Continuação instantanea do capitulo 1... Sem muita coisa a dizer ^^'


Capitulo Dois

Aquele pensamento ridículo me perseguiu até que acabou o dia, e resolvemos sair dali.

Eu não consegui acertar o centro do alvo sequer uma única vez depois de ter admitido meu amor pelo Roy para Rebecca. Mas foi mais que isso. Admitir para ela foi admitir para mim mesma algo que eu rejeitei até esse momento.

É nisso que dá o amor.

Se eu perder meu titulo de atiradora de elite por causa disso, ele vai sofrer. Nunca mais eu assino um único papel no lugar dele.

Coloco a espingarda no suporte e me dirijo até a porta da sala, onde Havoc e Rebecca estão me esperando, Roy disse que ficaria mais um pouco. Estranhei, mais preferi não pensar mais nisso. Ele já tem motivo demais para estar na minha mente.

Percebo que esqueci meu casaco e volto para pega-lo do gancho na parede oposta a da porta, onde o Coronel está encostado. Ele está olhando para os alvos. Parece contar minha pontuação como sempre, mas seus olhos têm uma expressão vaga.

Tem algo errado...

— Algum problema coronel? — Pergunto preocupada, nunca demonstrando mais do que meu interesse profissional de sempre. Pego o meu casaco mais fico esperando a resposta. Ele me olha e desencosta da parede.

— Posso te pedir algo tenente? — Ele me olha de um modo esquisito. Não consigo decifrar o que ele está pensando, ele parece despreocupado, mas hesitante, como alguém que tem algo decisivo para perguntar. Como se esse pedido pudesse mudar sua vida (não estou exagerando).

Milhões de perguntas se formam em minha cabeça ao mesmo tempo.

*

Olho ela se decepcionar com o ultimo tiro do dia. O que será que deu nela?

Ela parece preocupada... Distraída demais. Normalmente sua única motivação é acertar o alvo, mas está claro de que ela está pensando em algo completamente diferente disso.

— Não vêm? — Ela pergunta se virando para mim e tirando a expressão estranha do rosto.

— Não... Acho que eu vou ficar mais um pouco. — Respondo vendo ela seguir em direção a porta.

Preciso colocar os pensamentos no lugar.

Estou a ponto de fazer uma besteira bem grande, e acho que preciso ficar um pouco sozinho. Admitir para mim mesmo que a amava transformou meus pensamentos completamente. É melhor fazer tudo voltar a ser como era. Antes que algo dê muito errado.

Eu me recosto na parede onde estão alguns ganchos e olho para os alvos de Riza. Distraio-me contando as pontuações alheias e de repente vejo ela ao meu lado.

— Algum problema coronel? — Pergunta ela, que como sempre esteve preocupada comigo.

Pondero um pouco sobre o que eu a ponto de fazer. Pode ser desastroso, mas o que eu tenho a perder?

Acho que vou realmente fazer o que eu não devia...

— Posso te pedir algo tenente? — Vou mesmo pedir isso para ela?

— O que quiser coronel. — Ela me olha confiante. Os olhos cor de mel me encarando com gentileza e determinação. 'Gentileza' é nova...

Respiro fundo. Agora não tem mais volta.

— Me beije tenente.

Ela me dá um sorriso de satisfação.

— Desse jeito...? — Ela se aproxima e segura meu queixo encostando a boca na minha sem nenhuma hesitação.

COMO?!

Acho que estou sonhando... Ninguém me belisca.

*

Pressiono meus lábios nos dele nem acreditando que realmente fiz isso.

Eu beijei o Roy...

Eu me afasto com dificuldade (entenda, eu finalmente o beijei não é... Iria eu querer solta-lo?) não gostando nem de imaginar as possíveis respostas para o meu beijo.

Eu não sei por que ele perguntou, será que era realmente para eu fazer isso?

Ele me olha assustado, mas sorrindo. Coloca as mãos em minha cintura e me vira, me encostando na parede.

Pressiona nossos corpos e coloca os braços acima da minha cabeça.

— Não... Desse jeito Riza... — Ele aproxima sua boca da minha lentamente e quando finalmente à encosta na minha, é como se eu não pudesse me mexer.

Nunca me senti tão fraca em toda minha vida. E nunca gostei tanto assim disso.

Ele separa os lábios e eu posso sentir o beijo quente cada vê mais intenso. A cada segundo eu me sentia mais e mais apaixonada.

Seguro a nuca dele e ele responde meu movimento intensificando ainda mais o beijo (nem sabia que isso era possível).

Nossos corpos colados se encaixando perfeitamente.

Minha fraqueza se elevava a um nível no qual eu não pensei ser possível. Eu me sentia frágil, mas naquele momento isso era bom. Ele me fazia sentir segura mesmo assim.

Ele era, afinal, realmente perfeito.


E ai como ficou? He he, obrigada a quem ler e deixar review...

Gostou da fic Ip S. ? Qualquer coisa pede v2, que eu faço com prazer.