Capítulo 1 – Um encontro com seu ídolo.

Acordei cedo, me arrumei, tomei café e sai para trabalhar. O que eu sempre fazia todos os dias. Meu caminho era sempre o mesmo, sairia de casa na W- 72nd St, cruzaria o Central Park pela Terrace Dr, pegaria a 5ª avenida e depois a E- 74th St, onde ficava o prédio da revista. Um trajeto que me levaria cerca de 50 minutos andando. Geralmente eu não enfrentaria essa maratona, eu ia de ônibus e só levaria metade do tempo. Mas como acordei mais cedo e tinha tempo de sobra resolvi ir andando mesmo.

Como estamos no outono, o Central Park fica ainda mais bonito. As folhas alaranjadas cobrem todo o chão formando um tapete colorido. Enquanto caminhava despreocupadamente ouvi um tremendo alvoroço. Como sou muito curiosa me aproximei da multidão e através de uma garota loirinha fiquei sabendo que meu ídolo, o ator Edward Cullen estaria na estatua de Alice gravando cenas de seu novo filme. Eu sou muito fã dele. Edward é um ator da nova geração, lindo, tesão, bonito e gostosão. O sonho de consumo de 100% da população feminina, ou mais. Vai que existam mulheres em outros planetas não é? Aqueles cabelos acobreados, a pele alva, os músculos bem definidos, os olhos cor de esmeralda liquida, o sorriso torto mais desejado do mundo. Tudo nele era perfeito! Como eu ainda tinha pelo menos mais meia hora de folga para chegar ao trabalho resolvi que não custaria nada ir ver meu astro de pertinho. Coisa que nunca fiz. Pois sempre que ele estava na cidade acontecia algo e eu não conseguia nem chegar perto para pedir um autógrafo. Vida injusta! Mas hoje pode ser que seja diferente, vai saber.

Fui o mais rápido para o lugar onde ficava a estatua de Alice no país das maravilhas. Seguida pela multidão, claro. Chegando lá havia muita gente. Os atores provavelmente haviam acabado de chegar, ainda não estavam caracterizados, e distribuam autógrafos e tiravam fotos com os fãs.

Aproximei-me o máximo que pude de Edward. Ele vestia uma camiseta branca com outra xadrez vermelho com preto por cima e calça jeans. LINDO! Peguei minha maquina fotográfica que sempre ficava na bolsa e saí chutando o povo pra lá para que eu pudesse chegar mais perto. Ele me viu. Deu um sorrisinho torto que quase me fez desmaiar. Pedi para que uma senhora tirasse a foto.

- Como você se chama? – Edward perguntou, eu não sabia exatamente se ele falava comigo, mas respondi do mesmo jeito.

- Isabella Swan. – falei nervosa. A senhora tirou a foto e com um sorriso Edward se despediu dirigindo-se para as outras pessoas. Peguei minha câmera e fui ver como havia ficado a foto. Havia três e por incrível que pareça tinham ficado lindas. Ele era obviamente mais alto que eu. Minha cabeça batia em seu maxilar.

Fiquei vendo um pouco da movimentação por ali. Mas eu tinha que ir trabalhar. E já havia ganhado meu dia. Agora eu tinha uma foto com Edward Cullen.

O resto do dia se passou tranquilo. Claro que quando cheguei a minha mesa, imediatamente passei as fotos para o computador. E sai postando no facebook e no twitter, coloquei no meu celular e mandei uma até para minha mãe ver. Depois desse momento tietagem fui trabalhar.

Na hora do almoço eu e Alice pedimos um chinês e almoçamos na revista mesmo. Ela viu as fotos e quase tem um mini ataque do coração. Conversamos sobre assuntos banais e depois do almoço voltamos a trabalhar.

Quando cheguei em casa por volta das seis horas da tarde, tomei um banho, coloquei uma roupa qualquer e fui preparar meu jantar. Mas antes que isso acontecesse meu telefone toca.

- Alô?

- Isabella Swan?- uma voz sexy de homem falou do outro lado da linha.

- Quem deseja? – perguntei incerta.

- Edward Cullen. – no primeiro momento levei um choque, para depois entender o que estava acontecendo.

- Não é legal ficar passando trote para a casa dos outros sabia? – aquilo só podia ser trote, por que fala sério, em que mundo Edward Cullen estaria ligando para mim se ele nem ao menos sabe meu numero. Escutei uma risada no telefone.

- Por que você acha que é trote? – ele perguntou. – Tirei uma foto contigo hoje mais cedo não lembra? Você estava vestindo blusa e calça preta, com um blazer marrom e os cabelos em rabo de cavalo. Eu perguntei seu nome e você me respondeu e depois eu tive que ir atender as outras pessoas. Você quer que eu diga mais alguma coisa?

- Como conseguiu meu telefone?—perguntei.

- Pedi para que meu agente procurasse por você. Ele descobriu seu telefone, endereço, onde você trabalha, seus antecedentes criminais e mais algumas coisas.

- Por quê? – perguntei. Eu estava absorta demais até para reclamar pela bisbilhotice na minha vida.

- Ok, eu queria te convidar para jantar. Você aceita? – fiquei muda. Não sabia o que falar. Quando eu teria outra oportunidade dessas?

- Hum... Tudo bem .

