Paredes de Sonho
Capitulo 2- Começo
Mesmo ainda ser cedo, parecia que estava em cima da hora. Dirige-se até a casa-de-banho, para tomar um banho bem demorado. Depois do banho vinha a pior parte. A roupa. Era nestas alturas que sentia falta de ter uma mãe para aconselhar. Tinha sempre desenrascado sozinha, mas não sabia como se vestir para um encontro. Mal acaba-se de vestir ouve o seu irmão a chama-la para jantar.
- Touya, depois de jantar terei de sair um bocado. – Informa o irmão. O seu pai hoje chegaria tarde, por causa das aulas que dava a noite.
- O pai não gosta que saias. – Repreende o irmão.
- É só ir ter com a Tomoyo. Sabes, é que ela tinha um namorado. Mas ele acabou com ela hoje. E ela ligou-me agora para ir ter com ela ao parque do pinguim. Eu prometo que volto antes do pai. Por favor. – Já tinha o hábito de mentir em casos extremos. Não gostava, mas muito menos que o pai e o irmão se metessem na sua vida. Ela gostava da privacidade que ela obrigava a eles darem.
- Está bem. Mas se chegares depois, digo que saíste sem eu ter visto.
- Obrigado Touya. – Tão rápido como o possível, Sakura limpou o prato. Rapidamente levanta os seus talheres e sai de casa sem dizer mais nada.
Ainda faltava meia hora para a hora marcada. Mas ela não conseguia ficar mais tempo em casa. Quando lá chega, vê um vulto sentado num dos baloiços. Vagarosamente aproxima-se, e reconhece o vulto imediatamente como sendo Shaoran. O seu coração sente-se feliz por vê-lo ali muito mais cedo que o combinado. Vai-se aproximando dele até que ele dá pela sua presença.
- Eu pensava que nunca viveria para ver este momento. Sakura Kinomoto chegando antes do tempo. – Diz o rapaz com um lindo sorriso no gosto.
- Se me chamaste para gozar comigo, vou-me embora. – Sakura já tinha começado a andar na direcção em que tinha vindo, quando sente os braços do jovem a envolverem a sua cintura, não deixando a rapariga andar mais.
- Desculpa. – Diz o rapaz, enquanto encosta a sua cara na cova do pescoço da rapariga.
- O que me queres? – Diz Sakura, adorando a sensação de estar entre aqueles braços.
- Quero-te a ti. – A rapariga paralisa ao ouvir aquelas palavras. O único som que se ouvia era as árvores a mexerem com o movimento do vento.
- Como assim? – Pergunta a rapariga baralhada. Shaoran, vira-a entre os seus braços, deixando-a de frente para si. Ela levanta a cabeça, fazendo com que o olhar permanecesse um num outro.
- Eu amo-te. – Diz o rapaz. O coração de Sakura parecia que queria saltar-lhe do peito. Os olhos de ambos encaravam-se de uma forma intensa e significativa. Sakura não sabia se ele estava a gozar, se estava apenas ali para brincar com os seus sentimentos. Não importava agora nada, apenas aquelas palavras tinham-lhe aquecido por dentro, parecia que tinha nascido de novo.
Shaoran começa aproximar mais o rosto até que encosta os lábios frios aos da jovem. Sakura sente um arrepio frio a subir-lhe pelo corpo todo. Os olhos fecham-se e a boca começa a mover-se como uma dança com os lábios do rapaz. O tempo parecia ter parado. O único barulho que se ouvia era o som do vento dançando com as folhas das árvores. Vagarosamente vão-se afastando, mas mantendo o contacto visual. Os olhos da rapariga mostravam a explosão de sentimentos que existia dentro dela. Shaoran assusta-se e afasta-se ligeiramente mas sem larga-la.
- Desculpa. Tu deves-me odiar. – A voz dele não conseguia disfarçar a dor ao dizer aquelas palavras.
- Não. Não te odeio. Eu também te amo. Mas… mas foi tudo tão rápido. – Responde Sakura aproximando-se mais dele. – Eu não sei quando comecei a gostar de ti. Mas todas as noites sonho contigo, e fico sempre triste quando falas mal de mim e…
- É para manter as aparências. – Interrompe o rapaz. - Eu só faço o que os meus pais pedem. Os meus amigos são importantes para negócios. Eu sei que é jogo sujo. Mas eu não posso dizer que não. E eu gosto deles. Mesmo eles sendo egoístas, egocêntricos, e tudo mais que achares, mas eles tão sempre ajudar. Mas eu amo-te, e preciso de ti. Começou a doer quando eles falam mal de ti. Mas eles não te conhecem, e o pior é que não fazem um esforço.
