Hello minna!
Ontem fez 17 anos que o muro de Berlim caiu, junto com o socialismo (eu sei que ele ainda existe, mas a grande maioria dos paises já está em fase de transição).
So... Enjoy it!
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09 de novembro de 1989
Alemanha; Berlim Oriental
Os anos não passaram para Inu-Yasha, diferentemente de Bankotsu, que estava com mais de cinco cinco décadas, mais de vinte apenas de torturas. Hoje finalmente veriam a vida inteira que se passara fora das grades da cadeia. Terminavam de juntar o pouco que tinham, a cela escancarada, uma visão única. Em todas as celas os prisioneiros da injustiça e da frieza faziam o mesmo. Finalmente o Muro de Berlim fora derrubado... A ditadura caíra... As torturas acabaram.
Mas o que mais lhe deixava feliz não era nem o fato de estar livre, mas sim de poder rever Kagome. Sim, nunca a esquecera. E nunca se arrependera tanto quanto aquela noite desperdiçada, há exatamente vinte e oito anos, dois meses e vinte e sete dias.
Mesmo que ela estivesse velha e cheia de rugas...
Mesmo que estivesse casada...
Mesmo que estivesse rica...
Mesmo que fosse mãe dos filhos de outro...
Mesmo que já fosse avó...
Se ainda estivesse viva iria vê-la... Se...
Um arrepio percorreu-lhe a espinha ao pensar que nunca mais poderia ver Kagome, afinal ela era apenas humana e se fora torturada também, poderia ter morrido durante uma das sessões. Fitava perdido o céu nublado, o reflexo da luz nas nuvens fazendo seus olhos latejarem. Algo no fundo do seu coração oco brotava, insistindo em dizer que ela ainda estava viva.
- Vamos, Inu-Yasha! Não quer ficar por último, quer? – insinuou Bankotsu, despertando-o de seus devaneios.
O hanyou sorriu bobamente e apertou o pequeno coração de ouro pendendo de seu pescoço... Agora não precisava mais escondê-lo.
- Vamos! – confirmou e saíram calmamente, atrás de outros... Saíram para sua liberdade.
Pela primeira vez, e desejava que pudesse ser a última, viu o famoso Muro de Berlim... Muro, este, responsável pela desgraça de famílias e famílias. Inclusive a sua...
Mas, também, nunca vira tanta gente em um só lugar. Um enorme rombo fora feito na parede multicolorida e lá pessoas e pessoas se encontravam ou reencontravam saudosas, carinhosas. As lágrimas eram abundantes. Seu cheiro agridoce impregnava o ar.
Procurava quase involuntariamente pelos pequenos oceanos flutuantes, mas seria quase impossível no meio de tanta gente. O tumulto acontecia no lado capitalista, o que deixava as ruas em torno da avenida principal vazias, exceto pelas pessoas afobadas que corriam na mesma direção que eles.
- Não espera encontrá-la aqui, não é mesmo, Inu-Yasha? – indagou Bankotsu.
- Não... Não sei nem se espero encontrá-la em vida, Bankotsu... – respondeu melancólico – Sem contar que depois de tanto tempo não sei nem se ela, se viva, teria condições de se locomover até aqui, ent...
- INU-YASHA!? – fora interrompido por uma voz fina que suas sensíveis orelhas não acreditavam estar ouvindo.
Instintivamente voltou a cabeça para frente e seus olhos também não o enganaram.
Os cabelos longos cascateavam pelas costas, os olhos azuis brilhantes de felicidade. O corpo mais esbelto que antes, a pele lisa e intacta. Uma roupa simples, mas de aparência sofisticada. No topo da cabeça, orelhas iguais às suas, porém negras, assim como as madeixas da mulher.
Ficou estático ao vê-la. Estava totalmente idêntica, exceto pelas orelhas. De certa forma, seu corpo interagiu com o dela e lhe passara certas características. Mas estava mais estático por vê-la. Não sabia se ria ou chorava. E quando deu por si, ela já estava próxima, correndo ao seu encontro. Só teve tempo de jogar sua mochila no chão e abrir os braços para recebê-la.
