N.A.: Eu não falei no prólogo, mas pra quem não sabe Twilight não me pertence! hauahuahuhuahauhauah
Amei todas as reviews... Mesmo. Vocês me incentivam demaaais!
Então... Apresento-lhes o primeiro capítulo!
=)
Olhares, Atração e Desafio.
Bella Swan
Era uma casa de três andares clara e arejada... Eu diria que é uma casa de uma família um tanto abastada, e o irônico é que você jamais adivinharia que dentro dessa imponente e clara casa aconteciam festas de "swing"... Eu estaria debochando da ironia se não estivesse tirando proveito dela.
"Hey, boa noite," falei tentando chamar a atenção do barman. "Senhor?" chamei mais uma vez, mas como o bar estava cheio e só tinha dois homens trabalhando ali era de se esperar que não tivesse atenção de nenhum dos dois. Talvez eu devesse ter colocado aquele vestido vermelho - com o decote que ia abaixo da linha dos seios e parava no meio da minha coxa - que Rosalie me indicou quando afirmei que viria pra essa festa hoje. Mas não, cá estou eu com uma Levi's apertada marcando minhas curvas – ou falta delas, uma blusa Dolce azul tomara-que-caia e relativamente soltinha no corpo e um Blahnik de seda preto.
Resignada por ter que esperar pelo meu drink encostei de lado no bar pra que a morcegada debandasse e eu conseguir pedir meu Tequila Cranberry, que é um drink doce e um dos meus favoritos e não tinha nada além dele que eu quisesse mais nesse momento...
Estava de olhos fechados apenas tentando relaxar, ainda sem o álcool no meu organismo, o estresse do meu dia de trabalho. Hoje é sexta-feira e costuma ser o dia mais corrido na editora. A maioria dos nossos prazos pra entrega de livros são segundas-feiras, portanto... Auto-explicável.
Senti um cheiro cítrico na minha frente e abri meus olhos, deparando-me com um homem alto, seus olhos eram azuis e o cabelo loiro. Lábios cheios e pele clara. Definitivamente meu estilo...
"Martini?" ele me ofereceu com um sorriso enviesado no rosto. Deus, se ele soubesse como eu detesto Martini e como me irrita o fato de que todos os homens acham que esse é o drink favorito das mulheres... "Pedi pra colocar cereja." Ele disse sorrindo achando que sua idéia foi espetacular... Nota: gosto tanto de cereja quanto gosto de Martini...
Foi só aí que deixei meu olhar vagar pelo seu corpo, afinal de contas se a originalidade é fraca e a voz é enjoativa, algo deve servir... Ele é forte, ombros largos, mãos grandes, dedos longos... Definitivamente masculino.
"O que te faz achar que eu gosto de Martini, de cereja ou de qualquer outra coisa?" perguntei com a voz indiferente e meu olhar fixo no seu.
"Mulheres como você gostam..." ele deixou o fim da frase no ar pra deixar um ar de mistério. Patético.
"Mulheres como eu," falei com a voz irônica, "não gostam de Martini ou cereja..." Nesse momento suas sobrancelhas levantaram lentamente como se estivesse surpreso. "Ou de homens como você que se julgam inteligentes o suficiente pra dizer o que mulheres como eu gostam. Eu escolho o meu drink. Estamos entendidos?"
"Ahan..." ele disse com um sorriso malicioso, "Uhm... Dominadora, hu?"
Rolei meus olhos já de saco cheio desse cara bonitinho metido a esperto e me desencostei da parede pra sair dali. Nesse momento ele se aproximou de mim me encurralando na parede. "Por que você não mostra pra um dominante como é bom ser dominado por uma mulher como você?"
"Por que você não arruma uma boneca inflável ou uma prostituta, e some da minha frente?" respondi olhando fixamente em seus olhos que estavam cada vez mais perto dos meus.
"Gatinha, você adora um macho que te domine, eu sei que gosta." Ele respondeu com uma tentativa de autoritarismo na voz que só me fez ter vontade de rir.
"Cara. Não vou falar de novo. Some da minha frente, ok? So-me." Falei levemente irritada o afastando do meu corpo com o máximo de "finesse" possível naquele momento.
