Cap. II
Draco andava aos círculos, esperando. Ele detestava esperar. Quando é que ela chega? Ele sabia que não faltava muito para que ela aparecesse… por esta altura ela já deve ter experimentado um dos chocolates… só espero que ela não os tivesse comido com alguém ao pé! Era a única coisa em todo o plano que poderia correr mal… o único efeito secundário… ele esperava que ela fosse forreta em relação aos seus chocolates preferidos, comendo-os onde não houvesse ninguém para os tirar… é, ela devia ter feito isso… apenas está a demorar porque deve ter tentado usar feitiços detectores de poções. Parva! Essa poção não é detectável, a não ser pelo odor… mas muito poucas pessoas sabiam da existência dessa espantosa variação da poção do amor…
As suas divagações foram interrompidas pelo bater da porta.
- Entra! – disse Draco sorrindo de antecipação. Agora ia mostrar àquela rapariga estúpida que quem manda é ele. Ela ia-se arrepender de o ter desafiado.
Draco abre a boca de espanto ao ver uma cabeça de cabelo preto e desalinhado com uns olhos verde-esmeralda sem óculos espreitar pela fresta… e com um olhar que não percebia o que significava.
- Posso…? – perguntou Harry sorridente, entrando sem ouvir a resposta e sem desgrudar os olhos de Draco. Fechou a porta com um baque surdo, encostando-se nela. Olhava para Draco de uma maneira…
Mas o que é que se passa comigo? O que é que estou aqui a fazer ao pé do Malfoy??? Ainda por cima não consigo controlar as minhas expressões… até parece que gosto dele! Merlin!
Draco engolia em seco. Não, não era possível que ela… Merlin, ela poderia ser mais burra, estúpida, parva ou coisa que o valha? E começou a enumerar uma série de impropérios, não querendo acreditar que a Granger tinha oferecido um dos chocolates ao testa-rachada. Harry continuava a olhá-lo.
- O que é que estás aqui a fazer Potter? – perguntou Draco extremamente irritado.
- Posso perguntar o mesmo… - disse Harry com uma voz sensual. Mas o que é que eu estou para aqui a dizer?!
- Não tens nada com isso… - e enterrou a cara nas mãos, sentindo-se mais uma vez derrotado… ou talvez não? Espera aí… a Granger iria comer um dos chocolates, era uma questão de tempo… e ainda por cima o testa-rachada-armado-em-herói-que-teima-em-sobreviver também tinha comido… isso significava que ambos ficavam à sua mercê! Oh, sim, isso era óptimo! Poderia não apenas humilhá-la a ela mas àquele idiota insuportável também… afinal, parece que me vou divertir mais do que pensava… e um sorriso debochado surgiu no seu rosto, juntamente com um olhar que não prenunciava nada de bom para Harry.
- Potter, Potter… vieste à minha procura, foi?
- Não me digas que pensámos no mesmo e por telepatia combinámos encontrar-nos aqui? – brincou Harry. Mas o que…? Será que foi ele que deu os chocolates à Hermione? Será que ele lá pôs algo? Se assim fosse, certamente que a Hermione tinha percebido… lentamente, começava a aperceber-se que já conseguia controlar as expressões faciais, embora notasse que ainda não estava totalmente normal. Naquele momento, a sua expressão era de pura raiva.
- O que é que fizeste Malfoy? – quase gritou Harry, afastando-se da porta. Estava com pensamentos assassinos acerca de Draco; como é que ele podia ter feito semelhante coisa? E ele? O que lhe dera para agir daquela maneira com Hermione?
- Não sei do que é que estás a falar Potter… - respondeu o loiro com simplicidade. Se Harry não o conhecesse de ginjeira, acreditaria naquela falsa cara de anjo inocente.
- Não te faças de desentendido! Já percebi que foste TU que enviaste os chocolates à Hermione! O que é que puseste neles???
- Ora, era apenas uma vingançazinha… além disso, era apenas destinada a ela, mas já que também te tenho como bónus… não vou perder a oportunidade! – disse Draco já com uma cara de satisfação no rosto.
Harry petrificou. O que é que ele queria dizer com aquilo?
