NOTA: ESTES PERSONAGENS E ESTE LIVRO NÃO PERTENCE A MIM E SIM À STEPHENIE MEYER & CHERYL ZACH, RESPECTIVAMENTE.

Hello! Vim com uma adaptação de um livro ( Cheryl Zach –Kissing Bella) que li mês passado e amei. Não sei se já leram, mas eu curti e espero que vocês também gostem!

E... voltei! Vamos lá?!

-o


ANJO IMPROVISADO

Papai Noel, ou um de seus inúmeros "ajudantes", como meus pais faziam eu acreditar quando era pequeno, estava sentado num grande trono no meio da praça principal do shopping, com um garotinho encabulado no colo.

Apenas uma semana antes, Tanya e eu estivemos contemplando uma cena parecida.

Fizemos piada com a ideia de tirar fotos no colo do Papai Noel e brincamos de adivinhar que cada garoto estava pedindo a ele.

"Uma Barbie com uma minissaia de couro preta, mascara e chicote", tinha imaginado

Tanya para um a loirinha tímida com vestido de babados, acompanhado por uma mãe gorda. "E aquele garoto quer uma metralhadora de verdade e uma roupa camuflada do Rambo", ela continuou, apontando para um menininho raquítico. Mas eu opinei que ele talvez também preferisse a Barbie, e isso a fez rir apertando minha mão com mais força.

- Você é tão bobo, Edward – dissera ela, se esticando na ponta dos pés para poder esfregar a ponta do seu nariz no meu.

Eu me inclinara, roçando meu queixo em seu cabelo sedoso e beijando sua testa com ternura.

- É que adoro fazer você rir – murmurei baixinho, beijando seus lábios uma vez ou outra.

- E eu adoro você, Edward – sussurrara ela, emoldurando meu rosto com as duas mãos e retribuindo o beijo, enquanto algumas cantigas de Natal soavam ao fundo em algum canto do shopping.

- Nós nos amamos um ao outro – concluíra eu -, e isso é a coisa mais importante do mundo para mim.

Agora uma longa corda circundava a enorme arvore de Natal colocada no meio da praça central do shopping, igualzinho aquele dia com Tanya. Dúzias de crianças aguardavam ao lado de seus pais e mães para poder dizer ao Papai Noel o que iam querer ganhar de presente. Eu sabia o que eu queria de presente, e também sabia que não o teria.

Emmett deu um leve muro em meu braço.

- Pare com isso, cara! – exclamou. – Você está viajando de novo, tenho certeza.

- Tá bem, tá bem...

Aquele passeio no shopping só estava me fazendo sentir pior. Não apenas não conseguia tirar Tanya de meus pensamentos, como ficara estranhamente incomodado com aquela cena entre Mike Newton e sua namorada.

- Olha McCarty, ainda tenho de comprar alguns presentinhos. Você quer vir comigo ou prefere ficar na sua?

- Bom, eu... Acho que vou continuar zanzando por ai sozinho mesmo.

- Tudo bem. Então a gente se encontra no carro às quatro e meia, ta legal?

- Legal – respondi já me virando para o outro lado e começando a caminhar. Num dos cantos da praça avistei uma arvore de Natal diminuta, decorada somente com pequenos recortes. Chegando mais perto, percebi que cada recorte era um anjo de papel, e havia um nome escrito em cada um deles. Um grande cartaz dizia: ADOTE UM ANJO NESTE NATAL!

Uma mesa havia sido montada junto à árvore. Ao lado de uma das extremidades da mesa se sentava uma mulher de meia idade segurando uma prancheta, e uma garota mais ou menos da minha idade estava sentada na outra ponta. Parei. Era a garota da briga – a agora ex-namorada de Mike Newton, graças a mim. Comecei a sair de fininho, mas foi inútil.

- Em que posso ajudar? – cantarolou uma voz familiar. – Ah, não! Você de novo! Será que também vai me fazer perder esse trabalho voluntário?

