N/T1: uma coisinha que eu esqueci de colocar no capitulo anterior...Naruto não me pertence e sim a Masashi Kishimoto, mas eu não me importaria nem um pouco se ele quisesse me dar o Kakashi, ou talvez o Itachi, ou o Neji ou mesmo o Gaara...rsrsrsrs
N/T2: Olá pessoas queridas Du meu coração. Primeiro gostaria de me desculpar pois prometi um capitulo por semana e, infelizmente, isso não foi possível.
Sei que não é lá uma grande justificativa mas, a facul começou bem mais puxada do que eu imaginei que seria, então não vou mais prometer um capitulo por semana. Tentarei postar o mais rápido possível e traduzirei sempre que a faculdade e a monografia me permitirem...
Aviso aos navegantes...Pensei MUITO antes de fazer Direito...o 9º é um verdadeiro horror...ainda mais na PUC...
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Capitulo 2 As vezes se encontra mais do que se espera
O caminho de ida até a pequena vila de Tochigi, perto da fronteira entre o país do Fogo e o país da Grama, fez-se em completo silêncio, exceto para dar indicações obrigatórias a respeito do melhor caminho a seguir.
A missão era rank B, e consistia em recuperar alguns documentos importantes para uma das maiores empresas mineradoras do país do Fogo, os quais haviam sido roubados por mercenários para serem comercializados com seus rivais em outras nações.
De acordo com as informações da inteligência de Konoha, a venda de informações seria feita no dia seguinte, na pequena vila a que se dirigiam. Era um grupo de pelo menos 10 mercenários, dos quais 6 tinham treinamento ninja em vários graus e apenas um era suficientemente poderoso a ponto de preocupá-los. Assim o plano era simples: recuperar a informação um dia antes da mudança e voltar para casa a tempo para o jantar.
A missão era, em tese, muito simples para eles, mas as coisas podiam se complicar dada a natureza imprevisível dos mercenários, e ninguém queria isso. Assim todos estavam completamente concentrados na tarefa a ser realizada, todos exceto Sakura, que achava quase impossível focar sua mente por mais de dois minutos em algo diferente do ocorrido na casa de seu sensei.
A cada passo que dava, a kunoichi se castigava mais e mais mentalmente. De todas as coisas incrivelmente estúpidas que tinha feito na vida, essa definitivamente estava em primeiro lugar. Nem mesmo aquela vez aos 12 anos, quando tentou dar a Sasuke uma poção de amor eterno que comprara em Suna, e acabou por envenená-lo, chegava perto. E isso contando que para poder resolvê-lo, teve de admitir a todos o que tinha dado a ele! Incluindo ao próprio Sasuke.
Ainda não se recuperara totalmente da vergonha, até porque Ino estava determinada a torturá-la com suas piadas a respeito pelo resto de seus dias. Mencionava o fato pelo menos uma vez por semana, preferivelmente diante de Sasuke, para sua completa humilhação.
Mas isso era muito diferente da travessura infantil de uma jovenzinha apaixonada. Agora era uma mulher, que tinha amadurecido e, com muito esforço, superado sua ridícula paixonite por Sasuke (bom, pelo menos quase por completo). Sakura era uma excelente kunoichi, a aprendiz da Hokage, nem mais nem menos. Muitas coisas importantes eram esperadas dela.
E o que tinha feito com tudo isso?
Tinha mandado para o inferno por seu estúpido orgulho, traindo a confiança de um dos seus companheiros de equipe.
De todos, aquele que mais respeitava e admirava.
Deixando de lado todas as manias insuportáveis e excêntricas de seu sensei, o homem era um dos shinobis mais poderosos de Konoha. Um gênio ninja obcecado com o trabalho de equipe e a segurança de seus companheiros. Sem importar a circunstância desesperada em que pudesse se encontrar, contava que ele lhe salvaria a pele ainda que as custas de sua própria se fosse necessário.
