N/A: Honestamente, eu não estava planejando escrever um extra dessa fanfic. Mas aí a moça Camila veio falar comigo e me pediu muito gentilmente para escrever uma continuação de Banho Quente. É claro que isso foi o bastante para eu imaginar o que ia acontecer depois e o extra surgir. Espero que vocês gostem tanto quanto gostaram da primeira parte, embora eu admita que o extra é muito mais fluffy e que ele foge um pouco do tom inicial da história. Enfim, me contem o que vocês acharam. Espero que você também goste da história, Camila.

Disclaimer: Ainda tenho que me convencer diariamente que nada disso é meu. A Steph é dona de tudo, gente.

Shipp: Bella/Edward.

Censura: M – 16.


Narrado por Bella Swan

Era verão de novo. Fazia 26ºC em Imperial Beach, California. Havia um ventilador ligado na minha direção. Minha avó Marie tinha aparecido no quarto e brigado comigo porque aparentemente fazia mal ter vento vindo diretamente na sua cara. Eu tinha me levantado do chão e colocado o ventilador de volta na tomada assim que ela saíra do quarto.

Não importava que eu estivesse descalça e vestindo shorts curtos e blusa de alcinha, eu ainda estava suando. Tinha prendido meu cabelo no topo da minha cabeça, mas eu podia sentir alguns fios que tinham escapado do coque grudando nas minhas costas.

Tentei não me incomodar com isso e me concentrar de novo no que queria fazer.

Eu estava em uma missão muito importante.

Todas as caixas onde minha avó guardava fotografias estavam espalhadas pelo chão ao meu lado, mas era uma em especial que me interessava. Eu ainda me lembrava do papel verde com flores que tínhamos usado para encapá-la. Minha avó guardava fotos dos seus netos ali, o que significava que era o melhor acervo de fotos minhas e de Edward que eu poderia encontrar.

As fotos estavam separadas por datas, então tive que procurar no fundo da caixa para encontrar as que eu queria. Fotos de nós dois de quando éramos bebês. Eu corri meus dedos pelos padrões coloridos da imagem quando achei a foto de Edward recém nascido. Ele ainda estava sem expressão e tinha aquela cara de joelho de qualquer outro neném. Tive que avançar ao longo dos meses para conseguir enxergar alguns traços familiares em seu rosto de bebê.

Não ouvi Edward entrando pela porta do quarto. Ele já tinha se sentado ao meu lado quando percebi a sua presença. Senti sua boca no meu pescoço suado e depois, quando me virei para encará-lo, em meus lábios.

— Vovó disse que você estava sendo particularmente teimosa hoje — ele comentou, apoiando seus cotovelos em seus joelhos. Ele estava sorrindo e as lentes de seus óculos estavam embaçadas perto de seu nariz.

— Está muito calor para desligar o ventilador — eu comentei, imaginando que ela tinha dado a ele todos os detalhes de nossa discussão.

Edward não cedeu tão facilmente.

— Você sabe que faz mal ficar com o ventilador ligado diretamente para você — murmurou.

— Eu sei — admiti, mas meus olhos desviaram para a foto que eu estava segurando.

Não consegui deixar de perceber como Edward se inclinou para ver por cima do meu ombro que foto eu tinha em minhas mãos.

— O que você está fazendo? — ele perguntou.

— Pesquisando — murmurei.

— Pesquisando o quê?

Decidi manter as respostas vagas.

— Coisas.

Edward riu. Suas mãos escorregaram para a minha barriga.

— Você estava querendo descobrir como ela vai ser, não é?

Nossa primeira vez juntos não tinha trazido nenhum tipo de consequência. Eu tomava anticoncepcional e nós tínhamos passado o resto do verão fazendo sexo que nem loucos. Depois, quando as férias chegaram ao fim, nós continuamos nos comunicando pela internet. Ninguém sabia de nós dois e, sinceramente, estávamos felizes de sermos segredo. Mas então Edward se esqueceu de uma de nossas conversas abertas e foi questão de dois dias para os pais dele ligarem para os meus e toda a família saber do nosso namoro.

