Nenhuma review?????!!!!! i.i Pô, pensei que pelo menos a Krika, leitora assídua da Ísis fosse ler... i.i
Bom, para os que não tem registro e leram, aqui vai mais um capítulo dessa joça... u.u
(não acredito que chamei minha fic assim!!!! i.i)
Disclaimer: Saint Seiya e companhia não me pertence, mas a Lohoama e companhia yes, Bay!
A Flautista de Gaia
Capítulo 2:
Derretendo estacas de Gelo
Fenrir observou uma caixa de ouro puro, com mini gárgulas douradas nos quatro pontos com olhos de rubi, decorada com ametistas, diamantes, opalas, rubis, esmeraldas, dentre outras pedras preciosas, atrás do trono da deusa.
Fenrir: Desculpa a intromissão, mas que caixa é aquela?
Gaia: É a caixa de Pandora. Eu fui encarregada de garantir que a caixa não fosse aberta de novo.
Fenrir observou bem a caixa. Sabia que lá tinha todos os males do mundo, mas também a esperança.
Gaia foi para trás de Fenrir, colocou as mãos delicadamente sobre os ombros dele e começou a fazer uma massagem nos ombros tensos do rapaz.
Gaia: Você tem os ombros muito tensos... Precisa relaxar mais vezes... Talvez eu possa te ajudar... – Disse com malícia na voz e nos olhos.
Mesmo sendo uma sensação boa, Fenrir estava desconfortável e não sabia porque. Sentiu um grande arrepio quando viu a deusa, mas não um arrepio pela beleza dela, mas um arrepio de aviso de "perigo". Levantou-se de repente e afastou-se de Gaia.
Gaia: O que foi? Não estava gostando? – falou emburrada.
Na verdade, Fenrir não estava era gostando da deusa e da atitude desta em relação a ele, pelo fato de ser uma deusa casada.
Gaia parecia querer impedi-lo de sair e ficar com a única pessoa que havia conquistado sua confiança no santuário até o presente momento.
As grandes portas de pedra abriram-se de repente, e por elas entrou uma mulher com um casaco cinza lunar, cabelos prateados, olhos claros que pareciam duas luas, por baixo do casaco, um vestido meio tom de cinza lunar e lápis-lazúli, atrás dela, nove mulheres muito bonitas de aparência guerreira, armadas com lanças e protegidas por armaduras celestes, montadas em cavalos brancos, que emitiam uma luz arco-íris.
Gaia: Skadi (N/A: Deusa nórdica da colheita, do inverno e da vingança e esposa de Njord, o deus dos mares e pescadores), há quanto tempo, menina!
Skadi: Também é bom ver você Gaia!
Gaia: Pode ir, Fenrir! – disse, mudando de atitude, sendo rude com ele.
Fenrir saiu voando de encontro a Lohoama, e ao passar por Skadi, percebeu que ela seguiu-o com o olhar, mas não sabia quais as intenções. Escondeu as intenções dele. Brünnhilde, uma das nove Valquírias (N/A: são filhas de Odin. São nove as Valquírias: Gerhilde, Helmwige, Ortlinde, Waltraute, Rossweisse, Siegrune, Grimgerde, Schwertleite e Brünnhilde. As Valquírias são representadas como guerreiras usando capacetes e portando lanças, que cavalgam pelos céus sobre os campos de batalha recolhendo os guerreiros que morrem heroicamente e levando-os para Valhalla. Lá, eles aguardarão a chegada do Ragnarok, quando combaterão ao lado de Odin. Assim, Odin vai formando um exército composto apenas de heróis destemidos), olhou-o com olhar protetor.
Skadi: Então, ele é Fenrir... É muito bonito! Só podia ser um nórdico! – falou orgulhosa – Imagino que é por quem Lohoama está apaixonada, mas resiste... Como Sjofn (N/A: Deusa nórdica, inspiradora das paixões humanas) e Freyja (N/A: Deusa nórdica do amor) são cruéis... Vai tentar conquistá-lo antes dela?
Gaia: Claro! Lohoama assinou o contrato! Eu libertava o pai dela do câncer, mas seria imortal para me servir e proteger! Mas ela não sabe que, se se apaixonar por alguém e for correspondida, o contrato será quebrado!
Skadi: E você vai fazer todos os esforços para impedir isso, certo?
Gaia: Sim! Ela é minha flautista mais forte, não posso perdê-la! E isso seria a prova que ela precisa de que é mais forte que eu!