- Eu sei. Eu não sou propriamente uma pessoa que possa ser útil. – Mesmo com o coração apertado, não conseguia de deixar de sorrir.
- Eu preciso de ti. – Acabando de dizer essas palavras volta a juntar os seus lábios aos da rapariga. Os beijos que se seguiram já tinham todo o sentimento que tinham escondido. Eles sentiam-se completos. Não precisavam mais de respirar, bastava sentir os lábios um do outro. Mas não conseguem aguentar muito tempo sem ar. – Namora comigo. – Pede o rapaz surpreendendo a rapariga.
- Mas como? Como fazemos? Os teus amigos não gostam de mim. Tu não os podes deixar. – Era perigoso namorarem, mas ela sabia que se ele estivesse consciente disso ela não iria recusar.
- Eu sei. E tenho pensado muito nisto. Só hoje é que tive coragem de enfrentar os nossos problemas. Vamos manter em segredo por enquanto. – Disse enquanto a sua mão acariciava a face delicada da jovem.
- Sim. Eu aceito. – Disse com um sorriso bobo na cara. Iam para iniciar outro beijo quando o telefone da rapariga começa a tocar. Sem muitas alternativas ela atende a chamada.
- Sim?
- Monstrenga, onde andas? O pai deve estar a chegar, vem para casa. – Diz a voz de Touya no outro lado da linha. Sem esperar a resposta da irmã ele desliga.
- Desculpa. Era o meu irmão. Tenho de ir para casa antes que o meu pai chegue. – Desculpa-se a rapariga.
- Não faz mal. Eu logo ligo-te. – Sakura antes de sair a correr em direcção a sua casa, dá um último beijo intenso ao namorado.
Sakura começa a correr em direcção a sua casa. Mesmo com a tentação de olhar para trás, resiste porque sabia que tinha pouco tempo antes de o pai chegar. Assim que avistou a sua casinha amarela, suspirou de alivio ao repara que o seu pai não tinha chegado. Entram em casa descalça-se e vai-se deitar no sofá ao lado do irmão que via um filme qualquer que passava na televisão. No instante em que acaba de se deitar ouve-se um carro a parar a porta de casa. Não era preciso ver quem era. O pai dos dois jovens em poucos segundos entrava em casa.
- Boa noite meninos. O que ainda estão a fazer acordados? Sakura vai para a cama filha. Amanhã tens aulas. – Disse o homem enquanto espalhava pastas e papeis pela mesa da sala.
- Pois é pai. Não tinha visto as horas. Vou já dormir. Ate manha. – Sakura despede-se do pai e do irmão e vai rapidamente para o quarto.
Mal ouve o trinco da porta a fechar, o telemóvel em seu bolço toca. O seu coração começa a palpitar mais rápido. Retira o aparelho e vê o nome do namorado no monitor. Agradecia por terem trocado o número de telefone entre todos da turma.
- Estou? – Responde ao atender a chamada.
- Chegaste antes do teu pai? – Pergunta a voz do rapaz.
- Por pouco. Foi o tempo de eu sentar-me no sofá e ele chegar. – Explica a rapariga enquanto tentava despir-se. Num movimento mais brusco deixa cair o telefone no chão. Aproveitando rapidamente veste a parte de cima do pijama. – Desculpa. Estava a vestir o pijama e o telemóvel caiu.
- Só tu para acontecer isto. – Responde a voz marota.
- Não gozes. – Disse meio envergonhada. Já de luz apagada, mete-se debaixo dos lençóis bem aconchegada.
- Vai ser difícil amanhã ver-te.
- Porque? – Pergunta a rapariga já quase a dormir.
- Não vou poder beijar-te. Vai ser difícil.
- Também acho. Mas vai ter de ser. Um dia poderemos ficar normalmente. – A voz de sono já se notava, o que deixava o rapaz estranhamente feliz.
- Vai dormir. Te manha. Dorme bem meu anjo. – Despede-se o rapaz.
- Até manha. Dorme bem. – O rapaz desliga o telemóvel, mas a rapariga nem nota. Os olhos já estavam fechados e dormia agarrada ao aparelho com um sorriso no rosto.