A vovó Marie foi a única que ficou do nosso lado — na época dela não era uma grande coisa namoro entre primos. Os pais de Edward ameaçaram expulsá-lo de casa. Meus pais ameaçaram a mesma coisa. Ainda assim, no verão seguinte, nós tínhamos fugido mais uma vez para a casa de vovó. Nós tínhamos feito sexo como coelhos mais uma vez. De novo, tínhamos ficado do lado seguro. Mas aí um tempo depois eu tinha ficado doente e Edward viera me visitar em um feriado. Nem tínhamos pensado que teria sido uma boa ideia usar preservativos, uma vez que antibióticos cortavam o efeito de anticoncepcionais.

Foi assim que acabei grávida.

Edward tinha quase 18 anos quando transamos pela primeira vez e quase 20 quando eu lhe contei que ele seria papai. Era o seu último ano de faculdade e eu acho que ele não poderia estar mais feliz, embora eu estivesse verdadeiramente enlouquecendo. Ele me ligava todas as manhãs e noites para saber como eu estava e no intervalo entre esses dois períodos também. Tínhamos concordado em manter segredo sobre a gravidez até que ele estivesse na cidade.

Não discuti sobre isso — não queria enfrentar meus pais sozinha.

Foi a noite mais assustadora da minha vida.

Charlie e Renée estavam sentados na nossa frente e minhas mãos estavam tremendo, mas Edward não conseguia tirar aquele sorriso ridículo do rosto enquanto anunciava as novidades em voz alta. Vovó estava na cozinha — era um jantar em família — e eu tinha conseguido ouvir um prato caindo no chão quando a minha gravidez foi descoberta.

Charlie tinha ficado furioso. Ele tinha se levantado do sofá e ameaçado me deserdar, mas Edward não tinha encolhido os ombros ou desviado os olhos. Meu pai tinha dito que não nos ajudaria com um centavo nem no casamento nem para criar o bebê.

— Nós não estamos pensando em nos casar — eu havia informado a ele.

Teria sido uma ideia mais sensata permanecer calada — o que eu disse apenas o deixou mais furioso.

As ameaças continuaram, mas Edward permaneceu irredutível. Segundo ele, aquela era uma notícia feliz. Nós nos amávamos e estávamos juntos e iríamos ter o nosso primeiro filho. Não havia por que alguém ficar bravo ou magoado ou decepcionado com nós dois. Aquele era um momento mágico e nada além de felicidade deveria ficar a minha volta.

Charlie tinha nos lembrado de que problemas financeiros afastavam a felicidade e Edward o lembrara de que dinheiro não era um problema para nós dois. No seu último ano de faculdade, Edward tinha feito o seu primeiro milhão. Ele tinha menos de 20 anos e já era um milionário — só podia ser um nerd. Ele contou seu plano de comprar uma casa para nós dois em Los Angeles, já que eu estava fazendo faculdade na UCLA a essa altura. Só quando minha mãe começou a chorar e disse que eu não precisava ir embora foi que ele concordou em adiar os planos.

Nós não estávamos certos de onde íamos morar, mas Edward dissera que ia me seguir para onde eu fosse. O bebê estava previsto para abril, perto das férias de verão, e eu não estava planejando me afastar da faculdade. Eu iria ficar em casa até me recuperar do parto, sobrevivendo a base de atestados médicos, e depois voltaria para a faculdade. Edward ia tirar um ano sabático para cuidar do nosso bebê — ele tinha decidido que podia ter férias antes de conquistar o seu segundo milhão.

Os planos de comprar uma casa em Los Angeles tinham sido temporariamente adiados. Para todos os efeitos, ainda morávamos em Imperial Beach. Eu ainda morava com meus pais e Edward tinha se mudado para a casa de vovó. Os pais dele tinham vindo nos visitar depois de recuperarem o choque inicial.

— Bella — Edward me chamou baixinho e eu pisquei. — Estava longe? — perguntou. Seu rosto se curvou naquele sorriso torto que deixava meus joelhos moles.

— Um pouquinho — comentei. Eu encarei as fotos nas minhas mãos e me virei para responder a sua primeira pergunta. — Estou curiosa sobre como ela vai ser. Não sei, pensei que, se eu pudesse ver nossas fotos de quando éramos bebês, eu ia ter alguma ideia.