Skadi deu um riso de ironia.
Skadi: Ela assinou o contrato há quanto tempo? Duzentos ou trezentos anos?
Gaia: Trezentos... Cem anos são como um ano para o corpo e mente dela... Por isso continua praticamente igual à quando assinou o contrato: arrasando o coração dos jovens, e sendo mais linda que eu... – acrescentou com uma aparência sombria e voz odiosa.
Então por isso ainda a odeia... Mesmo depois de tanto tempo, ainda guarda esse rancor de Lohoama, sendo que ela é inocente... Pensou a deusa Skadi, que olhou para Brünnhilde com cara para que vigiasse Gaia de perto e não a deixasse sozinha, ou o que temiam e fora avisado pela Pitonisa (N/A: sacerdotisa que fazia as previsões nos templos, cujo mais visitado era o Templo de Apolo) no templo de Delfos (N/A: O Templo de Apolo também é conhecido assim) aconteceria.
Skadi olhou as portas por onde Fenrir saiu, pensando que ele era o centro do destino mais improvável que as três Moiras (N/A: Parcas na mitologia romana e Nornas na mitologia Nórdica. Designavam a força misteriosa do Destino que se impunha até aos deuses. Eram Átropos, Cloto e Láquesis,), A Donzela, A Mãe e a Anciã, estavam tecendo.
Assim que saiu, Fenrir viu Lohoama no corredor, estava muito triste, e segurando lágrimas nos olhos marejados. Aproximou-se dela devagar, não querendo assustá-la.
Fenrir: Tudo bem, Lô? – estava se estranhando. Desde quando se importava com os sentimentos de uma garota?
Lohoama disfarçou com um sorriso e olhou para Fenrir.
Lohoama: Tudo, Fenrir! O que Gaia queria?
Fenrir: Sei lá... Skadi apareceu, as duas começaram a conversar e Gaia falou que eu podia ir... – Fenrir, por alguma razão, achou que Lohoama não devia saber do comportamento da deusa.
Lohoama olhou para Fenrir de uma forma como se quisesse penetrar em sua alma e mente, como se quisesse decifrar toda a sua vida só de olhar para a expressão no rosto dele. Fenrir achou que aquele olhar tão enigmático e belo o atraiam, aqueles olhos amarelos puxados pro laranja néon com pupilas em fenda o encantavam desde que os fitara pela primeira vez. Eram olhos de uma pessoa amargurada por seu passado, mas guerreira, sabia bem daquilo, já tinha visto muito aquele olhar, e achou que mesmo significando o que significava, ficavam lindos naquele rosto de pele alva e lábios carnudos e vermelhos, que pareciam tentadores a Fenrir.
A flautista finalmente constatou algo e deu um sorriso verdadeiro, mas Fenrir sabia que lá no fundo, ainda era uma jovem amargurada. Lohoama olhou o relógio de pulso e puxou Fenrir para fora do Palácio-Templo.
Novamente, passaram pela floresta, só que por um caminho diferente, pelo que lhe pareceu.
Quando chegaram à casa de Lohoama, ela falou para que ele esperasse-a do lado e fora um pouco, enquanto pegava sua mochila no guarda-roupa.
Não muito tempo depois, Lohoama voltou com uma mochila não muito grande nas costas.
Fenrir: Hãããã... Onde é que a gente vai? – disse fazendo uma cara de abestado da cabeça.
Lohoama: Eu tenho que ir lá num Hotel do Cairo trabalhar! E você vai comigo, porque você não conhece o Santuário!
Fenrir: E também não conheço o Cairo... – disse com uma cara de "obvio".
Lohoama: Você vai jantar no Hotel! Vai ser cortesia por você estar comigo!
Dizendo isso, colocou o capuz da capa e puxou Fenrir para sair da floresta. Ao saírem do perímetro da floresta, Fenrir viu várias crianças treinando com adultos, lobos e tigres treinando vários aspirantes a flautistas, mesmo já sendo noite.
Passaram por grandes portas de carvalho para chegar às dunas do deserto. À frente dos muros, havia um jipe. Lohoama sentou no banco do motorista e falou para Fenrir sentar do seu lado.
Ela ligou o carro e o jipe disparou pela estrada no meio das dunas. Fenrir olhava a paisagem, que nunca mudava. Dunas e mais dunas. Por volta de meia hora depois, chegaram ao Cairo, e uns cinco minutos depois, no tal Hotel, o "Templo de Ísis", um Hotel muito grande e bem decorado, na entrada, uma estátua de Ísis e de Osíris.
