Capítulo 2

Diana

Casamento. Talvez fosse difícil explicar isso durante o jantar no templo de gêmeos. Mas tudo o que ouviram foi que Kanon se casou e muito bem e tem a pequena Di como filha. Os detalhes deixou para outro dia afinal a pequena dava sinais que o sono e cansaço tinham chegado.

A noite passou como um raio. Logo pela manhã Saga viu seu irmão e a filha dele arrumando uma cesta. Diana vestia uma conjuntinho verde-claro, uma blusinha com alça e um shortinho sentada em cima da mesa observando tudo. Já o mais novo dos gêmeos vestia uma blusa com mangas na altura do cotovelo e um short. Saga os fitou por um tempo tentando processar o que os dois faziam logo cedo na sua cozinha com aquelas roupas.

- Vamos a praia Sa. – falou por fim o marina. – Quer vir conosco?

– Desço mais tarde. – foi o que disse ao ver seu irmão saindo com uma cesta em uma mão e a sua sobrinha no colo do marina.

Kanon descia os templos rumo a praia. Ficou ontem a noite pensando numa maneira melhor de contar a todos a sua história, mas ao olhar sua pequena filha dormindo na sua cama o fez lembrar que ela nunca viu o mar. De onde ela veio não tinha um mar como na Grécia apesar de ter mostrado vários rios, o mar não é bem um rio salgado. Ia mostrar uma coisa de cada vez. Diana é muito esperta para sua idade.

Parou no final da escadaria de Aries. Certo que sua pequena Di não foi concebida por meios nada normais e esse era outro ponto que tinha que explicar. Diana fitou o pai que olhava o nada. Inchou as bochechas e cruzou os braços chateada.

- Papa? – pronunciou e viu o marina a fita.

- Desculpe Di, mas eu ainda não sei como explicar ao meu irmão e aos meus amigos como você nasceu. – viu a menina relaxar a carinha. – Eu amo muito você, mas no meu mundo você é como se fosse uma espécie de lenda ou conto folclórico. – Diana só o fitou. – Mas eu vou pensar numa maneira de explicar tudinho afinal amanhã alguém vai me ajudar a tirar as dúvidas do pessoal.

Ela sorriu e o marina voltou a caminhar. Seguiram pela trilha que levava para fora do santuário e chegaram a beira mar. Em um toldo estava Aldebaran se protegendo do sol, sorriu aos ver os dois se aproximando.

- Bom dia Deba! – Kanon se inclinou um pouco e deu um selinho no brasileiro.

A reação do taurino foi ficar estático com tal ato do outro cavaleiro afinal teve um rápido namoro com o marina e mesmo sabendo que o geminiano está casado agora, tais ato dele ainda o deixam sem jeito. Kanon colocou a cesta no chão perto dos pertence do cavaleiro de touro e colocou Diana no colo do brasileiro.

- Bom dia. – falou for fim saindo do estado de espanto, olhou a pequena no seu colo. – Bom dia para você também anjinho.

Di fez beicinho como se quisesse fazer o mesmo cumprimento do pai e o brasileiro se inclinou para beijá-la, porém como esperado da filha de Kanon, ela o beijou na boca. O marina riu da cara envergonhada do brasileiro que fitou na mesma hora o outro sabendo que isso era mais um ensinamento de um pai desajustado. Ficou imaginando o que a menina via ele fazendo com a mãe de Diana.

– É só um beijo Debão. – sentou se ao lado do cavaleiro. – Um forma de demostrar carinho como sempre fiz com você. – o brasileiro achou estranho o outro pegar no seu queixo o fitando no fundo dos olhos. – Não vou fazer nada do que você não queria….

- Deba! – voltaram para quem via falando e acenando, Mu estava tentava tentando ter um relacionado com o brasileiro.

O ariano viu os dois juntos e não queria atrapalhar, mas recordou que agora tinha uma chance com o taurino e não ia deixar essa chance passar. Mu estava com uma regata e um short numa tonalidade clara e os cabelos presos numa transa mal feita. Todos se cumprimentaram e Diana olhava o cavaleiro de aries impressionada desde quando o viu na noite passada, as pintinhas era algo que nunca tinha visto.

– Mu. – falou a menina abrindo os bracinhos para o cavaleiro a pegar no colo.

- Hum. – ele a pegou no colo e a viu passar as mãozinhas nas suas pintinhas.

- Di aprendeu um novo nome. – falou orgulho Kanon. – Acho que ela gostou das suas pintinhas Mu.

O ariano sorriu e a viu observar com cuidado as pintinhas, afinal nunca tinha visto aquilo em nenhuma 'pessoa' de onde veio. E olha que já tinha visto cada coisa de onde nasceu e viveu. Passava as mãos na testa do ariano tentando tirá-las, mas nada, o brasileiro ria da tentativa em vão da menina.

