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Capitulo Dois.

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Mais uma vez atrasada, Kagome não estava conseguindo dar conta de tanta coisa, faculdade, grupo de pesquisa, seu emprego de meio período e seu avô. Pobre homem, alguns anos atrás descobriu estava com câncer de pulmão na mesma época que seu filho e sua nora morreram deixando sua neta de doze anos aos seus cuidados. Embora com a saúde abalada, ele não deixou que nada faltasse para ela, preferiu não fazer o tratamento.

Seu filho, Onigumo Higurashi Tayka, contraiu grande dívida com agiotas com intuito de manter-se estável nos negócios. Quando percebeu que estava sem saída matou a esposa e depois se suicidou, deixando alguns documentos importantes com seu pai caso ele precisasse de dinheiro futuramente. Claro que o senhor Higurashi não quis usá-lo para garantir a faculdade de sua neta, pois ele se achava muito velho e não poderia deixar a menina Kagome, como a chamava, carinhosamente, sem certa estabilidade após sua morte.

Os corredores da faculdade se encontravam vazio e a cada passo que ela dava apressado ecoava por conta do salto da sandália, apressou mais o passo ao notar que estava mais que atrasada. Ajeitou a bolsa no ombro com o intuito de pegar a chave de seu armário onde seus livros se encontravam, parando enfrente a ele. – Droga! – praguejou não encontrando a chave, alisou os bolsos da calça que vestia encontrando. Rapidamente pegou seus livros, caminhando em direção a sala.

Kagome tentou entrar sem ser notada por seu professor, mas ele não deixou passar. – Está atrasada senhorita Higurashi. – disse ainda de costas.

- Desculpe-me professor Sesshoumaru. – pediu ela.

- Vou deixar você entrar, mas não se acostume a chegar atrasada. – virou em direção a ela – Fez a pesquisa que pedi sobre crimes não resolvidos.

- Sim. – respondeu receosa.

- Então, já que esta de pé poderia nos dizer o que encontrou? – perguntou ele esboçando um sorriso malando. Notando que ela se encontrava constrangida e tirando risos da turma – Por que está demorando senhorita Higurashi?

- Bem... É... – tentou dizer sem se enrolar com as palavras por conta do nervosismo deixando sua bolsa cair no chão pegando a pesquisa em sua pasta – O caso que me chamou a atenção foi de alguns assassinatos cometidos, supostamente, por um jovem médico. – parou procurando melhor as palavras. – Devido à precisão dos cortes em suas vitimas, entretanto, não tinha provas o suficiente para acusá-lo.

- E qual a sua conclusão do caso? – perguntou sentando em sua mesa.

- Bom. O que não foi considerado durante as investigações é que ele tinha, não... – mexia as mãos nervosamente – ele tem um irmão gêmeo que poderia se passar por ele, já que não concluiu o mesmo curso que o suposto assassino.

- Como chegou a tal conclusão? – sorriu vendo-a procurar nos papeis tal proeza. – Não tenho a manhã toda.

- É apenas especulação. – confirmou não encontrando sua resposta.

- Muito bem, pode ir para o seu lugar. – ficou observando ela recolher a bolsa e o material e sentar. – Ah! Quero conversar com você após da aula. – ela afirmou com a cabeça. Ouvindo alguns murmúrios dos outros alunos.

Sorriu ao ver que sua amiga guardou o seu lugar. - Não sei como você o agüenta Kagome, ele pega muito no seu pé.

- Eu sei, mas fazer o que não é? – respondeu. – Obrigada por guardar o meu lugar Sango.

- Senhorita Hiraikotsu. – Chamou Sesshoumaru a atenção – Quer também apresentar a sua pesquisa?

- Não senhor. – respondeu Sango nervosa abaixando a cabeça.

- Ótimo, então faça silêncio, junto com sua amiga. – ele continuou sua explicação. – Quando forem saindo coloquem suas pesquisas em cima da minha mesa, por favor.

Kagome entrou na faculdade no curso de Direito, está agora no segundo ano. É o primeiro aluno de todo o curso, suas notas são excelentes, os professores a elogiam e com o agravamento da doença de seu avô passam mais tempo no hospital, em sua companhia. Por conta disso os professores moderaram com ela, exceto, Sesshoumaru.

Ele não é apenas seu professor de criminalista e pesquisador, é também seu amigo. Ela o conheceu durante a prova de seleção para pesquisa e sua esposa, Rin, em uma das reuniões de pesquisa ao qual se tornaram boas amigas. O casal a ajuda em todos os sentidos, pois sabe das dificuldades que ela vem passando nos últimos dias, além de ter um futuro promissor no ramo. Eles a têm como uma grande amiga que necessita de proteção.