Lohoama falou com um homem na entrada, em seguida, falou para Fenrir seguir o homem e que se falavam depois.
O homem guiou Fenrir até uma mesa bem próxima de uma espécie de porta feita de cortinas bordadas cheias de franja nos lados, de várias cores, em cima de uma espécie de palco. Ao invés de sentar-se em cadeiras, sentava-se em almofadas espalhadas pelo chão, a beira das meses baixas. No meio da mesa, um vaso fino com uma rosa vermelha.
Um garçom com uma bandeja na mão passou e ofereceu tâmaras com mel para Fenrir e colocou uma garrafa de vinho branco chileno de uma safra de 91 na mesa e serviu numa taça de cristal.
Fenrir experimentou as tâmaras com mel e as achou com um gosto um tanto quanto excêntrico. Tomou um gole do vinho, o qual tinha um gosto diferente de tudo o que já tomara.
As luzes apagaram-se de repente, deixando apenas algumas lâmpadas acesas que estavam viradas para o palco. Uma música em inglês começou a tocar, mas o ritmo era a de uma música árabe. As demais pessoas no local começaram a bater palmas no ritmo da música.
Burning
sands
Winds of desire
Mirrored oasis
Reflect a burning fire
Areias escaldantes,
Ventos
do desejo
Oásis refletido,
Reflete um fogo que incendeia
Cinco mulheres saíram de trás das cortinas usando lenços de seda cobrindo os rostos, saias de seda decoradas com fios dourados, com cintos bordados em dourado e fios com pérolas caindo, colares e pulseiras de ouro decorados com gemas preciosas, segurando nas mãos tecidos de seda fina e tornoseleiras com sinos que tiniam quando andavam.
Within
my heart unwatered
Feeding the flame
Welcoming you to my harem
Dentro do meu coração, árido,
Alimentando a chama,
Recebendo você no meu Harem
As mulheres começaram a dançar uma dança sensual, mas rápida. Por baixo dos lenços, Fenrir reconheceu uma das mulheres, que estava de vermelho, como Lohoama. Em sua opinião, era a mais linda de todas e que dançava com maior graça e sensualidade. Estava tão hipnotizado com a dança, que, sem perceber, começou a bater palmas também. (N/A: Não liguem se não parece o Cairo atual, esse é o meu Cairo, sem a faixa de Gaza – é esse o nome, né? – e também não sei muito de dança do ventre e companhia O.ô Yago: Então vai pesquisar! ò.ó Eu: Cala a boca!)
Sing
for me
A song of life's visage
Sing for me
A tune of love's
mirage
Cante para mim
Uma
canção sobre a face da vida
Cante para mim
Uma melodia da miragem do amor
Lohoama ajoelhou no chão com os pés um pouco afastados, enquanto descia a cabeça pra trás, levando o tronco, até encostar a cabeça no chão, enquanto fazia movimentos suaves e sensuais.
Deep
desires
Sleep untold
Whispers that echo
The desert of my
soul
Desejos profundos,
Adormecem
sem ser revelados
Sussurros que ecoam
O deserto da minha alma
Fenrir teve a leve impressão de que por baixo do lenço, Lohoama sorria pra ele. Desceu os olhos do rosto para o resto do corpo da flautista. Era bem definido, moreno e muito atraente. Os seios eram fartos, a cintura fina, os quadris eram médios, típicos numa guerreira, e a coxas grossas. Era atraente até demais, em sua opinião.
I
hold your Eastern promise
Close to my heart
Welcoming you to my
harem
Eu guardo a sua promessa do Oriente
Perto
do meu coração
Recebendo você no meu Harem
Lohoama levantou, com movimentos sensuais. Dançava de uma forma que Fenrir teve a nítida impressão de que era só pra ele, já que ficara o tempo todo voltada pra ele.
Sing
for me
A song of life's visage
Sing for me
A tune of love's
mirage
Time is change
Time's fool is man
Time will
escape
The passing sands of time
I hold your Eastern
promise
Close to my heart
Welcoming you to my harem
Cante para mim
Uma
canção sobre a face da vida
Cante para mim
Uma melodia da miragem do amor
O tempo é mudança,
O
tolo do tempo é o homem
Ninguém escapará
Das areias passageiras do tempo
Eu guardo a sua promessa do Oriente
Perto
do meu coração
Recebendo você no meu Harem
Encerraram a dança com um movimento extremamente sensual, que fez alguns executivos que assistiam a dança enlouquecerem, principalmente por uma moça de vermelho. Fenrir reparou e por um instante, teve uma vontade enorme de mandá-los sem escala para Hell (N/A: A Morte, na mitologia Nórdica).
