7VERSE : SETE VIDAS

SETE VIDAS VIDA 4: O FIM DO MUNDO

VIDA 4.0 - O MUNDO VAI ACABAR E ISSO É SÓ O COMEÇO

vida 4.0 CAPÍTULO 2

UM DIA A CASA CAI

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- Pai, vai sair? O senhor NUNCA sai à noite.

- Não saio?

- Não desde que se separou da mãe. Se bem que também não saía antes disso.

- Filho. Você mora com a sua mãe, não mora? Como pode saber se o seu pai não dá suas escapulidas todas as noites?

- Ah, pai. Conheço o senhor. É de casa pro trabalho e do trabalho para casa. Janta. Dorme cedo. Não tem amigos. Nunca vai a lugar nenhum. O senhor sempre foi assim, acomodado.

- Não sou eu quem NUNCA pegou uma mulher na vida.

- É sempre assim que o senhor reage. Com uma PATADA. Basta eu abrir a boca. A gente NUNCA conversa. O senhor NUNCA se interessou pelo que eu tenho a dizer. E ainda tem a CARA DE PAU de perguntar se meu PADRASTO me trata com amor?

Benjamim corre para o banheiro e tranca a porta. Dean pode escutar o filho chorando.

- Ah, desculpa, filho. Mas, também não é motivo para dar um FANIQUITO e se trancar no banheiro CHORANDO FEITO UMA MULHERZINHA.

- Odeio você. ODEIO. Mil vezes o Logan. Queria que ELE tivesse sido o meu pai.

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Dean suspira desalentado e se aproxima do espelho. Olha para cada detalhe do rosto que o espelho tenta convencê-lo de que é o seu. Sente uma exasperação tão grande que a sua vontade é quebrar o maldito espelho. 'Calma, Dean. Não vá você também dar um faniquito e chorar feito uma mulherzinha. Você devia estar preparado para tudo.' Leva as duas mãos ao rosto e respira fundo. Abre os olhos com a esperança ridícula de que a imagem que vira refletida tivesse sido uma alucinação passageira.

Não era.

O Trickster mais uma vez se superou. Um pesadelo mal acabara e já começava outro. O Trickster estava jogando pesado. O FDP sabia exatamente onde bater. Onde o golpe doía mais.

Descobrira nos últimos cinco minutos que:

1. estava mais velho;

2. era um fracassado;

3. estava fora de forma;

4. tinha problemas de saúde;

5. conservara na meia idade os mesmos péssimos hábitos alimentares da juventude;

6. fora trocado pela esposa por um homem muito mais bem-sucedido;

7. seu filho nerd preferia o padrasto a ele;

8. tinha um pai bêbado;

9. perdera seu único irmão;

e, por último,

10. o atual marido de sua ex-esposa era o Trickster em pessoa.

Era melhor parar ou era capaz da lista crescer indefinidamente.

'Calma. Muita calma nesta hora. Nada de fazer o jogo do Trickster. O canalha quer vê-lo abalado.'

E estava conseguindo. Ele ESTAVA abalado. Era normal que ficasse. Quem não ficaria? O que não estava certo era ele descontar a sua frustração no garoto. O garoto não tinha culpa de nada. Se alguém tinha culpa ali, esse alguém era o Trickster. Sua reação há pouco fora despropositada. Aquela realidade o estava afetando. Benjamin era um ótimo garoto. Sempre gostara muito dele. Sempre tiveram um ótimo relacionamento. Se ele era realmente seu filho, devia mais é estar se sentindo orgulhoso.

Desde o começo, a percepção e a forma de reagir ao garoto eram mais do outro do que dele mesmo. Estava acontecendo mais rápido do que nas vezes anteriores. Maldito Trickster. O melhor que tinha a fazer era se desculpar o quanto antes. Antes que ..

'O melhor a fazer é .. me desculpar o quanto antes?'

- Com quem eu devia me desculpar? O que diabos é um trickster?

