Dia 14, bem cedinho, e aqui estou-me postando o segundo conto =3
Olha, o próximo conto tá difícil de acabar, viu -_-
Mas espero que gostem desse =3

&S

Há muito, muito tempo atrás existia um casal de camponeses, cuja mulher estava grávida de seu primeiro filho. Certo dia a mulher pediu a seu marido um rabanete, porém ela queria os rabanetes da vizinha, pois eles pareciam mais saborosos.

O marido, a muito custo, aceitou o pedido. Porém ele sabia que a casa vizinha morava uma bruxa, porém não poderia negar o pedido de sua amada.

Pé ante pé ele entrou no jardim, e pegou o vegetal. Feliz, ele foi saindo achando que tudo sairia bem. Chegando em casa, entregou o rabanete para a esposa que, satisfeita, comeu ele do jeito que estava.

Então se passou mais um dia e o nascimento de seu primeiro filho estava cada vez mais perto, feliz o camponês se aproximou da esposa e humildemente perguntou:

- Deseja algo, querida?

A mulher sequer pensou sobre o assunto.

- Eu quero outro rabanete da horta da vizinha, querido!

O marido ficou relutante por alguns minutos, mas como não queria que seu filho nascesse com cara de rabanete, entrou na horta da bruxa novamente.

Novamente o humilde camponês saiu ileso, porém na noite seguinte a mulher pediu mais um rabanete.

Confiante de seus dons, o homem entrou mais corajoso no jardim, pegou o rabanete e, já pronto para se retirar e voltar para casa ouviu uma voz atrás de si.

- Parado ai mesmo, ladrão! – A velha bruxa gritou.

O homem, inerte em um momento de desespero, começou a chorar.

- Por favor, minha senhora poupe-me! Poupai este homem que apenas quer saciar o desejo de sua mulher que está esperando o primeiro filho!

Por alguns minutos, a bruxa pensou, concordando, por fim em libertá-lo. Porém com a condição de que, quando o filho dele nascer, entregasse-o para sempre.

Relutante, porém com medo, o homem permitiu, voltando para casa logo em seguida.

E assim os meses passaram, assim que a mulher entrou em trabalho de parto e o filho nasceu o humilde camponês pegou a criança e entregou-a a bruxa, falando para a mulher que seu filho havia morrido ao nascer.

A bruxa, então, levou a pequena criança a uma torre. Nomeou-o Afrodite, pois, mesmo sendo um recém-nascido, sua enorme beleza já era vislumbrada por ela e mesmo que um pouco, começou a amar o pequeno.

A bruxa cuidou da criança até ele completar 12 anos, após esse período o trancou na torre e somente ia lá para alimentar o jovem. Sempre que precisava subir, ela gritava:

- Afrodite! Afrodite deixe seu cabelo para que eu possa subir a escada de ouro!

Sem opção, dia após dia, Afrodite jogava seus cabelos loiros para sua "mãe" subir. A bruxa ficava ali por algumas horas e depois descia e voltava para sua casa.

Nessa hora, Afrodite via ela se distanciar ao longe, sentava na única janela do pequeno quarto e ficava olhando para o horizonte. Aos poucos ele começava a cantar:

Quando o céu clarear

Eu espero que consiga ir a algum lugar distante

Para afogar esses pensamentos

Sozinha eu canto

As pessoas sorriem

Conversam entre si

Cantando entre si

De longe os sons distantes

Vem através do vento

Por que o sol se esconde a noite?

Por que as flores murcham?

Colocando meus pensamentos neste cenário que se espalha

Eu cantarei

Essa voz

Você pode ouvir isso

Em uma terra distante

Se ela está alcançando

Vou continuar a cantar

Aconteça o que acontecer

Mesmo que essa voz acabe

O dia frio que me congelaria

Vou me sentar aqui sozinha

Porque eu não tenho nada para fazer

Continuo cantando para o céu

Os pássaros voam todos os dias

Nadando para o céu

Sem olhar para trás

Vão para o próximo destino

Atravessando o vento

Porque as nuvens flutuam?

Porque as estrelas brilham?

Tenebrosa noite escura

Quero olhar para as nuvens da cidade

Esse mundo é tão bonito

Uma vontade de chorar

Que não posso evitar

Esses sentimentos

Os libero em canções e

Vou continuar cantando

A lua clara começa a iluminar

Por todos os lados

Vou cantar minhas canções e colocá-las na luz

Porque assim chegará nas pessoas

Vou continuar cantando minhas canções

Mesmo se eu me afogar em lágrimas

Dos dias que se repetem

Essa voz, mesmo que seja difícil de ouvir

Em uma terra distante, mesmo se não chegar

Vou continuar cantando

A qualquer momento

Vou continuar cantando

Eu vou continuar cantando

Sempre

Eternamente

Conforme a música ia acabando, o cansaço dominava seu corpo e o pequeno dormia encostado no vidro.

