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Destinos Selados Por Um Olhar
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Capítulo II – O garoto da piscina
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– AHHHHH!! – Sakura tomou, talvez, o maior susto de sua vida, quando se deparou com alguma coisa marrom se mexendo e emergindo a sua frente.
O susto foi tamanho que ela inconscientemente saiu da piscina e, de costas, começou a se afastar da borda, correndo.
Tudo o que ela teve tempo de ver foi uma pessoa saindo rápido da água – e um tanto assustada – e virando–se para ela, porque depois ela escorregou em um dos espaguetes molhados e abruptamente voltou a encarar o céu.
Sakura fechou os olhos quando sentiu seu tornozelo direito doer e levou as duas mãos a ele, ainda sem se levantar. Quando abriu os olhos de novo, encontrou um rapaz de olhos âmbares e cabelos castanhos encarando–a, preocupado.
– Quem é você... e o que está fazendo aqui?! – ela perguntou ainda ofegando e sentando–se.
Ele nada respondeu porque percebeu que a jovem segurava o tornozelo, e então, tentando ajudar, ele o tocou para ver se estava quebrado.
– AII!! O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? NÃO CHEGA PERTO DE MIM! – ela gritou e ordenou ao mesmo tempo.
– Eu só tava tentando ajudar! Mas se você não quer, problema seu! – ele respondeu, claramente irritado com a gritaria dela.
A chuva aumentou muito e os trovões começaram. Os dois não podiam mais ficar ali, tinham que ir para algum lugar coberto.
Sakura se espantou com o tom de voz dele, nem o seu irmão, que tanto implicava com ela, respondia–lhe assim.
O jovem misterioso levantou–se e correu para o salão de festas, onde pegou sua toalha e roupas secas. Sakura já ia fazendo o mesmo, mas mal se agüentava de pé, já que não podia apoiar um dos pés no chão.
"Droga! Se pelo menos eu conseguisse alcançar aquele guarda–sol, ficaria ali até a chuva parar...", ela pensava. "Mas eu me recuso a pedir ajuda àquele mal–educado! Isso não! Isso nunca!".
Nem mesmo ela soube ao certo como conseguiu chegar até o guarda–sol, talvez tenha sido a teimosia, ou a determinação ou até uma espécie de prova de capacidade, mas ela chegou. Enrolou–se na toalha, sentou–se na espreguiçadeira e lá ficou, esperando a chuva passar.
O rapaz já tinha se secado e colocado roupas secas. Agora ele andava de um lado ao outro, impaciente, esperando a chuva acabar enquanto refletia.
"Pelo que eu pude ver ela não quebrou, foi só uma torção, mas se aquilo ali inchar, ela não vai ter como andar por um tempo. E agora, o que eu faço? Dependendo da situação vou ter que acabar socorrendo essa garota. Ah! Mas o que eu estou pensando! Ela é uma mimada! Metida a sabe–tudo! Eu é que não vou ajudar essa malcriada. Ninguém mandou ela escorregar e cair!".
Como que em resposta aos pensamentos dele, as nuvens ficaram mais negras, transformando aquele fim de manhã e começo de tarde em noite. Se é que ainda era possível, a chuva intensificou–se mais, e um raio atingiu um coqueiro da propriedade ao lado, muito perto deles.
"Isso não é bom. A água atrai os raios... e ela está em uma piscina!", ele começou a perder a pose de insensível.
Mais um estrondo, dessa vez, perto do campinho.
"Não posso ficar aqui... que seja a primeira e última vez que eu vá pedir ajuda a esse grosso!", ela decidiu.
Mas ninguém pronunciou uma palavra sequer. Os dois encararam–se ao mesmo tempo, o olhar dele oferecendo ajuda, ao notar que a moça estava encharcada e tremendo; e o dela, pedindo, pois estava com frio e com medo.
Não demorou muito e ele correu até ela, levando também a sua toalha.