"Ih... fica tranqüila. Estou indo, estou indo..." Ele disse gargalhando debochadamente.
O segui com meus olhos até ele desaparecer no meio da pista de dança com uma loira debaixo do braço. Típico.
Voltei a encostar na parede e respirei fundo algumas vezes pra me acalmar. Porque a vontade que eu tinha era de arrancar a "preciosidade" daquele esquisito metido à dominante!
Meu. Deus... existe algo mais tosco do que um homem que claramente não sabe se impor tentar dar uma de Dominador?! Quão patético isso é?
~*~
Senti sua presença antes mesmo de ouvir seus passos lentos e firmes vindo em minha direção.
Seu cheiro era amadeirado, refrescante e com um toque de canela... delicioso. Respirei fundo e quando o fiz o cheiro que chegou a mim foi forte o suficiente pra me deixar com um frio na barriga. Abri meus olhos e quando o fiz me arrependi imediatamente; olhei pro chão tentando me esquivar daquele olhar firme... intimidante...
Seus olhos eram verdes e foi a única coisa que eu consegui me focar antes de desviar meu olhar do dele, mas acho que vi um cabelo castanho, ou vermelho, ou castanho-avermelhado... Deus, eu não conseguia nem mais raciocinar.
Minha barriga se contorcia de nervoso e todos os lugares pulsantes do meu corpo manifestavam-se em antecipação.
"Olha pra mim," ele comandou numa voz tão firme, tão sedutora, mas ainda assim tão doce que eu fui incapaz de fazer outra coisa se não obedecer.
Eu olhei pra ele.
E ele estava tão mais próximo...
Mas mais uma vez fui incapaz de manter a troca de olhares porque todo o meu corpo ficou em chamas no segundo que eu notei a luxuria estampada naquelas orbes verdes escuras... Fascinantes...
"Eu disse pra você olhar pra mim." Ele disse com a voz firme e com o dedo da sua mão que segurava um drink rosado levantou meu rosto pelo queixo.
As palavras não se formavam na minha mente que estava absolutamente anestesiada. Nada vinha, nem o assunto mais banal como o tempo... Nada. O que é no mínimo esquisito levando-se em conta que eu me formei em Inglês com especialização em literatura inglesa com honrarias...
E me faltam palavras.
Eu sabia que ele estava falando comigo. Sua boca mexia, mas eu simplesmente não conseguia juntar as palavras que saiam dali para dar sentido a elas numa frase coerente. Eu estava focada demais no movimento dos seus lábios.
"Beba," ele comandou num timbre tão imponente que cada célula do meu corpo estremeceu e entrou em estado de alerta.
Peguei a taça de sua mão e no segundo que meus dedos encostaram nos dele uma onda de frustração sexual me abateu com força e todos aqueles meses, por deus, anos sem uma interação com um homem suficientemente capaz de abalar minhas estruturas pareciam fazer meu corpo piscar, urrar, gritar por aquela sensação que apenas os seus dedos – longos – já foram capazes de fazer, mesmo que ele não tenha agido intencionalmente.
Assim que recobrei minha própria consciência percebi o mal que havia feito; perdi o controle e esse fato me desagradava de uma maneira desumana. Maldito seja esse homem gostoso.
Dois podem brincar, querido. - gargalhei mentalmente enquanto formulava meu plano. Definitivamente não ia deixar esse desconhecido comandar o que penso, faço ou falo...
Olhei no fundo dos seus olhos segurando seu olhar com o meu, lambi meus lábios e levei o drink à boca fazendo um esforço monumental para parecer sexy.
O olhar do desconhecido serpenteava entre meus olhos e minha boca, não se fixando em um deles por mais do que breves segundo. Isso me deu motivação suficiente pra manter minha postura, principalmente quando o verde dos seus olhos dava cada vez mais lugar ao preto luxurioso de sua pupila dilatada...
Cosmopolitan foi o que meus lábios e língua encontraram naquela taça... Cosmo.
Hun... Esse sim era um drink digno de se oferecer a uma mulher como eu. Assim que o sabor daquela bebida encostou em minha língua eu não pude conter o gemido, que mesmo que não esperasse, se mostrou num som alto; fechei meus olhos pra aproveitar melhor o gosto...
