N/A: Olá amores! Prometi que o capítulo seria postado no dia 17, mas como recebi comentários fofos decidi adiantar o capítulo!
Primeiramente eu queria agradecer à: GabiBarbosa, palomaMB, Anacarol202 e Vanesssa por apenas terem adicionado a fic aos favoritos/alertas.
E agradecer aos leitores que deixaram um comentário em IDF; são eles: Fernanda, Rutes, Mm, duda, lola e biela bells. Amei cada comentário. Queria responder, mas vocês estão como anônimos, aí complica... =/
Boa leitura! ;)
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I know you're hurt too
Eu sei que você também está magoada
But what else can we do
Mas o que mais podemos fazer?
Tormented and torn apart
Atormentado e separado
I wish I could carry your
Eu gostaria de poder carregar seu
Your smile in my heart
Seu sorriso no meu coração
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Capítulo II, Perpetuar o Silêncio.
Retornando ao presente, Isabella deixou-se observar toda a paisagem rústica do outro lado da rua. As folhas das árvores começavam a cair, as vias do distrito que Isabella e Edward residiam estavam infestadas com os efeitos do outono.
Isabella havia prometido há seis meses que nunca mais fumaria, entretanto as paredes estavam se apertando ao seu redor e a única forma de aliviar-se era proporcionada pela nicotina.
Em busca do seu alívio momentâneo, a morena encaminhou-se até a penteadeira, buscando na segunda gaveta uma cartela de cigarros e o isqueiro para acendê-lo.
Após acender o cigarro, ela voltou mais uma vez para a varanda do quarto, apoiando-se novamente no parapeito da janela.
Isabella ousou se aproximar ainda mais da abertura, abrindo-a por completo deixando o frescor do vento gélido daquela manhã de outubro bater em seu rosto, fazendo seus pelos dos braços se arrepiarem. Assustou-se com o cântico de um pássaro próximo à sua janela, e sem que percebesse as lagrimas molharam a sua face.
Estava cansada das brigas que diariamente tinha com Edward. Amava-o, mas sentia-se sufocada com tanta pressão depositada em suas costas.
Tinha que estudar, fazer seus cursos, o estágio e ainda por cima cuidar do marido. Era jovem, apenas vinte anos, mas sentia-se afadigada de tantas tarefas.
Levou a mão esquerda à face limpando as lágrimas que persistiam em cair, respirou fundo e apertou o quimono ao redor do seu corpo, enquanto se encaminhava até o banheiro.
Fez o mínimo barulho possível, temendo acordar Edward que dormia em um sono profundo na cama de dossel que dividiam desde que selaram o matrimônio.
Abriu a porta do banheiro, se preocupando em trancá-la após estar dentro, apertou o botão do interruptor e as luzes se acenderam. Andou até o espelho e ficou apenas encarando o que era refletido.
A insônia deixou a sua marca em sua face serena. As bolas negras abaixo de suas pálpebras confirmavam que houvera tido uma noite mal dormida; seus olhos outrora brilhantes estavam sem foco e o que refletia apenas era o seu próprio reflexo sem vida. Os olhos estavam inchados do tanto que chorou; os lábios estavam secos, e Bella se viu perguntando como chegara àquele ponto.
Desviou seus olhos do espelho e marchou em direção à banheira que pousava no centro do banheiro. Precisava lavar toda a impureza da madrugada do seu corpo.
Queria ter a esperança que no dia seguinte toda a dor causada tinha se dissipado e ela poderia esquecer.
Mas ela sabia que não seria tão fácil.
Após tomar seu banho, Bella voltou para o quarto, abrindo silenciosamente o guarda-roupa, sempre poupando o marido de qualquer som que pudesse acordá-lo.
Vestiu suas roupas íntimas e buscou uma calça jeans folgada e uma blusa com mangas na cor preta. Penteou seus cabelos em um rabo de cavalo, e passou um brilho labial nos lábios ressecados.
Antes que percebesse o que fazia, ela procurou um banco que ficava abaixo da cama, levou-o até mais próximo do grande armário, apoiando suas duas mãos na madeira para subir, e retirou a grande mala escondida na última parte do guarda-roupa.
Colocou suas peças de roupa desajeitadamente dentro da mala. Cada roupa que ela retirava do armário e depositava na bagagem era uma faca afundada em seu peito. Limpava sempre as lágrimas que jorravam, algumas manchavam o seu busto, mas Isabella não se importou.
Assim que sua bagagem estava pronta — ela não levaria todas as suas roupas, não conseguiria jamais levar a mala até o carro sem precisar de ajuda; e ela sabia que no momento em que contasse para Edward a sua decisão, a última coisa que ele desejaria fazer era ajudá-la com a mudança. Ela colocou as três malas próximas ao sofá na sala e retornou para o quarto.
Sentou-se na poltrona de couro e direcionou seus olhos para o corpo esticado de Edward no centro da cama. O marido era extremamente espaçoso na hora de dormir e ela sempre acordava com uma perna dele por cima da sua; ou seus longos braços tocando seu seio.
Enquanto adormecia, Edward poderia se assemelhar a um anjo, tamanha a plenitude que o envolvia adormecido. Os olhos verdes que Isabella tão loucamente idolatrava estavam escondidos de sua análise. A mandíbula firme estava travada e o cenho franzido.
A respiração dele estava se normalizando e ela soube que em breve ele despertaria. O braço de Edward foi em direção ao lugar vazio de Isabella, tateando todo o espaço em busca do corpo quente da mulher, para puxá-la para mais próximo de si. Odiava quando Isabella impunha uma distância na cama.