Sorri encabulado.

- Eu... Hã... Estava só matutando... O que significa isso aí?

- Isso aí é uma obra de caridade – explicou a garota com a voz seca – Algo que você hoje já tentou fazer.

Ela realmente estava conseguindo fazer com que eu parecesse um babaca.

- Olha aqui, Becca...

- Be-lla – corrigiu ela.

- Be-lla – repeti -, eu estou interessando de verdade. Para que é essa caridade?

Bella olhou para o teto levemente irritada, mas logo se controlou.

- Os nomes escritos nos recortes dessa árvore de anjos foram selecionados por um órgão assistencial – começou ela, num tom maquinal. – São crianças carentes, que correm o risco de não ganharem nenhum presente neste Natal. Qualquer pessoa que quiser ajudá-las pode escolher um nome e comprar presentes, que serão entregues anonimamente à criança escolhida – ela fez uma pausa – Alguma pergunta?

- Não, obrigado – murmurei, voltando-me outra vez para a árvore. O projeto era bom, tive de admitir. Era duro pensar numa criança que ainda acreditasse em Papai Noel e na magia natalina acordando no dia de Natal e não encontrando nenhum presente debaixo da árvore. Caramba, e talvez nem mesmo tenham uma árvore! Afinal, as árvores também custam dinheiro.

Aproximei-me mais ainda e dei uma checada nos nomes escritos nos recortes. Havia meninos e meninas de diversas idades. Um anjinho de papel captou minha atenção. Nele estava escrito: "Kevin, idade: 6". Droga, seis anos de idade e nada de Natal!

Todos os meus presentes de Natal para aquele ano já estavam resolvidos. Eu mesmo tinha feito um porta-cartão de madeira para o meu pai, e para a minha mãe já havia reservado na estufa local duas belas plantas ornamentais. E, para Alice, compraria dois CDs que ela própria tinha pedido.

Quanto a Tanya, eu andara economizando tudo que podia para comprar um pingente de ouro em forma de coração com um minúsculo diamante incrustado, uma pequena maravilha que vira no departamento de joalheria da maior loja do shopping. Já tinha juntado quase toda a quantia necessária, mas agora aquele dinheiro tão suado perdera sua finalidade.

Subitamente descobri o que faria: gastaria parte dele com Kevin. Assim, em vez de ficar simplesmente entregue as lamurias e deprimindo a mim mesmo e a todos que estivessem em minha volta, eu estaria dando a alguém uma boa razão para estar comemorando aquele Natal.

E, alem de tudo, não podia negar que sentiria certa satisfação em mostrar a Bella que eu sabia, sim, alguma coisa a respeito de ajudar o próximo.

Quando arranquei o anjo de Kevin da árvore, outro recorte de papel fisgou o meu olhar: PROCURA-SE UM CARA LEGAL PARA CURAR UM CORAÇÃO PARTIDO.

Não havia nenhum nome escrito nem nada que identificasse a autora do apelo, mas eu tinha uma bela ideia de quem poderia ser. "E é em parte por minha culpa", pensei.

"Analisando bem, talvez seja totalmente por minha culpa." Peguei o anjo anônimo, tirei-o da arvore e o enfiei sorrateiramente no bolso da camisa. Então, com o anjo de Kevin nas mãos, caminhei de volta até a mesa das secretarias voluntárias da campanha.

Quando me aproximei, Bella, que examinava alguns papéis, automaticamente perguntou:

-Em que posso ajudar? – Mas quando ela levantou as vistas dos papéis e viu que era eu de novo seu tom de voz se tornou exasperado. – Deixe-me adivinhar: você quer adotar um anjo!

- Acertou – respondi – E já escolhi – acrescentei calmamente, mostrando a ela o anjo de papel com o nome de Kevin.

- Você está falando sério, não está? – perguntou ela, com uma das sobrancelhas arqueadas.

- Claro que estou. Um cara tem o direito de praticar uma boa ação quando quer, não tem?