Dean vê no espelho a própria cara de estranhamento. Confusão mental. As lembranças de seu passado de caçador ao lado do pai e do irmão vão sendo substituídas pelas do pai de família massacrado pela rotina.

Uma vida medíocre, marcada por pouco dinheiro e nenhuma realização.

Um homem infeliz, que inconscientemente culpava a mulher e o filho pela própria incapacidade de buscar a felicidade.

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Sentiu-se cansado.

O desânimo veio com uma onda.

Porque se vestira para sair? ODIAVA sair de noite. Escutou o choro do filho vindo do banheiro. Lembrou-se do motivo. Não ia ficar trancado num quarto minúsculo escutando o choro de um pirralho cheio de manias.

Se hoje o filho era cheio de frescuras era por culpa da mãe que sempre o mimara demais. Quase 17 e ainda virgem. Era seu dever de pai encaminhar o garoto. Transformá-lo num homem de verdade. Talvez essa viagem tenha vindo num bom momento. Aquelas reações do filho eram perfeitamente explicáveis. Que merda de pai ele era para não ver o óbvio. O problema do filho era simplesmente FALTA DE MULHER. Só precisava descobrir onde ficava o PUTEIRO da cidade. A natureza se encarregaria do resto.

Sorriu, satisfeito. Era sua chance de fazer algo para ajudar o filho.

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Desceu para o estacionamento e parou em frente ao Chevy Impala 67. Encarou o carro com desgosto.

- Essa lata velha é a maior prova de que não passo de um perdedor. Estou com 36 anos e ainda não tenho grana suficiente nem mesmo para trocar o carro que eu já dirigia quando tinha 18. Se eu ganhasse na loteria, a primeira coisa que eu faria era por FOGO nesta carroceria.

Entrou e ligou o toca-fitas. Toca-fitas. Em pleno 2008. Quando todos os carros têm DVD players e tocam MP3.

E as fitas, então? Devia ter jogado tudo no lixo. Aliás, JOGARA NO LIXO. O filho é que fora lá e pegara de volta. Só mesmo o filho para curtir esses caras. Dinossauros do rock. Led Zeppelin, AC/DC, Black Sabbath.

Ele até já curtira, mas só quando era muito jovem.

Fora ele quem gravara as fitas. Escutava no último volume. O irmão sempre reclamava que o som estava muito alto. Na época, tinham gostos muito diferentes.

Agora concordava com irmão em quase tudo.

A exceção era os bacon cheeseburgers. Continuava a detestar saladas.

- Sam! Droga, porque tinha que ter acontecido justo com você? Mesmo depois de tantos anos, eu não consigo me conformar. Podia ter sido tudo tão diferente.

O mundo não era mesmo justo. Não havia um único dia que não sentisse uma imensa falta do irmão.

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Informou-se num posto de conveniência sobre os bares das redondezas. Quando chegou ao Hot Machine Bar, pensou seriamente em desistir de tudo e voltar para o motel. O bar ficava num velho galpão que parecia ter sido um dia um celeiro. Ficava afastado de tudo e, de fora, parecia bem castigado pelo tempo.

Não estranharia se tivesse corrido uma grana por fora para manter aquele lugar funcionando. Duvidava que o lugar estivesse segurado. Uma companhia de seguros séria teria feito uma série de exigências de segurança e a instalação de equipamentos que ali pareciam não existir.

Lembrou-se do filho. Se voltasse naquele momento era bem capaz de ainda encontrá-lo chorando. Daria um tempo e, com sorte, quando voltasse, o encontraria dormindo. Detestava aquelas demonstrações de carência do garoto. Decidiu entrar.

O tal barzinho era exatamente como suspeitou que fosse. Decadente, escuro, barulhento e enfumaçado. DECADENTE era a palavra que melhor traduzia o lugar. Bebidas e mulheres baratas. Um longo balcão de bar, diversas mesas espalhadas pelo amplo salão, alvos para jogo de dardos, duas mesas de sinuca, uma jukebox próxima à entrada, um pequeno palco no fundo e uma movimentada escada para um suspeito segundo andar. Nada diferente das centenas de outros, nas centenas de cidades minúsculas para onde seu trabalho de corretor de seguros o arrastava.