Por sua vontade dormiria todas as noites, bem colados, como se a qualquer momento algo fosse desgrudá-los e a necessidade quase insana de tê-la para sempre o forçava a prendê-la em seus braços ao acordar. Aspirar o cheiro de morango que provinha de seus longos cabelos, ou da pele suada sempre que faziam amor.
Ao notar que o lugar ao seu lado estava vazio, lentamente os olhos de Edward se abriram, demorando algum tempo até se acostumar com a claridade que adentrava pelas persianas abertas. Olhou em volta do quarto e viu Isabella olhando fixamente para ele. Respirou fundo, e ao perceber que ela estava arrumada seu coração se apertou. Bella raramente levantava antes dele, e algo nela estava estranho.
— Bom dia, princesa — disse, com a voz rouca por causa do sono. Apoiou-se em seus cotovelos, tentando fitá-la melhor. — Muito tempo acordada?
— Apenas o suficiente — ela disse se levantando da poltrona. — Está com fome? — perguntou mecanicamente, preparando-se para voltar para a cozinha e preparar algo para Edward comer.
Durante os dois anos de casamento, Bella descobriu que o marido era um homem completamente dependente — quando o assunto era a sua alimentação. Acostumado com a boemia que recebia em casa, tendo sua refeição devidamente preparada pela mãe ou pela cozinheira, fora um choque para Edward saber que ele próprio devia providenciar suas refeições, já que Isabella pouco tinha tempo para dedicar-se à cozinha.
No entanto, há quatro meses quando entrou em férias no mês de Junho, ela estabeleceu uma rotina de acordar duas horas antes do horário antigo para preparar e congelar comidas — para quando o marido comesse ao chegar da empresa no final da tarde. De uma forma que a única refeição que partilhavam era o desjejum.
— Não — Edward negou, apesar de estar faminto. — Você não respondeu à minha pergunta — Edward acusou.
— Agora somos dois. Você não responde às minhas perguntas e eu não respondo às suas — falou ironicamente, se referindo à briga que tiveram na madrugada.
— Bella, — Edward pediu cansado. — Vamos esquecer isso, sim?
— Tão simples pra você esquecer — a morena disse, com visível mágoa em seu timbre.
— É simples. Você que está complicando as coisas — Defendeu-se.
— Saiba que para mim não é fácil. Palavras magoam, palavras ferem e machucam e você parece não perceber isso. — Desabafou, não somente fazendo alusão à briga do dia anterior, mas sim a todas. Estava cansada de sacrificar o seu casamento. Amava-o, mas havia certas coisas que precisavam ser sacrificadas.
— Eu já pedi desculpas. O que mais você quer? — pediu, levando as mãos aos cabelos, quase arrancando os fios acobreados.
— Em breve você terá a sua resposta — disse enigmática, virou-se, evitando encará-lo nos olhos.
— Eu realmente estou cansado de brigar com você — O homem de olhos verdes disse se levantando da cama pouco se importando se estava desnudo diante da esposa. Ela era sua mulher, afinal. E vê-lo sem roupas não a incomodaria. Ao menos nunca incomodou.
— Eu já cansei há muito tempo, Edward — falou magoada, em um baixo murmúrio. Será que ele nunca havia percebido seu corpo tremer devido às lágrimas sempre que deitava na cama após uma discussão? O quanto para ela doía brigar com Edward? E o quanto o ciúme doentio que ele sentia estava levando-os a lugar algum? — Acho que é melhor você se vestir... — apontou para nudez do marido.
— Isso te incomoda? — rosnou. Não estava entendendo onde Isabella queria chegar com tamanha impassibilidade.
Sabia que não tinha motivos para o seu ciúme, mas Isabella era jovem e estava fazendo faculdade de Literatura Inglesa. Lógico que ele se sentiria inseguro em relação a isso. Ela estaria convivendo diariamente com pessoas da mesma idade. Para ele, isso era motivo mais que suficiente para ficar receoso.
Tinha conhecimento que se casaram cedo demais, pulando até algumas etapas que poderiam ser fundamentais para eles se conhecerem melhor e pensar com mais sensatez se o casamento estava sendo uma boa escolha naquele momento.
Contudo, eram adolescentes e fervilhando de paixão eles não buscaram aterem-se às consequências que viriam futuramente, ousando arriscar em um matrimônio prematuro. Aos dezoito anos Bella saiu da casa dos seus pais e foi morar com Edward em um estado até então desconhecido.
Era o que se dizia a respeito de um relacionamento a dois. Alguns tendem a dizer que o primeiro ano é onde o casal tem mais dificuldades, que eles ainda precisam se acostumar que há outra pessoa incluída em sua vida. Entretanto, no caso de Isabella e Edward a situação havia sido ao inverso: os desentendimentos perduraram por todos os vinte e quatro meses de convivência.
Logo nas primeiras semanas tudo havia sido um mar de flores, eles passavam a maior parte do tempo, trancafiados, dentro do quarto, amando-se sem cessar até ficarem totalmente esgotados.
Assim que sobravam algum tempo eles supririam outra necessidade além do sexo: alimentação. Alimentavam-se apenas quando o estômago praticamente roncavam feitos porcos, exigindo por comida, mas em seguida voltavam para mesma rotina de outrora.
Quando eles conseguiam sair do quarto exploravam a cidade juntos. Andavam de mãos dadas pelas ruas; brincavam na chuva; faziam passeios de barcos; saltavam de balões ou então apenas uma caminhada pelo píer.
Apenas quando completou um mês de casados a primeira briga ocorreu.
E então, o que estão achando de IDF? Se chegarmos aos 15 reviews eu posto o capítulo 3 na próxima segunda-feira. O que acham? Não se esqueçam de comentar! Esse é o maior incentivo que todo o autor deseja receber.
Até breve!