Íamos ser pais de uma menina. Tínhamos pensado em alguns nomes. Sylvia, India, Abigail, Noa, Harper... mas Aubrey era o nosso predileto. No começo, ter um bebê foi assustador. Não só porque eu tinha 19 anos e ia ter um filho, mas porque Edward e eu éramos primos e eu conhecia o suficiente de genética para saber o que podia dar errado. Nunca tinha chorado tanto na vida quanto no dia da ultrassom em que descobri que estava tudo bem com Aubrey. Sabia que só teríamos certeza que tudo mesmo estava bem quando ela nascesse, mas uma carga enorme já tinha saído de cima dos meus ombros.

— Estou curioso também — Edward disse. — Espero que ela se pareça com você.

Eu não ia admitir, mas eu meio que esperava isso também. Eu provavelmente ia ser o tipo de mãe que se vestia combinando com a filha.

— Mas ela podia ter seu sorriso — eu comentei.

Edward tinha os caninos tortinhos. Eu sempre acabava derretida quando ele me sorria todo fofuxo, exibindo seu sorriso torto. Meu coração sempre acelerava e eu sempre pedia a linha de pensamento. Queria que Aubs tivesse o sorriso dele.

Edward mordeu o lábio e colou um beijo na minha boca.

— Mas nós não discutimos ainda o assunto principal... — ele comentou. Quando o encarei sem entender, ele continuou. — O ventilador — esclareceu.

— Mas eu estava com tanto calor — resmunguei.

— É fácil resolver isso — ele comentou. — Vamos tomar um banho.

Eu sempre gostei de tomar banhos. Quer dizer, para mim sempre foi algo além de limpar a sujeira do dia e ficar cheirosa. Era um bom tempo que eu tinha para pensar. Mas, ainda assim, banhos nunca tinham sido a minha parte predileta do dia até... Edward. Eu adorava tomar banho com ele.

Edward ficou de pé e pegou minhas mãos para me ajudar a me levantar.

— Vamos — ele me incentivou.

Eu olhei para o chão e todas as fotos espalhadas.

— Preciso arrumar isso aqui — disse.

— Arrumamos quando voltarmos. Vamos tomar um banho primeiro. Você precisa se refrescar.

Aquele era um bom argumento. Eu podia sentir minha blusa ficando molhada embaixo de meus seios.

— Certo — finalmente concordei.

Edward me ajudou a levantar. Suas mãos estavam enfiadas no bolso da frente dos meus shorts jeans enquanto caminhávamos para o banheiro.

Ele fechou a porta atrás de nós. Era possível ouvir vovó Marie cantando enquanto cozinhava. Pelo cheiro eu sabia que era a minha torta de morango predileta. Meu estômago roncou baixinho e Edward ouviu.

Ele me encarou com um sorriso e uma sobrancelha erguida.

— Deveríamos comer primeiro?

Puxei a minha blusa pela cabeça. Não estava usando sutiã.

— Não — respondi. — Agora que você mencionou um banho, não consigo pensar em nada além disso.

Edward riu.

Depois de ter começado a encher a banheira, ele se ocupou de tirar sua própria roupa enquanto eu lidava com meus shorts jeans e a minha calcinha. Eu estava com uma barriga de 7 meses e era mais difícil fazer coisas assim do que parecia. Meu equilíbrio tinha mudado todinho e agora eu andava que nem uma patinha por todo lugar.

Entrei na banheira com todo cuidado do mundo. A água fresca ainda batia nos meus tornozelos. Edward seguiu meus movimentos. Ele se sentou atrás de mim e suas mãos pousaram na minha barriga. Levou um tempo pra que ele conseguisse superar sua timidez em torno de mim. No começo ele ainda gaguejava e desviava os olhos. Suas mãos ainda eram hesitantes quando ele decidia me tocar e ele ficava perguntando a todo o momento se estava tudo bem me beijar em determinado lugar e coisas do tipo.

