Bem, obrigada pelos os dois reviews. :B LOL, são pouquinhos mas já é muito bom. :) Como eu disse, a vossa opinião é importante.
Obrigada JealousKills e á Lara por me terem deixado a vossa opinião. Continuou a dedicar o capitulo ás mesmas pessoas do outro: JealousKills, Liki Framboesa Twilighta, e Linda Mãe Twilighta. 8D (Jealous, espere que corresponda ás tuas expectativas. :9)
Fui acordada por uma hospedeira. O voo tinha sido rápido, talvez devesse ao facto de eu ter dormido durante o tempo todo. Ela avisou-me que devia colocar o cinto já que estávamos prestes a aterrar.
Obedeci e coloquei o cinto. Entrei no aeroporto. Sentei-me numas cadeiras estavam lá, e peguei no meu telemóvel para avisar a Maggie que tinha chegado. Ao terceiro toque, ela atendeu. Talvez estivesse ocupada.
- Estou. Se… Maggie? Sou eu, a Isabella. – Disse-lhe logo que atendeu.
- Bella, ainda bem que ligaste. Estava falar de ti agora mesmo.
Fiquei parva. A falar de mim? Sobre quê? Com quem?
-Bem, eu só liguei para avisar que estou em Nova Iorque. Acabei de chegar.
- A sério? Oh querida, eu vou-te buscar. De caminho estou aí. – Desligou antes que eu respondesse.
Guardei o telemóvel e aguardei. Passou meia hora e avistei a Maggie. Estava vestida formalmente, talvez eu a tivesse mesmo interrompido em algo. Ela acenou-me e respondi com um sorriso a rasgar-me a cara.
Fui ao encontro dela, e antes que desse por isso, ela abraçou-me. Fiquei estupefacta, não nos conhecíamos assim tão bem, mas ela tratava-me como me conhecesse á anos. Retribui o abraço. Ela começou a perguntar como tinha corrido o meu voo.
Não lhe menti e disse que tinha dormido a maior parte do tempo, quer dizer… Dormi durante todo o voo. Estava extremamente cansada. Acho que se devia ao facto da montanha de emoções pelas quais eu passei no dia anterior.
A discussão com a minha irmã, as minhas palavras frias dirigidas ao meu pai. Magoava até um certo ponto, mas eu sabia que tinha feito a coisa certa. Não podia continuar ali a conviver com eles.
De certeza que em pouco tempo daria razão aos comentários dos outros e tornaria-me super depressiva. Desliguei-me destes pensamentos todos e foquei apenas na conversa com a Maggie.
Ela explicou-me que ia ficar a morar na casa dela, e que não iria incomodar em nada. Já que esta vivia sozinha. Mas mesmo assim, senti-me um pouco incomodada com o facto de conhecer tão pouco a menina Maggie e ela já estava sendo tão gentil oferecendo a sua casa e uma visita guia pela escola e pela cidade.
Claro que aceitei, apesar de me sentir um pouco mal. Era um pedido irrecusável. Ela guiou-me até ao seu carro, e fiquei parva com o carro. Um Mercedes daqueles enormes. Uau. Entramos dentro do carro, e ela dirigiu para sua casa.
Ficamos paradas na porta da sua casa durante uns segundos. Eu estava a preparar-me mentalmente para ver o meu futuro lar daqui adiante, já Maggie devia estar preparar-se para a minha reacção quando visse a casa.
Ela virou-se para mim com um sorriso nos lábios, mas também com um brilho dos olhos cautelosos e disse-me:
- Espero que gostes. – E abriu a porta.
Não poderia chamar mesmo entrada ou hall, porque logo que entrássemos dentro do apartamento avistava-mos a cozinha e a sala em conjunto. Apesar de estar um pouco receosa quanto a decoração da casa, tive que admitir que Maggie tinha gostos muito modernos. Adorei simplesmente a casa. Estava bem decorada, com bom design mas mesmo assim muito acolhedora.
Tinha acabado de entrar ali, e senti-me super á vontade. Como tivesse vivido a minha vida toda ali. A sala tinha dois sofás cinzentos, uma televisão com um grande ecrã, uma mesa a separar os sofás e a televisão, com alguns objectos de decoração. Ao fundo tinha uma estante, recheada de livros.
