Capítulo 01 – Cicatrizes

Iruka encantou-se com a aparência da confeitaria: era toda feita em mogno com delicados entalhes em ondas, mesas circulares e cadeiras no lado de fora cobertas por guarda-sóis beges, grandes vidraças mostrando seu interior, onde havia um balcão de vidro para os doces e salgados, piso em mármore, suportes para bolos circulares, uma grande máquina para café, uma jukebox¹ em madeira, mais mesas com cadeiras e um balcão com a caixa registradora, tudo coberto por uma visível camada de poeira e uma sensação de abandono, aproximou-se da porta de vidro batendo com os nós do dedo levemente.

Um rapaz de cabelos castanhos claros, com um pano amarrado em sua cabeça e um palito em sua boca surgiu de uma porta atrás do balcão, quando avistou Iruka seu rosto empalideceu repentinamente, recuperou-se sorrindo e destrancando a porta – Olá! Você deve ser Iruka! Entre! – convidou vendo o estado de suas roupas – Mas que trem que atropelou você?!

Iruka sorriu encabulado – Uma mulher... desculpe não ter avisado que viria, Genma! É que mamãe não teria como vir... ela morreu, e...– disse enquanto deixava sua mala no chão e acostumando-se com o calor da confeitaria.

- Não, eu que tenho que pedir desculpas, mandar uma carta do nada pedindo por ajuda, só fiquei muito surpreso quando o vi!

- Não poderia deixar um primo passar dificuldades, certo?! – aquietou-se constrangido – Na verdade eu não queria ficar mais sozinho lá, desde que mamãe se foi há um ano eu fiquei meio sem saber o que fazer, não sabia que tinha parentes na cidade... ela nunca havia mencionado o irmão e você... quando recebi sua carta me senti feliz por ainda ter uma família, por isso eu decidi vir, sei que deve parecer um pouco de egoísmo meu... mas como sabia que era eu?!

- Meu pai sempre falou muito da sua mãe, e o dia poderia trazê-los pra cá seria o mais feliz dele, acho que fazendo isso deixaria meu pai feliz também! – suspirou tenso – Quando te vi achei que fosse Izamu, por causa das fotos que meu pai tinha dela, mas as roupas eram de homem... você se parecia muito com ela, Iruka! – sorriu vendo o rapaz encabular-se – venha, você deve estar cansado da viagem, tem um quarto com banheiro em cima da loja, meu pai morava aqui...

- Você não morava com ele!? – interrompeu assombrado.

Genma sorriu levemente – Saí de casa há uns dois anos, brigamos... bobagens de um velho! – gesticulou com as mãos enquanto entrava por uma porta que ficava atrás da máquina registradora – moro com um amigo, não se preocupe – falou vendo a expressão apreensiva do outro, subiu as escadas, abrindo uma outra porta que se encontrava ao final dela– Voilá²! Seu quarto!

Iruka entrou no cômodo de assoalho de madeira, uma cama de casal, uma escrivaninha com diversos livros com uma cadeira, um cabideiro ao lado de um armário, um abajur encima de um criado-mudo e o banheiro, era mais do que imaginara.

- Bom, vou deixar você por aqui hoje, aqui estão às chaves – entregou um chaveiro de golfinho com quatro chaves – essa aqui é a do seu quarto, essa tetra e esta são da entrada, e essa última da escrivaninha! Amanhã eu volto bem cedo pra começarmos arrumar isso aqui, e também pra te explicar algumas coisas...

- Ah, mas, você não quer ficar?! Ainda é cedo!

- Não posso, desculpe, aqui não é muito seguro sair depois que escurece, e já é quase de noite!

- Sim... desculpe, eu te acompanho até a entrada!

- Não precisa, eu tenho a chave, fique aqui, tome um banho e durma! – sorriu despedindo-se.

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No dia seguinte, Iruka acordara bem cedo para ajeitar suas coisas, tirou com grande cuidado da mala um livro velho, colocando-o em cima da escrivaninha.

