Disclaimer: Naruto não me pertence, mas se chegar perto do kakashi vão ver só! òó

Mais um capítulo de Voice, espero que gostem e não me matem por colocar Sasuke numca cadeira de rodas... Sim o Gaara está um pouco OCC, porém é preciso, novamente lembrando que a rádio é real e pertence a Illinóis - Chicago na 93 FM, e pode ser encontrada na net na url: www. wxrt. com , boa leitura e se beber não dirija.


Um dia na minha vida - Good Night, Chicago blues, na XRT Chicago radio station.

O relógio de cabeceira marcava quatro da tarde no quarto completamente afundado na escuridão. Ele abriu os olhos vagarosamente, o gosto de bebida de cigarros

ainda firmes no paladar, fazendo o rosto se contorcer numa careta feia.

- Merda - disse ao sentar-se na cama de casal. Tateou a cama e, em baixo

do travesseiro, encontrou um pequeno controle remoto. Com ele em mãos, o rapaz abriu as cortinas, deixando o sol tardio penetrar no aposento, revelando um quarto grande em caos total, uma garrafa de whisky jogada num canto, junto de roupas e seringas espalhadas.

- Melhor levantar logo... - falou para o nada.

Uma cadeira de rodas parada ao lado da cama foi puxada e, com um impulso, ele se pôs nela, ajeitando as pernas nos pedais logo após.

- Argh.

Sentia dor, seu quadris e pernas doíam. Mesmo sendo paraplégico, ainda sentia dores arrebatadoras do tronco para baixo.

Com o rosto fechado, saiu do quarto e ganhou o corredor até o banheiro. Ligou as torneiras da banheira e saiu para a cozinha. Abrindo a geladeira, pegou uma garrafa de suco de laranja e tomou-a pelo gargalo.

Um pastor alemão preto entrou no cômodo com o pote de comida na boca.

- Bom dia, Remus... - Rodou até a área e pegou um saco de ração.

- Dá esse pote.

O cão largou o pote vermelho no seu colo e ele o encheu com ração, pondo-o no chão.

- Pode comer - saiu, enquanto o cão obedecia o comando direto.

Tirou a cueca boxer branca e entrou na banheira. A dor havia piorado, o que o fez começar a flexionar as pernas com as mãos. Fazia aquilo desde o dia em que começara a andar na maldita cadeira de rodas.

Depois do banho, entrou novamente no quarto, se vestiu, abriu o frigobar ao lado da cama e pegou algumas ampolas com uma pequena etiqueta branca, onde estava escrito "Etidocaína", guardando na mochila da cadeira, logo em seguida, todas, menos uma, que era a mantida na mão.

Seguindo para a cozinha, abriu uma gaveta, onde se encontravam algumas seringas embaladas. Pegando um pacote com cinco, o pôs na mochila antes de destacar uma. Tirou da gaveta uma corda de látex e prendeu no tornozelo com força, bateu algumas vezes na articulação do pé esquerdo, fazendo uma veia aroxeada subir, então encaixou a agulha na seringa e, com ela, perfurou a pequena ampola, tragando o líquido transparente. Largou o frasco vazio na pia, perfurou a perna e empurrou a etidocaína para o corpo.

- A vida é bela... - ele disse sem convicção, jogando a seringa em qualquer lugar.

Depois de algum tempo, o alívio tomava conta.

- Remus, meu jornal... - falou, mole pelo efeito do anestésico.

Então o canzarrão seguia para a porta, pegando um embrulho, deixando-o no colo do dono, que logo o abriu e passou a ler, tomando da garrafa de suco de laranja.

Uma mulher de meia idade entrou no apartamento.

- Sr. Uchiha? Posso começar a limpar?

- Vai fundo. Não faça barulho algum, entendeu bem?

Ela pensou em dizer que sim, mas apenas concordou com a cabeça. Um dos efeitos do anestésico era a irritação, além de deixá-lo fotofóbico e, em algumas vezes, com um zumbido horrível nos ouvidos. Porém, qualquer uma dessas sensações eram melhores que aquela dor que parecia querer rachá-lo ao meio.Era assim que acordava, com dores lancinantes, todos os dias, mas não gritava, não chorava, nem mesmo reclamava, apenas dizia a mesma frase - A vida é bela - ao injetar o anestésico em dose cavalar, como se tentasse convencer a si próprio com esse mantra bizarro.