Sango é a única amiga que Kagome tem na faculdade, e fora dela também, se conheceram na aula inaugural e não se largam mais. Ela sabe o quanto sua amiga é esforçada e dedicada e por isso causa inveja de alguns alunos. Sango é filha de um investigador, muito importante quando trabalhou na polícia, mas ele foi demitido numa tentativa de fuga atirou no salteador acabou acertando também a vítima que faleceu no hospital.

Seu pai trabalha em dupla na investigação de um caso há quase vinte anos, não sabe muito dos detalhes do caso como seu irmão Kohako e seu "amigo" Miroku. Sango não admite, mas tem uma quedinha por ele, o que atrapalha é o motivo dele ser um mulherengo ou para a própria "Dom Juan".

As aulas passaram rapidamente, mais uma vez Kagome olhou para o relógio, não tinha muito tempo para conversar ainda tinha que cumprir seu expediente no escritório de advocacia onde é estagiária. Atendendo ao pedido do seu professor preferido, ela caminhou a sala dos professores, bateu na porta ouvindo – "Pode entrar".

- Oi professor, gostaria falar comigo? – perguntou Kagome um pouco receosa.

- Ah! Sim. – indicou a cadeira para ela sentar. – Quando estiver só nós dois, por favor, apenas Sesshoumaru. – a menina concordou levemente com a cabeça. – A Rin gostaria de saber como está seu avô? E você? – Kagome suspirou como tivesse aliviando a tensão. – Você está precisando de algo?

- Meu avô a cada dia piora, não sei mais o que fazer. – fechou os olhos segurando as lágrimas. – Papai não me deixou muita coisa, mas meu avô não quer que eu use em favor dele. E, além disso, é muito pouco. – deixou que as lágrimas escorressem pelo seu rosto baixo – Estou tão cansada disso tudo.

- Tenha calma, Kagome. Sabe que pode contar comigo e com a Rin. – tentou confortá-la passando a mão em seus cabelos, ela olhou-o.

- Obrigado mais uma vez, Sesshoumaru. – enxugou as poucas lágrimas que restavam em seu rosto, levantou. – Tenho que passar ainda no hospital antes de ir para o escritório. – abriu a porta – Mande um abraço para Rin, e diga-lhe que estou agradecida pela preocupação. – logo saiu na sala deixando-o com um sorriso meigo.

Outra vez Kagome andava apressada, sua vida estava muito atarefada, mal tinha tempo para ela mesma, passou pela recepção cumprimentando a recepcionista que já a conhecia. Passou entre corredores e quartos até encontrar o leito onde seu avô estava, bateu na porta entrando em seguida. O quarto é dividido com outro paciente e mesmo tipo de doença, Kagome conversou com o acompanhante do seu vizinho encontrando o seu avô.

Mesmo com a companhia de outro paciente no leito o senhor Higurashi passava a maior parte do tempo dormindo, um pouco triste Kagome aproximou do senhor dando um beijo em sua testa. Foi como ele tivesse sentido a presença de sua neta, abriu os olhos lhe sorrindo, acariciou os cabelos grisalhos notando que seu avô estava pálido. Conversando sobre como foi o seu dia, entretanto, não pode demorar muito tempo por conta do seu estágio no escritório. Com muito pesar se despediu dele prometendo que passaria, mais uma vez, à noite conversando sobre qualquer futilidade.

Naquele mesmo hospital, o famoso ator Inuyasha Tasho acompanhado de sua esposa tentando convencê-la de ter, pelo menos, um filho com ele. Como toda mulher vaidosa e perspicaz, Kaguya não queria perder seu corpo, mas ao mesmo tempo não queria perder o marido. A mais ou menos três anos ela vem enganando o marido dizendo que vai engravidar na hora certa, que "Deus" ia determinar quando fosse, mas, ultimamente, Inuyasha ansiava por um herdeiro, o que de fato sua esposa não garantiria.

O casal estava a caminho, novamente, de uma consulta marcada com o médico que poderia aconselhar sobre novas técnicas de conservar o corpo e a forma sem deixar de privilegiar a maternidade.

- Inu, meu amor, vamos com calma, sim? – disse Kaguya passando pelos corredores de mãos dadas mostrando que ele é seu, tentando adiar por mais alguns tempos aquele desejo paternal dele.

- "Calma"? – parou olhando para sua esposa – Não me venha com essa, a senhora já me enrolou de mais. – beijou-lhe os lábios. – Eu só quero um moleque para brincar ou uma princesa para mimar. – voltaram a caminhar.