- Agora eu sei que vai dar tudo certo, mamãe! – acariciou a capa do livro, o abrindo e retirando da contracapa uma foto antiga de uma mulher jovem ao lado de um homem grisalho com uma expressão terna ao segurar um bebê em seus braços, sorriu guardando a foto novamente, ouviu o som da porta se abrindo, vestiu-se rapidamente quase trombando com Genma que acabara de entrar no quarto – Bo-bom dia!

- Bom dia! – sorriu estendendo um saco de papel com algumas frutas dentro – seu café-da-manhã!

- Ah, obrigado! – pegou uma maça – Você chegou cedo!

- É que eu tenho que ir trabalhar daqui a pouco, e precisava te falar algumas coisas importantes! – riu ao ver a expressão de desamparo do outro – Sinto muito, mas eu não vou ter como te ajudar com a confeitaria, eu tenho que ir trabalhar, mas venho no final do dia ajudar!

Iruka, sem jeito, falou apressado – Não precisa, posso dar conta da limpeza, tenho umas economias pra comprar os ingredientes, e qualquer coisa posso contratar alguém pra me ajudar!

Genma tencionou a face, puxou a cadeira da escrivaninha, sentando-se – Iruka, senta aí e preste muita atenção no que eu vou te falar agora – indicou a cama – Ninguém pode saber que nós somos parentes!

- Por quê?!

- Porque essa cidade é divida por três grupos de bandidos, praticamente uma máfia... São três famílias: Manda, que é liderada pelo Don Orochimaru, Katsuyu pela Don Tsunade e Gamabunta pelo Don Jiraya, os três são pessoas muito perigosas e todos relacionados a eles... se descobrirem que você é meu primo, vão vir cobrar a dívida do meu pai em você!

- Em mim?! Mas, ele tava devendo tanto dinheiro assim pra essas pessoas?! E você? Não corre perigo?! – perguntou apreensivo.

- Não, eu tô bem, como saí de casa eles não vieram atrás de mim! – tirou o relógio de seu bolso – Bom, eu tenho que ir agora, volto de noite com alguma coisa pra você comer, e não saia depois das cinco, escurece muito rápido por aqui...

- Tá bem, Genma! – sorriu reluzente – Obrigado por se preocupar comigo!

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Genma saiu da confeitaria com o semblante tenso, assim que viu Raidou o esperando ao lado de uma das mesas o abraçou com força.

- O que foi!? – Raidou perguntou preocupado – Você tá assim desde ontem de noite!

- Eu acho que minha cabeça vai explodir de tanta coisa que tem nela! – afastou-se do abraço tocando na cicatriz do outro – e não sei se devo contar pra você!

- Você não confia em mim!?

- Não é isso!! O problema é que você trabalha pro Don Orochimaru... tsk.. Dane-se! – puxou ele pelo braço indo em direção ao Banco onde trabalha – Só me prometa que jamais vai abrir a boca a respeito disso, não importa com quem!

- Prometo! E o meu trabalho não tem nada a ver com nós dois... você sabe disso!

- Eu sei, é que isso vai muito além de nós dois!! – suspirou – Depois que o meu pai morreu ele deixou a porcaria da confeitaria pra eu cuidar, e você sabe que eu detesto aquele lugar! Fiz a besteira de mandar uma carta pra irmã dele...

- E desde quando você tem tia!?

- Desde sempre, depois eu te explico isso! Bom, deixa eu continuar, na carta eu escrevi que meu pai tinha morrido e que se ela quisesse poderia vir assumir a confeitaria... o problema foi que ela já havia morrido, e quem veio no lugar dela foi o meu primo...

- Mas por que ele não avisou da morte dela!?

- Porque ele não sabia que nós existíamos, só soube quando recebeu a minha carta...

- Até agora eu não entendi qual é o problema!

- Raidou... pelo amor de Deus, essa loja maldita não fica num ponto estratégico, e por isso as Famílias têm muito interesse por ela!? Dá pra ver qualquer canto da cidade!! Meu pai sofria ataques e era pressionado praticamente todo dia, como eu posso deixar isso acontecer de novo, e com ele?! Ele é todo gentil e inocente... tive que dizer um monte de mentiras, falei que meu pai queria que ele e a mãe viessem pra cá, o que era o oposto, falei que meu pai devia dinheiro pras Famílias!!! O pior é que não tenho como mandar ele embora!