E assim se passava dia após dia, mês após mês, ano após ano, até que Afrodite enfim completou 18 anos.

No dia do seu aniversario, a bruxa subiu na torre como de costume, fez uma pequena festa para o garoto e depois desceu como sempre fazia. Cansado, Afrodite foi dormir.

Porém, nem a bruxa e nem o garoto sabia que, um pouco mais adiante, alguém havia se perdido e esse alguém havia visto a bruxa subir na torre e esperado até ela descer.

Curioso, o príncipe viajante decidiu tentar fazer o mesmo que a bruxa:

- Afrodite! Afrodite deixe seu cabelo para que eu possa subir a escada de ouro! – Ele gritou

O loiro, dentro da torre, acordou em um salto. Achando que a "mãe" havia esquecido algo, jogou seus cabelos para ela subir.

Qual não foi sua surpresa ao se deparar com um completo estranho.

- Q-Quem é você? Como subiu aqui? – Perguntou assustado.

- E você, quem é? – Indagou o estranho.

- Você entrou na MINHA casa, subiu pelo MEU cabelo, está no MEU quarto e perguntando quem EU sou? Que tal mudarmos a pergunta?

- Certo, certo, desculpa – O estranho foi até a cama de Afrodite e sentou-se – Sou Mascara da Morte, príncipe do reino de Edolas e sucessor do trono. Agora da para responder quem você é?

- Me chamo Afrodite – Apresentou-se – E o que você quer aqui, "Mascara da Morte"?

- Para que o tom cínico ao falar meu nome? Eu realmente me chamo Mascara da Morte, se tiver algo contra reclame com meus pais e eu estou aqui porque vi aquela velha subir aqui e fiquei curioso.

- Ótimo, já saciou a sua curiosidade agora VAI EMBORA! – Praticamente Afrodite gritava temendo que sua mãe chegasse e encontrasse o estranho.

Mascara da Morte o olhou de cima a baixo.

- Ainda não – Respondeu simplesmente.

Tentando se segurar para não pular no pescoço do outro, o loiro respirou fundo três vezes tentando se acalmar.

- E por que não, eu posso saber?

- Porque se eu subi até aqui – Masck se levantou e foi se aproximando lentamente de Afrodite – Não pretendo sair sem sequer ter ganhado algo.

- E o que você quer, posso saber? – Indagou o loiro. Por causa de viver afastado do mundo, não entendia a situação.

- Eu quero você – O canceriano respondeu, simplesmente. Antes que o outro pudesse reclamar, Masck o puxou para um beijo, segurando suas mãos para ele não poder resistir.

Foi tudo muito rápido, antes que se desse conta, Afrodite estava nu na cama, de pulsos amarrados e com Mascara da Morte também nu em cima de si lhe chupando o pescoço

- Quem diria, você é um homem... – Ele disse enquanto levava sua mão ao falo pulsante do loiro.

Ao sentir o toque íntimo, Afrodite tentou se soltar dos braços do outro. Masck percebeu isso, se levantou e se ajeitou entre as pernas do loiro.

- Você que escolhe loirinho, posso fazer isso com ou sem dor – Ele disse de uma forma grossa e sensual enquanto colocava a cabeça de seu enorme membro sem nenhuma delicadeza na entrada virgem do outro. Ouviu Afrodite dar um enorme gemido de dor, então parou – E então? O que vai ser?

O loiro até queria responder, mas a dor que sentiu ao ter sua pequena entradinha virgem violada foi tanta que somente conseguiu concordar em um leve aceno com a cabeça. Se isso iria realmente acontecer, ele querendo ou não, por que não tentar fazer de uma forma mais prazerosa?

Com um discreto sorriso, Masck voltou a penetrá-lo, porém dessa vez de uma forma mais delicada e tentando fazer seu parceiro sentir menos dor possível distraindo ele com carícias. Quando enfim conseguiu penetrar o loiro, esperou alguns instantes até ele se acostumar depois começou seus movimentos.

Afrodite gemia com as estocadas, Mascara gemia com o corpo do outro que lhe envolvia de uma forma tão prazerosa que nenhuma outra pessoa jamais conseguiria. Não demorou muito para o loiro procurar os lábios de seu companheiro, gozando logo em seguida, sendo seguido por Masck.

Ambos deitaram-se um ao lado do outro, exaustos. Afrodite não dizia uma palavra, ele não acreditava no que havia acabado de fazer, já Masck apenas refletia sobre uma coisa, quando ele voltaria para ver o loiro novamente?

- Ei – O italiano chamou – Afrodite, não é? Então, talvez amanhã eu volte, gostei de você.

No mesmo instante, Afrodite se sentou rapidamente na cama, sentindo a ardência pós-sexo.