As coisas tinham mudado no nosso segundo verão juntos. Depois de apenas conversas pela internet e sexo virtual insuficiente, nós nos encontramos e a sua timidez tinha ficado em segundo plano. Ele precisava me tocar tanto quanto eu precisava tocá-lo. Edward tinha percebido finalmente que eu não era de vidro e que era mais do que aceitável demonstrar o tanto de desejo que sentia perto de mim. Ele não tinha mais medo de rejeição.

Para ser honesta, eu teria ficado um pouco ofendida se ele ainda tivesse medo que eu o rejeitasse depois do boquete que eu tinha feito nele.

As mãos de Edward cobriram as minhas que estavam em cima da minha barriga.

— Você está cada dia mais linda. Sabe disso, não é?

Eu sorri.

— Eu sei.

Normalmente eu não tinha baixo autoestima nem nada do tipo. Mas esses hormônios me deixavam louca... e Edward me encontrara em um dia desses. Eu estava sentava embaixo da árvore que havia no quintal da casa de vovó Marie, chorando que nem qualquer pessoa com oscilações hormonais faria. Eu estava inchada e me sentindo feia e queria evitar todos os espelhos do mundo. Tinha decidido que ia voltar às raízes selvagens e ir morar em uma floresta. Mas então me lembrei de que eu provavelmente veria o meu reflexo sempre que fosse beber água no rio... e isso trouxe o choro à tona.

— Meus pais me mandaram uma mensagem. Vão vir nos visitar semana que vem.

Os pais de Edward não tinham se mudado para Imperial Beach.

— Como estão as coisas no Alasca?

— 14ºC. Não neva desde as 3h da madrugada. As estradas estão transitáveis.

Eu ri.

— Às vezes você soa exatamente como aquele menino nerd de 17 anos que eu seduzi nas minhas férias verão.

— Você seduziu? — Pude sentir seu peito vibrando em minhas costas por causa de sua risada. Suas mãos afastaram o meu cabelo do meu ombro. — Hm, eu me lembro de uma história diferente — comentou.

A água já estava cobrindo metade do nosso corpo agora.

— Eu me lembro perfeitamente de cada detalhe, Edward — argumentei.

— Eu também — ele suspirou com um ar meio sonhador.

Eu me virei um pouco para poder encará-lo.

— Você sente falta daquele verão?

— Claro que sim. Eu estava apaixonado por você e você finalmente acabou me notando... Foi um grande marco na minha vida, sabe. E a gente ainda fez amor... De alguma forma, você acabou realizando todos os meus desejos em um único dia. Sempre vou me lembrar disso com carinho. Eu era um nerd tímido e você era inalcançável... até que não era mais.

— Você ainda é um nerd tímido — argumentei com um sorriso. Ele ainda gaguejava em torno de outras pessoas e ajeitava seus óculos quando ficava nervoso. — Mas isso é uma coisa muito boa — garanti.

Ele sorriu para mim e beijou meu nariz.

— Fico feliz que você pense assim. — Eu podia sentir seu hálito na minha pele. — E agora, recuperando o meu raciocínio... é claro que eu sempre vou sentir falta daquele verão. Só que o que a gente tem aqui é muito melhor, Bella. Você não tem ideia do quão... grato eu me sinto que as coisas funcionaram. Mesmo que tenha levado um tempo.

Eu soube que ele estava pensando nos nossos pais pela sua expressão.

— Eu também. Meio que não consigo imaginar a nossa vida sem a Aubrey agora.

O sorriso torto de Edward veio à tona.

— Então nós escolhemos um nome?

Aubrey também era o nome predileto dele, mas estávamos tentando manter a mente aberta até então.

— Escolhemos — concordei.

As mãos de Edward subiram pela minha barriga. Uma deslizou até o meu pescoço e a outra parou no meu seio. Os olhos dele pareciam ainda mais verdes sem os óculos.

— Nós devemos comemorar?

Eu me vi balançando a cabeça antes mesmo que pudesse concordar com palavras.

— Devemos.

Eu fechei a torneira da banheira para evitar que ela ficasse cheia demais e a água caísse para fora. Fechei os olhos enquanto me arrastava em cima do colo de Edward para ficar sentada em cima dele. Edward me ajudou a dobrar uma de minhas pernas. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas e eu podia contar todos os dedos dele contra a minha pele.