O sol já raiava no céu. E como todas as manhas, Sakura ainda dormia sem ouvir o despertador. Dormia tão profundamente, mas acaba por ser acordada, pelo telemóvel a vibrar em seus braços. Sobressaltada acorda e vê que acabar de receber uma mensagem
"Acorda meu anjo se não vais-te atrasar"
Como um milagre, ao acabar de ler a mensagem de Shaoran, a rapariga levanta-se da cama rapidamente. E ainda mais rápido vestiu-se. Mas demora uns dez minutos a tentar por alguma maquilhagem e arranjar bem o cabelo. Ao descer para o pequeno-almoço, depara-se com o irmão a levantar-se para ir chama-la. O rapaz ao ver a irmã já pronta paralisa.
- O que aconteceu? – Pergunta espantado.
- Nada. – Responde a jovem simplesmente. O pequeno-almoço desaparece mais rápido que o costume. – Vamos? – Pergunta impaciente.
- Mas ainda é cedo…
- Vamos. – Diz a jovem já a sair de casa. Touya, sem muitas hipóteses acaba de comer rapidamente e vai ter com a irmã que já estava encostada ao carro com um ar impaciente. O caminho até a escola foi feito normalmente sem muitas falas. Ao estacionar para a irmã sair, Touya agarra o braço da irmã impedindo ela sair.
- Porque tanta presa, monstrenga? E porque tens os olhos pintados. – Ele sempre fora um irmão galinha, e aquelas questões não admiravam a jovem.
- Apeteceu. Adeus. – Sai do carro e vai em direcção a sala. Pelo caminho do corredor depara-se com o grupinho habitual a rir-se abertamente. Passa por eles e não diz nada. Dá alguns passos e o telemóvel começa a vibrar.
"Estás linda. Isso tudo é para mim"
Um pequeno sorriso aparece no seu rosto, dá uma pequena olhada para o grupo e vê Shaoran a olhar para ela com um sorriso tímido e disfarçado para os amigos não verem. A rapariga retorna o seu caminho até a sala, onde depara-se com a amiga a ler um livro qualquer que era maior que a sua mão.
- Bom dia Tomoyo. – Cumprimenta Sakura alegremente.
- Sakura? Que se passa hoje contigo? – Pergunta amiga preocupada.
- Nada. Estou de bom humor apenas. – O telemóvel começa a vibrar novamente. Em alguns minutos já tinham trocado mais de vinte mensagens.
- Então namorado novo? – Pergunta Tomoyo.
- Ah não, não. É apenas uma amiga minha de outra escola. Ela anda com uns problemas com os pais. Sabes como é ne? – Era estranho ver a melhor amiga a cair nas suas mentiras. Mas sabia que neste momento não tinha outra alternativa se não ser mentir.
O barulho no corredor do nada aumenta o volume. As raparigas já sabiam que era o grupinho aproximar-se. Sakura sente novamente o coração acelerar. Os rapazes, como se pró destino, vão-se mesmo encostar ao lado das duas amigas. As raparigas do grupo estavam entretidas a estudar alguma coisa. Shaoran estava de costas para a namorada, e ao reparar que ninguém repara pega-lhe na mão durante alguns segundos. Sakura tinha subido aos céus. Aquelas mãos quentes e macias, que não sentia desde da noite anterior. Mas o toque é interrompido por Chiharu que se tinha agarrado a ele. Mas por sorte o professor chega nesse instante, fazendo eles se separarem.
O resto da semana correu sempre assim. Trocavam mensagens, batiam-se sem querer nos corredores, encontravam-se a noite no parque. Mas tinham conseguido manter o segredo. Shaoran não dava nenhuma explicação aos amigos, eles tentavam perguntar, mas nunca obtinham resposta. Sakura mentia todos os dias. Havia sempre alguma amiga com algum problema ou então alguma amiga que não falava a muito. Tomoyo parecia acreditar, o que era um grande alívio para Sakura.
Finalmente, sexta-feira tinha chegado. E isso incluía mais uma aula de ginástica. E tudo acontecia como de costume. Sakura e Tomoyo eram as primeiras a irem para os balneários aproveitando estar vazio para terem conversas mais privadas.
- Ai o Eriol hoje está tão lindo. – Diz Tomoyo com uns olhos brilhantes. Sakura apenas conseguia sorrir. De certo que antes não sentia nenhuma esperança que a amiga poderia a vir namorar com o seu amado. Mas depois de ter ouvido a confissão de Shaoran já achava tudo possível. – Eu acho que ele hoje esteve a olhar para mim. Depois comentou algo com o Shaoran e eu vi-o a sorrir. Ai queria ser uma mosca. – Sakura apenas sorri e acena para mostrar que a estava a ouvir. Mas sabia que o sorriso não era para amiga, e sim para ela. Mas não podia dizer nada.