- Não, você não vai voltar amanhã – Disse ele, seco, ignorando a ardência.

- Sim, eu vou voltar amanhã – Mascara também se sentou na cama e segurou o queixo de Afrodite, trazendo-o para um beijo que o deixou sem ação – Amanhã eu volto, ok?

Afrodite nada disse, seus pensamentos ainda estavam no beijo que o italiano tinha dado nele. Um beijo quente, amoroso, sexy...

Aceitando aquilo como um sim, Mascara se levantou, trocou-se e, usando uma corda desceu da torre já que percebeu que o loiro havia dormido por causa do cansaço.

No dia seguinte, a bruxa subiu na torre como de costume, o filho nada falou para ela sobre a noite anterior.

Algumas horas depois da saída da velha, Mascara apareceu, mesmo relutante, Afrodite permitiu que ele subisse.

E assim os dias se passavam, a velha bruxa chegava, subia na torre, ficava algumas horas com o loiro, descia e ia embora, Mascara da Morte aparecia logo em seguida, subia nos cabelos do loiro, eles conversavam um pouco e depois transavam até o loiro adormecer nos braços do italiano, cujo o coração aos poucos ia se amolecendo pela inocência do outro, logo em seguida Masck descia por uma corda e voltava para casa, se preparando para o dia seguinte.

Com o passar do tempo, Mascara da Morte e Afrodite começaram a se aproximar, já chegaram até a planejar a fuga do loiro, porém este sempre voltava atrás com medo que a bruxa fizesse algo contra o italiano.

Passaram-se, então, alguns meses e os dois eram mais unidos do que nunca, porém um dia Mascara teve que fazer uma viajem com seu pai ao reino vizinho, Afrodite mesmo sendo contra, teve que aceitar ficar uma semana sem ver o seu ranzinza.

No primeiro dia ele se sentia solitário, então começou a se tocar sozinho se lembrando dos toques do outro.

No segundo dia, ele sequer saiu da cama, pois, como acontecia a algumas semanas, ele não se sentia nada bem.

Porém foi no terceiro que tudo aconteceu.

A bruxa subia na torre como de costume, ela levava consigo um "presente" para seu filho, talvez assim ele se alegrasse, ela pensava. Seu "filho" adoraria a roupa nova.

Afrodite amou o presente, tratou de logo vesti-lo. Porém quando tirou a blusa e se olhou no espelho, estranhou algo.

- Mamãe, por que minha barriga está maior? Eu sequer estou comendo muito – Ele perguntou para a bruxa.

A velha se aproximou do garoto e colocou sua mão de leve em sua barriga. Naquele mesmo instante o semblante da bruxa se transformou em puro ódio.

- EU NÃO LHE DISSE PARA JAMAIS TRAZER ALGUEM PARA ESTA TORRE? PARA JAMAIS DEIXAR ALGUEM SUBIR AQUI A NÃO SER EU? – Ela gritou, tentou avançar em Afrodite no intuito de bater nele, porém o loiro se esquivou.

- Mamãe, por favor, se acalme! – Suplicou Afrodite – Eu nunca trouxe ninguém aqui! – Mentiu.

- Ainda continuas com tuas mentiras? – A bruxa pegou uma tesoura que estava em cima do criado-mudo e avançou novamente para cima do loiro – Trouxe alguém para cá, ele o tocou e agora veja o que aconteceu! Está gerando um filho bastardo, como tu!

Com aquelas palavras, o loiro paralisou. Ele? Grávido? Do Masck? O loiro não sabia se ficava assustado com a possibilidade do outro não aceitar nem a si nem a seus filhos ou se ficava feliz com o elo que criaria com aquele idiota que aprendeu a amar.

Com essas dúvidas em mente, ele não viu a velha se aproximar e puxar seus longos cabelos loiros.

- Nunca mais...! Você nunca mais irá me desrespeitar! – Com a tesoura, a velha cortou os belos cabelos de Afrodite e, enquanto ele chorava, usou sua magia para mandá-lo para o meio do deserto – Morra sozinho, você e o bastardo que está gerando em teu ventre!

Passaram-se então quatro dias e Mascara da Morte voltou da viajem. A primeira coisa que fez foi ir ver Afrodite. Ele somente tinha uma coisa em mente: Hoje o tiraria daquela torre e casaria com ele nem que precisasse amarrá-lo e amordaçá-lo!

- Afrodite! Afrodite deixe seu cabelo para que eu possa subir a escada de ouro – Ele gritou como de costume. Não demorou muito e logo pode ver os belos cabelos do amado serem jogados da janela para ele escalar, sem pensar duas vezes ele subiu.

- Afrodite! Não importa o motivo que você tenha para ficar, hoje você iré embora comigo! – Disse ele enquanto acabava de entrar pela janela

- É mesmo? – Ele ouviu alguém falar, porém aquela não era a voz de seu amado. Ao se virar se deparou com aquela que o loiro tanto queria evitar que ele visse: A bruxa, aquela que o roubou de sua família.

