais ou menos assim:

Querida Lily,

Acho que eu e a Melina devemos satisfações a você por não termos aparecido hoje, não é mesmo? Acontece que nós tivemos de vir na frente para arrumar a casa de praia onde nós vamos ficar e nós fomos de vassoura e você odeia voar, não é? Mas é obvio que nós demos um jeito, não vamos deixar você encalhada aí o mês inteirinho! Amanhã, duas da tarde, vão apanhar você aí. E de carro, não se preocupe... E quanto aos garotos, eles já chegaram, não se preocupe. Então, esperamos vê-la logo...
Beijos, Liana.

Ps: Nós te amamos, hein? E tudo que fazemos é para o seu bem.

Eu dobrei o bilhete, totalmente confusa. Quero dizer, nós havíamos combinado de irmos juntas organizar a casa. Por que elas foram e me deixaram? Elas não são do tipo que gostam de trabalhar. E aquele "ps"? Que diabos significava aquilo? E como assim, alguém vinha me buscar? Quem era esse alguém? Caramba, custava colocar o nome do dito cujo?

Eu dei comida para a coruja e ela foi embora. Fui deitar. Fazer o quê, não é? Os meus pais foram passar uma semana na casa da minha irmãzinha do coração , a Petúnia, que havia acabado de casar-se com um tal de Válter, um cara que mais parece um porco e que fica vermelho quando é contrariado. E durante a viagem deles, eu iria para a casa de praia com as garotas, e hum...Os garotos também.
Agora era só esperar o outro dia e ver quem aparecia. E, com toda sinceridade, eu pensei em muita gente, mas nunca me veio em mente o nome daquele que eu vi na porta da minha casa.

Era um domingo, eu fui para a porta da minha casa às duas em ponto, muitíssima curiosa para ver quem iria me pegar.

Fechei a casa e sentei em um banquinho que fica no jardim, com a minha mala do lado. E lá eu fiquei dez, quinze, vinte minutos. Independente de quem aparecesse, devia estar testando a minha paciência. Quando faltavam quinze minutos para três horas, eu me levantei. Ia passar uma semana sozinha, mas o que eu podia fazer? Até que eu vi um enorme carro preto, largo e alto que parou bem em frente a minha casa. E quando o motorista baixou o vidro, pude observar quem era: aqueles cabelos arrepiados, depois os olhos escuros e o tão conhecido sorriso maroto naquele rosto comprido.

Eu passei as mãos no rosto, pisquei várias vezes e cheguei a me beliscar. Mas, decididamente, eu não estava sonhando. Realmente era Tiago Potter que estava parado a minha porta, dentro daquele carro.

Ele desceu do automóvel, colocou a minha bagagem no porta-malas e parou do meu lado, ainda sorrindo. E eu o fitava totalmente espantada.

--- Sabe, ruivinha, eu sei que olhar para mim é inevitável, mas você já está me deixando constrangido. – ele disse.

" Meu Merlin, como ele se acha!"

– Se você não consegue se controlar, tudo bem. Só não fica aí parada porque realmente temos que ir. – ele concluiu.

Continuei olhando para ele, totalmente incrédula. Já havia visto o Tiago fazer muitas loucuras, mas essa vez foi demais.

Depois, ele simplesmente abriu a porta do carro para eu poder entrar.

--- O que você veio fazer aqui, Potter? – aleluia, eu finalmente falei alguma coisa! E não foi com uma voz muito simpática, como eu queria...

--- Não é obvio, minha ruivinha? Vim pegar você. A Liana não avisou? – ele disse, sem tirar aquele sorrisinho irritante do rosto.

--- Primeiro e antes de qualquer coisa: eu não sou e nunca serei sua ruivinha. Segundo: A Liana não disse que você viria me pegar, porque se tivesse dito, eu certamente teria me recusado... Ela disse que alguém viria.

--- E esse alguém, como você já deve ter notado, sou eu. – ele disse, indicando a porta do carro. – Agora, vamos?

--- Ah, mas eu não vou mesmo! – me recusei terminantemente. – Não vou ficar cerca de três horas seguidas olhando para a sua cara, Potter.

--- Tem certeza, meu anjo? – ele disse, sorrindo mais ainda, se é que isto é possível!

