Domo pessoal
Antes de tudo gostaria de exclarecer uma coisa que pode vir a confundi-los nesse capitulo, a lenda que envolve as Sirenes, ou se preferirem Sereias (dá no mesmo), refere-se a uma maldição que Afrodite lançou em algumas ninfas por desafia-la, mas aqui eu exponho a minha versão sobre essa lenda, infelizmente é meio complicado encontrar material referente a essa passagem da mitologia grega, por isso algumas coisas aqui podem até não bater com o original, mas quando isso acontecer eu deixarei uma nota no final com a passagem verdadeira. Bem, por enquanto é isso, sinceramente espero que gostem do capitulo.
Boa Leitura!
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Ariel que é uma criação única e exclusiva minha, da mesma forma que Alister.
Legendas:
- Grkjs mieefdde; (diálogos normais).
- "frmaudnricmf"; (pensamentos).
-dmejiemrofmtrofm,f; (Lembranças). Capitulo 2: Encontros.
I – Naufrago.
-O que foi mestre? – Sorento perguntou confuso para o mestre.
-É bom que você se esforce, não gostaria de ter que entregar minha armadura para aquele garoto que esta sendo treinado por Eurin na Suécia; ele replicou.
-Quem? – o garoto perguntou confuso.
-Afrodite;
Um arrepio cruzou as costas do garoto. Já ouvira esse nome em algum lugar antes, mas não sabia ao certo aonde. Sua mente parecia querer bloquear qualquer lembrança relacionada, mas a única coisa que conseguia lembrar era que isso tinha alguma relação com a Grécia.
-'Mais bonita do que Afrodite'; uma voz ecoou em sua mente, fazendo-o entrar numa espécie de transe.
-'Quem?'; ele perguntou, como se esperasse a voz responder.
-' A Sirene'. 'Ariel'; a voz respondeu.
Não mais ouvia o que seu mestre lhe dizia. Apenas aquelas palavras pareciam ecoar em seus pensamentos, forçando-o a lembrar-se de algo a muito esquecido.
-Sorento! Esta me ouvindo? – Alister perguntou.
-Ahn! –ele murmurou saindo do transe. – Mestre! Quem foi Afrodite? –ele perguntou, mal dando tempo do mestre repreende-lo pela falta de atenção.
-Que espécie de pergunta é essa? – Alister resmungou. – Mas respondendo a sua pergunta. Ela era a Deusa do Amor e da Beleza, representa o amor em sua forma física, ela era a deusa da fertilidade, mas muitas vezes mostrava-se vingativa e orgulhosa. Dizem que foi por causa dela que as sirenes passaram a existir; o mestre comentou ocultando os outros fatos que possivelmente o pupilo não entenderia devido a pouca idade.
-"Sirene"; ele pensou, o nome ecoava em sua mente, fazendo uma estranha dor no coração o assolar. – Mestre! A quem serve o cavaleiro de sirene? – ele perguntou por fim.
-A Posseidon, porque? Não esta pensando em desertar, não é? – Alister perguntou com os orbes estreitos.
-Não, sr; Sorento respondeu prontamente.
-Ótimo! Volte a treinar;
-Deseja alguma coisa Sr? – a comissária de bordo perguntou, ao ver o jovem acordado, parando para perguntar, acabando por fim por tira-lo de suas lembranças.
-Um café forte, por favor; ele pediu. Se encher de cafeína àquela hora não era a melhor alternativa para conseguir conciliar o sono, porém, pelo menos dissiparia qualquer pensamento muito coerente de sua mente.
-Só um momento, que eu já trago; ela disse se retirando.
Mais uma vez ele recostou a cabeça na poltrona, vendo por uma pequena brecha da cortina, o céu estrelado. Agora mais do que tudo queria isolamento, para colocar os pensamentos em ordem.
-Esta pronto, Sorento? – Alister perguntou, saindo fora da casa que habitava com o pupilo. Nas costas, jazia a urna da sagrada armadura, que retornaria ao santuário junto de seu guardião.
Finalmente depois de exatos seis anos o treinamento fora terminado e o Grande Mestre mandara avisar que retornassem, isso porque havia mais um jovem aprendiz a competir pela armadura, possivelmente o pupilo da amazona Eurin; Sorento concluiu quando o mestre lhe avisara que iriam para a Grécia.