Kaguya suspirou contrariada iria pensar em uma maneira de fazê-lo esquecer de ter um filho, por enquanto, mas por hora iria fazer o que ele gostaria, ela não queria estragar seu corpo e sua carreira. – Está bem... – entraram na sala esperando, mais uma vez, a ser chamado pelo médico que logo ocorreu.

- Bom, a sua saúde está em boas condições, senhora Tasho, é jovem, pode ter filhos a hora que quiser. – comentou o médico – Não entendo o porquê não ter engravidado ainda.

- Sabe como é vida de modelo. – esboçou um sorriso amarelo – Muito estressante.

- Entendo. – respondeu o médico. – Creio que não seja empecilho para engravidar?

- Cla... Claro que não. – olhou para Inuyasha a seu lado, sabia q não adiantava mentir para ele. – Só que eu não acho que esteja na hora certa.

- Já conversamos sobre isso, mas... – respirou fundo – Meu marido quer me ver redonda como uma bola, inchada e imensa.

- Não é nada disso, eu só quero ter o que cuidar, além de minha carreira. – respondeu o ator. - Meu amor, nada impede de... – o celular do Inuyasha vibra no bolso de sua calça, ele viu no seu visor que se tratava de seu empresário pediu licença e se retirou do local andando pelos corredores sem destino conversando ao celular.

Kaguya agradeceu aos deuses por Inuyasha ter saído do consultório naquele instante queria conversar com o médico em particular para poder adiar sua gravidez, a campanha do dia dos namorados estava chegando e ela não podia ficar de fora. Ela tinha que arrumar mais algumas desculpas se continuar assim, logo Inuyasha pediria o divórcio e ela iria perder tudo aquilo que demorou a conquistar.

- Vou passar alguns exames e algumas vitaminas para eliminar qualquer suspeitas. – ele percebeu que tal mediana não a agradava muito – Também tem seu marido ele poderá fazer uma contagem de...

- Doutor... – chamou o cortando – É... Não tem nenhuma outra forma termos esse bebê sem...

Ele a olhou interrogativo sem saber onde ela queria chegar. – Não estou entendendo...

- Bem, eu já li e ouvi sobre casos de mãe de aluguel e... – interrompeu- a.

- Eu não aconselho, é muito arriscado. Na maioria dos casos a mulher que empresta seu corpo tem por de vim a desenvolver problemas psicológicos. – Kaguya o olhou espantada com a negativa dele. – Geralmente essas mulheres não sentem confiança em entregar a criança ou sentem-se a progenitora, o que de certa forma são. Houve casos que elas entraram na justiça ganhando a guarda, então eu não aconselho.

- Não tem nenhum porém? É... Eu quero muito dar um filho ao meu marido, mas minha carreira... – novamente usou o trabalho como desculpa mostrando desejo por um filho. – Ou me arrume uma desculpa para adiar mais um pouco o nosso bebê.

O médico vendo a ansiedade dela em adiar. – Está bem. – disfarçadamente ela sorriu, comemorando internamente. - "Não posso perder a forma por um capricho do Inuyasha de ter um filho, tenho que arrumar uma maneira de dar esse filho a ele" – pensou ela – "Que mulher eu poderia utilizá-la para ser a sua 'barriga'?"

O elevador demora a chegar ao andar em que Kagome se encontrava, pegou o celular na tentativa de ligar para o seu namorado no intuito de avisar que chegaria atrasada. Tentou várias vezes e nada, ligou para Sango conseguindo o favor. Assim que terminou a ligação entrou no mesmo, arrumando alguns arquivos em sua bolsa até chegar ao térreo.

Olhou a hora no celular deixando o elevador, já estava atrasada mesmo não tinha motivo para se apresar. Um pouco distraída com seus problemas apressou o passo, mas ao virar em um dos corredores se esbarra em Inuyasha caindo deixando suas coisas se espalharem pelo chão próximo a eles.

- Não olha por onde anda garota? – disse Inuyasha irritado sem se mover para ajudá-la a levantar. – Deveria olhar a direção que toma.

- Desculpe-me, por favor, eu... Estava distraída e... – Kagome se desculpava apanhando os papeis do chão sem ter olhado para o rapaz. – Desculpe-me... - Rapidamente olha para ele, não o reconhece.

Com um pouco de remorso pelo modo como a tratou Inuyasha abaixou ajudando-a a recolher os papeis e pela primeira vez, depois que ficou famoso, sentiu ser apenas ele mesmo e não o Famoso Ator Inuyasha Hashi. - Não tem importância, eu também não a vi. Deixe-me ajudá-la. - Ele recolheu alguns e entregou a ela.