Mas, quando aquele metido disse isso, meu pensamento voou diretamente para os meus pais. Eles iriam brigar comigo porque eu havia dormido sozinha em casa (eles me tratam como se eu fosse uma criança!), imagina só se eu ficasse uma semana sozinha! Poderia me considerar uma bruxinha a menos no mundo. Respirei fundo e entrei no carro.

--- Eu te odeio, Potter. – disse, enquanto ele fechava a porta.

Ele caminhou até o outro lado e também entrou no automóvel.

--- Você sabe dirigir isso direito? – perguntei; estava morrendo de medo que o Potter, além de todos os outros defeitos, ainda fosse mais um maluco no trânsito.

--- Claro que sei, Lily. – ele me assegurou, ligando o carro. – E saiba, minha ruivinha, que eu estou muito feliz em ficar horas sozinho com você. Principalmente quando lembro que a estrada até a praia é bem deserta. Raramente passa alguém. – ele me olhou de um jeito que me tremeram as pernas.

--- Escuta aqui seu pervertido, se você se atrever a encostar o dedo em mim, juro que lhe lanço o pior feitiço que me vier em mente! – ameacei, apontando meu dedo para a cara do Potter.

--- Ruivinha, agora que estamos sozinhos, você não precisa mais fingir que me odeia. – ele começou a acelerar o carro; ah, eu estava com um péssimo pressentimento e como estava! – Já pode demonstrar seu amor, ser mais carinhosa, sabe?

--- Não sei quem te iludiu desse jeito... – revirei os olhos. – se eu não te conhecesse, diria que te lançaram um feitiço Confunddus. – respirei fundo novamente; essas iriam ser às três horas mais longas da minha vida. – A Liana vai me pagar... – sussurrei alto suficiente para o asno escutar.

--- Eu que me ofereci para vir pegá-la Lily. Era o único que não estava fazendo nada por lá, se é que você me entende. Liana e Sirius, Melina e Remo. Realmente não achei ruim a idéia, admito. – ele me olhou, com um jeito malicioso.

--- Eu não posso dizer o mesmo...

--- Sincera você, hein?

--- Diria realista.

--- Você tem sempre uma resposta para tudo?

--- Se é o quê você está dizendo...

E ele sorriu! Eu gostaria muito de saber o que é tão engraçado. Para mim, só havia motivos para lamentar...

--- Não entendo porque ninguém comentou que você viria, Potter. – eu disse, finalmente, em um tom mais calmo.

--- Porque se tivessem feito isso, você com certeza passaria o verão todo sozinha em casa, como você mesma disse. – ele falou, graças a Merlin, sem tirar os olhos da estrada.

--- Realmente, não tenha dúvidas de que eu o faria. Mas, caramba, foi muita traição deles terem feito isso comigo! – desabafei; sinceramente, era exatamente como me sentia naquele momento: traída.

O Potter deu de ombros.

--- Até parece que você não conhece aquele quarteto, ruivinha... – ele comentou.

--- O que você quer dizer com isso? – ali tinha coisa, disso eu já sabia, e o Potter estava começando a se entregar...

--- Quero dizer que todos, sem exceção, seriam capazes de dar um braço, uma perna, o que fosse preciso para nos ver juntos. E eu mesmo estou incluído nesse grupo. – e ele piscou o olho para mim. Mas foi de um jeitinho tão fofo que...ah, esquece. Devia estar ficando louca.

(Sirius): Pausa para um pequeno comentário. Tiago, seu peste, nos entregou, hein?
(Lílian): Isso não foi nada. Deixa eu só continuar para você ver...

--- Ninguém precisa ficar desmembrado por causa disso, Potter, seria sacrifício feito em vão. Agora, espera aí...Claro! Ai, claro, como eu não pensei nisso antes?! Foi por isso que a Lia colocou aquele "ps" na carta é lógico! Merlin, como não percebi antes? – estava realmente espantada com a minha lerdeza.

--- Realmente, demorou... – e lá foi o Potter dá palpite só para me colocar mais para baixo.

--- Cala a boca, Potter! – já estava mais do que na hora de falar minha frase rotineira. – E, além disso, do que você está falando? Você leu a minha carta, por um acaso?

--- Claro. – ele respondeu, no tom mais displicente que pôde. – Na verdade, a Lia me pediu para escrever, porque ela ia sair com o Sirius.

---Hã? Quê? Como assim?

(Liana): Seu veado desgraçado! Você contou para ela?!
(Tiago): É o que parece, não é?
(risos)

Eu realmente devia ter escutado mal. Muito mal...