Então, às seis, saiu de casa.O homem e o cão foram ao banco, supermercado, farmácia... Quando voltou estava tudo limpo, sem garrafas vazias nem seringas, sem pêlos pretos pelo chão, tudo brilhando.

Remus foi beber água e ele foi comer alguma coisa sólida pela primeira vez no dia. Nada saudável: bacons, ovos com pão, uma espécie de café da manhã, mesmo que fosse no início da noite.

Esticou o corpo para trás. Estava cansado, nada de bom na tv e nada de bom no rádio. Era irônico, mas fazia do seu momento sem afazeres um pesar.

O telefone não parava de tocar, então puxou o fio. O tilintar morreu e a casa caiu no completo silêncio.

O relógio do microondas marcava oito e quinze.

Pegando um livro na estante, abriu em uma página qualquer, leu as primeiras linhas e logo o pôs de lado. Rodou até a cristaleira da sala e tirou uma garrafa de Scotch e um copo raso, voltou para o escritório, pegando novamente o livro de capa prateada fosca com letras amarelas: O apanhador no campo de Centeio, de J.D Sallinger.

O protagonista era um merda, ele se sentia assim. Um rapaz de 15 anos no meio da crise de 29, expulso do terceiro ou quarto colégio interno em que estudava, fumante e alcoólatra, terminava a vida numa cama de hospital acompanhado apenas por sua irmã mais nova. Phoebe. Sasuke pensava como tudo seria se ao menos tivesse alguém comoPhoebe, alguém que não fosse um cão e que lhe amasse de forma incondicional, mesmo que fosse um parente, um irmão. Ao pensar nisso, franziu o cenho. Se não fosse por ele, não estaria daquela forma.

Mudou o rumo dos pensamentos. Não precisava de ninguém, muito menos de um irmão. Remus estava de bom tamanho como companhia.

Quando o relógio da sala tocou, marcando nove e vinte, ele saiu do apartamento e pegou um táxi.

- Indiana, edifício da XRT Chicago radio, por favor...

O motorista acenou com a cabeça. Conhecia bem o rapaz e sabia o seu horário, então pontualmente o esperava.

O carro partiu em silêncio pela noite. Ele ia atrás, sem perceber nada, alheio ao resto do mundo. Quando o taxista pigarreou, mencionando a chegada, Sasuke sentiu que não ficara dez minutos dentro do veículo para uma viagem que duraria meia hora. O homem tirou a cadeira e a pôs ao lado da porta. Até pensou em oferecer ajuda, mas, como sempre, o Uchiha não aceitaria. Então, se posicionou nos puxadores e apenas esperou até que o rapaz se colocasse nela. Logo após receber o seu pagamento, partiu sem mais delongas.

Olhou o prédio à sua frente, com letras neon escrito "XRT 93 Fm". Bufou, sem paciência. No frio, as dores ficavam mais intensas e mais resistentes às constantes aplicações de anestésico em doses absurdas, então resolveu entrar. Uma mulher baixa e gordinha, quase escondida por detrás do balcão circular de mármore, sorriu ao vê-lo passar.

- Boa noite, Reed - ela disse, encabulada.

Ele apenas ignorou-a, tomando o elevador mais rápido possível. Odiava que o chamassem assim, Reed era apenas um personagem que algumas pessoas gostavam, outras odiavam, mas, para ambos os lados, Sasuke devolvia desprezo e descaso. Odiava fãs, que o idealizavam como alguém perfeito, tudo que ele não era. Essa vida magoada o levara a muitos caminhos, mas nenhum de fato o satisfez.

A rádio, que era sua, foi um dos únicos sonhos realizados. O resto eram frustrações: whisky, anestésicos e prostitutas. Sasuke, aos seus 24 anos, era alguém realizado no trabalho, porém, fora dele era um verdadeiro perdido.

Chegou ao último andar e saiu do elevador. Um cara branquelo, alto e careca, vestido com uma T.shirt branca sob um terno mal moldado risca de giz, óculos escuros enormes e All stars vermelhos, saía do estúdio zero.

- Hey Sasuke, já preparei a sua "sala" - disse ele, fazendo um sinal de aspas com os dedos.