Aproximei-me dela e reparei que ali nunca precisaria de visitar uma biblioteca, eu teria sempre algo para ler. Era uma "mini-biblioteca" mas mesmo sendo mini tinha livros muito bons. Entre eles pode reconhecer o meu livro favorito: O Monte dos Vendavais.
Há tempo que não o lia, decerto quando me visse sem nada para fazer. Ia pegar no livro e reler as paginas que um dia me fizeram sonhar. Pode ser ridículo sonhar com a história de O Monte dos Vendavais, mas não deixa de ser um romance emocionante. Quem disse que o ódio e a maldade também não podiam amar?
Fugi dos meus pensamentos enquanto encara o exemplar. Olhei de relance para Maggie, que me estava a encarar com um sorriso de satisfação na cara. Quando se aperceber que eu também a estava a encarar veio ter comigo. E pegou no "Monte dos Vendavais".
- Engraçado, este livro também me fascina. Gostas de ler? – Perguntou-me ela com um brilho nítido de curiosidade nos olhos.
- Sim, por acaso é o meu passatempo favorito. – Tocar piano, cantar, compor e representar também faziam parte dos meus hobbies favoritos. Mas quando estava a ler, não tinha que pensar em mais nada tirando o facto de imaginar a história na minha cabeça.
- Óptimo. Parece que a minha pequena biblioteca conquistou-te. Como amor á primeira vista. Deves gostar mesmo de ler, porque logo que entraste, dirigiste logo para aqui.
Ri suavemente.
- É verdade. Tem óptimos livros aqui, foi impossível não reparar. – Voltei a olhar para a estante e outro livro chamou-me atenção. Peguei nele. – Orgulho e Preconceito? Também adoro este livro.
- Eu também. Mas bem, deixemos a leitura para depois. Ainda tenho que mostrar-te a minha casa, agora a nossa.
Olhei para ela com os olhos arregalados.
- Sim, nossa casa. A partir que entraste aqui a casa também é tua.
Ofereci-lhe um dos meus melhores sorrisos, ao qual ela aceitou e retribui da mesma forma.
Agarrou-me no braço e levou-me a reboque pela casa.
- Bem, este apartamento tem três casas de banho. Duas suites e uma coisa de banho de serviço. Portanto vais ter uma casa de banho só para ti.
Sim, essa ideia agradava-me. Uma suite para mim? Uau, devo estar no paraíso.
- Este é o meu quarto. – Disse-me Maggie. O quarto era lindo. Tinha a mobília pintada em preto e a parede atrás da cama vermelha, que fazia contraste com o preto. Tinha cortinas vermelhas com alguns detalhes em preto. Um quarto lindo e muito sofisticado.
Ela pegou-me na mão, pela segunda-vez. Puxou-me em direcção a uma porta que estava fechada. Presumi que aquele fosse o meu quarto.
- Bem, querida Bella. Este é o teu quarto e espero sinceramente que gostes. Claro se houver algo que não gostes, podes mudar para algo que tenha a ver contigo.
Assenti e com isso ela abriu a porta do meu quarto.
Fiquei boquiaberta. O quarto era lindo. Diferente do dela, este tinha um pouco mais de luz, por causa do azul claro e o azul-escuro com o branco. Nem em sonhos, eu vi um quarto tão lindo como aquele.
Tinha a mobília toda azul clara, com detalhes de um azul mais escuro. A colcha da minha cama era branca, tal como as cortinas e os tapetes. Na parede atrás da minha cama, tinha algumas riscas horizontais que variavam de largura e de cor, entre o azul claro para o azul-escuro.
O quarto era tão grande que a um canto tinha um sofá azul meio escuro. Fiquei fascinada, deslumbrada, parva, admirada… Não havia palavras para descrever o que como eu me estava a sentir ao ver o meu futuro quarto. A única coisa que me passava na cabeça era que eu iria passar bons momentos naquele quarto.
Ele seria não só o lugar onde eu descansaria como também o sítio onde passaria mais tempo, e o cantinho onde eu iria desabafar. O quarto trouxe-me uma energia tão boa. Que por momentos apeteceu-me pegar numas algemas e prender á cama, para nunca mais sair de lá.
Virei-me para Maggie que me olhava com receio da minha reacção. Eu sorri para ela e abracei-a, deixando-a sem graça.