O moreno passou o braço pelo ombro do outro trazendo-o para perto de si – Fique calmo, vamos dar um jeito nisso... por que você não convence ele a vender a loja?!

- Eu não posso vender a loja por causa da maldita escritura, Raidou!

- Como assim!? – à medida que Genma explicava³, Raidou ficava cada vez mais pálido, precisou encostar-se em um muro para não cair – Ma-mas, isso causaria uma guerra!! Genma, porque você contou isso pra mim?! Eu não posso mentir pra minha Família! – disse aflito, arrependendo-se logo após vendo-o magoado - Não, desculpa! Eu fiquei nervoso, é só eu me esquivar se vierem perguntar qualquer coisa!

- Eu não sei o que faço!!

- O mais importante é que ninguém saiba disso, acho que até ele!

- Eu não pensei em contar isso pra ele... Arriscaria muito!

- É...

- Fala alguma coisa!? – indagou vendo-o pensativo.

- Estou pensando como poderia ajudar... olha, os soldados quem vão 'visitar' o menino, provavelmente são os mesmos que visitavam o teu pai... Posso garantir, que eu vou tentar evitar ir lá com os rapazes, só não garanto os demais... mas, eu não sei, vai ficar muito complicado depois disso que você falou...

- Eu só espero que o Iruka não faça nenhuma bobagem...

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Já era fim de tarde quando Iruka terminou de limpar toda a confeitaria, a parte mais demorada foi a cozinha, pois haviam muitas panelas, potes, espátulas para lavar, sentiu-se feliz com o trabalho bem feito, subiu as escadas para tirar a poeira e cansaço de seu corpo. Colocou a banheira para encher, enquanto guardava suas roupas no armário e posteriormente, folhava alguns dos livros de culinária de seu tio.

Entrou na banheira suspirando com o contato da água quente, mergulhou para lavar seus cabelos, pegou o sabonete ensaboando-se lentamente e cantarolando, mergulhou mais uma vez para retirar o sabão, pegou a toalha para secar seus cabelos – Amanhã eu vou comprar farinha, açúcar, gordura... hum... esqueci de ver se tinha baunilha! – vestiu um pequeno short branco e um camisolão da mesma cor - Depois eu vejo isso! – correu para a janela para ver o pôr-do-sol, abriu a vidraça apoiando-se no parapeito – Que lindo!!! Dá pra ver a Igreja, o mercado! – escorou-se mais, deixando a parte superior de seu corpo do lado de fora – Ali tá o Correio!!!

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Um homem alto, de cabelos prateados, pele clara, com uma cicatriz na vertical em seu olho direito, vestindo um terno risca-de-giz preto andava despreocupadamente pela calçada lendo um livro de capa avermelhada, quando ouve um grito vindo do alto, direciona seu olhar vendo uma pessoa pendurada na janela por apenas um braço, seria uma cena muito engraçada se não desse pra ver o desespero em se segurar, viu que não agüentaria muito tempo, posicionou-se em baixo dela, gritando: - Moça! Pode se soltar que eu te seguro!

- Mas eu vou cair!!! – gritou virando seu rosto em desespero para o homem.

- Se continuar aí, vai cair do mesmo jeito! Vamos! – a viu respirar fundo e soltar-se, segurou-a caindo os dois no chão, viu que ela segurava-se firmemente em seu paletó com a cabeça encostada em seu peito e os olhos fechados, sentiu um aroma doce vindo dos cabelos castanhos e molhados, viu que apenas vestia um camisolão branco, tocou em seu ombro virando-a para si – Hn... – encarou pela primeira vez os cílios longos, o rosto ovalado, o nariz pequeno com uma cicatriz horizontal, viu seu rosto ganhar uma vermelhidão repentinamente... cometera um erro, não era uma mulher e sim um menino.