— Está confortável assim?

— Tão confortável quanto uma grávida de 7 meses poderia estar ao fazer sexo em uma banheira — brinquei.

Ele ficou preocupado.

— Nós podemos ir para o quarto... — Suas mãos já estavam apoiadas nas abas da banheira e eu sabia que ele estava falando sério. Seria uma questão de segundos até que ele se levantasse e me arrastasse junto até o quarto.

Coloquei minhas mãos em seus ombros.

— Edward, está tudo bem. Foi só uma piada. Relaxa.

— Tem certeza? Porque...

Eu o calei com um beijo.

— Sim. Não fique estressado. Vai perder o cabelo antes do tempo.

Ele rolou os olhos.

— Calvice é genético, Bella.

— Sim, mas o estresse também pode dar calvice, espertinho. Você não é o único inteligente dessa família, sabia?

O peito de Edward ficou arfante conforme eu me aproximei e eu já podia sentir a sua ereção na minha coxa.

— Eu sempre soube.

Edward me ajudou a me sentar em cima de seu colo direito. Eu pude senti-lo entrando em mim conforme eu descia. Meus olhos reviraram um pouco e senti as mãos de Edward me apertarem involuntariamente. Nós mal tínhamos começado e eu já estava arfante.

O que eu mais sentia falta desde que tinha ficado grávida era de sentir meus seios encostando no peito de Edward. Quando minha barriga começou a crescer, esse movimento se tornou impraticável. Edward se mexeu e eu revirei os olhos mais uma vez, mas então minhas pernas começaram a doer por ficarem encolhidas. Ele percebeu na hora.

— Nós podemos trocar de posição? — sugeri antes que ele quisesse parar.

Ele me ajudou a me virar de novo. Continuei sentada em seu colo, mas dessa vez minhas costas estavam coladas em seu peito. Suas mãos gentis vieram afoitas na direção de meus seios. Curvei minha cabeça quando senti os lábios dele em meus ombros. Mordi o lábio em antecipação. A boca preciosa dele fez o rastro até meu pescoço e eu senti cada toque atingindo a base da minha espinha e se transformando em um grande arrepio de prazer. A outra mão de Edward vagou pela minha barriga e só parou quando alcançou o meio de minhas pernas.

Edward — choraminguei de prazer.

Eu não tinha perdido que depois da gravidez ele tinha passado a ser mais atencioso do que nunca durante o sexo. Ele se empenhava ao máximo, mesmo se eu não conseguisse retribuir os toques na mesma proporção, que nem estava acontecendo nessa posição em que estávamos.

Minhas mãos escorregaram para as coxas dele e as apertei suavemente, tomando cuidado para que a pressão de minhas unhas fosse excitante. Não queria machucá-lo.

— Bella — ele ofegou.

Um sorriso cresceu em meu rosto.

Minha respiração começou a ficar rarefeita quando a mão dele que estava entre minhas pernas aumentou o ritmo. Eu podia sentir a respiração de Edward contra a minha nuca e seus lábios roçando em minha pele. Eu ofeguei quando senti minhas próprias mãos tocar meus seios. A gravidez tinha me deixado tão sensível.

Joguei meu pescoço para trás e minha mão trocou de lugar com a de Edward. Enquanto ele tocava meus seios, eu matinha meus dedos entre as minhas pernas. A água da banheira apenas tinha deixado as coisas melhores. Tudo deslizava e era acessível... Gemi baixinho quando senti o ritmo de Edward aumentar. Podia dizer onde cada parte do corpo dele tocava o meu. Era uma canção que eu estava sempre ansiosa por ouvir.

— Mais rápido — pedi no meio de um ofego.

Ele me atendeu.

Meus dedos também tinham aumentado o ritmo e eu podia sentir um orgasmo começando — meus dedos já tinham começado a formigar e minha boca estava cheia de saliva. Ainda assim, Edward gozou antes de mim. Suas mãos continuaram me tocando nos seios, na nuca, nas coxas e em todos os lugares... até que eu consegui fazer o meu próprio caminho. Pude sentir os espasmos do meu corpo contra o dele.