– Consegue apoiar o pé no chão? – ele perguntou, ainda sem demonstrar emoção.
Mas ele perdeu de vez a compostura quando percebeu que os lábios dela estavam roxos, ela estava pálida e tremia mais do que antes.
Sakura nem conseguia encontrar sua voz, portanto, apenas fez que não com a cabeça.
Ele não perdeu mais tempo: enrolou–a na toalha que levara, pegou–a no colo e a levou para cima, para a casa de madeira.
Lá, apoiou–a na porta do banheiro, ligou o chuveiro e foi buscar uma cadeira de plástico que ele sabia existir em um dos quartos da casa e a colocou no box. Depois, desenrolou Sakura das duas toalhas e a sentou na cadeira, bem embaixo do chuveiro. Depois, quando ela parou de tremer, ele a tirou de lá e deu–lhe outra toalha, seca e felpuda, para ela se secar e vestir roupas quentes.
Sakura, com a ajuda dele, foi até sua mala e pegou uma calça flanelada verde e uma blusa branca de mangas compridas e gola alta, também de um tecido felpudo, além das habituais roupas de baixo e meias de lã. Ele a levou até o quarto e saiu, fechando a porta para ela se trocar.
"Tá bom, vai ver ela não é assim tão ruim. Só estava assustada e machucada. Por minha culpa", ele refletiu.
– Eu já acabei de me trocar. Você já pode entrar – ela informou a ele, a voz ainda trêmula, através da porta do quarto.
Ele entrou e a examinou. Alguns centímetros mais baixa do que ele, cabelos castanhos, lisos com as pontas cacheadas, que vão até o meio das costas, curvas ideais e nos locais certos, mas o que mais lhe chamou atenção foram os olhos: verdes, como duas esmeraldas.
– O que foi? – ela perguntou, ao notar que ele a encarava, com o olhar fixo.
– Nada – respondeu saindo do transe – Syaoran Li. Sou chinês e venho de família rica, mas lá em casa não tem nada pra fazer e tem gente demais, então, venho nadar aqui quando quero clarear a mente – ele declarou. – Mas eu não invado! – defendeu–se diante do olhar acusador da jovem. – Só fico enquanto o caseiro está, quando ele sai, eu vou embora. É que hoje ele não me avisou que vocês vinham e nem que ia sair.
– Sakura Kinomoto. Meu pai é dono dessa chácara. Não tínhamos dito que chegaríamos cedo, decidimos de última hora e, quando ligamos, ele já tinha saído.
Então foi a vez de Sakura, discretamente, dar uma examinada nele: alto, um bom porte, forte, cabelos rebeldes e castanhos e olhos âmbares hipnotizantes.
Os dois ficaram se encarando por um tempo, até que um trovão ali perto quebrou o silêncio que estava reinando entre os dois. Sakura pulou com o barulho repentino.
As luzes se foram.
– Não é possível! Agora as luzes também acabaram! – ela amedrontou–se.
Algo que poucos sabiam era que ela morria de medo de fantasmas, e eles apareciam no escuro, por conseqüência, ela também tinha medo do escuro.
– Calma, tá tudo bem. Você sabe aonde tem velas? – Syaoran tentou consolar.
"Espera! O que eu tô fazendo? Tentando ser amigo dela?", ele repreendeu–se mentalmente.
– Tem... naquele armário em cima da pia da cozinha – ela informou. – Ei! Não me deixa aqui sozinha, não! – ela pediu quando ele fez menção de sair.
– Tá com medo do escuro? – Syaoran sorriu vitorioso ao ver que ela estava meio incerta quanto à resposta.
Com Sakura apoiada nele, ambos foram para a cozinha procurar velas e fósforos, que acharam exatamente onde ela havia dito. Enquanto ele acendia e espalhava algumas pela casa, a colegial ficou sentada no sofá, olhando, impossibilitada de ajudar.
