- As leis de Murphy -
AVISO! O PRÓLOGO NÃO É MUITO ENGRAÇADO... Bela maneira de começar uma comédia, hein? ¬¬'
. . .
Prólogo - "Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série." (9)
Ponto de Vista da Bella
Eu estava sentada numa mesa abandonada na festa de aniversário de um amigo da escola afogando as minhas mágoas pela minha vida infeliz e entediante.
Nada de realmente importante acontecia. Eu não gostava de nenhum garoto – até porque não tinha nenhum que valesse à pena -, não era bonita, nem popular, estava com sérios problemas nos estudos e ainda por cima vivia segurando vela toda vez que saía com meus amigos.
Por exemplo, nesse instante, Jasper e Alice estavam dançando e Rosalie e Emmett deviam estar se pegando em algum lugar. Eles eram meus amigos desde que me mudei para cá com meu pai e minha avó há dois anos. Nós não nos desgrudávamos. Exceto em horas como essas. Era realmente muito chato ser a única encalhada do grupo.
Eu encarei a bebida no meu copo e dei um suspiro de frustração.
Minha vida era uma droga.
— Oi, Bellinha – ouvi uma voz chata e irritante ao meu lado, mas fingi não era comigo, dando mais um gole na bebida. – Não vai falar comigo? – ele insistiu pegando o copo da minha mão e me obrigando a olhá-lo.
— O que você quer, Jacob? – perguntei impaciente.
Jacob era um velho conhecido meu. Meu pai e o pai dele se conheciam desde criança e sempre foram melhores amigos. Acho que o fato de Billy estar morando aqui com Jake desde a morte da sua esposa, foi um dos motivos para termos vindo para Forks.
Infelizmente o filho não herdou o bom caráter do pai. E além de ser muito inoportuno e cafajeste, vivia me cantando. Eu sempre aguentei as investidas dele calada pelos nossos pais, mas hoje não estava com humor para ser gentil então era melhor ele se mancar logo e sair de perto de mim.
— Nossa, porque esse mau-humor todo? – ele respondeu.
— É porque você está aqui me enchendo.
— Ai! Essa doeu – disse não parecendo nenhum pouco ofendido.
Ele me devolveu a bebida e eu peguei-a contente achando que ele ia embora, mas me enganei. Não é que ele resolveu se sentar ao meu lado?
Eu mereço, hoje é mesmo meu dia!
— Me diga, onde estão seus queridos amiguinhos agora? Resolveram te abandonar? – ele puxou assunto.
— Não, eles estavam aqui agora mesmo, mas resolveram fugir quando sentiram seu cheiro podre.
Eu realmente não estava com nenhum pouco de paciência para aturá-lo.
— Sabe, Bellinha, se você não fosse tão gostosinha, eu realmente não aturaria essa sua crise de TPM.
— Nossa, Jacob, estou tão honrada com isso! – disse sarcástica bebendo um grande gole de caipirinha. Se ele vai continuar me enchendo é melhor eu ficar bem bêbada.
— Eu sei, Bellinha, eu sei – respondeu convencido. Acho que ele não entendeu minha ironia.
Levantei-me para ir embora. Nem bêbada, eu conseguiria aturá-lo. Mas, no momento em que me pus de pé, senti tudo rodar e tinha certeza de que ia cair se dois braços fortes não tivessem me segurado.
Wow! Mas o que foi isso? Eu só bebi um copo! Não era para eu estar assim!
— O que houve, Bellinha? Bebeu demais? – o idiota sussurrou no meu ouvido me causando um calafrio.
Tentei me soltar, mas eu estava me sentindo muito fraca. Mal podia me sustentar em pé. O que estava acontecendo comigo?
— Vo-você... co-locou... alguma... alguma... – não consegui terminar a frase.
— Alguma coisa na sua bebida? – ele completou com um sorriso. – É, coloquei.
Desgraçado, filho da... Mãe...
Tentei inutilmente me livrar das suas garras, mas ele me segurava com força.
— Me... solt-ta – murmurei tentando impor qualquer tipo de resistência.
Ele me virou para que pudesse encará-lo.
— Hoje você vai aprender como um homem de verdade trata uma mulher – Jacob disse com um sorriso convencido.
O pânico tomou conta de mim. E agora? O que podia fazer? Gritar era inútil, porque ninguém me ouviria. Tentar me soltar também já que eu estava muito fraca. E meus amigos provavelmente demorariam a notar a minha falta. Eles sempre esqueciam o mundo quando estavam juntos.
É, eu estava definitivamente e por falta de palavra melhor ou... pior, fudida.
Ele se aproximou e começou a me beijar enfiando aquela língua nojenta dentro da minha boca. Tentei me soltar de todas as maneiras, mas era inútil. Era como um ratinho querendo bater em um elefante, patético!
Senti um nojo enorme tomar conta de mim e meu estômago ficar embrulhado. Eu seria capaz de vomitar ali mesmo.
Ele continuou me alisando e apalpando sem que eu pudesse fazer nada. Senti uma pressão estranha no meu estômago começar a subir. Aquilo não era bom sinal.
Comecei a me curvar para trás e ele finalmente me soltou.
— Então o que achou do meu beijo? – Jacob perguntou sorrindo convencido.
— Eu vou... vomitar!
Ele arregalou os olhos ao mesmo tempo em que eu colocava tudo o que não tinha comido para fora.
Enojado, me soltou e eu comecei a cambalear entre as pessoas para o mais longe que consegui dele. Esbarrei num monte de gente tentando me manter em pé. As imagens estavam confusas na minha cabeça. Tudo parecia estar girando.
Senti o chão chegar cada vez mais perto e me agarrei na primeira coisa que alcancei, caindo em cima de algo macio.
Olhei para baixo e tudo o que vi foram duas esmeraldas verdes.
— Você está bem? – uma voz aveludada ecoou na minha mente, distante.
Eu não estava conseguindo raciocinar direito.
— Me... ajuda... – sussurrei com minhas últimas forças – por favor.
E o resto é só um borrão.
. . .
Espero que tenham gostado do prólogo. Vou postar o primeiro capítulo agora para vocês terem uma melhor visão da fic, ok?