- Quanto a isso, nenhum problema – replicou ela, extraindo um formulário da pasta. – É só que você não se encaixa no perfil habitual dos nossos doadores. – Bella esboçou um sorriso tenso. – Bom, é só preencher esse formulário – prosseguiu. – Traga seus presentes aqui mesmo, lá pela ultima sexta-feira antes do Natal, assim nós podemos entregá-los ás crianças a tempo, antes do feriado.

Era obviamente um aviso que ela tinha dado muitas vezes. Depois de preencher cuidadosamente o formulário, empurrei-o de volta para a mesa. Ela deu uma lida por cima.

- Obrigada, hã... Edward. Você vai fazer uma criança ficar muito feliz neste Natal. Se é que pretende ir mesmo em frente com isso, é claro.

- Pode ter certeza de que pretendo – repliquei. – Aliás...

E tirei do meu bolso aquele outro recorte que havia retirado da árvore.

- Você pegou outro anjo? – perguntou ela, surpresa.

- Não exatamente. Eu só... Eu só estava me perguntando o que significa isso aqui... -expliquei, mostrando-lhe a não tão misteriosa mensagem e assistindo fascinado a uma onde de vermelhos incandescentes que tomavam conta do rosto e do pescoço dela.

- Isso não é da sua com... Hã, isso era só... O que eu quero dizer é que... é que isso não é meu, não! - murmurou ela, fazendo uma bola com o anjo e jogando-o com violência debaixo de uma pilha de papeis.

- Olhe você não precisa explicar nada... – comecei.

- Era só uma brincadeira... – interrompeu ela. – Bah, droga, para que ficar jogando esse joguinho besta afinal?... Você sabe exatamente do que se trata...

- Sei, sim – respondi, interrompendo-a antes que ela desatasse a falar. – Olhe, eu estou me sentindo como se tudo fosse culpa minha. Se eu não tivesse me intrometido, talvez você e Mike se entendessem. Sinto muito mesmo. eu sei como é ruim uma coisa dessas acontecer logo antes das festas.

- Ah, muito obrigada, senhor Sensível – retrucou Bella, enquanto rabiscava um desenho qualquer em um bloco de anotações à sua frente.

- Ei, é sério! Estou passando exatamente pela mesma situação esses últimos dias.

- É mesmo? – perguntou ela, enviesando a cabeça para o lado com um ar malicioso. –

Quer dizer que, normalmente, você não age de maneira tão irracional assim?

- O que você quer dizer com isso? – perguntei, pensando se ela não iria começar a me alfinetar de novo.

- Nesta ultima hora você tentou começar uma briga com meu namorado e se inscreveu para comprar presentes de caridade – respondeu ela. – E isso é o que eu vi.

Ri um pouco, ela também. Foi bom rir de novo. Eu não conseguia nem sequer lembrar de quando fora a ultima vez que dera uma risada.

- Acredite, eu realmente sinto muito se estraguei as coisas para você – desculpei-me pela milésima vez.

- Tudo bem, isso acontece. Não esquente – disse Bella, sem conseguir esconder uma expressão triste, que demonstrava que para ela não era assim tão simples não esquentar.

- Posso pagar uma coca cola pra você, ou algo parecido? – propus. – Eu me sinto em divida com você depois do que fiz.

- Não, obrigada, eu... – começou Bella, fazendo uma breve pausa. – Bom... Porque não, afinal? – terminou dizendo, mais para si mesma do que para mim. – Nós poderíamos compartilhar nossas historias e contar um ao outro como conseguimos nossas cicatrizes de guerra.

- Daqui a meia hora, ta legal? – perguntei.

- Daqui a meia hora – concordou ela.


O que acharam? Desculpe pelos erros de digitação Ficarei mais atenta de agora em diante.

Bem, algumas pessoas visitaram, outras leram e 1 deixou review. Preciso realmente saber o que acham e se vale a pena continuar. Ok? Bem, até breve! ;)