- Ótimo, Zack. - Sorriu, depois de agradecer com um aceno de cabeça.

Izaack era seu fiel escudeiro na rádio, junto de Gaara, um amigo antigo de Otawa que encontrara por New West desempregado, quando viajava a negócios. Gaara era administrador e tesoureiro da rádio e das contas pessoais do Uchiha, além de sócio e amigo confidente.

Subiu a pequena rampa, abriu a porta de vidro e virou a placa na entrada, deixando o lado escrito "On air" à mostra. Abriu uma porta mais pesada, à prova de som, e deixou que ela fechasse atrás de si. Olhou o estúdio, a mesa de 68 canais pronta, ligada ao laptop e um desktop, milhares de cds espalhados em pilhas e quadros autografados com bandas de rock famosas. Discos de ouro e platina também ornavam a sala nas paredes mal iluminadas e negras.

Sasuke saiu da cadeira de rodas e se pôs numa poltrona giratória de couro negro, aparentemente muito confortável. A sala tinha três paredes pretas e uma de vidro, na qual ele ficava de frente. A parede de vidro dava para um estúdio de gravação, com intrumentos musicais posicionados.

Abriu a pequena geladeira de baixo da mesa de som e pegou uma garrafa de whisky. Serviu-se de em um copo redondo, pôs os headphones gigantescos na cabeça e acionou um botão verde.

- Andy, quando terminar aí, me avise. Eu irei pôr as propagandas e começar o meu turno.

- Ok, chefe.

Andy era o locutor da manhã, mas trabalhava na edição da rádio. De tarde, quem apresentava os programas eram duas mulheres e, do começo da noite até o fim da madrugada, quem apresentava a programação era o dono da rádio.

Andy deu o sinal. Ele pôs uma propaganda qualquer da lista de patrocinadores e, vinte minutos depois, anunciava o seu programa.

-Boa noite, Illinois. XRT Chicago radio station oferece agora o programa noturno Good Night Chicago Blues. Agora, com você, Reed.

Apertou o botão vermelho na mesa e mexeu na mixagem do som, adequando-o a sua voz.

- Boa noite, Chicago. Como eu disse, os Ferreiros em dois turnos ganharam o campeonato. Agora Murder pode ficar de quatro, porque nossa aposta está de pé. Os Urubus me devem essa...

- A pedida para o final de semana é no pub Empy bottle, com as bandas mais pedidas da cena alternativa de Illinois. Ok, seus Indies ferrados, preparem suas caras de trapo e passem lá. Hey, Carl! Estarei lá com a XRT, para a gravação do CD do evento... Let's Rock, cansei de ouvir a minha voz... Yeah! - era Red Morning, do Kings of Leon.

O ritmo animado do coutry rock dava vontade de se mexer e Sasuke tocava numa bateria imaginária de olhos fechados.

Alguma música e notícias depois, ele deixou o set list tocando pra valer. Estava sentindo o corpo inteiro rachar novamente. Começou como uma pontada na base da coluna, que terminou com ele apertando as pernas em posição fetal na cadeira. De uma semana pra cá, as dores haviam piorado e o anestésico não fazia mais tanto efeito.

Ele grunhiu, rouco. Aquilo doía tanto que não era capaz de se mover. Os olhos apertados deixavam escapar lágrimas finas, que morriam na calça, molhando-a de leve.

Mais um ganido dele, que estendeu a mão na mesa de som e começou a procurar algo. Estapeou a mesa inteira, apertando todos os botões, até sentir o botão preto e redondo e pressioná-lo com um soco.

- ZACK! Chama... o Gaara AQUI! Agora!

Ele soltou o botão e apertou mais o abraço nas pernas, que, antes dormentes, agora doíam demais. Queria morrer agora, queria que passasse. Sentia-se enjoado, tonto, parecia cair sem rumo, parecia que havia se chocado com um caminhão em alta velocidade.

O rapaz careca entrou no corredor norte, correndo, abriu com força a porta de mógno, fazendo o homem que estava lá dentro o olhar, raivoso. Gaara estava no computador, envolto em papéis e contas da empresa, e odiava interrupções no meio do trabalho.

- Porra, Zack! Não pode bater?