Edward estava beijando meus ombros quando abri os olhos.

— Isso é melhor que yoga — comentei. — Por que não posso trocar meus exercícios diários de grávida por sexo?

— Eu me pergunto a mesma coisa toda vez que te vejo naquelas calças justas de cotton — Edward riu baixinho. — Eu te amo tanto.

— Eu te amo também — prometi.

Estava completamente relaxada dentro da banheira. Meus olhos estavam quase se fechando novamente — eu me sentia exausta. Era sempre pior estar grávida quando o calor chegava.

— Nós deveríamos nos casar — ele comentou casualmente. Percebi que estava esperando por uma reação minha. Quando fiquei em silêncio, ele continuou. — Eu não quero estar com ninguém mais além de você, Bella... e acredito que você se sente da mesma forma. Sei que você não gosta muito de casamentos, mas, se isso não for contra seus princípios, eu gostaria de me casar com você. É importante para mim.

Isso não era novidade para mim. Não era idiota, meu primo era um nerd tradicional. Seus pais tinham feito com que ele acreditasse em contos de fada e finais felizes. Eu sempre gostei de me gabar por ser cética sobre esse assunto — para mim, casamentos eram desnecessários.

Então eu pensei por um segundo. O que havia de tão ruim assim declarar o meu amor por Edward na frente de pessoas que nós dois gostávamos? Não era como se eu nunca tivesse feito isso — tinha enfrentado um pequeno escândalo familiar apenas para que nós dois pudéssemos ficar juntos.

— Eu topo — murmurei.

Ele não pareceu acreditar.

— Sério? Topa mesmo?

— Sim. — Eu rolei meus olhos. — Claro que sim, Edward. Eu te amo, isso é importante para você, vai ser uma boa desculpa para darmos uma festa... por que diabos eu diria não?

Ele começou a rir. Primeiro de descrença, meio bobo, mas depois sua falta de fé se transformou em felicidade.

— Você me faz tão feliz, Selênio — ele murmurou, usando meu antigo apelido propositalmente. — Por favor, me prometa que você não vai se esquecer de que aceitou meu pedido de casamento.

Olhei dentro de seus olhos.

— Prometo.

— Nós temos tanta coisa para fazer. Prova de bolo, escolher nossas roupas... Estava pensando em nos casarmos aqui na casa da vovó, o que você acha? — Foi preciso apenas que eu murmurasse em concordância para que ele continuasse. Eu nunca tinha visto Edward com um espírito tão... matrimonial. — Nossa, tem as flores. Estava pensando sobre lavanda e flores de laranjeiras... talvez jasmim.

— Você decide. Só me diga a data e estarei lá.

Foi nesse momento que senti a ereção de Edward na minha bunda novamente.

— Você está mesmo animado com esse papo de casamento, não é? — eu ri. O som foi profundo e ficou claro que eu estava excitada novamente. — O que me lembra... eu preciso te recompensar por toda atenção que você anda me dando durante o sexo... Talvez um boquete?

— Você merece isso — ele murmurou. Gemeu baixinho quando minha bunda raspou na sua ereção. Estava tentando encontrar o ângulo certo para nos conectarmos novamente. — Não estou fazendo porque espero algo em troca... você merece isso e eu fico feliz em poder te satisfazer, Bella.

Quando ele falava assim, meu tesão apenas aumentava.

— Eu sei — concordei. — Mas o boquete vai acontecer porque eu fico feliz em poder te satisfazer, também.

Os movimentos voltaram, mas o ritmo era mais suave do que antes. Tinha mais cadência.

— Você me satisfaz — ele garantiu. — Nada nunca me deixou tão satisfeito nessa vida quanto você.

— Superei a parte acadêmica de sua vida — eu ri. — Devo ser bem especial então.

O ritmo de Edward aumentou e sua mão estava no meio da minha perna outra vez. Ofeguei e joguei minha cabeça para trás. Isso possibilitou que Edward sussurrasse no meu ouvido.

— Eu rasgaria o meu diploma por você, Selênio.

Então eu soube que, conhecendo Edward, essa era a maior prova de amor que alguém poderia receber.


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