As mulheres saíram do palco rapidamente, enquanto várias pessoas pediam por mais. Fenrir ainda estava meio alienado, quando lhe taparam os olhos. O rapaz apalpou as mãos e decidiu responder quem seria.
Fenrir: Lohoama!
Lohoama: Acertou! – falou, sorrindo e tirando as mãos dos olhos do rapaz, sentando-se ao lado do Guerreiro Deus.
Fenrir: Você dança muito bem! – falou sorrindo.
Lohoama: Obrigada... – Falou, corando muito. – O que o garçom trouxe, tô morrendo de fome! – falou, desviando o assunto e atacando uma sopa de peixe e se servindo do vinho.
Fenrir deu um sorriso. Lohoama era bem diferente e direta. Esta devolveu o sorriso antes de tomar mais uma colherada de sopa.
A noite correu normalmente. Conversaram sobre Asgard, Valhala, o Santuário de Gaia, a história da deusa da Terra, entre tantos outros assuntos. Só não tocaram em assuntos de família.
Na volta para o Santuário, o Guerreiro Deus apenas observou Lohoama ao longo do caminho, observando os cabelos esvoaçando ao vento. Os olhos expressivos e amarelos com pupilas em fenda pareciam ficar mais lindos à luz da lua cheia que se fazia no horizonte.
Fenrir: Sabe, Lô... Você tem olhos muito bonitos...
Lohoama corou um pouco com as palavras de Fenrir, em seguida, tentou esconde-los um pouco com a franja.
Fenrir: O que foi?
Lohoama: Nada de importante, Fenrir! – Disse com um doce sorriso nos lábios.
Chegaram no santuário. Este estava em absoluto silêncio, quebrado apenas pelo som do farfalhar das folhas ao vento e dos passos dos dois no chão de concreto coberto de areia.
Entraram na floresta e caminharam até a casa de Lohoama por entre as árvores. À noite, os animais selvagens apareciam. Viu leões, tigres, jaguares, cheetas, dentre tantos outros.
Quando entraram na casa de Lohoama, esta disse para que Fenrir esperasse-a no quarto dela. Quando voltou, estava com uma calça de pijama nas mãos para o Guerreiro Deus.
Lohoama: Senta na minha cama e tira a blusa enquanto eu vou pegar as coisas pra trocar os curativos... – falou, saindo do quarto.
Fez o que a flautista pediu e esperou-a voltar. Quando voltou, trocou os curativos da cabeça e dos braços (N/A: lugares típicos, totalmente sem imaginação pra ferimentos n.n'). Quando começou a tirar o curativo do tronco de Fenrir, este achou o toque suave das mãos de Lohoama em sua pele uma sensação agradável, tanto que quando a flautista "abraçou" o Guerreiro Deus, este a abraçou para que permanecesse abraçada a ele (N/A: Quanta palavra derivada do verbo "abraçar"... OK, comentário inútil... u.u''''). Lohoama gostou daquilo e não teve opção à não ser abraça-lo também e apoiar a cabeça no peito do rapaz e fechar os olhos.
Ficaram assim por um longo tempo, um tempo que não perceberam passar. Fenrir ficou apenas contemplando a face tranqüila da flautista e o abraço suave que ela lhe dera. Percebeu, ao observá-la mais atentamente, que havia adormecido. Tirou devagar e com cuidado Lohoama do abraço e a colocou deitada na cama, cobrindo-a com o cobertor em seguida. À noite, fazia frio no santuário, enquanto o dia era caloroso. Observou o rosto adormecido da flautista. Parecia não dormir bem há meses... Fenrir achou-a parecida com um anjo, um anjo que fora enviado do céu para cuidar dele... Devia ser por isso que dormia tão profundamente, sabia que ela tinha ficado um bom tempo cuidando dele, longas noites sem dormir, só para garantir que nenhum ferimento inflamasse. Sentou num canto do chão e chamou Guingu para deitar do seu lado e começou a coçar atrás da orelha do lobo, fazendo-o dormir. Antes de dormir, Fenrir pensou em como agira naquele dia... Não parecia ele mesmo, estava totalmente diferente de como era em Asgard após a morte de seus pais.