NÃO! É o chefe! Ele te chamou agora pelo telefone preto! Vai lá, cara!

Gaara pulou a mesa e correu desembestado até a porta de vidro no final do corredor espaçoso. Escancarou as portas sem cerimônias e entrou no estúdio escuro, encontrando Sasuke encolhido, com a cabeça entre as pernas.

-Gaara... Pega na bolsa da ca-deira..Pega LOGO!

Ele sabia o que fazer. Correu até a cadeira de rodas e pegou uma ampola e uma seringa, encaixou a agulha, furou o vidrinho, enchendo a seringa, apertando-a para tirar o ar. Ouvindo os guinchos dele, ainda se apertando e cravando os dedos nas pernas, mordendo a camisa. Levantou a camiseta de Sasuke, deixando as costas nuas e injetou direto na base da coluna o anestésico, ouvindo um ultima urro de dor abafado.

Aos poucos a dor cessava, o rosto vermelho de tanta pressão se erguia lentamente. O alívio era indescritível, parecia ouvir anjos cantando nos seus ouvidos. Ergueu o tronco por completo na cadeira. Gaara ainda estava ali parado, ofegante.

- Sasuke... Isso tá piorando.

- Cala a boca, Gaara...

- Vai à merda, Sasuke. To cansado de ser a sua babá, porra! Olha pra você! Parecia um verme tremendo aí na cadeira!

Sasuke o olhava com um misto de ódio e compreensão, afinal, ele estava certo.

- Você precisa de um médico, cacete! - Disse, passando as mãos nos cabelos vermelhos, bagunçando-os, mantendo uma face preocupada.

- Não adianta. Quantos médicos já me falaram a mesma porra de diagnóstico?

- Você quem sabe. Vai continuar a programação? - Gaara mudou o tom da voz e o rumo da conversa bruscamente. Se controlava para não socar a cara de Sasuke, pois odiava o derrotismo do amigo.

- Vou.

- Então tá.

Gaara saiu da sala, puto de verdade, bateu a porta do estúdio com tudo e, pisando forte no chão de tábua corrida, passou por Izaack, que o olhava, confuso.

-Não foi nada, Zack. Volta pro teu trabalho.

- Ok...

Dentro do estúdio, Sasuke continuou a transmissão. Depois de mais três copos de bebida, olhou no relógio e viu que ficara meia hora parado, deixando a set list tocando.

Ajeitou-se na cadeira e chegou perto da mesa e do microfone. Liberando o botão de transmissão, começou a falar.

-Meia hora de musica sem intervalos, as minhas preferidas, mas vamos a alguns fatos importantes...

Ele começou a ler uma lista de anúncios sobre música e bandas, shows e turnês.

- Bem, então é isso, a programação para este fim de semana promete! Agora, com vocês Beverly Hillls - Weezer!

Soltou o botão de transmissão e bufou, largou o peso do corpo na cadeira. Tomou mais um gole da bebida em seu copo.

Precisava pensar, precisava resolver aquilo, mas como encontrar uma solução que todos diziam não existir? Sempre ouvia a mesma coisa, "tome seus remédios e faça exercícios", mas isso não mais funcionava e agora já tomava o sedativo mais forte possível e, mesmo assim, as dores só sabiam aumentar e aumentar. Naquele dia mesmo, acreditou que ela iria rasgá-lo ao meio como uma folha de papel e, mais uma vez, desejou morrer de forma rápida para nunca mais senti-la novamente.

Agora, o relógio marcava cinco e quinze da manhã. Às seis, Andy chegaria e tomaria o seu posto na rádio, mas Sasuke estava simplesmente elétrico demais para dormir. Precisava conversar, precisava de alguém que não pensasse como ele para encorajá-lo a entrar mais uma vez num hospital e refazer todos os exames e, talvez, encontrar um fim para aquele problema infernal.

Enrolou mais um pouco até as seis e então saiu do estúdio, indo direto para a sala 9 do corredor. Abriu a porta sem bater. Gaara já ia abrir a boca pra proferir meia dúzia de palavras impróprias, quando o viu entrar

- Está tudo bem? - falou, metendo novamente a cara no computador.

- Tá sim.

- Então tá - Gaara ainda mostrava chateação pela pequena briga que tiveram. Eles eram muito amigos, mas completamente diferentes.

