Capítulo 1

- pra que exatamente nós temos uma professora de teatro nessa escola? _ eu perguntei me sentando entre as gêmeas Bolgh na mesa da Grifnória.

- hum... Pra ensinar teatro? _ elas falaram em uníssono e depois riram em uníssono.

Essa coisa de gêmeos é tão... uníssona.(?)

Aiai, às vezes me dá uma vontade de ter uma irmã gêmea só pra ser igual a essas duas.

Hannah é a mais 'velha', veio uns 20 segundos antes. Ela tem os cabelos um pouco ruivo, mas ninguém sabe se quem pinta o cabelo é ela ou a Mylla que tem os cabelos loiros vivos... Isso sempre foi um mistério pra todos nós.

Ambas têm os olhos azuis acinzentados, pele branca e estão no mesmo ano que eu.

- mas pra que? Quero dizer, teatro é ate uma coisa legal e tudo mais, mas e se eu não quiser seguir uma profissão artística? No que isso vai me ajudar? _ resmunguei enchendo meu copo de suco de abóbora.

- Gina, não seja chata. Ninguém é obrigado a fazer a matéria... E é por isso que nós ouvimos falar que nenhum aluno se inscreveu para a peça de primavera _ Mylla afirmou colocando outra torrada no seu prato.

- ouvi dizer que a professora é alguma coisa do Snape e ele a ajudou a entrar na escola... Bom, não sei dizer, mas pelo que parece se eles ainda não têm nenhum rolo, o Snape bem que gostaria de mudar isso _ Hannah falou com um sorriso malicioso no rosto.

A olhei de canto.

- você não sabe o quanto isso foi nojento _ brinquei ficando numa posição de estátua enquanto fingia processar os dados.

- foi nojento né?

- bastante _ Mylla concordou – mas bem, pessoas velhas também namoram, pessoas velhas também fazem amor, pessoas velhas...

- certo, vocês conseguiram acabar com o meu café da manha, depois nos falamos _ disse e sai de lá rindo com as paredes.

Bom,, imaginar o Snape trocando caricias com a Professora Marie foi um tipo de experiência a qual eu não pretendo repetir.

Mas, se você levar em consideração que minha mente fértil trabalha rápido,,, é, eu to ferrada!

Hoje eu acordei de ótimo humor e não há nada que possa mudar isso durante esse dia...

-o-

- VOCÊ QUE É UMA DONINHA QUICANTE FILHO DE COMENSAIS DA MORTE _ gritei pela enésima vez, mas não adianta.

Tenho a leve impressão de que esses tipos de xingamentos não atingem mais o Malfoy.

Não passam da verdade.

Ele deve ter se acostumado.

- VINDO DE UMA POBRETONA SEM UM TUSTÃO FURADO COM TROCENTOS IRMÃOS PRA ALIMENTAR ISSO NÃO SURTE MUITO EFEITO _ ele gritou em resposta.

Eu não aquento mais esbarrar no Malfoy pelos corredores e toda a vez seja a mesma coisa.

Não que eu queira que ele olhe pra mim e sorria dizendo um 'bom dia', mas... POR MERLIN, precisa notar minha presença toda vez?

Não pode, simplesmente, fingir que não me viu?

Mas não, essa doninha tem que me parar no corredor e começar a me ofender.

Não que eu me importe com o que ele diz... mas sempre que isso acontece, quando nós começamos a brigar, sempre acabamos cumprindo detenção, ou por estarmos gritando no corredor, ou por (de novo) chegar atrasada na aula.

- VAI PRO INFERNO MALFOY _ gritei cerrando meus pulsos com uma vontade louca de arrancar a cabeça daquele loiro oxigenado.

- NÃO POSSO WEASLEY... SUA FAMILIA OCUPOU TODO O ESPAÇO PEDINDO ESMOLA PARA O SATANAS.

- COMO ELES PODEM ESTAR PEDINDO ESMOLA PARA O SATANAS SE EU ESTOU TE VENDO BEM AQUI NA MINHA FRENTE?