- Ah-ahm desculpe!! – falou levantando-se ainda muito vermelho – Obrigado por ter me ajudado, moço!

Olhou para as pernas desnudas do rapaz ainda sentado no chão, pensando que ele passaria por uma mulher facilmente, encarou novamente seus olhos sorrindo – Foi um prazer ajudar, menino!

- Erm.. você não quer entrar!? – convidou – É, acho que não é muito apropriado eu ficar aqui fora assim! – falou vendo que várias pessoas na rua observavam-no, ou era o homem... também, ele é muito bonito, nunca vira ninguém igual a ele! – Por favor?!

Ele riu erguendo-se e retirando a poeira de seu terno – Claro! – assim que entraram, Iruka suspirou aliviado, sentando-se em uma das cadeiras.

- Eu achei que fosse morrer!

- E o que fazia lá em cima, menino!? – retirou o paletó, colocando-o na cadeira e acomodando-se nela.

– Por favor, não me chame de menino! Eu já tenho dezenove anos! – falou vendo que o homem ria de sua reação – Meu nome é Iruka, e o seu?!

- Kakashi, mas me responda!

O moreno ficou vermelho novamente – Eu estava vendo o Correio e aí... – olhou para suas vestes ficando mais rubro ainda, levantou-se rapidamente – Licença – correu para o seu quarto em busca de um robe, vestiu-o descendo as escadas novamente – Desculpe, senhor Kakashi! Nem percebi que estava.. ahm... quase nu!

Kakashi sorriu – Não me importaria se continuasse só com seu pijama... – viu que ele ficara sem graça mais uma vez – e não me chame de senhor! Não sou muito mais velho que você!

- Tá bem! – olhou para a porta que leva a cozinha – Ahm, o senh-Kakashi deseja um chá, ou café!?

- Aceito um chá! – Iruka sorriu desaparecendo porta a dentro, kakashi pode observar melhor a loja, desde que o antigo dono faleceu perdeu todo seu encanto, mas o menino conseguiu devolver o brilho ao lugar, ouviu barulho de panelas decidindo ir até ele, sorriu ao vê-lo agachado em frente a uma prateleira buscando por ingredientes com uma assadeira redonda em suas mãos – O que está fazendo!?

Iruka assustou-se dando um salto – Não faça isso!!! – viu que ele entrara na cozinha rindo – Eu vou fazer um bolo com chá pra você, em forma de agradecimento!

- Oh! Nunca ganhei um bolo com chá! – encostou próximo a pia observando-o pegar os ingredientes e coloca-los dentro de um refratário – Você sabe realmente o que está fazendo!?

Iruka virou-se para ele indignado – Claro!! Aprendi com minha mãe! Meu tio era dono dessa Confeitaria, minha família é muito boa em fazer doc... merda! – olhou para o outro preocupado.

- O que foi?! – espantou-se com a reação de Iruka.

- É que, eu não... – largou tudo que estava em suas mãos, aproximando-se e tocando no braço de Kakashi, puxando-o para mais próximo de si, continuando em um tom baixo – já que o senh-Você me ajudou, não deve ser uma pessoa má... – morde os lábios em nervosismo, falando ainda mais baixo – olha, é que o meu primo Genma pediu pra não contar pra ninguém que nós somos parentes! – falou aflito – Promete que não conta pra ninguém!?

- Prometo – respondeu intrigado e no mesmo tom, controlando-se para não rir do modo como o moreno contava – mas, por que seu primo falou isso!?

- Ah! É que tem umas pessoas más querendo um dinheiro do meu tio, mas como ele morreu, agora eles podem vir atrás de mim...

- Mas, por que eles viriam atrás de você?!

- Não sei! São pessoas más, então eles só fazem coisas ruins, ou não?! – retornando aos ingredientes.

- Nem sempre!

- Mas... então eles não são maus!?

Kakashi franze a testa coçando a cabeça, pensando – Isso tá ficando muito filosófico! Vou mudar de assunto – E, você tem medo dessas pessoas!? – Hn... não foi uma mudança muito boa!