– Pronto, já temos velas em todos os cômodos, em lugares estratégicos, e eu tirei do caminho tudo aquilo que parecia perigoso no escuro, além de pendurar as roupas molhadas que você deixou em cima da cama – concluiu ele, e esperou pela resposta malcriada, que dessa vez não veio. – Ei! Alguma alma penada comeu a sua língua?
Nada. Nenhuma resposta. Achando estranho aquele silêncio todo por parte dela, Syaoran foi até o sofá e obteve a resposta às suas perguntas: Sakura estava dormindo profundamente, sentada, exatamente onde ele a tinha deixado.
Ele a deitou no sofá e usou uma manta que estava ali para cobri–la, mas não antes de colocar o tornozelo, agora inchado, sobre uma das almofadas.
– Hm... estou com fome – deduziu quando ouviu o estômago roncar. – vejamos o que tem aqui para comer – e foi revirar os armários em busca de algo comestível.
Syaoran encontrou três pacotes de macarrão, alguns sachês para chá e sopa instantânea. Como Sakura ainda estava pálida, ele resolveu fazer a sopa para ela e deixar esfriando um pouco. Mas ele ficou com o macarrão e uma xícara de chá.
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– Agora, sim! Devidamente alimentado! – ele exclamou.
Seu olhar pousou sobre a garota que ainda dormia no sofá.
"Dormindo assim até parece um anjo... mas quando é contrariada... aí ninguém pode com ela!", e com essa idéia em mente, deixou transparecer um sorriso, mas não era um sorriso de deboche ou de ironia, e sim um sorriso verdadeiro.
Ele estava na sala de jantar, que fica bem ao lado da de estar, tomando o seu chá vagarosamente enquanto pensava na bronca que sua mãe lhe daria por ter ficado tanto tempo longe e sem dar notícias, quando percebeu que alguém estava sentado ao seu lado, lendo as notícias em um jornal, com a ajuda de uma vela, as mesmas que ele lera minutos antes de começar a divagar. Ele nem precisou olhar para saber quem era.
– Tem sopa naquela panela no fogão. É para você – e apontou a panela com o indicador esquerdo enquanto a mão direita segurava a xícara apoiada na mesa.
Sakura levantou–se e foi mancando até o lugar indicado.
– Você quem fez? – perguntou admirada.
– Não. Foi aquele fantasma ali que acabou de passar – ela congelou. – ele disse que é para você conferir se não tem muito sal, porque como ele não sente o sabor da comida, não tem certeza se está de acordo com o seu gosto – Syaoran respondeu, um pequeno sorriso irônico aparecendo em seu rosto.
– Pára! Não brinca com isso! – ela reclamou receosa.
– Ah, qual é! Você já está bem grandinha pra ter medo de alma penada, não acha, não?
– Hunf! – ela limitou–se a virar a cabeça e concentrar–se na sopa. – Você já está bem grandinha pra ter medo de alma penada, não acha, não? – ela cochichou em tom zombeteiro.
– E eu ouvi isso! – disse em falso tom bravo.
Sakura colocou a sopa em um prato e sentou–se à mesa, de frente para ele. Passou a encarar a comida e a comer em movimentos repetitivos e desinteressados, sem sequer olhar para ele, fato esse que o estava deixando incomodado, porque ele não era o centro das atenções da jovem.
O celular dela tocou e vibrou em algum lugar da casa e Sakura largou a colher dentro do prato e tentou correr para atendê–lo, isso se ela achasse o bendito telefone.
– Alô?
– Sakura? Você está bem, querida? – a voz era de Fujitaka.
– Papai! Er... – ela hesitou um pouco sobre o que dizer, pois sabia que se dissesse a verdade, Syaoran ficaria encrencado. "Mas quem se importa! Eu não!", pensou ela, e já estava pronta para relatar o acontecido quando se lembrou de um pequeno detalhe: ele a havia salvado e ela nem tinha lhe agradecido. Tudo bem que ele estava errado ao invadir o local e que se ele não tivesse feito isso ela não teria se machucado e também que ele era um grosso, arrogante, mal–educado, charmoso, lindo e...