- Muito obrigada – sorriu para ele – Eu tenho que ir. – disse por fim, saindo sem mais cerimônia. Inuyasha ficou observando ela sair daquele local.

Algo naquela menina tinha lhe chamado atenção, aqueles olhos de cor incomum, uma tristeza tanto na voz quanto nos olhos dela, o que será? Balançou a cabeça a fim de esquecer aqueles olhos, mas encontrou no chão um aparelho celular que provavelmente seria dela, pegou, abrindo, certificando que é mesmo dela. No visor há uma foto da menina sorrindo com um senhor, nela os olhos não parecem tão tristes como minutos atrás, olhou o caminho que ela seguiu voltando para o aparelho.

- Inuyasha! - Kaguya apareceu por trás dele, chamando-o. Logo ele fechou o aparelho – O que houve que você não me ouviu chamá-lo? – notou o celular em sua mão. – O que é isso em sua mão? De quem é esse celular?

- Uma garota... – respondeu entorpecimento - ...o deixou cair...

- Inuyasha! O que... – ele a interrompeu.

- Não foi nada. – sorriu virando para ela – Então, o que falta para providenciar o nosso herdeiro? – Kaguya suspirou em derrota.

- Conversaremos mais tarde sobre esse assunto. O que vai fazer com o celular? – perguntou tanto curiosa, já que seu marido tinha ficado perturbado com ele em mãos.

- Entregaremos a dona, ora! – a abraçou beijando lhe os lábios. – Não precisa ficar com ciúmes.

- Não estou... Só curiosa, vamos?

O casal fez o mesmo caminho que Kagome fez minutos depois de esbarrar em Inuyasha e muitas outras vezes quando seu avô ficou internado. Por mais que tentasse Inuyasha não conseguia tirar aqueles olhos tão penetrantes e cheios de tristeza, entrou em seu carro de ultimo modelo junto de sua esposa partindo para gravação de algum filme ou novela.

No escritório onde Kagome estagiava junto a sua amiga e namorado, estava agitado o caso mais importante daquele lugar está com o julgamento marcado para esse dia. Apesar de ter todo o equipamento moderno em tecnologia de arquivos e informática, algumas coisas ficavam a moda antiga. E Kagome sabia lidar com ambas as informações, é mais fácil perguntar a ela sobre algum processo do que fazer a pesquisa em um dos computadores interligados. Sesshoumaru chegou ao lugar pedindo para falar com Sango. Ela logo se dirigiu a sala dele, bateu na porta onde se encontrava uma placa que dizia: "Sesshoumaru Tasho - Criminalista".

- Com licença, Senhor Tasho. – pediu quase em um sussurro. – Pediu para me chamar?

-Sim, Sango. Vamos entre e feche a porta, por favor. – pediu. Ela percebeu que seu professor, quer lhe falar em particular. - Kagome ainda não chegou? – perguntou.

- Ela ligou avisando que vai se atrasar. – respondeu ela. – Acho que está relacionado com o avô dela. Só isso?

- Não. – ele se ajeita na cadeira. – Sente-se, por favor. – indicou a cadeira a frente e a estudante obedeceu. – Penso que você saiba que Kagome é mais que uma aluna para mim e para minha esposa?

- Sim, Kagome tem comentado comigo sobre sua generosidade e de sua esposa com ela, e principalmente, agora, com a doença do seu avô. – Ela o olhou estranho notando uma inquietude nele. - Mas não é sobre isso que o senhor me chamou aqui, é?

Sesshoumaru sorriu colocando os cotovelos na mesa apoiando o queixo nas mãos – "Menina esperta" – pensou ele. – Kagome tem o avô como o único parente vivo, tenho certeza que ela não hesitaria em desistir da faculdade ou até mesmo fazer algo que possa ajudá-la momentaneamente. – voltando para a posição anterior.

- Também estou certa disso, mas não sei ate onde ela pode agüentar. – suspirou encostando-se ao encosto da cadeira. – Se fosse eu, nem sei o que faria.

- Pois bem, estou pedindo a sua ajuda. – Sango estranhou, como um homem com aquele porte e a mente brilhante a pedia ajuda. – Kagome é uma menina ingênua e pura, 

qualquer um pode enganá-la, apesar de ter sofrido com a morte dos pais, ela não suportará perder o avô. E tenho certeza que ela aceitaria... – não foi preciso dizer toda a frase, pois Sango entendeu o sentido.

- Não se preocupe senhor Tasho, o ajudarei no que for preciso. – respondeu convicta. – Ela é minha única amiga assim como sou dela.