Aquele sentimento de culpa estava a consumi-la por dentro. Queria tanto poder partilha a sua felicidade com alguém. Mas não podia.
Os seus pensamentos são interrompidos pelos risos histéricos de Meilin que acabava de entrar nos balneários com o resto do grupo das amigas. Sakura e Tomoyo ao vê-las, vestem-se o mais rápido possível para saírem daquele cubículo pequeno.
E continuava tudo na mesma. Eram as primeiras a sair e pelo caminho encontravam os rapazes. Mas eram sempre elas que subiam as escadas a frente. Chegando ao local da aula, o professor já lá estava a distribuir pinos pelo campo, marcando pequenos terrenos de actividades.
Ao ver os alunos chegarem o homem dá um pequeno sorriso e acaba o que fazia rapidamente. Sakura estava sentada ao lado de Tomoyo num canto, longe dos rapazes, e o professor senta-se ao lado dela.
- Então estas melhor? A queda da última aula foi um bocado forte. – Todas as raparigas derretiam-se com aquele sorriso, Sakura apenas se sentia feliz. Tomoyo por sua vez, dizia que o professor devia de ir fazer uma publicidade alguma pasta de dentes.
- Estou bem, professor. Eu, cai-o em todas as aulas. – Sakura olhava em direcção ao professor mas a sua atenção estava no namorado que tomava atenção a conversa com um ar muito sério.
- Melhor, ela cai todos os dias. – Diz Tomoyo. Ela tinha um sorriso de caso. Era um sorriso que deixava a Sakura com medo de ouvir as ideias malucas da cabeça da amiga. Mas sabia que não ia escapar. Iria ouvi-las de qualquer forma.
- Bem eu faço anos amanhã como vocês sabem. – As duas raparigas apenas afirmaram com a cabeça. – Então pensei em convidar a vossa turma. Já que me dou muito bem com ela. Queria que vocês as duas pelo menos fossem.
- Claro professor. A gente vai. Não é Sakura? – Tomoyo parecia ansiosa. Ela queria muito dar-se com o resto da turma. Sakura queria ver amiga feliz, então acaba por concordar com ela. O professor feliz sai de ao pé das duas jovens e vai falar com o resto da turma que já se encontrava toda no local. Pelo que deu a entender todos tinham concordado a ir. Também já era de esperar. Eram como amigos.
A aula correu como costume. Sakura conseguiu estar mais tempo no chão do que em pé. Ou porque escorregava na bola, ou nos atacadores que teimavam a desatar-se, ou era alguma das meninas que a empurravam "acidentalmente" ou tentava apanhar a bola em grande velocidade e acabava por escorregar.
Como destino, ouve bolas a irem parar o buraco. Sakura desce e tenta procurar a bola. Mas essa não estava visível. Ainda tentou ir ver se tinha ido para um barracão de arrumações que lá se encontrava, já que o buraco tinha uma pequena entrada nas traseiras da escola, mas nem sinal dela. Estava já para subir, quando uma bola lhe bate na barriga fazendo cair. Por sorte a queda tinha sido pequena, devido aos rápidos reflexos da rapariga conseguisse agarrar a um ramo e suavizar a queda, mas ficando com alguns cortes nas mãos. Começa a ouvir passos a deslizarem pela terra. Era incrível como ninguém dava a volta para ir ao local. Sakura assusta-se ao ver que alguém a pega ao colo. Não precisava de ver para sabe quem era.
- Eu perco-te de vista uns segundos e ficas logo aleijada? – Pergunta Shaoran enquanto metia a namorada na posição vertical.
- Foi a bola que alguém mandou agora que me fez cair. Bateu-me na barriga. – A rapariga levanta ligeiramente a camisola até ao umbigo para dar visualidade ao rapaz ver a grande marca vermelha.
- Eu mato aquele Eriol. Como ele foi fazer um chute destes. Isso deve de te doer. – Os seus olhos transmitiam um sentimento de preocupação que a jovem nunca pensara ver neles. – Vamos subir. Não quero que o professor venha aqui. A seguir a aula encontramo-nos aqui. – O rapaz dá um beijo a namorada, e pega na bola e volta pelo caminho que antes tinha feito. Sakura encosta-se a uma pequena arvore com um sorriso e vê a bola a cair a sua frente.
- Estúpida. Porque não olhaste para o cimo das árvores. – Ralha Sakura com ela própria. Pega na bola e segue o caminho antes feito pelo namorado. Chega ao local da aula e o professor já estava a mandar todos embora.