Mmmm... Delicioso.
"Sabe por que existem fantasias de transar com venda nos olhos?", sua voz sussurrou no meu ouvido e o calor da sua respiração espalhou arrepios pelo meu corpo. Não tinha reparado que tinha desencostado da parede ou que ele tinha se posicionado atrás de mim, mas foi o que claramente aconteceu...
Não respondi por simplesmente achar que era uma pergunta retórica. "Responda." Ele comandou no meu ouvido e senti suas mãos passarem levemente pela minha cintura deixando um caminho de "fogo saudosista" por ali – se é que isso existia...
"N-não," respondi me chutando mentalmente por ter gaguejado. O estranho riu no meu ouvido afetando-me da mesma forma que antes.
Meu corpo inteiro queimava...
"Permita-me te explicar então; uma vez que um de seus sentidos - qualquer um dos cinco - seja cortado, todos os outros são aflorados. Com a visão é exatamente isso que acontece. Assim como quando você é amarrada na cama, uma injeção de adrenalina corre pelo seu corpo por causa da sensação de perigo e o orgasmo é muito mais... violento." Imediatamente meu corpo inteiro tremeu com as palavras dele. "Já foi amarrada ou vendada?" Ele perguntou com a voz rouca no meu ouvido e eu senti meu corpo inteiro tremer em resposta. Ele riu baixinho. "Acho que não." Concluiu.
Eu me sentia... vulnerável. Completamente a mercê desse homem que nunca vira na vida.
Esse mesmo homem que agora fazia um caminho de fogo com seu nariz desde a parte mais externa do meu ombro até a junção da minha orelha com o pescoço. Engoli em seco e, por não ter mais controle sobre meu próprio corpo e dedos que seguravam o drink, deixei a taça com meu Cosmo se espatifar no chão em vários pedaços.
"Parece que vamos ter que sair daqui, hu? Ficou molhada?" Ele perguntou com a voz baixa e rouca no meu ouvido enquanto suas mãos quentes, grossas e masculinas passavam dos meus ombros, pras minhas costas, cintura...
E eu gemi... E corei.
Deus, o que diabos está acontecendo comigo? Eu nunca estive numa situação sequer parecida com essa; é como se ele tivesse total controle sobre meu corpo, como se ele o conhecesse tanto que sabia exatamente o que fazer para receber a resposta procurada. Como se o conhecesse melhor do que eu mesma.
Arrebatador.
"Eu fiz uma pergunta e não gosto de esperar por respostas." Ele falou no meu ouvido e logo depois senti seus dentes se fechando no lóbulo da minha orelha causando uma dor que logo se transformou em prazer no segundo em que sua língua entrou em contato com a área.
"Ahn?" Perguntei porque de fato não fazia idéia da pergunta.
"Parece que vou ter que checar por mim mesmo se você ficou molhada." Ele falou e depois traçou um caminho lento e tortuoso em minha orelha com sua língua. "Não é?" Ele falou com a voz firme no meu ouvido, quase como se ele estivesse ficando irritado.
"Uh?!" E mais uma vez me chutei mentalmente por não saber o que ele estava falando.
"Você quer que eu veja se você está molhada?" Ele perguntou colando seu corpo inteiro no meu e eu pude sentir um volume um pouco acima da minha bunda. Mostrando-me como ele estava "animado" pra me ver... molhada.
E eu não vou ser hipócrita e dizer que isso não me afetou; afetou e muito.
"Mhmm..." Gemi empinando involuntariamente minha bunda, roçando-a levemente em seu membro – já não mais tão involuntariamente assim, arrancando um gemido rouco de sua garganta que ecoou no meu ouvido resultando em um tremor intenso que correu pela minha espinha.
"Você quer? Eu perguntei e quero que você responda." Ele falou com a voz rouca e firme em meu ouvido enquanto desencostava por completo seu corpo do meu. "Diga. Com palavras." Ele urgiu ainda falando em meu ouvido.
"Quero."
"O que você quer?"
"Que você veja se estou molhada..." Falei simplesmente rendida sentindo o calor subir pelo meu corpo inteiro e se concentrar em meu rosto, pescoço e colo.