Draco sorriu ainda mais – Vem até aqui Potter! – ordenou ele.
Harry tentou lutar, mas não conseguia fazer frente ao seu corpo que parecia agir por vontade própria. Mas que raio…? Ao se aproximar de Draco, este ficava com um sorriso ainda maior.
- Afinal sempre funciona… - disse o loiro baixinho, perdido em pensamentos não muito bons para Harry de certeza, já que Draco apresentava uma expressão de puro deleite. Ao olhar o moreno nos olhos, este reparou o quanto estavam próximos. E nem o consigo atingir! As minhas mãos parecem de chumbo, não lhe consigo espetar um murro bem dado… que raiva!!!!!
Harry bufava de raiva por todos os poros – Se tocas na Hermione nem sei o que te faço…
Draco gargalhou – E como é que estás a pensar fazer isso? Não sei se já reparaste, mas eu tenho controlo sobre ti! Já não consegues fazer o que queres, a não ser que eu mande! Estás escravo da minha vontade Potter! E a tua querida amiguinha vai seguir o mesmo caminho, não tarda… vou fazer com que passem a pior humilhação da vossa vida miserável! – e percebendo o que Harry pensava acrescentou – Não, não vai ser em frente a toda a escola nem coisa parecida… hão-de perceber que a pior humilhação é os vossos actos contra a vossa consciência. Não há pior punição. Se conseguirem conviver com isso normalmente vai ser um feito nunca antes presenciado, logo…
Vamos sofrer uma tortura lenta do nosso consciente e subconsciente ao mesmo tempo, martirizando-nos com o que vier a acontecer… que vindo desta besta quadrada pode ser absolutamente qualquer coisa… - concluiu o pensamento de Harry a fala do loiro. Este pareceu perceber que o moreno acabara de entender o que iria acontecer, de certa maneira. Mas não sabia de tudo!
- Muito bem Potter, afinal parece que ainda tens massa cinzenta aí dentro dessa caixa cheia de ar e vento…
- Cala-te seu…! – começou Harry, mas Draco impôs-se ao encurtar ainda mais a distância entre eles, levando a sua mão ao pescoço do moreno.
- Oh oh, que coisa é essa? A fazer-me frente. Está TU caladinho! Tsc tsc… - desdenhou Draco. Harry não conseguia soltar a voz e berrar aos ouvidos do outro, amaldiçoando-o ali mesmo.
Subitamente, a mão que lhe apertava a garganta afrouxou ligeiramente; conseguia respirar melhor. Enquanto as células cerebrais voltavam a receber a dose normal de oxigénio, Harry sentiu uma outra mão passear pelo seu peito, descendo lentamente pelos abdominais trabalhados devido ao Quidditch. Era uma sensação estranha, principalmente sendo aquele loiro oxigenado o autor de semelhante acto. Sem notar, Harry fechara os olhos. Draco interpretou aquilo como um bom sinal.
- Bem bem Potter! Parece que alguém está a gostar…
O moreno abriu repentinamente os olhos, para encontrar os do loiro levemente escurecidos – Achas mesmo que consegues me interpretar? Merlin! O que raio é que estás a fazer??? – perguntou ele muito depressa ao sentir a mão do outro a descer mais abaixo da cintura, atingindo os botões das calças que vestia.
- Potter, está calado! Nunca ninguém te disse que falas demais quando não deves??? – perguntou o loiro um pouco irritado, que parou o que estava a fazer. Harry reparou que o primeiro botão dos jeans que vestia estava desapertado. Não teve muito tempo para pensar no assunto, já que uma dor súbita nascia na parte detrás do seu pescoço, fazendo-o dar um pequeno grito de surpresa e um longo silvo. A sua cara estava contraída de sofrimento. Começou a sentir algo quente começar a escorrer da base do pescoço pelas costas
Draco tinha saído da sua frente, postando-se atrás dele e dando uma forte dentada na pele sensível do moreno enquanto lhe segurava os ombros com firmeza, para que este não saísse do sítio. O seu peito estava junto às costas do moreno, que agora sangrava. Sim, ele queria que ele sofresse física e psicologicamente. Ao enterrar as unhas nos ombros de Harry, este soltou um leve gemido. Ah, já está a melhorar… voltou a encarar o mordido. Este tinha a cabeça ligeiramente inclinada para a frente, com a franja negra a tapar os olhos e a boca estava arreganhada.