Estava preste a chora por não conseguir desarrumar as pintinhas de Mu como fazia com as sobrancelhas do outro quando viu o mar, todos se voltaram para o que ela via. Diana ficou sem reação, o mar não era como os grandes rios que via na sua terra natal. Entre a admiração e o medo fez uma movimentação como se fosse pegar nas suas pequenas mãozinhas aquela imensidão azul.

- Sabia que ai gosta. – a pegou nos braços a colocando entre os seus pés, o marina. – Vejo que deixou em paz as pintinhas de Mu e quer mesmo dá um mergulho. – ela o fitou e depois o mar, voltando a olha o pai. – Deixa o papai amarrar o cabelo e tira a camisa.

O marina amarrou o cabelo num rabo de cavalo alto, o brasileiro notou algo estranho no pescoço do geminiano. Quando Kanon tirou a camisa dava para ver o que era, uma espécie de tatuagem enorme que pegava o pescoço, uma parte da costa e uma parte da frente chegando quase perto do mamilo . A tatuagem pareceu que brilhou assim como os olhos do marina e se mexeu no corpo dele. Os dois cavaleiros que viam a cena se olharam e depois o geminiano.

- Kanon. – Mu chamou a atenção do marina que o olhou. – O que isso no seu pescoço?

- Ah isso… – passou a mão na tatuagem que se mexeu novamente. – Um presente de casamento.

- Normalmente… – Deba começou a tentar questioná-lo. – Ela se mexe e brilha desse jeito?

- Sim. – falou o marina naturalmente. – Com frequência. – riu – Ela não morde e nem coça, mas fazer o que é uma tradição da família…

- Papa! – Diana estava furiosa com aquele papo queria ver o mar e não ver o pai tagarela sobre ele.

Vendo que não tinha jeito a levou para ver o mar. Diana foi colocada no chão perto da água, viu as enormes ondas vindo e parando perto dela. Deu uma pisada na areia e a onda foi embora. Olhou o pai que estava ao seu lado. A pequena estava em pé segurando uma das pernas do cavaleiro. Outra onda veio, mais forte e a água veio com tudo. Diana tentou pegar a água, mas ela foi embora.

Deu uma gargalhada gostosa. Kanon a pegou nos braços e entrou um pouco na água. Foi uma manhã divertida. Saga não tinha aparecido, mas Aldebaran e Mu conseguiram trocar uns beijos e ver a diversão de pai e filha. Diana também gostou de ver o mar e comer os quitutes que o brasileiro fez para a praia. Tiraram muitas fotos.

Claro que se ver no telefone celular de Mu deixou a pequena intrigada afinal ela nunca viu um objeto que capturava imagem real das pessoas. Gostou de tirar muitas fotos e mexer nas pintinhas de Mu. Andou na cacunda do taurino que fazia vários som divertidos. Comeu e acabou dormindo em meio aos três cavaleiros. Kanon tinha no rosto a expressão de orgulho da filha e olhou os dois amigos que trocavam uns beijinhos tímidos e carinhos. Antes das nove horas voltou ao templo de gêmeos e não viu o irmão e nem um bilhete, talvez ele estivesse trabalhando até tarde.

O dia voou e o marina não viu o irmão, só o reviu na hora do jantar quando o viu chegar com Shura de uma reunião na sede da empresa Kido na Grécia, os dois contaram que foi um dia puxado e nem tiveram tempo de almoçar direito. Já o marina contou no jantar para os dois, Saga e Shura, o que houve na praia omitindo a história da tatuagem, claro. O irmão riu das fotos de Diana tentando arrancar com os dentes as pintinhas do ariano e Deba tentando a separar do lemuriano. Shura deu uma boa olhada nas fotos e uma lhe chamou a atenção, viu algo como se fosse uma sombra minúscula atrás da pequena Diana ou talvez fosse uma foto mal tirada. E mais um dia se foi…

Ao amanhecer do terceiro dia da visita de Kanon, uma figura de pele morena, cabelo negro curto, olhos amarelados, estatura mediana e roupas estranhas olhava a entrada do santuário, notou um rapaz que exalava um aroma de rosa, aproximou se e tocou lhe o ombro. Afrodite vê virou para ver quem era e estranho as roupas fora de moda do rapaz.

- Bom dia. – falou o estranho. – Procuro por Kanon.

- Bom dia. – respondeu educamente do cavaleiro de peixes. – E quem o procura?

- Sou Baco companheiro de Kanon.

Afrodite de peixes ficou palito como assim ele é o companheiro de Kanon?

Continua…