"Você tem potencial. Muito..." Ele disse com a voz baixa como se estivesse falando consigo mesmo.
"Uhm?" Perguntei tentando me virar pra olhar pra ele, mas o estranho me segurou pelo quadril me mantendo naquela posição.
"Não disse pra você falar. Você precisa aprender a controlar essa boquinha linda e só falar quando eu mandar." Ele falou enquanto traçava a linha da minha coluna com o seu dedo até chegar acima da minha bunda onde ficou acariciando a minha pele por dentro do cós da calça. Retirou sua mão de mim e senti o fogo do meu corpo se transformando em gelo rapidamente. "Eu vou controlar sua boca daqui por diante..."
Smaaack.Foi o barulho que sua mão fez ao entrar em contato com minha bunda. Eu soltei um grito que foi abafado por sua outra mão e quando tentei me distanciar dele, seu braço livre circulou minha cintura.
"Isso foi por falar sem ser permitida. Se continuar a fazer escândalos vai ser pior. Eu vou te fazer gritar de verdade." Ele disse no meu ouvido e senti minha respiração ficar mais ofegante e o sangue bombeando freneticamente em minhas veias.
O que diabos aquele homem estava pensando em fazer? – era a pergunta que ficava martelando em minha mente enquanto ele forçava meu corpo contra o seu.
"E a gente não quer causar um escândalo aqui não é mesmo?" Ele perguntou.
E então um casal passou na minha frente desviando minha atenção. A mulher estava completamente nua, ajoelhada e com uma coleira no pescoço e o homem a puxava fazendo-a engatinhar até ele. E foi aí que tudo ficou mais claro.
Eu estava na porra de uma festa pra Dominantes e Submissos e esse babaca atrás de mim achava que eu ia me submeter a ele. Há!
Senti sua mão subir pela minha barriga por dentro da minha blusa e todos os pensamentos coerentes sumiram da minha cabeça...
...Até que senti seus dedos - polegar e indicador - se fecharem no meu mamilo, que estava coberto pelo meu La Perla de tule bordado em renda. Soltei um grito meio tremido e ele aumentou o aperto. Em seguida levou sua mão à minha boca e a tampou.
"Experimenta falar sem ser convidada que eu arranco sua roupa aqui e te tomo por trás, na frente de todos esses vouyerzinhos de merda loucos pra verem seu rabo empinado e meu pauentrando e saindo dele."
Engoli em seco e senti meu corpo se aquecendo, meu coração bombeando freneticamente, minhas mãos tremendo levemente, minha respiração forte e ofegante...
Só não sei dizer se foi por medo ou... antecipação.
Lentamente segurei sua mão que ainda estava no meu mamilo e a forcei pra que ele segurasse meu seio por inteiro enquanto encostei timidamente a ponta da minha língua na palma da sua mão que ainda tapava minha boca.
O desconhecido lamuriou baixinho, começou a apertar lentamente meu seio e retirou sua mão que estava na minha boca levando-a para o meu quadril; a ponta dos seus dedos tocavam minha virilha e eu senti uma sensação de dormência no meu corpo. Deitei minha cabeça em seu ombro fechando meus olhos, incapaz de impedir os gemidos de saírem, até que percebi que nós estávamos andando pra trás.
Eventualmente ele parou e eu espremi mais minhas costas em seu corpo, imaginando e rezando que ele tivesse alcançado a parede e por lá ficado.
Sua mão continuava a massagear meu seio e meus mamilos estavam dolorosamente excitados. Sua outra mão apertava forte minha coxa enquanto eu roçava meu corpo forte contra o dele.
"Isso," ele sussurrou rouco no meu ouvido.
Virei meu rosto e notei que ele estava de olhos fechados e seus lábios estavam abertos. Sem controle algum sobre meu corpo levei minha mão até seu maxilar e virei seu rosto na direção do meu. No segundo que meus dedos entraram em contato com sua pele ele abriu os olhos e no instante em que nosso olhar se cruzou e eu vi luxúria claramente estampada ali, percebi que naquele momento que nos braços daquele homem que eu nem sabia o nome, eu estava entregue, toda a minha força de vontade, orgulho próprio e reputação foram desfeitos no minuto que aquele homem decidiu se aproximar de mim...