Poucos teriam um nível tão alto de dedicação e entrega à sua aldeia como Hatake Kakashi e isso era algo que Sakura via como um padrão de desempenho que queria alcançar no futuro.
Para ela era muito importante ganhar o respeito de seus colegas, em particular o de seu sensei. E sabia que tinha conseguido em algum momento nos últimos 6 anos de carreira como kunoichi, para ter certeza de que não sobrara nem mesmo o rastro em menos de 6 minutos.
Se apenas pudesse voltar no tempo e mudar o que aconteceu nessa manhã. Bom, se realmente pudesse voltar ao passado, aproveitaria também para evitar a manha de molho curry que caiu em sua saia favorita, na semana passada; e definitivamente evitaria passar em frente ao Ichiraku no sábado anterior, quando Naruto pensou que era uma boa idéia ensaiar a nova versão de seu infame jutsu pervertido (três vezes melhorado, com ela no meio), de cuja imagem mental ainda não se recuperara.
Mas nada disso vinha ao caso.
Estava completamente perdida. Não sabia o que fazer para consertar as coisas (se é que tinha concerto), e a única coisa que desejava era dar meia volta e correr para casa e esconder-se debaixo da cama. Era realmente patética.
"É mesmo patética!" a Sakura interior fazia eco de todos os seus pensamentos como que para piorar mais e mais a quantidade de insultos e humilhações mentais a que estava se submetendo voluntariamente.
E, sinceramente, não podia fazer outra coisa. Essa missão lhes consumiria o dia todo para ser completada e tinha que ocupar a mente com alguma coisa.
Seria um dia muito longo para Haruno Sakura.
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-Oi, Sakura-chan...
- O que você quer agora, Naruto?
- Estou entediado.
- E o que você quer que eu faça, baka...Fica quieto ou vão nos descobrir.
- Por que temos que ficar vigiando esses inúteis? Nem mesmo são ninjas...
- Porque essas são as ordens de ...Kamwamm-sensei.
- Ehhh?
- Cala a boca Naruto!
Excelente, já nem podia pronunciar seu nome de tanta vergonha. Logo sua língua cairia e começaria a babar incoerências.
-...
-...
- Agora o que é?
- Nã-não, nada Sakura-chan...je-jeee...
- ...
- ...
- Aposto que o maldito do Sasuke está se divertindo com Kakashi-sensei.
- Sim, e o que tem isso?
- Tem que não é justo que ele leve todo o crédito!
- O que não é justo é que eu tenha que ficar aqui, suando como a Ino-porca de tanto calor, e ainda por cima suportando suas idiotices
- Mas...Sakura-channnnnnn.
Uma forte explosão fez-se ouvir ao longe, junto com o que se mostrava muito parecido com o chidori.
- EU SABIA!
- Na-ru-to...!
- SASUkE-TEMEEEEE!
Com um só golpe, Sakura arrebentou o piso abaixo de seus pés, fazendo cair em uma enorme cratera os três homens que estavam vigiando há horas e que se preparavam para fugir logo depois de ouvir a explosão. Com isso ficariam quietos por um bom tempo.
Com outro golpe, Sakura fez Naruto voar, com sorte, até onde Sasuke estava.
Imediatamente se sentiu muito melhor. Nada como um pouco de violência gratuita para melhorar o stress.
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O caminho de volta, logo depois de completar a missão, foi completamente diferente.
O enorme silêncio foi preenchido pelas vozes escandalosas de Naruto e Sasuke em outra de suas costumeiras disputas sobre qualquer motivo para provar quem era o mais idiota dos dois. E dizem que com a idade chega a maturidade.
Na verdade era uma surpresa ver como as coisas tinham voltado à normalidade com tanta rapidez logo depois do retorno de Sasuke. Particularmente considerando que ele esteve a ponto de matar todos eles por tentar deter sua vingança e trazê-lo para casa.