"Ai meu Deus! No que eu tô pensando! Charmoso? Lindo? Eu nem quero saber qual seria o próximo adjetivo que viria à minha cabeça!", pensou ela, desesperada, porém não mais desesperada que o pai ao não ouvir a resposta dela.
– Sakura? Você ainda está aí? O que aconteceu? Você se machucou? – ele indagava, aflito.
– Não se preocupe, não aconteceu nada. Eu estou bem. É só que um raio atingiu um poste por aqui e estamos sem luz, só isso. Como estão as coisas por aí? – ela tentou soar habitual.
– Logo que começou a chover forte, todos entramos aqui na casa de Nerine, mas está tudo bem. E o que você quer dizer com estamos? O caseiro já voltou? Estranho, porque pelo que eu sei, uma árvore caiu aí na rua e a bloqueou – disse, tentando entender.
– Não, o caseiro ainda não está aqui e eu estava me referindo ao Kero! – "Pronto! Desculpa perfeita!", ela pensou. – e ele também não vai voltar tão cedo, deixou um bilhete avisando que teve que viajar por dois dias. Foi ao enterro de um parente que morava longe.
– Está bem. Vou tentar estar aí o mais rápido que puder. Não saia de casa e não fale com estranhos. Até mais – e desligou.
Esse era outro ponto que Sakura odiava em seu pai: ele a tratava como se ela ainda tivesse seus oito anos. "Me esqueço de que você está crescendo, querida. É coisa de pai...", era sempre a mesma desculpa.
"Deveria ser diferente! Ele já passou por isso com o Touya. Não é justo!", ela se indignava.
Sakura desligou o celular e o colocou em cima da cama, para achar com mais facilidade caso ele voltasse a tocar. Depois voltou para a sala, a fim de terminar o seu almoço.
Syaoran continuava lá, lendo o jornal e tomando o restante de seu chá.
– Obrigada – ela murmurou para que só as paredes ouvissem.
– O que disse? – ele perguntou, mesmo que tivesse ouvido claramente. Adorava provocá–la.
– Eu disse obrigada. Por ter me ajudado na piscina – ela disse, ferindo mortalmente o seu orgulho.
– Ora, não por isso. É sempre um prazer resgatar donzelas em perigo, mademoiselle – provocou em tom galanteador.
Ah, mas ela não ia deixar essa provocação sem resposta, Sakura nunca deixava sequer uma delas passar batida.
– Se bem que não fez mais que a obrigação, afinal, você causou tudo isso... nada mais justo que tentar consertar o erro – ela devolveu.
Agora toda a calma e paciência que ele tinha guardado desapareceram e Syaoran esqueceu–se de que só estava provocando.
– Como é? Eu salvei a sua vida! Se eu não a tivesse tirado de lá, você já estaria morta a uma hora dessas! – ele rebateu, levantando–se.
– Para começar, eu não estaria ali se você não tivesse invadido a minha piscina e me assustado, fazendo com que eu caísse. Aliás, aposto que foi o senhor quem deixou aquilo tudo espalhado por lá, não foi? – ela também se levantou.
– É, fui eu sim, e daí? – ele fez uma pausa. – E a culpa é sua. Se soubesse que estava vindo mais cedo, teria saído e arrumado tudo, assim não correria o risco de te encontrar! – falou indo até a cozinha, mesmo sem ter o que fazer por ali.
– Minha?! – ela estava indignada. – Você nem deveria ter entrado aqui, já que isso é uma propriedade PARTICULAR! E deveria ter ficado de olho no caseiro, afinal, ele não tem a obrigação de avisar quando vai sair a ninguém, principalmente a um invasor! – ela foi atrás dele, também sem ter o que fazer na cozinha.