- Odeio-te Malfoy!
- O sentimento é recíproco Potter… - e continuou a olhar as reacções dele durante um bocado. O testa-rachada até que nem era nada mau… e ficava extremamente atraente quando ficava verdadeiramente irritado. Não que ele fosse gay (pelo menos não se considerava um; no máximo dos máximos, poderia ter uma queda para a bissexualidade), mas tinha olhos na cara.
– Porque raio é que foste parar aos Gryffindor? – perguntou ele tão baixinho para si mesmo que o moreno acreditava não ter compreendido bem.
- O quê?
- Nada, coisas minhas… - retorquiu Draco com voz mais firme. E teve uma ideia para o começo da 'tortura' – Despe-me! E lentamente. – ordenou ele com um novo sorriso de escárnio.
Harry parecia não ter percebido – O quê??????
- Agora viraste surdo? Ou simplesmente o teu 'Tico' e 'Teco'* entraram de férias?
Harry, mais uma vez involuntariamente, começou a despi-lo. Afrouxou-lhe a gravata verde e prateada, retirando-a do pescoço do loiro e mandando-a ao chão com o máximo de força que conseguia, para tentar aliviar a tensão que sentia. Sentia os olhares predadores que Draco lhe mandava, como se quisessem ler a sua mente. Continuou a tarefa, abrindo os botões da camisa do outro rapaz, deixando o seu pálido e perfeito corpo esculpido receber a luz do exterior que entrava pela janela. Harry tinha de admitir: Draco era muito atraente para um rapaz; mas naquele momento apenas sentia nojo do que já se tinha apercebido que o outro lhe iria mandar fazer.
Bruscamente, Draco agarrou nos seus pulsos, ainda olhando para ele nos olhos, parando o que o mandara fazer – Faz a ti mesmo o que me fizeste, mas com paixão…
E as mãos de Harry começaram a rasgar a própria camisa. Draco retirou cuidadosamente a gravata da garganta de Harry, apenas para a enrolar na parte detrás do pescoço – onde estava ainda a sangrar – e o puxar para si, ficando os narizes a tocarem-se. Draco olhou-o longamente. Harry continha as lágrimas de raiva que lhe faziam brilhar os olhos; todo o seu corpo tremia de tanta dose do ódio que lhe impregnava as veias; ele queria matar Malfoy. No entanto, tudo se esfumou no momento de choque que teve de seguida.
Esperando algo frio, rígido e violento do outro, o moreno teve um choque ao sentir uns lábios quentes e suaves contra os seus. Embora odiasse profundamente o dono daquela boca, tinha de admitir: Draco beijava muitíssimo bem! Começando por ser um pouco violento, depressa se tornou quase carinhoso. As mãos grandes e também suaves e quentes do loiro repousavam nos maxilares do moreno, tendo esquecido a gravata no chão, impedindo-o de fugir ao mesmo tempo que inexplicavelmente o fazia sentir, de certa forma, protegido. A língua tocava ao de leve nos lábios do outro, como que pedindo passagem – Harry não conseguiu recusar; subitamente, era como se Draco se tivesse transformado numa pessoa completamente diferente, mais… meiga. Ao sentir a passagem entre os lábios de Harry aberta, Draco tratou de explorar cada recanto daquele doce local, provando o recente gosto a chocolate.
Harry estava completamente perdido no sabor a hortelã-pimenta que lhe entorpecia os sentidos. Como é que era possível estar a gostar de um beijo dado por um rapaz, que ainda por cima odiava, e que lhe iria fazer a vida negra (mais à sua melhor amiga) da pior forma? Ao sentir a boca do loiro abandonar a sua, não conseguiu reprimir um suspiro de perda.
Draco começou a descer a língua pelo pescoço do moreno, deixando-o mais uma vez sem pensamentos coerentes. De tempos a tempos, ia dando outra dentada nas partes do pescoço parcialmente oculto pelos rebeldes cabelos negros, arrancando gemidos involuntários de Harry.
