Trilha sonora: Trevor Morris

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Fora em meados da década de 1450. O reino era pequeno, mas muito conhecido pelo mundo. Seu rei era o grande Syaoran. Possuía a fama de boêmio e galanteador. Era jovem e bonito, gostava de cavalgar em dias ensolarados, e em dias nublados debruçava-se sobre seus diversos livros fantasiosos. Tinha um fascínio por flores e logo seu castelo possuía diversos jardins. As pessoas o conheciam pelo rei jardineiro. Quando este não estava ao lado de seu cavalo ou em seu gabinete resolvendo alguns assuntos do reino você poderia encontrá-lo em meio as mais diversas beldades de flores que havia naquele reino. Em contraste com as belas flores, Emeraude, a rainha era de beleza igual ou até admiravelmente maior. Escolhida pelos pais de Syaoran, a atual rainha fora muito antes palco de disputa entre diversos cavaleiros. Sua beleza era realmente encantadora e fascinante, mas esta beleza não trouxera o que tanto o rei desejava: um herdeiro. E nem mesmo toda a exuberância da rainha fez com que a vida boêmia desse jovem tivesse um fim.

A população daquele reino venerava os seus reis e senhores. Eram muito além de divindades. Nem o Papa e a religião possuíam mais prestígio do que ambos. Eles acreditavam que o toque de seu rei poderia fazer-lhes milagres e curar as suas doenças. Muitos deles guardavam o dinheiro que a rainha doava-lhes em dias santos acreditando que este pudesse se multiplicar, e há quem diga que isso de fato ocorreu-lhes. Mas a realidade daquele povo era vista por uma jovem de modo aterrador e tristonho. A fome, miséria e doenças contagiosas matavam mais de mil por ano, e o reino e a corte não estavam preocupados com os pobres camponeses que vivam fora da realidade deles. A jovem Sakura, rebelde e amazona, enxergava muito além de seu tempo e acreditava que os reis não eram mais do que duas pessoas miseráveis que dominavam o povo com mentiras escrupulosas.

Sakura seguira a profissão do pai. Porém por ser mulher não obteve o prestígio, cuidando apenas de seu único cavalo de raça inferior e humilde. Mas quem olhasse aquela moça cavalgando pela mata, poderia apostar que estava em cima de um possante e que sob as roupas de cavaleiro julgava-se ter um corpo esbelto e esguio ali escondido.

É neste cenário em que os Duques de Celes e Nippon narram essa história. Ambos também estavam presentes no ano de 14... vivendo os fatos que a seguir serão contatos. Como Duques eles viviam na corte do reino e tinham todos os privilégios e até algo mais por serem os amigos mais próximos do rei. Uma corte possuidora de muitos duques, duquesas, cavaleiros e ladies que lutavam entre si para ganharem a lealdade do rei e da rainha. Uma confiança que era adquirida através de sentimentos egoístas, medíocres, invejosos, luxuosos, e muitas vezes atrozes.

- Quem o rei seria? – Fye, o louro Duque de Celes abre os braços dando uma volta em seu calcanhar direito deixando a margarida amassada e murcha cair de suas mãos e sentindo a brisa correr entre seus cabelos – o rei... Quem mais poderia ser o rei do que se não o próprio jardim?