Inclusive, uma vez completada a sua missão de matar seu irmão Itachi, Sasuke tinha se entregado sem resistência, deixando seus companheiros de Hebi sem um líder e abandonando por completo toda a vontade de rebeldia. Konoha não perdeu tempo em assegurar o que restara de um de seus clãs mais importantes. O ultimo psicótico dos Uchiha e possuidor do Sharingan tinha sido levado à aldeia completamente imobilizado e debaixo das mais rigorosas medidas de segurança ANBU.
Logo depois de inumeráveis provas médicas e interrogatórios, foi-lhe permitido iniciar um regime de reintegração à vida da aldeia, isso sim, debaixo da estrita vigilância de seus companheiros. Sakura ainda não se recuperara da surpresa de ver Sasuke suportando, sem se queixar, todo o processo de ser tratado como rato de laboratório por meses, e logo ser depreciado sem piedade por seus compatriotas. Ele realmente desejava voltar a si, sendo o mesmo rapaz orgulhos e arrogante de antes, estava disposto a ser humilhado desse jeito.
E tão logo foi permitido a Sasuke voltar ao serviço ativo, a dinâmica do time 7 restitui-se por completo. Se bem que, com certeza, os habitantes de Konoha ainda o olhavam com absoluta desconfiança, mas dentro da equipe foi como se não tivessem passado quatro anos separados.
Para Sakura todo o processo tinha sido tremendamente doloroso dados seus sentimentos por Sasuke. Não podia negar que ainda guardava algumas de suas ilusões de menina a respeito de chegar a ter um romance perfeito com o atraente Uchiha; mas sendo sincera, estava mais do que satisfeita por as coisas serem tal como eram antes entre eles. Todos tinham sacrificado muito para tentar trazê-lo de volta para ficar se queixando por motivos egoístas e infantis.
Assim como estava resignada há muito tempo de que as coisas permaneceriam como uma fantasia pré-adolescente, produto de seus hormônios descontrolados e da competitividade natural que existia entre ela e Ino.
Ademais, era reconfortante ver como Naruto e Sasuke agiam com a competitividade natural de sempre, apesar de tudo. Se algo aconteceu entre eles, Sakura não sabia com certeza, mas era evidente que em algum ponto desse retorno de seu companheiro, ambos haviam resolvido suas diferenças e as velhas feridas do passado, de maneira particular.
Por isso quando, em uma manhã nos campos de treinamento de 15 a 29, os dois desapareceram, literalmente, não foi necessário fazer muitas perguntas.
A noite já havia caído quando divisaram os sempre saudosos portões de entrada de Konoha. A missão, como era de se esperar, havia resultado em um mero tramite de rotina para a bem treinada e poderosa equipe. Com a informação segura e dez mercenários que lhes serviram para uma divertida sessão de treinamento, o grupo retornava pra casa de muito bom humor. Ou ao menos isso era verdade para três deles.
Sakura encontrava-se exausta. Não pela missão em si, mas sim pela tensão constante em que havia permanecido dede que saiu do apartamento de Kakashi. A culpa e a vergonha a comeram viva durante todo o caminho de ida. Agora a raiva e a incerteza a estavam deixando louca no caminho de volta.
Estava furiosa consigo mesma por ser tão burra a ponto de pensar que poderia sair-se dessa sem conseqüências. Logo, não saber o que esperar de agora em diante a deixava com os nervos a flor da pele.
Mas o que mais a perturbava, sem duvida, era que durante todo o caminho não pode reprimir a imagem clara e inequívoca do que havia no interior da caixa.
Certamente não tinha encontrado algo que valesse para a chantagem que tanto desejava, mas o que tinha visto servia para acalmar (e em parte reavivar), sua curiosidade por um dos maiores mistérios que rodeavam seu sensei e inclusive, a história de sua própria aldeia.
Hatake Sakumo, o Canino Branco de Konoha.
O pai de Kakashi foi um dos ninjas mais poderosos da história da vila. Comparado em muitas ocasiões com o nível dos próprios sannins.
