Bom, esse é o segundo capítulo, espero que gostem.
Caso encontrem algum erro, por favor, me avisem para que eu possa corrigir.
Estou postando um pouco mais cedo, ele era para o domingo, mas não resisti.
Boa leitura.
^^ Um comentário me fará feliz!


Fui até a delegacia, precisava me encontrar com Kisuke, fazia duas semanas que ele havia sido transferido, duas semanas sem nos vermos, eu estava carente, sentindo muita falta dele. Cheguei no balcão e perguntei por ele ao policial que estava de plantão, eu sei que ele trabalha na madrugada então ele estaria ali. Antes do policial me responder sinto a presença de alguém ao meu lado, instantaneamente o policial me ignora falando com o recém chegado.

- Detetive Kuchiki, algum problema senhor? Pensei que o senhor já tivesse ido para casa.

Kuchiki, aquele nome não me era estranho. Claro, todas as mulheres da cidade conhecem esse nome. Me virei lentamente na direção do recém chegado, quando me deparei com aqueles olhos cinzentos, indecifráveis, me senti inquieta, quente.

- Esqueci um documento na minha sala. – Ele falou, sem desviar o olhar do meu. Ele estava me hipnotizado. – Posso lhe ajudar em alguma coisa? – Perguntou, agora pra mim, com a voz rouca que certamente enlouqueceria qualquer mulher, estava me enlouquecendo também. Conheço a fama de pegador que ele tem, e não tem como não ser verdade, ele é quente, muito quente.

- Estou procurando o detetive Urahara, sei que ele foi transferido para essa delegacia. – Estranho o tom com que a minha voz deixa os meus lábios, ela estava baixa e sensual, carregada de desejo.

- Me acompanhe, a sala dele é perto da minha. – Ele falou com a mesma voz sensual, não demonstrando nada. Acho que ele é assim sempre. Comecei a segui-lo enquanto nos dirigíamos ao interior da delegacia. O local era como qualquer outra delegacia, cheia de policiais fazendo seus trabalhos. Até que ele parou em frente a uma porta.

– Esta é a sala. – Ele falou e se pôs a caminhar novamente, com aquele porte de nobre sedutor.

- Obrigada, por me ajudar. – Falei e novamente estranhei a minha voz, eu estava excitada somente pela presença dele. Não, não era possível, era saudade do Kisuke, só podia ser. Vi ele se dirigir para a sala ao lado quando entrei na sala do loiro. Ao abrir a porta vi Kisuke em pé no meio da sala, lindo. Caminhei rápida em sua direção e o beijei fervorosamente, precisava acalmar aquele calor que estava crescendo

em mim. Ele retribuiu com a mesma intensidade. Porém, em instantes ele rompeu o beijo e foi em direção a sua cadeira.

- O que aconteceu, Yoruichi? Porque você veio até aqui? Você sabe que... - O interrompi, eu sabia muito bem o que ele iria dizer com aquela voz e olhar frios, mas isso não me importava.

- Eu sei que é só um disfarce, mas estava com saudade de sentir você. Deixa?... - Falei me aproximando e sentando em seu colo, de frente, roçando a minha intimidade na dele, eu estava precisando de sexo selvagem e quem melhor que ele para me dar aquilo naquela hora. Tomei a boca do loiro com urgência, precisava sentir ele dentro de mim, o mais rápido possível. A sua língua invade a minha boca me fazendo delirar. Quando sinto uma presença. Sinto-me vigiada, abro os olhos, sem perder o contato com os lábios de Kisuke e o vejo, na sala ao lado. Me olhando com os olhos cerrados e escuros de desejo.

Beijo Kisuke com mais vontade e me insinuo mais, ele me olha e coloca a mão em seu membro. Eu sei que ele está gostando do que está vendo e eu também estou. Então ele sai da sala. Pensei que entraria ali e me possuiria naquela mesa, na frente do Kisuke. Mas nada aconteceu. Fechei meus olhos e me entreguei as carícias do loiro que em seguida rompeu o contato.

- Yoruichi, o que está acontecendo com você? Não tem ninguém olhando, nós não precisamos ir tão longe, pelo menos não aqui. Você quer que eu te possua aqui, em cima da mesa?

Voltei a beija-lo era isso mesmo que eu queria, comecei a desabotoar sua camisa enquanto sua língua exigia um maior domínio em minha boca quando abriram a porta. Hoje estava difícil.

- Ora, ora, ora. Parece que o garoto da corregedoria não é tão santinho assim. – O homem parado na porta tinha um sorriso debochado no rosto e seus cabelos prateados, quase brancos, quase escondiam seus pequenos olhos o que me deixou enjoada. Kisuke fechou a cara antes de falar com o prateado.

- O que você quer Ichimaru, está atrapalhando. – O loiro falou com a voz carregada de ódio, nunca tinha visto Kisuke assim.

- Fomos chamados, teve uma morte no centro da cidade e como o príncipe já foi, sobrou você para ir comigo. – Enquanto ele falava eu podia sentir os olhos dele pelo meu corpo, me comendo. Senti ainda mais nojo. Aquele homem era asqueroso. Olhei Kisuke nos olhos e sorri.

- Tudo bem, querido, eu te espero mais tarde. – Eu disse passando a língua pelos seus lábios e em seguida dando-lhe um beijo, então saio de seu colo. Peguei minha bolsa de cima da mesa e fui em direção a porta, para sair, quando Ichimaru bloqueia o meu caminho.

- Tenha cuidado no caminho de casa, gatinha. É muito perigoso aí fora. – Olhei para ele irritada e passei, não me importando de esbarrar nele, que abriu ainda mais o sorriso nojento pela minha atitude. Saí da delegacia bufando, quem aquele idiota pensa que é para me ameaçar e que nojo a forma como me olhava. Agora eu estava irritada e frustrada.

Cheguei na calçada e chamei um taxi que me levou pra casa. Esqueci Ichimaru, mas ainda estava me sentindo estranha, quente, excitada. Ficava quente cada vez que me lembrava dos olhos daquele homem. Como ele pode me afetar tanto em poucos minutos. – Detetive Kuchiki... – Sussurrei envolta em pensamentos.