--- Potter, seu imbecil! VOCÊ LEU A MINHA CARTA?! MELHOR...VOCÊ ESCREVEU A MINHA CARTA!

(Sirius): Er... Lily?
(Lílian): O quê?
(Sirius): Dá para você só encenar os gritos? Não precisa repeti-los aqui, nós já sabemos o poder que as suas cordas vocais têm...
(risos)

Eu estava ficando muito vermelha, podia sentir meu rosto queimar. E quero deixar claro que os fatos que se seguem não são minha culpa, pois nesse momento eu saí fora de mim e o que ocupou meu corpo foi um ser inteiramente raivoso.

--- Calma, Lily, foi só uma cartinha de nada... – ele olhou para mim, apelante.

--- CARTINHA DE NADA?! – e lá vou eu, reiniciar a gritaria. Realmente não queria saber de explicação nenhuma. – VOCÊ SE PASSOU POR OUTRA PESSOA, SEU TRASGO, METIDO, IDIOTA...

(Sirius): Ela ignorou completamente meu último comentário...
(risos)

Foi tudo tão rápido. O Potter já havia tirado os olhos da estrada há muito tempo. E eu, no meu surto momentâneo, peguei minha varinha e, bem, parecia ter esquecido seu uso, então comecei a acertá-la bem no meio da cabeça do Potter. E a reação dele? Bom, acreditem se quiserem, foi tirar as mãos do volante para proteger-se do meu ataque.

(risos)

O resultado disso foi um belo encontrão com a árvore mais próxima. Um barulho de vidro se quebrando e eu e o Potter voamos para frente. A minha última visão foi essa: eu indo a direção do pára-brisa.

Não sei quanto tempo se passou depois disso, só sei que finalmente acordei. E quando olhei para o Potter, ah meu Merlin, ele ainda estava inconsciente. Aí, eu não poderia ter outra reação: bateu o desespero!

--- Tiago? – cutuquei-o de leve – Oh, meu Merlin, Tiago? – ele não acordava. – Ah, não, seu traste, não vai morrer agora.

(Tiago): Até nas horas mais desesperadas ela me elogia ... que amor!
(risos)

Saí do carro, dei a volta e fui para o lado do Potter. Abri a porta, tirei o cinto e ele caiu em meus braços.

"Caramba, como pesava!"

E estava com um enorme corte no braço esquerdo, dava até dó. Mas não tinha outro jeito... Fui arrastando-o até a beira da estrada, no intuito de que alguém aparecesse e nos visse. Mas lembrei de que era uma estrada quase deserta e, como os ingleses são os seres mais arrogantes que já vi, era mais fácil um carro nos atropelar do que parar para oferecer ajuda.

E lá vou eu arrastar o Tiago de novo para o que parecia um bosque, onde ficava a árvore onde batemos. Coloquei-o em baixo de outra árvore. Claro, a que tínhamos batido estava toda torta, parecia que ia cair em cima do carro. Ah, o carro! Lembrei que tinha uma garrafa com água lá dentro. Fui até o porta-malas e peguei a garrafa que tinha o Potter tinha posto lá. Caminhei novamente até ele e joguei alguns respingos de água no seu rosto e ele finalmente acordou.

--- Lily? – falou, em um sussurro de voz.

--- Ah, Tiago. Não fala nada, ok? Descansa... calado, imóvel. – não sabia o que fazer; nunca levei jeito para cuidar de doentes.

--- Tudo bem quanto ao imóvel, mas calado? O que me dói é o braço, não a boca, ruivinha...

(Sirius): Eu odeio admitir, mas ele está certo, sabem...
(Liana): Vem cá, você tem sempre que falar algo?
(Sirius): Oh, meus comentário são importantíssimos, imprescindíveis e indispensáveis, não são, gente?
silêncio
(Sirius): Ok, me calo.

--- Certo, mas... ah, Tiago, você me deu um grande susto! – eu ainda estava assustada, apesar do grande alivio que já sentia. – Eu pensei... ah, eu pensei que nunca mais ia ouvir você me chamar de ruivinha. – disse, passando a mão entre os cabelos dele.

--- Não se preocupe, ruivinha , você não vai se livrar tão fácil assim de mim. – ele respondeu, com uma leve careta. Devia estar doendo muito aquele corte, parecia profundo quando olhei.