Abraçou-o com toda a força que tinha. As lágrimas escorriam abundantes de seus olhos. Tremia inteira de emoção. Ele estava vivo... Vivo!
- Kagome... – sentiu o mesmo líquido molhar a lateral de sua cabeça – Meu amor... – ele sussurrava, quase como se aliviado.
Ele a afastou rapidamente pelos ombros e selou seus lábios desesperadamente. Há quase trinta anos que não experimentava aquela sensação. Suas línguas acariciavam-se e enroscavam-se numa dança perfeita, cheias de amor. Podia sentir os caninos longos arranharem de leve seus lábios, mais um indício de transformação. Como aquilo acontecera? E essa dança repetiu-se durante longos minutos, até sentirem a necessidade de respirar.
Inu-Yasha abraçou-a de novo, um braço enlaçando as costas dela e o outro pressionando sua cabeça contra seu ombro. Ouvia o coração da mulher (ou hanyou?) bater acelerado. Por ele, ficaria assim o resto da vida, mas para quê? Se ela adquirira suas características físicas e sua longevidade, ainda teriam muitos anos para viver, talvez centenas deles.
- Kagome... – murmurou emocionado, após se separarem, acariciando a bochecha dela. Depois, curioso, afagou de leve as orelhas sensíveis dela. Em reação, Kagome fechou os olhos e ronronou, arrancando um riso dos lábios dele – O que aconteceu com você meu amor?
- Como senti falta da sua voz, Inu-chan... Você não faz idéia da angústia que passei todos esses anos, imaginando se ainda estava vivo...
Abriu rapidamente os olhos e procurou pelo colega. Estava conhecendo a nova família. Girava alegremente uma garota de uns doze anos de idade no ar. Deveria ser sua sobrinha-neta, como dizia a carta que recebera no dia anterior.
Abraçou-a mais forte ainda e depois afastou-a delicadamente para fitar seus orbes. Seu sorriso estava mais lindo do que nunca...
- Bom... eu... Eu comecei a notar mudanças drásticas como essas – e mexeu as orelhas graciosamente – um ou dois anos depois... Pesquisei muito sobre o assunto, afinal não era algo nem um pouco normal de se acontecer... E descobri que foi... anh... porque... porque – corou furiosamente – eu era virgem e sangrei na nossa primeira vez... – sussurrou. Inu-Yasha demorou um tempo para assimilar o que ela estava querendo dizer. Depois, riu sem-graça – De certa forma suas células interagiram com as minhas e... aconteceu isso...
Um silêncio instaurou-se entre eles.
- Desculpa... – murmurou, por fim, o hanyou.
- Desculpa? Por quê?
- Por... Por isso...
Kagome rapidamente captou o significado.
- Está brincando! Eu adorei! Foi o melhor que me aconteceu em todos esses todos. Ouvidos e nariz mais apurados, o triplo de agilidade e a cada dia que passa parece que estou mais jovem! Nem parece que tenho mais de 50 anos...
Inu-Yasha sorriu abertamente. Abraçou-a e pressionou a cabeça dela contra seu peito. Sentiu-a suspirar e relaxar.
- Ainda quer se casar comigo? – perguntou de repente.
- O mais breve possível, meu amor!
- Humm, só não se esqueça que eu não tenho mais nada. Nenhum patrimônio, nenhuma posse...
- Eu os tenho por nós dois...
Confuso, o hanyou arqueou uma sobrancelha.
- Você enriqueceu?
- Quem ouve você falar até pensa que sou milionária... Humm... De fato, tenho mais dinheiro do que eu tinha quando nos separamos, mas nada exagerado... Por quê? Algum problema?
- De forma alguma... – respondeu imediatamente – Só que... Até eu conseguir me restabelecer financeiramente, eu... anh... Bom, você sabe...
- Sim, eu sei... – riu meiga – Então? Vamos para casa? Nossa casa...!