-Estou indo, mestre; Sorento respondeu, enquanto terminava de arrumar em uma pequena mala algumas mudas de roupa e colocando dentro do casaco que vestia a flauta que sempre carregara consigo.
-Vamos logo, temos que chegar no porto ainda hoje; o mestre disse impaciente.
Logo eles embarcaram rumo ao santuário. Embora não imaginaram serem abordados por uma cruel tempestade no meio do caminho. Os marinheiros que trabalhavam na embarcação corriam desesperados para todos os lados, tentando manter a ordem e impedir que naufragassem, porém fora praticamente impossível.
Logo a noticia chegou ao santuário do acidente que ocorrera, mas o Grande Mestre só ficara sabendo de tal fato devido a ultima centelha de cosmo de Alister que guiou a armadura de volta ao seu lugar de origem, o Templo de Peixes.
As águas o arrastavam para diversas posições, até perder novamente a consciência e assim foram passando os dias.
Sorento pensara que realmente iria morrer, sentiu-se ser arrastado para uma arrebentação.
Antes que seu frágil corpo fosse arremessado de encontro às pedras, a imagem de uma sirene apareceu diante de si. Ela lhe estendia a mão, a muito custo ele tentava alcançar, tirando forças de seu cosmo para conseguir nadar até se aproximar da imagem, foi quando uma luz dourada o envolveu e do meio das águas, surgiu diante de si às escamas marinhas que depois de séculos, escolhiam seu guardião.
Foi quando sentiu um cosmo poderoso se manifestar entre as ondas do mar..
-Você será o General Marina que protegera o Pilar do Pacifico Sul, em nome de Posseidon; e logo o cosmo de apagou.
Sorento sentiu como se fosse puxado pelas águas de encontro à arrebentação, quando sentiu ser chacoalhado com força e alguém chamar seu nome.
-Sorento! Acorda, Sorento; a voz de Tétis soava aflita.
-O-o q-que f-foi? – ele perguntou confuso abrindo os olhos, vendo a jovem a sua frente com olhar preocupado ainda lhe segurando pelos ombros.
-Graças a Zeus; ele a ouviu murmurar em alivio. –Você não estava bem, tentei te chamar, mas você não respondia; ela disse, vendo-o se ajeitar na poltrona.
-Sr aqui esta seu café; a comissária de bordo disse se aproximando, mas viu que o jovem parecia pálido. – Se quiser posso trazer um chá o Sr não me parece bem; ela comentou.
-Por favor, traga um chá; Tétis pediu.
Logo a comissária deu a volta e Tétis voltou-se para Sorento com um olhar mais calmo.
-O que foi que aconteceu?
-Sonhei de novo com aquilo; ele respondeu dando um suspiro cansando, vendo a jovem voltar a sentar ao seu lado. Foi quando se deu conta de que o ex-imperador não estava ali. – Onde esta Julian?
-Foi ao banheiro, por isso podemos conversar se quiser; ela disse com um terno sorriso, vendo-o assentir. – Você disse que sonhou com o naufrágio de novo, não é?
-Foi, só que dessa vez foi bem mais real e eu tive lembranças das quais nem pensava ainda tê-las; ele respondeu com certa amargura.
-E quais eram? – Tétis perguntou, tentando faze-lo desabafar, desde que começaram essa viajem pelo mundo, Sorento andava mais recluso do que qualquer um dos três, nem mesmo as piadinhas do ex-imperador estavam surtindo algum efeito nele.
-Me lembrei de quando parti com meu mestre rumo a Atenas para fazer o ultimo teste para a armadura de ouro; ele falou. – Mas no caminho fomos pegos por uma tempestade, ninguém sobreviveu, acho que fui o único, foi quando recebi a armadura de Sirene; ele completou.
-Então, foi Posseidon que te salvou? – Tétis perguntou curiosa.
-Não! – ele respondeu vendo o olhar confuso dela. – Foi uma mulher, ela tinha uma voz muito bela, porem os olhos tristes. Nunca havia visto uma mulher com olhos violeta antes, ela também tinha cabelos negros e um belo sorriso; ele comentou com olhar perdido.