- Tenho né!? Não sou acostumado com isso!

- Se você quiser eu posso te proteger! - Iruka fica encabulado, mexendo os ingredientes no refratário, agradecendo – De onde você vem!?

- De Villa Volpe! É um lugar muito bonito! – Kakashi observa-o falando com empolgação e brilho nos olhos, colocando a massa do bolo na assadeira, gesticulou com a espátula suja quando recordou-se de alguns de seus vizinhos, espirrando um pouco da massa em sua face, Kakashi se aproximou retirando com os dedos a sujeira, deixando o rapaz mais uma vez embaraçado.

- Como conseguiu essa cicatriz, Iruka?!

- Ah... quando eu tinha uns quatro anos eu fui buscar um quilo de açúcar pra minha mãe em um armazém, ficava bem perto de casa – enquanto falava, colocou a assadeira no forno –, quando um homem com uma faca apareceu querendo levar, só que eu fiquei com medo e fui pra trás, ele passou a faca no ar – fez o movimento com a mão – eu senti um ardido muito forte no rosto, e sem querer derrubei o açúcar – pegou uma chaleira, colocando-a debaixo da torneira e a enchendo de água – quando olhei pra baixo, vi o açúcar todo vermelho, eu fiquei realmente assustado, coloquei a mão no meu rosto e tinha mais sangue – fez o mesmo movimento com uma das mãos – minha blusa estava encharcada, aí eu comecei a gritar pelo meu pai – ele sorriu colocando a chaleira no fogo e colocando algumas folhas para fazer o chá – ele apareceu correndo, quando me viu ele estava com uma expressão tão terrível que eu apaguei, só lembro de ter acordado no colo do meu pai fazendo um carinho na minha cabeça...

- Ele parece ser um ótimo pai...

- Era sim! Ele era carinhoso, divertido... mas, ele ficava muito tempo longe...

- Como assim!?

- É que ele trabalhava na cidade... – Iruka se aproxima novamente de Kakashi com um olhar curioso e tocando em sua cicatriz – E como você conseguiu a sua?! – toca em sua própria – deve ter doído mais que a minha!

Kakashi dá um sorriso vazio – Eu salvei a vida do meu afilhado...

- Nossa, mas o que aconteceu!?

- A mãe da mãe dele não gostava do pai, e aí tentou matar a criança pra se vingar!

- Credo! Que avó mais malvada!!! – disse indignado – mas e a criança!?

- Ele está bem, vive com o avô paterno, porque o pai morreu...

Iruka se entristece – Eu sei como é... o meu também morreu...

O mais alto toca com as duas mãos no rosto do moreno – Vamos parar de falar de coisas tristes! – funga – esse cheiro não é do bolo4?!

Iruka se exalta – Meu bolo!!! – pega um pano para retirar do forno colocando-o em cima do fogão, desenforma-o em uma travessa, confeitando com açúcar de confeiteiro e raspas da casca da laranja, pega a chaleira derramando o liquido fumegante dentro de um bule, e de dentro de um armário retira duas xícaras, pratos, garfos pequenos e duas colheres-de-chá, fica encarando todo o material que teria que levar para o salão, pensando consigo – Definitivamente eu preciso de mais uma mão!! Ou será que eu posso pedir pra ele levar alguma coisa!? – ouve Kakashi rir de sua expressão confusa, pegando a travessa do bolo, e abrindo a porta para que passasse com o restante.

Continua...

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Notas:

¹ Se você for novo de mais e/ou não souber o que é (w w w . pt . wikipedia . org BARRA wiki BARRA Jukebox); digite as barras e junte os espaços...

² Além de italiano, francês?! Sim!!! Voilá significa "pronto' ou 'aqui está'", Sorellas Scorpione também é tradutor online!

³ Não vamos dizer o que o Genma falou por enquanto... Lembrem-se: é um suspense!!

4 Sabemos que um bolo não fica pronto tão rápido, é que eles ficaram conversando bem devagar, e também o forno é industrial, portanto faz as coisas mais rapidamente.