- Que bom. Em quanto tempo você se arruma? – ele perguntou animado.

- Dez minutos.

- Ótimo. Já estou parado aqui em frente ao seu prédio. – faltou só um pouquinho para que eu gritasse e caísse do sofá.

- Quê? – fui até a janela e lá estava ele Edward Cullen em pessoa parado em um carro, e que carro! Um Volvo c30 prata. Ele estava com a janela do motorista abaixada permitindo que eu pudesse vê-lo. – Ok. Desço num instante.

- Ótimo. – ele desligou o telefone. E eu ainda estava parada na janela olhando para ele. Mas eu tinha que ser rápida e me arrumar.

Não havia tempo para me produzir, então segui meu estilo e peguei uma calça jeans escura, uma blusa preta de mangas curtas que tinha estampado o rosto de uma mulher de óculos escuros em cinza, um all star clássico preto com branco. Peguei também uma jaqueta preta e minha bolsa. Tranquei a porta e desci correndo, quer dizer de elevador. Cheguei a portaria e antes que ele me visse chegando, me escondi atrás de umas plantas e liguei para Alice. Vai que me acontece algo, tenho que deixar alguém avisado. Alice surtou legal. Começou a gritar e nem me deixava falar direito. Desliguei o telefone e como se nada tivesse acontecido me aproximei do carro do meu astro favorito.

Ele desceu do carro e eu quase tive um infarto. Era ele mesmo. Edward vestia uma camisa xadrez vinho com cake (ele gosta muito de xadrez pelo visto), jaqueta e calça jeans preta. Estampado em seu rosto estava um sorriso lindo.

- Boa noite Isabella. – ele me cumprimentou.

- Bella, só Bella. Boa noite. – respondi. Eu estava muito nervosa, meu estomago estava gelado, assim como minhas mãos. – Por que você me convidou para jantar?

- Direta você hein? – ele falou abrindo a porta do carona para mim. – Apenas queria companhia para jantar e conversar. Você se incomoda?

- Não. Mas é que é estranho. – entrei no carro, coloquei o cinto. Edward entrou e ligou o volvo.

- Por que é estranho? Você achava que eu não jantava? – ele perguntou sorrindo torto.

- Não é isso. Apenas não entendo por que você teve todo o trabalho de vasculhar minha vida apenas para jantar comigo. Podendo escolher qualquer outra pessoa no mundo.

- Eu gosto de conhecer gente nova. – ele disse dando de ombros.

Não falamos mais nada até chegarmos ao local que iríamos jantar. Eu já havia vindo aqui algumas vezes. Era o South Gate Restaurant na W- 59th St. Era um lugar bonito, o bar tinha vista para o Central Park. O lugar era moderno e sofisticado. E a comida era ótima. Edward estacionou o carro um pouco mais a frente e nos encaminhamos para o restaurante. O metre nos guiou até uma mesa mais reservada. Afinal ele era ator mundialmente conhecido e não queria chamar muita atenção.

- Então.. Me fale sobre você. – ele falou assim que nos sentamos.

- Me fale o que você ainda não sabe de mim. – disse um pouco irônica. Ele sorriu.

- Bem. Eu sei onde você mora e onde trabalha. Sei o número do seu telefone, que você não tem passagem pela policia e que paga suas contas em dias.

- Então você sabe tudo.

- Você gosta dos filmes que eu faço? – ele questionou.

- Sim. Sinceramente eu adoro. Principalmente Harry Potter e o Cálice de Fogo, mas chorei horrores por que o Cedrico morreu no final. – ele apenas sorriu.

- E o que você acha de mim? – ele quis saber – Mas seja sincera.

- Acho que você é um bom ator. – eu respondi, ele iria falar, mas eu o cortei antes. – Mas acho você um pouco triste. Não sei se é pela fama, pelo fato de não conseguir passar despercebido pela rua. Sempre ter que estar bem e com um sorriso estampado no rosto. Acredito que em alguma hora do dia você se sente sozinho como se não tivesse ninguém para simplesmente conversar de como o dia está nublado. Mas tudo tem seu lado bom, o dinheiro. Ser reconhecido pelo seu trabalho. Ter milhares de mulheres a sua disposição. – sorri.

- Sabe. Você soube descrever como é a minha vida em poucas palavras. – ele começou falando. – Não que eu não goste de toda essa fama, mas é que as vezes isso é inconveniente. Eu não posso ter uma vida normal, ir ao mercado, ou ao shopping sem causar um tumulto. Gostaria apenas de fazer meu trabalho bem feito ser reconhecido por isso, e não perseguido nas ruas.

Ficamos conversando por horas. Ele me contou coisas de sua vida, por exemplo, que ele gosta da cor azul, que não gosta de verduras. Me falou como era sua vida, as viagens, filmagens, as festas e premiações que tem que participar. Falou sobre sua família. Sobre seus pais, eles moram em Londres, e pelo jeito com que falou Edward sente saudades deles. Também falei sobre minha vida. Falei de Forks, dos meus pais, meus amigos, meu trabalho. Foi uma noite muito prazerosa. Edward e eu conversamos como velhos amigos. Eu por uns minutos até tinha me esquecido que ele é um astro de Hollywood e que tem o mundo aos seus pés.