(Remo): Pára tudo! Agora é a minha vez de dar palpite... quer dizer, Pontas, que a Lil faz uma quase declaração de amor e isso é tudo que você consegue falar? Você sempre foi o orgulho do papai, Thiaguitinho... o que é isso agora?!
(risos)
(Tiago): Sem comentários, Aluado...

--- E o pior é que já vai escurecer, eu perdi a minha varinha, o carro não funciona, tenho certeza.E realmente achei que você, sabe... – esse acidente realmente tinha me afetado emocionalmente... Eu já estava até chorando!

--- Ah, não chora, Lil. Sério, me bate, me xinga... Isso é suportável, mas te ver chorar... – ele me olhou, todo preocupado.

--- Ok. – disse, limpando o rosto. – Mas pára com isso, Tiago.

--- Eu falo a verdade e... Hei! Desde quando você me trata pelo meu primeiro nome? – ele me perguntou, franzindo o cenho.

(Liana): Agora que ele percebeu... ela já estava te chamando de Tiago a séculos, ô anta!

---Er, eu? – claro que era eu; não tinha ninguém mais lá. – Bom...Hãã... Acho que desde que bati minha cabeça, sabe? Deve ter me afetado completamente. – eita desculpa mais esfarrapada. – Porque, não posso?

--- Não só pode como deve. – ele deu um sorrisinho, não tão irritante como os outros. – Só achei estranho.

--- Você não me pede para te chamar de Tiago há dois anos? Então, resolvi realizar o seu desejo.

Ele sentou-se e me encarou profundamente. Colocou a duas mãos sobre as minhas.

--- Esse é o meu único desejo que você vai realizar, minha Lily? – ele perguntou, suavemente.

E eu entendi porque ele saia com tantas garotas. Aquele jeito tipo galã de novela conquistaria qualquer uma. Não que eu fosse qualquer uma, mas vocês entendem o que quero dizer.

Com o braço que não estava machucado ele pegou no meu pescoço e foi aproximando meu rosto de si. Ficou perto o suficiente para que eu sentisse a sua respiração, antes de me beijar. Quando seus lábios tocaram os meus, percebi que eles tremiam. Mas o Potter não parou mesmo assim. Pelo contrário; subiu a sua mão mais um pouco e começou a alisar meus cabelos.

(Tiago): Er... Lil? Você tem que dar todos os detalhes mesmo?
(risos)
(Sirius): Ora, Pontas, se ela não disser tudo detalhadamente, nós não vamos poder imaginar a cena... Aí, não vai ter graça, principalmente quando ela te bater.
(Tiago): faz um "biquinho", totalmente contrariado.

Foi um beijo, digamos, frágil. Não que tenha sido ruim, mas sim, que as duas partes estavam fracas demais para que saísse como um daqueles beijos de cinema; mas foi relativamente bom e muito carinhoso.

(Melina): Lílian Evans admitindo que Tiago Potter beija bem? Quem diria...
(risos)

Nós nos separamos e Potter me encarou com uma cara como se falasse "Agora pode me acertar bem no meu da cara...". Mas claro que eu não ia fazer isso. Eu não batia em doentes e ele não merecia. E eu tinha, por alguma razão, ficado balançada com aquele beijo. Foi o beijo mais sincero que o Potter já tinha me dado depois de dois anos; eu senti isso. Às vezes posso me fazer passar como uma pessoa fria, mas essas coisas me deixam atordoada.

--- E o que mais você quer de mim, Potter? – perguntei, um pouco confusa.

--- Quero que você acabe com seu orgulho de uma vez e acredite em mim quando eu digo que te amo. – ele disse, como se aquilo fosse o obvio.

Na verdade, realmente era o óbvio; mas era pedir um pouco demais, vocês não acham?

--- Desejo difícil de se realizar, hein? – disse, em um tom que pretendia ser um pouco divertido.

--- Mas não impossível, estou certo? – tinha esquecido o quanto o Potter pode ser esperto.

--- Digamos que sim...

--- E então? Esse pobre inválido que atende pelo nome de Tiago Potter vai ver o mais maravilhoso dos seus sonhos virar realidade? – ele perguntou, sorrindo levemente.

Me levantei e ele me acompanhou com os olhos. Essa conversa já estava ficando muito perigosa...

