Capítulo 1 - Dopamina

▪▪▪ Central Park - New York, 18 de setembro de 2002.

- Anda logo Sakura! – Eu gritava, e ela não estava nem aí. Continuava a pegar as florzinhas de cerejeira que ela tanto amava. Mas que diabo de primavera!

- Ah, você fala isso como se tivéssemos atrasados para alguma coisa. Não temos nada para fazer, se lembra?

- E você acha que é melhor roubar flores do Central park para que depois o guardinha vá correr atrás de nós, do que ficarmos quietinhos no ar-condicionado de baixo das cobertas vendo a nova comédia do Will Smith? Ah, se você acha isso está muito enganada! – disse a puxando.

- Me larga Sasuke. – Disse ela se sacudindo, e rapidamente se livrando de meus braços. – Ah, tive uma idéia! –Então deu aquele sorriso maligno, e olhou para mim. Normalmente, quando ela o direciona para mim, sempre acontece algo ruim.

A larguei e a vi indo para um canto, na qual eu não era capaz de ver. Pensava em correr logo antes que o guarda Wayley chegasse e nos corresse daqui. Preferia estar no Coffe Stand agora. Ó céus!

Me sentei no primeiro banco que vi pela frente, e fiquei refletindo sobre a vida, até que cheguei a uma conclusão: Preciso ir embora daqui. Novamente ela havia me ganhado. Nem gentil ela foi! Apenas disse "Tive uma idéia" e eu me rendi completamente a tal. Maldita dopamina!

Realmente, preciso rever meus conceitos.

- Sasuke! – Gritou a maldita enrolona.

Ela chegou perto de mim ofegante, se abaixou e disse:

- Fiz algo para você. – Ela foi lá e me estendeu um pequeno cartão. Parece que não é nada ruim. Incrível, já que o sorriso maligno dela amaldiçoa qualquer coisa.

Abri e vi escrito com diversas Sakura's : Melhores amigos para sempre.

Olhei, olhei e olhei denovo. Não que eu esperasse um cartão comprado em alguma lojinha feminina, nem nada disso. Estava perfeito, o problema é que.. Melhores amigos, não é?

Parece que aquele sorriso realmente não é inofensivo

- Posso ir embora? – perguntei dando um longo suspiro.

- Não gostou? – perguntou para mim. – Poxa, voce prefere um cartão personalizado? Tudo bem, vamos ali na loj-

- Não é isso. Só não estou me sentindo bem. – falei cortando-a.

- Pelo menos posso acompanhá-lo?

- Acho melhor não. O sol já vai se pôr, vá para casa. Talvez eu te ligue depois. – Levantei-me e fui em direção a minha casa.

Não era muito longe daqui, e nem ao menos tenho as pernas fraturadas. O que tenho machucado são os meus sentimentos, a dopamina por algum motivo, resolveu me trair e se libertar bem na hora que ela passada.

O que penso é: Tenho apenas 12 anos. Se meu coração já está se quebrando agora, imagino quando eu completar 15 anos... Ele simplesmente parará pela falta dela, e pela falta do que coroer.

Até lá, a dopamina e outras substâncias odiosas talvez parem de me irritar. Porém acho que meu corpo não produz, não mais, dopamina o suficiente para me fazer esquece-la e me apaixonar por outra. Outra que não dirá "Somos melhores amigos" com a esperança de me ver sorrir.

-x-

Não abandonei não minna! Eu, a um tempo consideravel, havia escrito o 1º capítulo, e até já havia postado na comunidade na qual dedico essa fanfiction. Só que postar aqui me deu preguiça.

Foi pequeno, eu sei. Até iria complementar o 1º e o 2º já que o segundo também é pequeno. Só que é ali que trocam de idade. Ficaria um tanto confuso.

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