-Tem certeza? – Tétis perguntou meu descrente, mas ele apenas concordou com a cabeça. –Sabe o nome dela?
-Ariel! – ele respondeu, sem saber ao certo o porque falara aquilo com tamanha certeza que seria capaz de convencer a si mesmo de que estava certo.
-Aqui esta o chá Sr; a comissária os interrompeu. Tétis pegou das mãos dela a xícara e a passou a Sorento, que pouco a pouco ingeria o liquido, que parecia lhe devolver as energias.
-Parece que perdi alguma coisa; Julian comentou voltando a sentar-se ao lado da sereia, porem não gostando muito da proximidade entre ela e seu ex-general. Tétis parecia preocupada, por isso ele deixou a possibilidade de estar com ciúmes de seu melhor amigo de lado e procurar saber o que aconteceu.
-Nada… Sorento só passou um pouco mal, foi isso; Tétis respondeu seca, sem ao menos mudar de posição para falar com o jovem, ainda mantendo-se de costas.
-"Porque tenho a impressão de que a Tétis esta brava comigo?"; ele pensou se perguntando, já que desde que ele resolvera que todos voltariam a Atenas e iriam ao Santuário, ela estava com o humor sensível, mas ele achou que fosse estresse de mais devido ao árduo trabalho, mas estava começando a acreditar que não.
-Obrigado, Tétis; Sorento agradeceu, enquanto a sereia entregava a uma comissária de bordo a xícara para que levasse.
-É melhor tentar descansar, logo chegaremos; ela falou serenamente.
-Esta certo! – ele respondeu com um doce sorriso, enquanto recostava-se na poltrona e fechava os olhos.
Tétis fez o mesmo e ainda ignorando o ex-imperador, pegou no sono. Não falaria com ele tão cedo, ainda mais por conhece-lo tão bem que sabia que aquela não seria apenas uma inocente visita a Atenas ainda mais com a dona da fundação Graad por lá.
II – A lenda.
Muitos anos mortais foram passando, as Sirenes que um dia foram ninfas doces e criaturas gentis, agora a maioria não passava do puro retrato da crueldade.
Parte das sirenes que abandonaram a província grega, descobriram com o tempo que agora eram seres capazes de reproduzirem-se sem a necessidade de um parceiro como os humanos e animais de outra espécie. A cada 400 dias mortais, na lua cheia. Uma das belas escamas da cauda da sirene se desprendia caindo no mar, isso era o suficiente para uma nova vida ser criada.
Revoltadas com a atual situação, as novas sirenes começaram a atacar navios e marinheiros que cruzavam seus rochedos, pois a cada nova escama que caia, alem de uma nova sirene nascer, as mesmas ficavam cada vez mais belas, séculos mortais foram passando e tal beleza tornou-se lasciva e perigosa a pessoas despreparadas.
As melodias entoadas por elas, atravessavam os rochedos, chegando aos navios e penetrando nos ouvidos dos marinheiros. Seduzindo, encantando e enfeitiçando, fazendo-os jogarem-se ao mar sem piedade.
No santuário…-Desde quando você sabe tanto sobre sereias, Kanon? – Milo perguntou com um sorriso maroto, ao ver o ex-general conversando com Shaka sobre história antiga.
-Se você estudasse um pouco mais em vez de só pensar besteira, quem sabe você saberia pelo menos metade disso; Shaka respondeu, antes que o geminiano perdesse a calma.
-Certo! Não esta mais aqui quem falou; o escorpião falou emburrado, indo falar com Aiolia que não estava muito longe dali.
-Então, o Grande Mestre veio me falar que um marina de Posseidon pediu autorização para conhecer o meu templo; Afrodite comentou com Kamus e Aishi.
Todos estavam reunidos no terraço conversando, no final de mais um dia. Quando o pisciano comentou com o casal sobre isso.
-Não sei! Acho que não ha motivos para desconfiança, afinal, Posseidon não é louco de querer atacar o santuário, ainda mais contando apenas consigo mesmo; Aishi respondeu com um meio sorriso.