O ruivo era frio e na dele, batalhador dos seus sonhos e competente, não se permitia perder e ficar quieto. Sasuke conseguira subir na vida com as próprias forças, superar até certo ponto os problemas de saúde. A certo momento, se acomodava, por achar que dali não passaria nem para melhor nem para pior, então se apegava a rotina e odiava mudanças.

- Hey, panaca, quero conversar com você... - Quando Sasuke o chamava daquele modo, era algo particular, geralmente sobre a sua vida.

- Estou indo para casa, se quiser te dou uma carona e conversamos.

- Ok. Só vou pegar as minhas coisas...

- Certo.

Sasuke saiu da sala, deixando Gaara com aquela papelada toda, voltou para o corredor e encontrou com Sai, o outro locutor, mais conhecido como Andy, um nativo de Chicago com gostos meio estranhos de vestir e falar, mas muito sorridente e eficiente.

- Bom dia, chefe.

- Bom dia, Sai. Vai logo para o estúdio 3. Zack já está uma pilha...

-Ok! Não vou atrasar a programação da manhã. Tenho uma list nova para animar esse povo! - Sai falava, gesticulando e sorrindo.

- Tá, ta. Estou indo, até amanhã.

Sasuke entrou em sua sala e pegou a mochila, guardou a garrafa no frigobar, desligou a transmissão e saiu. Gaara o esperava no elevador.

Desceram até o estacionamento e o ruivo o ajudou a entrar no banco da frente, largando a cadeira no banco de trás e, então, partiram dali, ganhando as ruas congeladas de Chicago.

- E, então, o que foi dessa vez?

- Nada, mas pensei no que você disse...

- Em procurar um médico ou em que você é um fresco? - perguntou, rindo. Afinal, tinha posto alguma sanidade na cabeça de Sasuke.

- A primeira opção, ruivinha - disse, debochando da cor do cabelo do amigo.

- Então, quer ajuda para encontrar um competente?

- Por aí...

- Sabe, minha irmã é médica residente de um hospital aqui. Ela deve conhecer alguém.

- Ok. Se souber de qualquer coisa, me diga. Sabe que não gosto de pensar que um macho vai meter uma agulha no meu rabo toda vez em que eu gritar...

- Estamos aí para isso. Agora, sem brincadeiras... dessa vez você me deixou preocupado... Nunca tinha visto uma crise assim.

- É... tá ficando mais freqüente, mais forte, pensei que ia morrer.

- Mas você não ferrou a coluna toda quando aquilo aconteceu? Se você sente dor, é por que sente as pernas, não?

- Mais ou menos... quandoele meteu o carro no muro, eu senti minha espinha quebrando...- Falou, fechando os olhos. - Quando acordei no hospital, sentia as pernas formigarem e, quando saí, já não sentia mais nada. Quando tenho as crises, eu sinto meus pés, joelhos e bacia formigarem e depois começa a dor...

- Então, você recobra a sensibilidade quando tem essas dores?

- Acho que sim...

- Cara, você tão tem ninguém pra te pôr na linha mesmo, não é?

- Não, meus pais já morreram faz tempo, você sabe.

- Não falo dos seus pais...

-Não preciso de ninguém me dizendo o que devo fazer...

A conversa não demorou muito mais, haviam chego na frente do prédio de Sasuke. Gaara o ajudou a sair, então acenou com a mão e partiu. O rapaz girou a cadeira para frente do prédio e entrou, pegou o elevador, adentrou na casa, sendo recepcionado pelo cão de pêlos negros e brilhantes e olhos amarelos vívidos. Ele trazia um osso de corda na boca.

-Ah, Remus, não quero brincar, ok?

O animal abaixou as orelhas em descontentamento e seguiu para o quarto, acompanhando o dono. Sasuke tomou um banho rápido, se meteu numa calça de moletom azul marinho e se largou na cama. Adormeceu tão rápido que nem ao menos se deu conta.

Finalmente, o seu dia havia terminado. Agora, podia apenas esquecer e dormir.


Haa obrigado do fundo do coração Motoko, posso afirmar que tive um dos melhores aniversários da minha vida, e não choveu!!!! e a todos que estão a companhando a fic, mais agradecimentos.

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Happy Halloween!!!!