- MAS QUE DIABOS ESTA ACONTECENDO AQUI? _ perguntou a professora McGonagall surgindo de uma sala qualquer.

- esse idiota fica me chateando como sempre _ falei em tom razoável esperando que o Malfoy também mantivesse a civilização.

- essa traidora do sangue que fica correndo atrás de encrenca.

Sim, acho que você é esperto o suficiente pra saber que de novo eu estou em detenção.

- você está morta _ ele sussurrou enquanto caminhávamos em direção á sala do Prof. Snape.

- cala a boca imbecil.

- me chame assim mais uma vez e você não viverá pra ver o sol brilhar amanha.

- imbecil, imbecil, imbecil _ desafiei e confesso que gelei um pouco quando ele me olhou pelo canto dos olhos com uma expressão indecifrável.

Eu confesso que nunca fui a Weasley mais insensata, mas encrencar com o Malfoy era tão prazeroso quanto uma fatia enorme de torta de morango com chocolate.

Paramos em frente à sala do Professor Morcegão e a Professora McGonagall nos lançou um olhar cansado.

- eu não acredito que um de vocês dois vá dar a devida atenção ao que vou lhes falar _ então para quê que ela tenta? Velha doida – Sinceramente, Sr. Malfoy e Srta. Weasley, o tempo de trocar farpas entre suas casas e famílias já deveria ser extinto.

Malfoy revirou os olhos de um jeito completamente dele. Como se pensasse exatamente o mesmo que eu.

Velha doida!

Não faço idéia do que se passa na cabeça desses adultos que tentam nos consertar. Por exemplo, posso afirmar que a doninha ao meu lado é um completo caso perdido.

- Professora _ a chamei quando ela simplesmente nos deu as costas e voltou a caminhar pelo corredor.

Juro que ouvi um suspiro cansado da parte dela, mas tratei de ignorá-lo enquanto a mulher se voltava para mim com a sobrancelha erguida.

- pois não, Srta. Weasley? _ ela perguntou com um tom impaciente. Aposto que não via a hora de se livrar de mim e do Malfoy.

- bom, por que exatamente eu e o doninha fomos encaminhados ao Professor Snape? _ cruzei os braços voltando o corpo para a senhora a alguns metros distante – digo, por que a senhora mesma não nos aplica a detenção?

Malfoy resmungou alguma coisa atrás de mim, que eu nunca vou saber o que era exatamente, e foi rapidamente ignorado.

- algum problema com o Professor Snape, Weasley ? _ A Prof. McGonagall deve tá fumando um escondido. Só pode!

- problema? _ desdenhei percebendo minha voz um pouco esganiçada. Olhei incrédula para a mulher – problema nenhum desde que você goste de sádicos e sociopatas.

Eu já mencionei que Merlin me odeia?

Bom, ele odeia... ou talvez seja um sádico sociopata como meu amado professor de poções.

E foi por esse motivo simples que o dito morcegão pigarreou atrás de mim fazendo com que eu renegasse todas as gerações da minha família... e da família do Malfoy também pelo fato de ele se divertir imensamente à minha desgraça.

- é sempre reconfortante descobrir o julgamento de um aluno, senhorita _ Snape disse com aquela voz arrastada.

Cara, a culpa não foi minha. O quê que eu posso fazer se o narigudo resolveu brotar exatamente naquela hora?

- imagino que sim professor _ sorri amarelo virando para ele e fuzilei o Malfoy quando vi que ele explodia em risos – e só pra constar, Malfoy disse que sua matéria é inútil e que o senhor ensina tão bem quanto um aborto.

O loiro parou de rir no mesmo momento. Eu não acreditava que o professor Snape fosse acreditar em mim, mas já estava encrencada mesmo, por que não melhorar a situação para meu companheiro sonserino.

-o-o-o-

N/A: aeee, cabou C:

Até o próximo