- Sakura. Aleijaste-te outra vez? – Pergunta o professor ao ver as mãos da rapariga. Sakura tinha reparado que o namorado estava parado no meio do caminho a olhar para eles.
"Ele está a chamar atenção"-Pensa Sakura. – Não foi nada. Bem professor, eu tenho de ir. Tenho coisas combinada. Até manha. – Despede-se do professor e sai a correr em direcção aos balneários. Ao passar pelo namorado desacelera o passo. – Ciumento. – Diz baixinho para ser ele apenas a ouvir, e sai novamente a correr ao encontro da amiga.
As aulas já tinham acabado, e já estava tudo a regressar a suas casas. Sakura esperava pelo namorado, sentada no chão do local combinado. Já lá estava a dez minutos e ele ainda não tinha aparecido. De repente ouve-se uns passos em velocidade apresada. Shaoran vinha a correr como se estivesse a fugir de alguém.
- Ainda aqui estás. Que bom. – Respira o rapaz aliviado por ver a namorada. Aproxima-se dela e abraça-a com força, como se estivesse medo que ela fugisse. – Como está a tua mão?
- Pronta para outra. – Responde com um grande sorriso no rosto. – Porque vinhas a correr.
- Varias razões. Primeiro, estava atrasado. Segunda para a minha prima não me ver. – Responde Shaoran. Sakura deita a cabeça no colo do namorado e esse aproveita para dar festas os cabelos e dar pequenos beijos pelo rosto.
- Não sabia que eras ciumento. – Brinca a rapariga ao lembrar-se da cena depois da aula de ginástica.
- Ele gosta de ti. – A voz do rapaz parecia ter ficado muito seria. Sakura já estava habituada as mudanças de humor do rapaz.
- Tu e a Tomoyo andam a ter conversas em privadas nas minhas costas? Que ideia vocês tem de ele gostar de mim. É meu professor, apenas isso. E além do mais ele dá se muito melhor com a meninas de ouro. – Sakura começava-se a irritar com aquela teoria.
- Aceitaste o convite para amanhã não foi?
- Sim. Mas não por mim. Eu sabia que vocês iam. E pronto.
- O que tem nos irmos?
- O Eriol.
- O que tem o Eriol. – A voz do rapaz transparecia de ciúme, o que deixava Sakura feliz.
- A Tomoyo gosta dele. – Disse entre risos.
- Desde de quando? – Shaoran parecia que tinha acabado de ver um milagre e não acreditava.
- Do ano passado. – Responde como se fosse a coisa mais óbvia. Nesse momento o telemóvel de Shaoran começa a tocar. O rapaz atende sem muita vontade.
- Shaoran onde estás? Vem trabalhar imediatamente. – Mesmo com o telefone longe do ouvido o rapaz conseguia ouvir os gritos femininos, assim como Sakura que olhava para o namorado com uma cara espantada.
- Era a minha irmã. Já devia de estar na pastelaria. Vais lá hoje? – Pergunta o rapaz, quando os dois iam a caminhar em direcção ao portão. A escola estava deserta, por isso o risco de serem apanhados era mínimo. Mas mesmo assim mantinham entre eles uma distância significativa.
- Posso tratar disso. O Eriol deve de lá estar. Logo a Tomoyo vai querer ir. – Sakura dá um pequeno riso maléfico. Era estranho como a rapariga mudava dependente da companhia. Ela era completamente diferente de como a conhecia. Mas amava-a cada vez mais vendo as suas manias e hábitos que nunca tinha reparado. Chegando a última esquina antes dos portões despedem-se e Shaoran sai primeiro da escola, para não darem a entender as pessoas que estavam a espera dos pais, que eles tinham um caso.
Já tinha perdido o namorado de vista, sendo assim já podia ir para casa novamente. Mal acaba de cruzar o portão, o telemóvel toca. Sakura não precisava muito para saber quem era.
- Sakura, vamos a pastelaria? – Pergunta a voz da amiga muito feliz.
- Sim, estava a pensar em ligar-te para irmos lá. Estame apetecer aquelas empadas que lá vendem. – Diz Sakura já caminhando para o local combinado. – Estou já a caminho de lá. Te já. – Acabando de falar desliga.
Continua...
Aqui esta outro capuitulo, espero que gostem... Va la comentem :(
Bem mas mesmo assim queria agradeçer a Ren e a Cleo por terem lido e comentado... Muito obrigadaaaa :D
Ate a próxima...