- Obrigada Maggie. Obrigada tudo o que está a fazer por mim. Adorei o quarto, adorei mesmo. - Nesse preciso instante senti as minhas lágrimas a tentarem penetrar os olhos. Não, não sou nenhuma menina chorona. Talvez devesse ao TPM (tensão pré ou pro-menstrual). Não sei, só sei que estava feliz naquele momento. E queria me sentir assim para sempre.
Ela retribui o abraço. E quando a encarei ela estava com a mesma emoção nos olhos que eu. Era tão bom saber que tinha alguém com quem eu poderia contar. Não sei porquê, mas essa ajuda fez-me pensar que eu poderia alcançar tudo o que um dia sonhei. Só apenas com a Maggie ao meu lado.
Não saberia o que lhe chamar, se mãe ou melhor amiga. Ela era as duas coisas juntas. E isso deixava-me mais feliz. Eu soltei-a e pousei as minhas coisas na cama. Ela deixou-me sozinha e disse que ia para a cozinha preparar algo para nós comermos.
Quando ela saiu, e fechou a porta. Aquela boa energia ainda lá estava. Estava-me a sentir tão bem no meu novo quarto, que de certeza que quando eu comprasse uma casa, teria que ter o meu quarto tal e qual.
Tirei as roupas da mala e pô-las na cama. Fui até ao meu armário azul-claro, e abri-o. Era grande e cheio de espaço. Eu nem precisaria de tanto espaço, porque tinhas poucas roupas. Peguei nas roupas e coloquei-as ordenadamente no armário.
Dirigi-me para a casa de banho. Ainda estava maluca só de pensar que tinha uma suite só para mim, sem Jéssicas para me atormentar. Aquilo era decerto o paraíso. Respirei fundo, e preparei o máximo que podia o meu coração para não ter um ataque cardíaco.
Abri a porta, e mais uma vez fiquei boquiaberta, adicionando os meus saltos histéricos. Pois, quando eu vi o quarto, apenas não saltei porque não queria fazer figurinhas tristes á frente da Maggie. Mas agora que estava sozinha, não tinha que controlar. Portanto, comecei a saltar feita maluca.
A casa de banho era outro sonho. Não fugia ao azul-escuro e claro. Tinha a sanita, o bidé e o lavatório azuis-claros. O lavatório ficava no centro de uma mesa de mármore de azul-escuro. E em cima tinha um enorme espelho. A dividir a casa de banho, tinha também um tapete branco.
E por estranho que pareça também tinha uma janela ao fundo. Janelas na casa de banho? Ou estava muito desactualizada ou então aquilo era mesmo anormal. Não liguei, também trazia mais luz é casa de banho. Apenas teria que me lembrar de fecha-la quando fosse tomar banho.
Já viram se algum vizinho me via, credo… Não é que eu seja grande coisa, mas mesmo assim era uma vergonha. Voltei para o quarto para trazer os meus produtos de higiene para a casa de banho. Peguei neles, e dirigi-me novamente para o sítio que tinha abandonado. Coloquei as coisas na mesa de mármore, tudo muito direitinho.
Voltei a dirigir para o quarto e saí. Fui á cozinha ao encontro da Maggie. Ela estava em frente á balcão da cozinha de mármore preta. Maggie estava a preparar cafés e torradas com manteiga. Ai como eu adorava isso, á muito que não comia. Adorava comer aquilo quando era pequena, na companhia dos meus pais. Era sempre um momento tão… familiar.
Ela apercebeu-se dos meus olhos nela, e virou-se para mim com um sorriso, ao qual eu educadamente retribui. Quando terminou, pegou em tudo e colocou na mesa. Sentamo-nos e comemos em silêncio.
- Obrigada Maggie. Há muito que não comia café com torradas. – Disse-lhe eu ainda com a boca cheia.
Ela riu-se.
Quando as 4 horas da tarde chegaram e disse-me que íamos sair para conhecer a cidade e fazer comprar. Meu Deus, compras? Eu sei, sou uma adolescente fora do normal, mas eu odeio comprar. É frustrante vestir não sei quantas roupas, e não gostar de nenhuma.
Saí-mos de casa, entramos no carro e ela dirigiu para o centro da Big Apple. Ela estacionou o carro num parque. E andamos a passear. Parámos em uma loja de roupa, que pelo que eu percebi, não era nada barata. Ainda hesitei na porta, mas a Mag puxou-me para dentro.