Draco tentou então entrar na mente do moreno, para lhe transmitir o que ele queria que o outro fizesse, já que naquele momento não confiava na própria voz. Pela expressão de Harry, este tinha recebido a mensagem – estava pálido. Anda lá, não acredito que sejas assim tão lento ao passar do raciocínio para a prática…
Harry estava agora com uma cara de nojo ao começar a fazer o que Draco lhe mandava.
Começou por desabotoar as calças do loiro, ao mesmo tempo que lhe acariciava o membro já erecto. O menino de ouro de Gryffindor sentiu-se autêntico lixo ao aproximar a boca daquela erecção. Ao fazer isso, ficou ainda mais perto daquela cabeça rosada num tom furioso, algumas gotas límpidas e transparentes vazando do local.
NÃO! COMO É QUE ELE ME PODE FAZER ISTO? MALFOY, POR FAVOR PÁRA! ALGUÉM FAÇA COM QUE ESTA LOUCURA NOJENTA PARE!
Sem ter outra escolha e não acontecendo nenhum milagre, Harry não teve outro remédio senão começar a chupar o falo do loiro. Alternava sucção com mordidas, de preferência fortes (quando podia), lançando-lhe sempre que podia um olhar assassino. Parou de o fazer ao constatar que aquilo apenas o excitava mais. No entanto, agradava-o o facto de Malfoy silvar de dor quando o mordia. Já era um começo.
Ao sentir o líquido quente e amargo preencher-lhe a boca, ficou com fortes náuseas. Ao perceber isso, Draco fez-lhe o favor de limpar tudo num movimento de varinha, embora tivesse alguma dificuldade ao fazê-lo… estava com as pernas bambas e tremia um pouco. Como é que o ranhoso do Potter consegue ser tão insuportável e ser ao mesmo tempo tão incrivelmente… intenso? Para além do moreno ser bom a chupá-lo, ele adorara ver os olhares dele a raiarem puro ódio e nojo. Sim, ele estava a começar perceber que caminho é que a 'punição' iria levar…
oOo
Hermione estava profundamente confusa… o que dera no Harry para agir assim com ela? E ela própria? Enterrou a cara nas mãos de tanta vergonha. Nunca se atirara com tanto descaramento a alguém, e jamais pensara em o fazer pela primeira vez ao seu melhor amigo! Onde é que eu tinha a cabeça? Bem, é melhor esquecer este triste episódio e provar finalmente um dos meus chocolates…
Voltou a pegar na caixa e a olhá-la longamente durante o que pareceram horas. Sim, ela realmente tinha um fetiche incontrolável por chocolates, principalmente aqueles! Decidiu tirar um como o que Harry tinha escolhido: um triangulozinho de chocolate com um sabor muito diferente do que esperava…
continua...
-------------------------------------------------------
* Em honra da Morgana Bauer, que começou a dizer o mesmo (ou quase) todas as manhãs... loooool
N/A.: Beeeeem... adorei fazer este capítulo, embora me tenha custado... e muito! mas a muitos pedidos e súplicas da Morgana Bauer (k n comentou, mas me chateuou todas as manhãs - ou quase - haha), consegui fazer este capítulo. Axo k tanto ela como o Net Potter vão a-d-o-r-á--l-o!!!!!! (vá-se lá saber pk... ^^) Acho que até o Marck Evans iria ficar orgulhoso de mim, não? ^^ Bem, custou (principalmente noites mal dormidas pk não conseguia pensar em mais nada - e fazer cenas slash quando nunca se fez não é tão fácil cm pode parecer) mas saiu!!!! e tou feliz com ele!
Nel Potter: Deves estar orgulhoso de mim também ^^ axo k este é dos teus capítulos preferidos, não? hahaha as tuas fics tb são inspiradoras, tal como as do Mark... desculpa, mas ele continua a ser o meu 'Mestre' -.-' bem, ele e a Magalud! huhuhu, tu sabes do que falo... ah e tal, fruta madura e suculenta com um doce cheiro... HAHAHAHAHA esta tb é prá Morgana! omg, loucos ao podeeeeer!!!!! Sim, tb axo k sabias pra onde é k o Harry se dirigia... Bjo