– Já disse que não invadi! E se tem alguém culpado nessa história é o caseiro! Ele não deveria permitir a minha entrada aqui! – respondeu, tentando recuperar o controle.
– Agora você foi longe demais! Culpando o pobre do caseiro?! SAI DAQUI SEU MISERÁVEL DE UMA FIGA! – gritou e começou a atirar nele a louça que se encontrava no escorredor. – IMPRESTÁVEL! – lá se foi um prato. – INSUPORTÁVEL! – foi a vez de um hashi de metal. – IRRITANTE! – uma tigela. – CONVENCIDO! – uma panela. – IDIOTA! – uma colher de pau.
O prato passou longe de Syaoran, devido à péssima mira de Sakura; o hashi passou zunindo bem perto do seu ouvido; ele teve que fazer um movimento ninja para desviar da ameaça da tigela e a panela mal o alcançou; porém a colher de pau foi mais rápida que a imitação que ele fez de Matrix e acertou em cheio o olho esquerdo.
– TÁ QUERENDO ME MATAR, SUA LOUCA?! – ele se enraiveceu ao mesmo tempo em que caía sentado no chão devido à força do impacto.
Sakura sabia ser forte quando era preciso.
– Por quê? Eu consegui? – debochou rindo logo em seguida. – Um a um, querido. Que vença o melhor! – e deu uma piscadela provocante para ele.
Syaoran já se levantava e ia atrás dela, no entanto Sakura foi mais rápida e se trancou em seu quarto.
– Se é guerra que você quer, guerra você terá! – ele sentenciou, do outro lado da porta enquanto levava uma das mãos até o olho que estava começando a inchar. Mas antes da guerra, ele ia cuidar daquele olho roxo, afinal, se chegasse com um hematoma daqueles em casa, a mãe iria querer saber o que havia acontecido e Syaoran Li não poderia dizer que apanhou de uma garota, ou melhor, que levou uma colherada de pau na cara, lançada por uma garota.
"Seria muita humilhação para um dia só! Também, né, Syaoran, quem mandou você querer bancar a babá de uma menina mimada e metida?", ele lamentou–se.
Estava quase decidindo voltar para sua casa, antes que ficasse ainda mais tarde e que a bronca fosse ainda maior, mas então ele lembrou de um detalhe.
"Ela ainda tá machucada... e eu não posso largá–la sozinha. Mas que droga!".
O celular de Sakura tocou mais uma vez e a curiosidade de Syaoran foi grande dessa vez, a ponto de ele encostar o ouvido na porta e (tentar) ouvir a conversa.
– Alô?
– Oi, monstrenga! O pai disse que você tava sozinha na chácara e que ele tava preso na casa da Nerine... já que eu estou indo para Tomoeda, decidi passar por aí – foi Touya quem falou.
– EU NÃO SOU MONSTRENGA!! – ela gritou para seu irmão ao mesmo tempo em que Syaoran tinha um ataque de risos do outro lado da porta. – E não precisa vir até aqui, eu já disse a ele que está tudo bem. Além do mais, uma árvore caiu aqui na rua e está bloqueando a passagem – ela completou, tentando parecer casual.
Sakura abriu a porta e deu de cara com um Syaoran vermelho de tanto rir. Tapou o bocal do telefone.
– Você me paga! Venha já aqui! – e começou a andar até ele, e como ele também não tinha nada de bobo, correu dela.
– Ele insistiu até eu dizer que sim, então, está resolvido, estou indo para aí. Acabo de me lembrar que há uma outra rua que dá acesso à chácara, a rua paralela à principal – ele disse.
Era difícil raciocinar sobre as respostas que daria a Touya enquanto corria/mancava atrás de Syaoran.
– Acho que não vai dar, Touya, essa rua não é asfal... – ela não pôde concluir a frase porque tropeçou no tapete e foi ao chão, dessa vez, de cara nele.
– Sakura! O que diabos você está fazendo? – ele perguntou.