Eu só era uma desconhecida procurando um alívio nos braços de um desconhecido... deste desconhecido.
E eu não podia me importar menos... Pelo menos não por enquanto.
Sua mão que estava no meu seio desceu vagarosamente pela minha barriga, circulando lentamente meu umbigo. Nosso olhar ainda não tinha se desprendido e quando senti seus dedos frios provocativamente acariciando a barra da minha jeans que já era baixa eu só deixei minha cabeça cair em seu ombro e gemi sofregamente.
De repente senti suas mãos pararem os movimentos juntamente com os do seu quadril. Fiquei estática, em choque... definitivamente sem saber o que fazer.
Nos seus olhos ainda via o desejo estampado ali, mas algo mais que eu não era capaz de decifrar. Seu olhar era tão intenso que eu fui a primeira a cortar nossa conexão.
"Você nasceu pra isso... " Ele sussurrou no meu ouvido e eu fechei os olhos ao sentir a onda de prazer que surgiu como conseqüência da sua respiração no meu rosto e do seu membro tocando a parte de baixo das minhas costas.
"Pra que?" Perguntei com a voz tremida e baixa.
Ele mordeu forte minha orelha e aquilo definitivamente não foi prazeroso.
"Só quando eu disser que você pode falar é que vou ouvir a sua voz." Ele me lembrou.
Meu corpo congelou quando senti seus dedos desabotoarem o botão da minha calça. Segurei suas mãos e o olhei nos olhos pra compreender sua atitude.
"Você falou sem ser convidada, mulher."
O olhei com apreensão e ele soltou uma gargalhada irônica.
"Mexo tanto assim com seus sentidos a ponto de você não lembrar das minhas regras?" Ele perguntou e eu não me atrevi a responder, apenas olhei pra baixo.
"Muito bem... Boa garota." Ele sussurrou no meu ouvido e depois sugou meu lóbulo com uma intensidade alucinante.
Simplesmente não fui capaz de controlar o movimento do meu quadril que roçou no seu. Era praticamente uma força gravitacional que ele exercia sobre mim.
O estranho segurou meu quadril e ficou se esfregando em mim sem vergonha alguma. Eu também não me preocupei com nada. Era como se só existíssemos ele e eu e não dúzias de pessoas numa festa.
Virei meu rosto na direção do seu e o seu cheiro me atacou de tal forma que fui incapaz de conter minha língua dentro da boca que simplesmente necessitava provar o sabor da sua pele.
Fiquei surpresa quando as mãos dele me seguraram forte pela cintura enquanto ouvia um gemido reverberar dentro dele quando minha língua lambeu despretensiosamente a sua clavícula e foi subindo pelo pescoço até chegar no seu pomo-de-adão.
Gemi alto porque seu sabor era muito melhor do que seu cheiro e envolvi seu pescoço com minhas mãos enquanto prosseguia a roçar meu quadril no dele. Seu pescoço estava inclinado pra trás pra me dar mais angulação e seus olhos firmemente fechados, seus lábios abertos mostrando sua respiração ofegante e suas mãos acariciando freneticamente minhas coxas, virilha e barriga.
"Qual é o seu nome?" Ele perguntou por entre os dentes ao mesmo tempo que intensificava seus movimentos. "Diz.Qual. É. O. Seu. Nome." Disse pausadamente ainda de olhos fechados enquanto eu espalhava beijos de língua pelo seu pescoço.
"Isabella." Falei no seu ouvido e fiquei na ponta dos pés pra sugar seu lóbulo.
"Merda! Isabella." Ele praticamente rugiu quando suguei ali. Senti sua mão entrando na minha calça e não sabia se gemia ou se corria, mas a sensação de seus dedos tentadoramente perto de onde eu mais precisava estava me deixando no limite.
"É Bella..." Gemi posicionando minha bunda em cima da sua evidente excitação para melhor atritar.
Ele xingou baixinho e uma de suas mãos apertou forte em meu mamilo causando dor que não gerou prazer e eu definitivamente não fiquei satisfeita.
"Eu. Não. Mandei. Você. Falar, sua Vadia." Ele urrou enquanto invertia as nossas posições e eu me vi presa entre ele e a parede.