Enquanto passamos pelas estantes cheia de roupa, ela ia pegando em camisolas e em calças e ponha á minha frente para ver se me ficava bem. Eu parecia um robô, cheia de roupa nos braços e andava sempre atrás dela. Ela levou-me para as salas de prova. E disse o que deveria vestir.
Eu vesti umas calças justas brancas e uma camisa com um padrão floral. Olhei-me no espelho e gostei. Dava-me um ar de menina mas ao mesmo tempo moderna. Quando ia a sair para mostrar a Mag, esta esticou-me umas sandálias pretas de salto alto. Quê? Eu, com sapatilhas já sou uma desastrada, então com saltos… nem quero imaginar.
Mas mesmo assim, calcei-os. E saí da pequena sala quadrada. A Mag olhou-me de cima a abaixo, com uma mão no queixo e de testa franzida. Tive que rir, a expressão dela estava cómica. Ela suavizou a expressão.
- Estás linda. A roupa fica-te melhor que eu imaginava. – Disse me ela com um sorriso – agora experimenta estas aqui.
Arregalei os olhos, e ela riu-se. Obedeci e voltei para a sala. Foi quase toda a tarde assim. Já estava cansada de tirar e vestir roupa. Quando escureceu, estávamos carregadíssimas de sacas e eu estava completamente exausta.
Seguia até ao estacionamento, onde o carro estava, e pusemos as sacas lá dentro. Quando eu pensava que ia embora. Ela tirou umas calças cinzentas e uma blusa azul-escura das sacas, e deu-me.
- Veste isso. – Arregalei outra vez os olhos, estava-se a tornar um hábito. – Sim, veste. Ninguém te vê.
E mais uma vez obedeci e despi-me e voltei a vestir-me, num estacionamento. Tive a sorte de já estar escuro, e o estacionamento estar apenas cheio de carros sem ninguém. Quando acabei de me arrumar, ela puxou-me e fechou o quarto.
Perguntei onde íamos e ela respondeu que íamos jantar fora. Meu Deus, num dia só conheci um sonho de uma suite, tive uma desgastante tarde recheada de compras e iria acabar um dia em grande num jantar fora de casa. Nunca tive tanta actividade na minha antiga vida, nem num mês tive aquilo que tive hoje, em apenas um dia.
Parámos em frente de um restaurante de aparência agradável. Sentamo-nos numa mesa para dois. Quando ouvi uma voz masculina.
- Maggie! – Gritou essa voz.
Mag virou-se rapidamente e um sorriso brotou em seus lábios. Levantou-se rapidamente, e abraçou o dono daquela voz.
- Edward! Tanto tempo - disse-lhe a voz.
Inclinei-me para ver quem era. E fiquei pela décima vez boquiaberta. Ele era lindo. Tinha o cabelo acobreado, e este tapava-lhe a testa e estava desalinhado. Deslumbrada, foi como eu fiquei quando vi aquele Deus Grego. Ele virou-se para mim e sorriu, e percebi que os seus olhos eram pintados por um verde brilhante. Fiquei com a respiração acelerada no instante.
A Mag seguiu o olhar dele, e deparou-se comigo e sorriu.
- Bem, Edward. Esta é a Isabella Swan, ela veio de Washington para estudar aqui, em Julliard.
- Julliard? Também é uma artista? – Perguntou-lhe ele.
- Sim, uma grande de facto. – Mag virou-se para mim. – Querida, este é o Edward Cullen. Ele também estuda em Julliard.
Levantei-me da mesa e apertei a mão que ele me estendeu. O toque fez arrepios pelo meu corpo. Mas fiz o impossível para ele não reparar na minha reacção. Disfarcei com um sorriso.
- Muito prazer Isabella. – Disse-me ele, com uma voz suave e sensual. Meu Deus, eu ia morrer.
- Apenas Bella. – Corrigi e engoli a seco. – O prazer é todo meu, Edward. – Apesar de estar a apresentar-me, sem querer pensei na palavra "prazer" no seu segundo sentido. Ai, Deus queira que não tinha percebido.
Edward soltou-me e sorriu o que me deixou outra vez ofegante. Eu voltei a sentar, e ele despediu-se e deixou-nos sozinha. Não falei mais nada, quando me voltei para a Mag, esta estava-me a encarar com um sorriso malicioso nos lábios. Engoli a seco, isto não era boa coisa.