--- Vou pensar. – eu disse, antes de dar as costas a ele e sair andando em direção ao carro, que ficava a poucos metros.

Quando eu já estava perto do automóvel, o Potter me chamou.

--- Hey, hey Lil!

--- O que foi? – virei, encarando-o.

--- Você só vai me dizer isso? – ele perguntou, com o cenho franzido.

Eu sabia exatamente o que ele queria ouvir. Mas não podia dizê-lo. Ou não estava pronta, não sabia exatamente o que me impedia de dizer aquelas três sílabas. "Eu te amo!", pensei. Mas não exatamente isso que sai da minha boca.

--- E você queria o quê? Que eu suspirasse um "Oh Thiaguito, acredito em você e também te amo!" Ou outra coisa do tipo? – falei, com ironia, sabendo exatamente o que viria a seguir...

--- É, exatamente. – sabia que ele ia dizer isso! – Ou melhor, você bem que podia tirar esse Thiaguito e colocar algo menos fresco, não? – ele disse, reprimindo uma cara de nojo.

(Remo): Concordo com o Pontas, Lil. Thiaguito ? É muita frescura para um apelido só...
(Sirius): Só não chega a ser pior que Remiquinho ...
(Remo): E muito menos de Siricutito ... Esse ninguém supera!
(Sirius): Oh! Como é que você sabe desse, hein?
(Melina): Ih, Sirius, a Liana não faz bem questão de esconder os apelidos que coloca nos namorados, sabe...
(Sirius): O que você têm a dizer, Srta. Liana Bones?
(Liana): Nada a declarar, Siricutito...
(Lílian): Será que eu poderia, com a graça de Merlin, continuar?
(Tiago): Quando eu vou narrar a minha parte, ruivinha?
(Lílian): Quando eu disser que você pode, Tiago...
(risos)
(Sirius): Nem precisa dizer quem manda na relação aqui, não é?
(Lílian): Eu quero continuar...
(Remo): Todo mundo calado, agora!
(Melina) Eh... luz, câmera, faz como se segurasse uma, na direção de Lílian AÇÃO!
(Liana): Câmera? O que é isso?
(risos)

Eu olhava Tiago, completamente incrédula. Que cínico! E ainda teve coragem de colocar defeito no apelido lindinho que eu tinha inventado!

--- Ora, se dê por satisfeito com o meu "Vou pensar.", Tiago Potter! Eu, no meu juízo perfeito, teria te dado um belo tapa na cara. Estou começando a achar que realmente bati com a minha cabeça. – disse, batendo o pé e com as mãos na cintura. Detalhe: esses são sinais claros de irritação.

--- Uma hora está toda simpática, outra hora toda agressiva. Você tem personalidade dupla, é? – ele perguntou, todo ofendido.

--- Tem razão. E, aliás, eu ainda nem estou agressiva ainda . E, se eu fosse você, preferiria assim. Por isso, fique calado, antes que eu mostre minha personalidade tripla, quádrupla ou sei lá mais o quê. – e dei as costas a ele novamente e comecei a tirar as coisas que estavam no porta-malas.

--- Eu já disse que o que me dói é o braço e não a boca. – ele resmungou.

--- Potter, se você tem amor à vida, vai fazer o que eu digo. – ameacei. Na verdade, estava com um pouco de pena dele, mas tinha que, como se diz? Ah, sim, "manter a pose".

--- Você não teria coragem de fazer nada comigo – ele disse e eu o observei com o olhar mais assassino que pude ter – Ou você teria? – me olhou, já meio inseguro. – Ok, você teria. – ele concluiu, finalmente. – Ah, Lil, você não tem pena de mim, não?

--- Potter, vai dormir. – disse para fugir da resposta. Na verdade, eu estava com muita pena dele, todo jogado ali, ensangüentado...

--- Ah, você não teria. – ele falou – Eu estou quase aleijado, sabia? Só Merlin sabe se voltarei a ser o mesmo. – que exagero! Encarei-o de novo; não acreditava no que os meus ouvidos escutavam. – Fora o trauma que isso poderá me causar, sabe...

--- Tiago, cala a boca! – já estava falando isso com uma freqüência muito maior que o normal.

--- Tá, ok, eu me calo. Mas, na boa Lily, você está parecendo com a minha mãe. Não, você não está com cara de velha. – ele apressou-se em disser, quando viu minhas sobrancelhas erguidas. – É que ela me trata como uma criança de cinco anos, sabe, como você está fazendo agora e...