- Obrigado. – Sango levantou do lugar. – Assim que ela chegar me avise. – A garota apenas confirmou com a cabeça saindo em seguida, deixando para trás um professor pensativo.

Sesshoumaru sabia que sua discípula necessitava de ajuda, ela não teria mais ninguém a não ser o avô. Também não entendia o motivo que levou o pai de Kagome assassinar a esposa e seguida se matar enquanto sua filha dormia no quarto ao lado, a desculpa das dívidas era intrigante, mas, com certeza, tem algo por trás de sua morte.

Kagome chegou ao escritório encontrando um caos, nenhum estagiário ou empregado estava parado. Rapidamente, tomou seu posto como estagiaria e entrou na maratona sabia que o dia seria longo e, talvez, não iria passar a noite com seu avô. Assim passou-se o dia, os estagiários foram obrigados a acompanhar o caso no tribunal e por mais tentador que fosse escapar dali para descansar eles não foram.

Já era noite quando Kaguya e Inuyasha resolveram voltar para casa, às gravações daquele dia tinham sido duras e severas. Kaguya sempre acompanha o marido, entretanto, nesse dia ela não tirava da cabeça a oportunidade de ter um herdeiro sem deformar seu belo corpo e ainda manter seu marido satisfeito. – "Como vou conseguir uma mulher para me dar um filho?" – pensava a mulher.

Kaguya estava deitada perdida em seus pensamentos virou para o lado, Inuyasha ainda sob efeito do dia estava em seu lap top, na cama, quando o som de uma música abafada incomodava o silêncio do quarto. Sua esposa sentou-se esperando ele atender, impaciente, por atrapalhá-la a dormir. Inuyasha procurou pelo seu celular, mas não era o toque dele muito menos de sua esposa, então se lembrou do celular da menina, só podia ser ele.

- Alô? – atendeu pensando ser a dona, olhando para sua companheira.

- Senhorita Higurashi? Desculpe ligar essa hora – perguntou a voz da outra linha, sem dar tempo do rapaz responder ela continuou – Aqui é do hospital onde seu avô está internado, como a senhorita não veio hoje à noite, o medico quer falar urgente com a senhorita.

- Desculpe-me, mas ela perdeu o celular hoje e ainda não entreguei. – disse um pouco hesitante.

- Oh! – exclamou a voz – Talvez... Desculpe sim?

- Não se preocupe se a encontrar antes darei o recado. – acrescentou por fim – "Boa noite"

Kaguya nada disse após ele desligar voltou pra o seu lado da cama entrando em seus pensamentos e de súbito lembrou-se da menina que tinha perdido o celular, esta sim poderia ser sua grande ajuda. E com isso começou a entrar no mundo dos sonhos com seu futuro filho e marido. Inuyasha esperou sua mulher dormir para então bisbilhotar aquele aparelho, notando que o mesmo é compatível com o seu aparelho acoplou ao cabo de dados copiando algumas pastas para o seu HD. Com os dados em mãos teve uma idéia, procurou o ultimo número discado refazendo a ligação. Levantou da cama indo a caminho da sala quando a outra pessoa atendeu.

- Ah! Por favor... É que a dona desse aparelho o deixou cair quando esbarrou em mim e... Claro, claro... Amanhã no jardim do hospital... Sim, mais uma coisa... – ele deu o recado para a amiga, na esperança de um encontro com a menina dos olhos tristes. Sorriu, voltando para o quarto.

Abriu o lep top entrando nas pastas que acabara de baixar encontrando algumas fotos, nelas a menina está acompanhada, abraçada a amiga, com um senhor de idade que logo concluiu ser o avô dela, sempre com um sorriso no rosto. Em outras ela está na companhia de um rapaz, ele beijando seu rosto, ao qual Inuyasha não gostou do que viu, e a última eles estavam se beijando. Mais uma vez ele passou as fotos fixando naquela que mais gostara e a mesma que está no visor do celular da menina, sorriu, desligou o aparelho e se arrumou para dormir, entretanto, seus pensamentos estavam intimamente ligados a ela – Higurashi... Então esse é o seu nome... – sussurrou antes dormir.

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Continua...

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Nota da Autora:

Oi gente, me desculpem pela demora, foi tanta coisa para fazer. Sei que isso não é desculpa, mas... Não se preocupem farei o possível para postá-la a cada quinze dias a partir de hoje.

O que acharam? Kagome apareceu bastante neste capitulo, não? Bom... Não sou muito de está enrolado com dramas, mas já deu para perceber qual vai ser a enrascada que Kagome irá se meter.

Até o próximo capitulo, beijos pessoal.