E pensar que um dia gostara de lugares como este.

Olhou para os grupinhos reunidos em torno das mesas de sinuca. Estava destreinado, mas ainda se considerava um bom jogador. Lembrou-se dos tempos em que jogava para conseguir dinheiro para sair com alguma garota ou, até mesmo, para pagar para ficar com uma. Dos tempos em que não tinha um emprego fixo nem um chefe tão escroto quanto esse Zacariah Smith.

O grupo jogando dardos também estava animado. Nunca fora especialmente bom nos dardos. E fazia anos que não jogava. Achava que Ben ainda nem era nascido da última vez que jogara. Ainda bem que não era o caso da vida de alguém depender de sua habilidade nos dardos.

Poucas mulheres. A maioria, acompanhadas. Poucas chamaram sua atenção.

Ficou impressionado com a beleza da garota que dividia uma mesa com três rapazes, que pareciam ser do time de football da faculdade local. Todos eles muito jovens. Baby Look Football Team. Prestou atenção também no namorado da garota e no quanto ele parecia apaixonado por ela. Agiam como se só existissem eles dois e vivessem num mundo à parte. Sentiu uma ponta de inveja. Se pudesse voltar a ter a idade deles, disputaria a garota, mesmo que precisasse sair no braço com os três.

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A segunda estava sozinha e parecia carente. Não era jovem, mas conservava muito da antiga beleza. É verdade que havia um pouco de artificialismo naquela beleza. Botox ou mesmo uma plástica. Mas, nada que assustasse. AINDA. Podia apostar que ela não era do tipo que aceitava numa boa a ideia de envelhecer. Mas, neste aspecto, quem era ele para criticar? Envelhecer é um processo assustador. Ele estava começando a descobrir isso.

Ela tinha gestos aristocráticos. Não combinava com lugar como aquele. Reparou que o vestido era de um tecido bom, mas que já tinha passado por muitas lavagens. Um brinco e anel caro e um colar de pérolas artificiais. Provavelmente teve dinheiro no passado, mas os dias de fartura ficaram para trás.

Mulher carente sozinha num bar cheio de homens podia ser sinal que era depressiva, possessiva, chata ou tudo isso junto. No passado, ele passaria longe deste tipo de garota. Agora, eram a sua melhor aposta.

Mas, sabia que a conquista exigiria um tempo que ele não tinha. Não pretendia sair muito tarde dali. Na manhã seguinte bem cedo retornava para San Antonio. E ainda tinha o filho para empatar o pouco de vida social que ele buscasse ter.

Tinha que ser pragmático. Com essa, só numa próxima vida.

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A terceira era claramente uma profissional. Madura, mas ainda atraente. Dean usou o sorriso que era infalível na sua juventude. Sabia que não precisava de tanto, mas era sempre bom praticar.

Faith aproximou-se, insinuante.

Ele se ofereceu para pagar uma bebida.

Ainda ficaram um bom tempo num jogo de sedução que ambos sabiam muito bem ser desnecessário, até finalmente subirem a escada para o segundo piso.

Embora suas memórias já estivessem alinhadas às de seu eu daquela realidade, ainda sentia a estranheza do corpo. Esbarrou em pessoas e cadeiras como se ainda não conhecesse os limites do próprio corpo, todo ele mais largo.

Chegou sem fôlego ao final de um simples lance de escada. Há muito tempo era assim. Não estava entendendo o motivo de sentir-se surpreso com isso.

O mezzanino, que ocupava quase um quinto da área do bar, era dividido em pequenos cubículos, onde mal cabia uma cama de casal. Uma pequena prateleira e par de cadeiras completavam o mobiliário. Dean não estranhou a precariedade do lugar nem o mau gosto da decoração. A sua primeira vez não foi num lugar muito diferente. Que lembrasse, só a cama, que era de solteiro.