- Cadê o Afrodite? – Ele perguntou enquanto recuava alguns passos - O que você fez com ele?

- Eu não fiz nada que seja da sua conta – Disse a bruxa enquanto se aproximava a passos lentos do outro.

- É lógico que é da minha conta! – Gritou Masck enquanto recuava mais alguns passos – Onde ele está?

A bruxa foi chegando mais e mais perto, Masck queria recuar mais alguns passos, mas ele já estava praticamente sentando na janela, foi quando ele sentiu o dedo da bruxa em seu peito, olhando-a viu a raiva que emanava daqueles assustadores olhos.

- Não, meu caro, não é da sua conta – Ela dizia com raiva – O que é da sua conta é sua vida, mas você tinha que estragar a minha e a daquele garoto. Sabe como? Você o engravidou, simplesmente!

Com aquelas palavras, o príncipe paralisou. Ele ia ser pai?

- Não, meu caro, você não será pai – A bruxa respondeu seus pensamentos – Sabe por quê?Porque aquele garoto e as coisas em seu ventre não devem sobreviver! Agora mesmo eles já devem estar mortos! – E então, sutilmente e bruxa foi empurrando o chocado italiano janela abaixo.

Quando percebeu, Masck estava caindo, sem um lugar para se segurar ele acabou caindo em cima de espinhos e acabou por ficar cego e ferido, porém estava vivo.

Mascara da Morte andou pela floresta, sem rumo e sem visão, sempre contava com a ajuda de estranhos que achavam que ele era um mendigo louco.

Andando sem rumo durante vários meses, o italiano, em seu íntimo, estava morrendo aos poucos com a possibilidade de seu loirinho estar morto por sua culpa.

- Eu sequer disse o que sentia – Ele dizia sem parar.

Um dia, porém, enquanto vagava por uma floresta, Masck ouviu uma voz conhecida, e uma canção mais conhecida ainda.

Vou continuar cantando minhas canções

Mesmo se eu me afogar em lágrimas

Dos dias que se repetem

Essa voz, mesmo que seja difícil de ouvir

Em uma terra distante, mesmo se não chegar

Vou continuar cantando

A qualquer momento

- Afrodite? – Ele chamou meio incerto – Afrodite! – Começou a gritar.

Ao longe uma voz foi ouvida.

- Masck! – Quando o italiano deu por si estava sendo abraçado por aquele que tanto quis reencontrar – Masck! Não acredito! Não sabe o quanto eu te procurei! – O loiro chorava.

- Afrodite! Dite! – O italiano tocava o rosto do amado, no intuito de vê-lo.

- Seus olhos... – Afrodite em fim notou a cegueira do outro e passou a chorar compulsivamente – É tudo culpa minha! Minha!

- Não, meu anjo, não é culpa sua! – O italiano garantia, as lágrimas do outro tocavam-lhe a face delicadamente em um carinho gostoso. Ao longe duas vozes foram ouvidas – Quem são? - O italiano perguntou.

- Meninos, venham cá – O loiro chamou duas lindas crianças. Pegou as mãos de Masck e as levou até as crianças – Masck, esses são nossos filhos, Albafica e Manigoldo.

Com emoção, Masck abraçou as duas crianças. Pela primeira vez desde que ficou cego ele abriu os olhos, qual não foi sua surpresa ao perceber as cores que a tanto havia esquecido.

-... Meus olhos... – Ele balbuciou – Meus olhos! Eu posso ver!

Emocionado, Afrodite o abraçou, beijou e fez tudo que tinha direito, lógico que as coisas realmente boas fizeram a sós.

Com a visão recuperada, Mascara da Morte voltou, com sua nova família, ao seu reino. Os pais quase o sufocaram tamanha era a saudade e felicidade, felicidade esta que somente aumentou quando viram seus netos e o marido do filho.

A pedidos do filho, a bruxa foi caçada e morta e os verdadeiros pais de Afrodite, agora bem velhinhos, foram achados e em fim puderam viver juntos. E todos viveram felizes para sempre.

R&S

E ao contrario da pequena sereia, esse teve um final feliz xD
O conto da Rapunzel não tem muito de diferente, neh?
Quando eu era pequena, eu tinha um livro de historinhas com a historia exatamente assim, só que sem a parte do sexo, que eles se apaixonaram DEPOIS de começar a transar e que ela teve um filho xD
O Dite teve que ficar gravido ai para seguir o original, non teve jeito '-'
Bien, a musica que ele canta é: http:/www. youtube. com/ watch?v= 5OVH5JdLtyg& feature =related
Rapuzen da Miku xD
É isso minna, até semana que vem, e non deixem de ler minhas novas fics =3