-Como assim, pensei que ele vinha acompanhado de dois marinas; Afrodite falou confuso.
-Aposto minha armadura que enquanto estiver em Atenas, Tétis não levanta um dedo para ajudar Posseidon; ela completou rindo. –E Sorento tem mais coisas para se preocupar do que ficar vendo os ataques adolescentes do meu querido tio; ela completou.
-Desde quando você conhece os marinas de Posseidon? – Kamus perguntou enciumado, referindo-se especificamente a um.
-Não conheço todos, apenas o Kanon que foi o Dragão Marinho, Tétis a Sereia, Sorento de Sirene e Issac de Kraken seu antigo pupilo; ela respondeu com calma.
-…; Kamus apenas arqueou uma sobrancelha.
-Her! Acho que to sobrando aqui; Afrodite falou dando um sorriso sem graça. –Os pombinhos que me dêem licença que o Shaka ta me chamando ali; ele disse saindo com um sorriso sem graça.
-O que foi? – Aishi perguntou, voltando-se para o namorado seria.
-Nada; ele respondeu com casualidade, mas parou ao vê-la arquear a sobrancelha e afastar-se dos braços dele. –Ta certo, só achei estranho você conhecer um dos marinas; ele respondeu.
-Você esta com ciúmes do Sorento, ou é só impressão a minha? –ela perguntou casualmente.
-B-bem… você sabe; ele começou.
-Sei o que?
-"Mondieu"; ele pensou. –Esta certo eu admito, fiquei com ciúmes sim; ele respondeu emburrado, virando de lado para que ela não visse sua face corada.
-Pois não precisa, sabe que só tenho olhos pro meu cubinho de gelo; ela disse o enlaçando pelo pescoço e sussurrando ao seu ouvido, fazendo o cavaleiro ficar mais corando ainda. –Mas se você quer saber, eu conheci Sorento há muitos séculos atrás, a terra já não era mais tão jovem quanto era na época em que nasci, porem muitas coisas já eram complicadas na época; Aishi começou, ficando seria.
-Como assim, Aishi, acho que não estamos falando do mesmo Sorento; Kamus falou confuso.
-Estamos sim, amor; ela disse carinhosamente. –A maior dádiva que um mortal possui é sempre ter a chance de viver uma nova vida e corrigir seus erros, porém nem sempre acabam bem; ela explicou. –É o que chamamos de reencarnação, não é só os deuses que tem essa chance; ela completou.
-Entendo; Kamus murmurou.
-Mas ainda sim, nem todas as histórias que vi através dos tempos terminaram com finais felizes como nos contos de fadas; ela comentou.
-Quer falar sobre isso? – Kamus perguntou cauteloso.
-Acho que sim; ela respondeu se aconchegando nos braços do cavaleiro e começando a contar-lhe sobre a origem das antigas lendas.
III – Tão perto e tão longe.
Centro de Atenas...
Ela caminhava apressada pela rua, sua primeira apresentação na Acrópole e ela se atrasava, sem duvidas o maestro lhe chamaria a atenção se não lhe impedisse de se apresentar.
Entrou pelos fundos, encontrando muitos dos amigos pelo caminho, alguns lhe olhavam torto pelo atraso, mas o que podia fazer, morava do outro lado da cidade e condução naquela hora era quase impossível.
-Esta atrasada, Ariel; o maestro falou com o cenho franzido, embora sendo um sr de idade, ele ainda era o mais experiente em sua área, por isso a maior parte dos artistas que desejavam seguir carreira na musica o procuravam.
-Desculpe Sr, mas foi difícil chegar até aqui; a jovem de longos cabelos negros e orbes violeta falou envergonhada diante da repreensão.
-Tudo bem, faça o aquecimento e se prepare, hoje nos apresentaremos para o jovem Sr Sollo que estará fazendo um grande investimento no departamento artístico da cidade; o maestro respondeu.
-Pode deixar Sr, não vou decepciona-lo. Alem do mais esse investimento é muito importante; ela respondeu empolgada.
-Então vá logo! – ele disse.
Logo a jovem procurou um canto onde pudesse ficar. Retirando de um delicado estojo de marfim, ela pegou o instrumento de siringe onde uma palavra fora escrita, porem a jovem não a conseguira ler, o grego usado naquela palavra era muito arcaico para o seu conhecimento, dificultando sua compreensão.