Foi bom, mas nem tanto. Ele ainda não tinha base para comparação. Mesmo assim, ele lembra que achou tudo rápido demais. Ele só tinha quatorze anos e estava na companhia dos amigos Chris e Steve, igualmente virgens e ansiosos. Os três deixaram o lugar contando vantagem. Eles eram bons amigos. Perdera completamente o contato não só com eles. Com todos os seus amigos de juventude.

Perdera tanta coisa na vida.

Pensando melhor, não precisava ser assim com o Benjamin. O garoto merecia sua primeira vez num lugar melhor. Com alguém especial.

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Faith se revelava mais interessante à medida que se livrava da roupa chamativa e de mau gosto. O corpo dela ainda mostrava firmeza e os seios turbinados jamais deixariam o jovem Dean indiferente.

A estranheza era a demora do seu corpo a reagir à visão de uma mulher que o atraia.

Ela soltou o cabelo e balançou a cabeça com graça e sensualidade. A semiobscuridade do quarto disfarçava bem as primeiras rugas e um início de gordura abdominal.

Ele estava gostando do que via, existia o desejo, mas o corpo não respondia. Aquilo começava a preocupá-lo.

Não. Não ia acontecer. Não com ele. Não agora. O pânico começava a dominá-lo. Procurou esvaziar a mente. Sabia que o medo era o maior inimigo em momentos como aquele. Conhecia dezenas de histórias, mas nunca se imaginara vivendo aquela situação. Nunca falhara. Nem mesmo nas vezes que abusara do álcool.

É verdade que a frequência não era mais a mesma, principalmente se fosse comparar os primeiros anos de casamento com os dois últimos, quando o casamento já em crise. Mas, mesmo no final, o sexo entre eles ainda era bom. Ela não podia acusá-lo de não cumprir com as suas obrigações matrimoniais. Ele nunca recusara um chamado da esposa. Seu desejo por Lisa nunca se apagara. Se lhe perguntassem o porquê de terem se separado, ele não saberia apontar um único motivo.

Já Lisa diria que tinha motivos até demais.

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Depois é que as coisas degringolaram de vez. Quando Lisa saiu de casa, ele até ensaiou uma volta aos tempos de solteiro. Mas, tinha mais a mesma disposição para noitadas. Tinha que acordar cedo para trabalhar. A grana era curta para ficar bancando vagabundas. Dava-se conta agora que não fazia sexo há vários meses e nem mesmo sentira falta.

Faith sente o embaraço do homem, e, como boa profissional que era, não demonstra decepção ou surpresa. Afinal, homens viris e realizados não são clientes assíduos de prostitutas. Estava acostumada. Sabia com agir em casos como este.

O trouxe para si. E começou a exercer sua arte.

O homem se aproximou dela, buscando sua boca. Faith não costumava beijar clientes, mas os olhos verdes deste denunciavam a antiga beleza e uma natureza sedutora. Resolveu quebrar as próprias regras. Não se arrependeu. O homem SABIA beijar.

Dean sente a traição do corpo, mas não se entrega. Tinha técnica suficiente para satisfazer uma mulher por outros meios. E é isso que ele faz, esquecendo o próprio prazer.

Prostituta ou não, era uma questão de honra que ela não saísse dali dizendo que ele falhou em dar prazer a uma mulher.

Ao final, um último e caloroso beijo antes de fechar a porta atrás de si.

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Ao se sentar no banco do Impala, baixa a cabeça no volante e cai num choro silencioso. O futuro que antevia não era luminoso.

Foi quando sentiu um violento tremor de terra.

Dean, sem o cinto de segurança, é lançado violentamente contra o teto do carro. Teve sorte de não partir o pescoço. Em seguida, a trepidação. O carro inteiro vibrava de uma tal forma que parecia que ia desmontar. Até que, finalmente, o tremor de terra perde intensidade. Aliviado e assustado, Dean sai do carro, com os olhos arregalados e as pernas trêmulas.