Ela sentou–se no chão e fez sinais com a mão para Syaoran que diziam "considere–se morto".
– Er... eu estava... estava... brincando? É, brincando de pega–pega com o Kero e tropecei no tapete – tentava controlar sua voz ao telefone, quando sua real vontade era de gritar com Syaoran.
– Está bem. Mas eu irei para aí, nem que seja preciso escalar um muro! Te vejo daqui a pouco.
– O quê? Não, Touya, espera! – mas ele já tinha desligado.
– Quer dizer então que seu amado maninho vai vir aqui? – Syaoran perguntou interessado, se aproximando um pouco dela.
– Sim, ele vem e não vai gostar nadinha de encontrar você – ela disse, dando um sorriso vitorioso, convencida de que tinha ganhado a guerra.
– Isso mesmo, minha cara, ele não vai gostar de me encontrar – ele devolveu e ela ficou sem entender. – principalmente com a irmãzinha dele, em casa, sozinhos.
E de repente, ela entendeu o que ele queria dizer e se levantou, voltando a persegui–lo.
– Você tem que ir embora! Se o Touya te encontra aqui, faz picadinho de nós dois! – ela dizia, pensando nas conseqüências.
– Vale a pena correr esse risco para ver o que vai ser de você, ou melhor, o que vão começar a pensar de você – e riu.
– Ah, mas você vai sair! E vai sair agora!
Syaoran correu para fora da casa, mas ao passar pela porta algo fez com que estacasse logo que alcançou a garagem. Sakura não corria rápido, já que não podia, mas estava em uma velocidade elevada. Ela percebeu a repentina parada de sua vítima. Porém, tarde demais e não conseguiu frear ou desviar. Sakura trombou com Syaoran e, de certo modo, passou por ele. Na esperança remota de impedir a queda, agarrou–se a ele torcendo inconscientemente para que ele suportasse seu peso e a segurasse, o que não aconteceu, porque ele não estava preparado para aquela situação. Sakura caiu pela terceira vez naquele dia, e o pior, levando Syaoran com ela. Levando Syaoran em cima dela.
– SAKURA!! – alguém gritou.
Ela abriu os olhos e virou a cabeça para o lado para encontrar um raivoso Touya de pé, parado ao seu lado.
CONTINUA...
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N/A: E aí, pessoal?
Como prometido, aqui estamos com mais um capítulo da fic.
Foi divertido escrevê–lo! Mizu riu muito durante a parte em que a Sakura arremessa os utensílios da cozinha no Syaoran... coitado dele! A Kimi também riu quando leu essa parte... foi em homenagem a uma amiga da Mizu que adora atiração de objetos, a Alexis!
Bom, esperamos que estejam gostando e não se esqueçam de mandar reviews!
Kissus,
Mizu e Kimi
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Respostas às reviews
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Isabella–Chan: Oii! É muito bom saber que está gostando da história! E ela foi atualizada dentro do prazo estipulado! Tomara que goste deste capítulo aqui! Kissus!
Natsumi Shimizudani: Olá! Que bom que está gostando da história e que ela te deixa ansiosa! Pode deixar que, assim que sobrar um tempinho, nós damos uma passadinha na sua fic, ok? Esperamos que goste desse capítulo! Kissus!
bruna c. m.: Oiee! É... até que ele tem um tamanho razoável... mas esse aqui é maior! Que bom que gostou! E, conforme prometemos, esse foi o novo capítulo! Kissus!
Cami–Li: Oii! Ficamos felizes em saber que amou a fic! E obrigada pelos votos de boa sorte! Pois é... pretendemos atualizá–la toda semana, já que ela está pronta e é só postar! Kissus!
Ana Pri–chan: Olá! Esperamos que agora tenha dado para você ter uma noção melhor da personalidade da Sakura... E obrigada pelo elogio! Tomara que tenha gostado desse capítulo! Kissus!