Aos poucos os artistas tomaram seus lugares e o maestro começou a regência. A doce melodia dos violinos, violoncelos e alguns instrumentos de sopro fez-se presente. Embora fosse noite, a mesma parecia mais encantadora do que nunca, até mesmo as estrelas brilhavam mais vivamente.
Em uma das primeiras fileiras Tétis, Julian e Sorento observavam com atenção a orquestra começar o espetáculo.
O jovem flautista tentara ficar no hotel, porem a sereia o arrastara até ali, mas agora isso não lhe parecia tão ruim assim. Aquela melodia lhe parecia extremamente conhecida, lhe acalmava o coração.
-Realmente, será um grande investimento; Julian murmurou.
-Xiiii! Não viemos aqui pra falar de trabalho; Tétis o cortou asperamente.
Julian apenas observou a sereia a seu lado, agora sim tinha certeza de que Tétis estava brava com ele, mas ainda não entendia o porque.
Sorento sentia-se inquieto, seu coração parecia disparado. Ainda mais ao ouvir o inicio de um solo de flauta, porem a pessoa que o tocava não parecia muito seguro de si, para dominar o instrumento, o mais surpreendente era que conseguia sentir com extrema certeza isso.
-Preciso sair daqui; ele murmurou suando frio.
-Algum problema, Sorento? – Tétis perguntou preocupada, vendo-o remexer-se na cadeira.
-Preciso sair daqui; ele repetiu.
-Quer que eu vá com você? –ela perguntou preocupada.
-Não! Só vou dar uma volta; ele a acalmou. Levantando-se e saindo pela lateral da Acrópole.
-Aconteceu alguma coisa Tétis? – Julian perguntou preocupado, observando a sereia apertar as mãos nervosamente no colo.
-Sorento esta estranho, desde que entramos no avião ele não esta passando bem; ela respondeu, voltando-se com um olhar preocupado para o jovem.
-Não se preocupe, Sorento sabe se virar; ele tentou acalma-la, depositando sua mão por sobre a dela de maneira afetuosa.
-Mas...; Ela tentou contestar, porém o jovem virou-se de forma a se aproximar de seu ouvido e sussurra.
-Não se preocupe, ele só precisa de um tempo para colocar os pensamentos em ordem; ele falou com suavidade.
-o-o-o-o-
-"Por Zeus, eu sempre acertei essas notas, mas porque não consigo me concentrar?"; Ariel pensou com desespero. O maestro contava tanto com sua participação, mas agora ela tocava de forma medíocre, a pedido do maestro estava em um lado mais afastado do palco da acrópole, mas tinha uma visão ampla da arquibancada, o que a deixava mais aflita.
Quando sentiu a aproximação de alguém, como não era sua vez de tocar, ela teve tempo de reparar que um belo jovem de orbes rosados aproximava-se em silencio, parecia não tê-la notado ali, já que entrara cauteloso pela entrada lateral sem cruzar com ninguém pelo caminho. Viu-o retirar de dentro do casaco que usava uma bela flauta dourada. A jovem pareceu hipnotizada por tal instrumento.
Notando o olhar insistente sobre si, Sorento voltou-se na direção da jovem. Parando estático ao ver mesmo sobre a luz fraca que ali iluminava um par de orbes violeta lhe fitando com curiosidade. Viu a jovem corar e apertar com força entre as mãos um instrumento de siringe.
-"Então era ela a tocar a flauta antes"; ele pensou. –"Interessante";
Logo a jovem começou a tocar a flauta, sendo acompanhada por Sorento, que com destreza fazia a melodia extraída da siringe ecoar por toda a acrópole, encantando a todos os ouvintes.
Ariel sentia-se como se fosse embalada por aquela melodia suave, conseguindo por fim a concentração necessária para acompanhar o misterioso rapaz que tocava tão encantadora melodia.
Continua...
Obrigada a todos aqueles que perdem um pouco do seu tempo lendo essa fic, um obrigada em especial a Margarida que comentou no capitulo passado.
Até a próxima
kisus
ja ne...