Então, recomeça. Um segundo tremor. Mais forte ainda que o primeiro, se é que isso era possível. O asfalto se parte em vários pontos. Dean é jogado no chão. Com reflexos rápidos, que nem sabia que tinha, rola para longe e se salva de ser atropelado pelo Impala, que se movia de lado, vindo em sua direção.

Escuta, então, bem próximo, um horrível estrondo.

O telhado do Hot Machine Bar vem inteiro abaixo, soterrando a todos que lá estavam.

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UM ROSTO PARA BENJAMIN BRAEDEN WINCHESTER:

Nicholas Elia, o ator que interpreta Benjamin Braeden no seriado tem atualmente 16 anos, idade muito próxima à do personagem da fic neste ponto da história (17 anos). A última participação do ator no seriado foi no capítulo 6 x 21 (Let It Bleed), exibido em 2011. É deste episódio a foto do Benjamin que acompanha a sinopse da fic. Ele parece menos que os 14 anos que tem. Não consegui fotos mais recentes.


UM ROSTO PARA DEAN WINCHESTER:

Creio que seja difícil para os leitores imaginarem esse Dean envelhecido e forma de forma. É difícil também para mim. Mas, vamos por partes:

1) O obesidade pode ser medida e comparada pelo índice de massa corporal, que relaciona o peso de uma pessoa com o quadrado da sua altura. Está obeso quem tem índice maior que 30. Um índice acima de 40 indica obesidade mórbida. Em 2013, o ator André Marques, que tem cerca de 1,80 m, chegou a pesar 147 kgf, o que dá um índice de 45. Ele resolveu dar uma pausa para cuidar da saúde. Considerando esse índice e sabendo-se que o ator Jensen Ackles tem 1,86 m, estou estabelecendo que o Dean de VIDA 4 está com cerca de 155 kgf. O ator na sua atual boa forma tem 80 kgf. Pessoas com esse IMC circulam nas ruas. Não é algo que crie comoção.

2) Obesidade, num índice tão alto, gera problemas de saúde. O caso do Dean é ainda mais sério porque resulta do abuso do consumo de junk food e acúmulo do mau colesterol.

3) O Dean de VIDA 4 é mais velho que o Dean que conhecemos. Não apenas ele, mas também Lisa Braeden e os Winchester são pelo menos 6 anos mais velhos nesta realidade. Isso foi necessário para adequar a idade do Benjamin e manter a diferença relativa de idade entre ele e os pais. Essa diferença de 6 anos é persceptível e o Dean, ao se ver no espelho, constata que está mais velho. Mais velho, não um velho.

4) O Dean de VIDA 4 está envelhecido na avaliação do Dean de VIDA ZERO, que é mais 6 anos mais jovem. A idade do Dean de VIDA 4 na fic é 36 anos e isso não é ser velho. Jensen Ackles completou 35 anos em 2013 e duvido que alguém o considere velho. Na fic, a calvície precoce, o sobrepeso, as marcas de uma vida estressante e o pouco cuidado com a aparência fazem que pareça mais velho. Dizer que está parecendo ter 50 anos é um exagero da parte dele. Ele ficou assustado com os anos e os quilos a mais que o espelho mostrou.

5) No episódio 5x7 (O Curioso Caso de Dean Winchester), o personagem envelhecido manteve os cabelos. Mas, na realidade 4, a herança genética do avô Campbell prevaleceu sobre a do pai John. No futuro, Dean será como o ator Patrick Stewart, o Professor Xavier de X-Men. Atualmente, ele está como o ator Nicholas Cage estaria se usasse os cabelos curtos. Dean está a caminho, mas ainda longe de ficar careca.

6) O Dean não ficou feio, os traços são os mesmos, com o rosto mais redondo e menos cabelos. Deixou de ser o sonho de consumo da maioria, mas ainda agradaria a muitas.


15.11.2013