"A partir deste momento, estaremos começando uma nova vida. Vida totalmente nova. Agora que sei que a terei ao meu lado durante muito tempo... Neste período em que estive preso, aprendi a parar de julgar muro apenas como uma parede de proteção. Este Muro, maldito Muro, separou e arruinou muitas famílias. Mais do que uma barreira física, assassinou friamente sentimentos belos... Mas, hoje sei que o amor é capaz de transpor qualquer barreira. Nosso amor – meu e de Kagome – perdurou durante esses 28 anos de distância e permaneceu intocado, em extremidades de um mesmo muro... Poderia ter sido um desses amores retalhados pela guerra, mas foi forte o suficiente para se fazer firme mesmo assim e, literalmente, atravessar barreiras..."
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Hehe, sorry... era para eu ter postado ontem ', mas a droga da lição de matemática bloqueou minha cabeça...
E aí, gostaram???
O que acharam do final? Previsível? Clichê??? Espero ansiosa a opinião de vocês.
Por favor coloquem o e-mail na review assim: ex. com o meu: mione(ponto)chan(arroba)hotmail, yahoo, msn, ..., porque a coisinha do hotmail NÃO mostra links/e-mails... "Frescura no rabo", como diria minha amiga, maaaaaaaasss...
Bom, eu resolvi deixar uma breve explicação sobre o Muro de Berlim, para desconfundir um pouco. Foi nessa pesquisa (calma, é só um textinho) que eu baseei minhas informações para a fic.
Um pouco mais sobre o Muro de Berlim...
Desde os acontecimentos de novembro de 1989, já não existe o mais autêntico monumento à Guerra Fria que o mundo conheceu: o Muro de Berlim, construído 28 anos antes, já não serve para nada.
Até 1961, dezenas de alemães orientais arriscaram a vida na tentativa de atravessar limites de arame farpado. Depois de agosto de 1961, o Muro de Berlim impediu que o mundo esquecesse que a Alemanha havia sido cortada ao meio.
1987. Berlim comemorava seus setecentos e cinqüenta anos de fundação. O presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, estava presente e falou de sua esperança de que um dia aquele "muro da vergonha" deixe de existir. Ele disse:
- Senhor Gorbachov, abra estes portões! Senhor Gorbachov, derrube esta parede!
Na Conferência de Potsdam, ao final da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética haviam decidido que a Alemanha, derrotada, seria dividida. Na capital Berlim seriam criadas quatro zonas: uma inglesa, uma francesa, uma americana e uma soviética.
Em 1948, os Aliados haviam criado a famosa "Linha Berlim", que lhes permitiu sobrevoar o território de Stalin e superar o bloqueio por água.
Mas, Khruschov, que sucedeu a Stalin, foi mais longe. Em agosto de 1961 foi construído um muro de aço, concreto e arame farpado, que definitivamente separou a Alemanha Oriental da Alemanha Ocidental.
Portas e janelas das casas próximas à fronteira foram lacradas, e os moradores, forçados a mudar dali.
Quando ficou pronto, o muro media 46 quilômetros de comprimento e tinha postos de guarda em toda a sua extensão. Mesmo assim, muitos alemães orientais continuavam a arriscar a vida para fugir.
Em 1963, o presidente John Kennedy visitou Berlim e declarou: "Eu sou berlinense" (N.A.: ... ¬.¬).
Mas o muro continuou lá por muitos anos. Muitos alemães orientais, principalmente os jovens, fartos da autocracia implantada por Honnecker, depositaram suas esperanças de uma vida melhor na glasnost de Gorbachov.
Outono de 1989. Passeatas forçaram a renúncia de Honnecker. Quem o sucedeu foi Egon Krentz. Mas, o novo regime não poderia evitar o que já era inevitável. Em 9 de novembro de 1989, Krentz foi forçado a restaurar o livre trânsito entre as duas áreas de Berlim. Os alemães orientais, eufóricos, passaram literalmente a arrancar os pedaços do muro. Milhares de pessoas já podiam passar livremente da Alemanha Oriental para a Ocidental e descobrir um mundo que lhes fora proibido por quase 30 anos.
Tirado do site:
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