Senti minha calça sendo abaixada e ele afastou minha calcinha, sem delicadeza alguma com uma La Perla bordada em renda... Mas antes mesmo de eu conseguir reclamar ou me afastar dois de seus dedos entravam e saíam freneticamente de dentro de mim.
Joguei minha cabeça pra trás, apoiando-a em seu peito e apoiei meus antebraços na pareda pra eu não cair no chão enquanto ele sugava, sem dó alguma, o meu pescoço.
A dormência que tinha se instaurado no meu corpo se transformou num inferno onde minha pele queimava e nenhum toque seu era suficiente.
"Vocalize." Ele comandou no meu ouvido arfando. "Eu quero ouvir você gritar quando molhar meus dedos. Anda." Ele mais uma vez comandou e eu não consegui evitar o grito de agonia que saiu de mim.
"Vocalize. Eu posso sentir que você está perto. Se você não falar eu vou te deixar maluca, Isabella. Não brinque comigo."
"Maais... Por favor maaais..." Foi tudo o que eu consegui dizer entre meus espasmos que estavam surgindo dentro de mim.
"Forte... Mais forte." Falei entre os dentes impulsionando meu quadril na direção dos seus dedos.
Quando ele colocou um terceiro dedo minhas pernas inteiras tremeram e um gemido gutural saiu de dentro de mim.
"Mais forte, porra. Anda." Comandei e imediatamente ele parou seus movimentos retirando seus dedos de dentro de mim e descolando nossos corpos.
"Mas que porra!" Gritei entre os dentes completamente frustrada.
"Porra é o que você teria dentro de você, sua vadia. Eu mandei você ser vocal e não abusada. Eu estou no comando. Você deveria saber que não vou deixar você me desrespeitar."
Olhei extremamente irritada pra ele, "E por que exatamente eu deveria saber o que você quer ou não, imbecil?"
Ele gargalhou ironicamente e me olhou com desprezo, "Muito prazer, Isabella. Sou Edward Masen."
Olhei atônita pra ele porque essa máquina de sedução na minha frente era o dono desta festa e o dono da Masen's, que era uma casa de fantasias sexuais. Ele não era tão famoso fora do ramo, mas qualquer pessoa que se interessasse sobre dominantes e submissos chegaria à ele. O filho da puta era conhecido por ser um dominante nato e nunca se envolvia com submissas sem "referências".
Então por que diabos ele estava comigo agora?
Eu definitivamente não tinha referências...
Quando voltei a olhar pro Masen ele estava com um sorriso de canto de boca um tanto quanto presunçoso... "Imagino que tenha finalmente me reconhecido..." disse lambendo os dedos que estavam lambuzados com o meu gozo. "Mhmm..." disse de olhos fechados quando terminou de chupar os dedos e eu quase desabei ali. "Achei que você nunca ia perceber que eu sou." Disse olhando-me nos olhos, tentando me intimidar... Rá.
"Bom... Eu definitivamente não reconheci. Você precisou dizer quem era..." Respondi.
Ele me olhou com um sorriso debochado, "Isso não é culpa minha, é?" Falou lambendo seus lábios e fazendo meu sangue ferver de irritação.
"Desculpa por não reconhecer imediatamente os pervertidos..."
"Bom, Isabella." Ele disse ainda sorrindo, "Estou disposto a abrir uma exceção pra você." Disse me olhando nos olhos e puxando minha calça pra cima.
Corei o tom mais escuro de vermelho por não ter se quer lembrado que minha calça estava abaixada.
"E-eu..." Comecei a falar, mas o olhar que ele me lançou foi suficiente pra me calar.
"Se quiser ter seu alívio sabe onde me encontrar." E com isso ele saiu da minha frente.
Acompanhei o movimento das suas costas e do seu quadril, e o seu andar me lembrou o de um leopardo procurando sua presa. "Você não tem permissão para se tocar como eu te toquei hoje, Isabella. E tenha certeza que vou saber na quarta-feira se você se tocou ou não."
O que?! - gritei mentalmente o observando com olhos arregalados e o coração disparado.
N.A.: E aíiii?? Gostaram?
Comentem pra me deixar saber o que vocês acharam!
Lou.