Eu já estava sem nenhuma paciência. Como o Potter pode ser extremamente irritante quando quer! Lancei a ele o pior e último olhar fuzilador que eu tinha. E ele, aleluia, se calou, muito contrariado, diga-se de passagem.

(risos)
(Melina): Tiago, você é sempre falador quando 'tá doente ou era só porque você estava com a Lily?
(Tiago): Mel, querida, juro que depois conto só para vocês. A Lil pode não gostar muito de saber a verdade dos fatos...
(risos)

E continuei a tirar as malas do carro que, alias, ocupou muito do meu tempo. Às vezes, lançava uns certos olhares ao Potter, que estava sempre com uma cara de contrariado. Mas, mais ou menos na terceira vez que eu olhei para ele, percebi que estava de olhos fechados.

Estaria dormindo? Ou só de olhos fechados? Vocês acham mesmo que eu ia ficar na curiosidade... Fui lá para conferir, oras. Aproximei-me dele. Parecia estar realmente dormindo. Mas eu queria ter certeza, nem que fosse preciso "acordá-lo" para isso.

--- Tiago? – chamei, cutucando-o de leve.

E ele abriu um olho. Não, foi só um olho mesmo, e começou a me observar, calado. Mas que coisa... Será que o coitado havia ficado doido ou estava mesmo só com mais uma de suas brincadeiras. Na dúvida, continuei lá, ao seu lado. Mas depois de alguns segundos, ele simplesmente fechou o olho aberto e continuou a fingir que estava dormindo, como se eu não tivesse visto ele acordado!

--- Você está horrível, sabia? – provoquei, para ver se ele parava de fazer graça. – Está certo que não dá para banhar, mas se você se passar um pano molhado, vai sair uma porção dessa sujeira e desse sangue. – completei, fazendo uma careta de nojo.

Calado ele estava, calado continuou. Tiago Potter, resistindo a uma provocação minha? Hum...

--- E fome, você tem? – falei novamente, procurando ser um pouco mais gentil. – Por algum motivo eu trouxe comida de casa, parecia estar adivinhando...e, bom, fraco do jeito que está, acho melhor você se alimentar.

Não esperei a resposta dele, até porque ela não veio. Fui até minha bolsa, onde tinha frutas, tortinhas, comidas dos trouxas e dos bruxos e outras coisas do tipo. Peguei tudo e levei até o Potter. Estendi uma toalha ao seu lado, coloquei os alimentos e me sentei.

--- Ei... – eu o balancei levemente pelo braço. – Hora de acordar, belo adormecido . – disse, só para fazer pirraça; ele não estava dormindo mesmo.

Mas ele nem ligou para mim, continuou a fingir que estava dormindo, me ignorando completamente. Pior, deu as costas para mim, ficando deitado de lado, e começou a fingir que estava roncando. Ah, isso me deu nos nervos. Senti cada centímetro de meu corpo queimar de raiva. Tá certo, sou muito chata às vezes, mas eu estava lá, ao seu lado, tentando cuidar dele... será que o Potter não via isso? Me levantei.

--- Não vai falar nada? – perguntei tentando soar o mais calma possível. – Ótimo! ENTÃO QUE MORRA DE FOME! – gritei, me descontrolando de vez, chutando a comida que estava no chão e saindo andando apressada.

Só com isso, finalmente, o engraçado do Potter resolveu parar de fingir. Ah, se eu soubesse tinha armado meu escândalo antes. Ele sentou e me olhou com uma cara assustada.

Continua...

(N/A): E aí, gostaram?? Proximo capitulo sem previssão... espero que seja logo! Mas espero coments, ok?? Se quiserem visitar minha outra fic, agradeço: È simples Lily: eu te amo! E, ah, Emmy: Valeu menina, pela ajuda imensaaaa!!! Beijos a todos e, claro... COMENTEM!!!

(N/B): Então, mais uma fanfic da Nina! Que show este primeiro capitulo! Ahm...e agora, qual vai ser a reação de Tiago? Para onde Lílian saiu apressada? E Voldmort????

Bom, essas perguntas só serão respondidas no próximo capitulo! Por isso, eu como beta, aconselho-os a darem uma passadinha aqui mais vezes! Para lerem, comentarem e votarem, ok?!?!

Beijoss

Emmy