Mas ninguém nunca contava suas façanhas, nem seu nome aparecia em algum monumento em sua honra. Sua história não era ensinada na escola, nem seu nome era mencionado nas ruas.
Hatake Sakumo era um nome maldito.
Tudo o que diziam os escassos rumores que Sakura havia escutado, se limitavam a assinalar que o shinobi tinha fracassado em uma missão de suma importância para a vila, trazendo com ele a desgraça e a vergonha a todos os habitantes de Konoha. Em que consistiu a missão ou o que tinha acontecido exatamente, simplesmente ninguém sabia, ninguém queria contar.
Sakumo tinha morrido pouco tempo depois, desprezado e esquecido por todos os que alguma vez o admiraram.
Não se sabia mais nada sobre ele.
"Uma verdadeira desgraça...Era um homem tão bonito e talentoso..." Essas tinham sido as palavras da mãe de Ino, uma vez que as meninas, em sua vontade de meterem o nariz em tudo, haviam decidido perguntá-la o que sabia sobre o clã Hatake. Depois de tudo, as habilidades de Ino para investigar a vida dos outros só eram superadas pelas de sua mãe. Tudo foi herdado.
Mas inacreditavelmente, além dessas escassas palavras, foi impossível arrancar-lhe mais informações sob o pretexto de que havia coisas que era melhor deixar esquecidas no mundo dos mortos. Então as meninas concluíram que o assunto devia ser muito grave para que a comunicativa senhora Yamanaka não tivesse soltado uma palavra.
Com apenas uma espiada na velha fotografia que se encontrava dentro da caixa, Sakura não podia saber se Sakumo tinha sido realmente um ninja tão talentoso como se dizia, mas quanto a ser bonito, a mãe de Ino tinha sido muito superficial.
Não, Kakashi não podia se parecer como seu pai de maneira alguma. Seria um crime contra a humanidade viver ocultando do mundo um rosto como esse!
Claro, essas eram as típicas coisas que não incomodariam em absoluto seu sensei. Pelo contrário, era certo que dentro de suas mente retorcida, ele encontrava um sádico prazer e manter todos desejando ver o que havia por trás da máscara. A eterna missão do time 7 para desmascará-lo ainda seguia tão vigente quanto tinham doze anos, só que agora havia muito dinheiro no meio. Só que agora, depois do ocorrido, Sakura não tinha a intenção de se aproximar de Kakashi mais do que o estritamente necessário, assim o melhor era dar a aposta por perdida de uma vez por todas.
Levantando os olhos do chão diante de seus pés, Sakura deu uma espiada em seus três companheiros de equipe, caminhando mais adiante. Naruto e Sasuke iam lado a lado, completamente ensimesmados em outra discussão sobre a técnica Doujutso mais espetacular.
Logo, há poucos metros, Kakashi caminhava com a atenção preá completamente no Icha Icha Táticas, como se não houvesse nada mais importante no mundo que reler essa estúpida novela pornográfica.
Era como se de manhã não a tivesse surpreendido fuçando em seu quarto. Invadindo sua intimidade. Tocando suas coisas pessoais. Olhando suas roupas intimas por amor a Kami!
Se ela estivesse em seu lugar, não estariam voltando de uma missão, estariam assistindo ao funeral do idiota com descaramento suficiente para se atrever a revistar seu armário.
Sakura já não podia mais. Só desejava acabar com a agonia em que estava cozinhando lentamente por todo o dia. Tinha que confrontá-lo para poder respirar de novo e ao diabo com as conseqüências. Depois se preocuparia com elas.
Era agora ou nunca!
Acelerou o passo para alcançar seu sensei, sua determinação falhando ligeiramente a julgar pelo tremor em sua voz.
- Ka-kashi-sensei?
- Hmm.- o ninja não diminuiu seus passos, nem afastou a vista de seu livro.
- Eu...Bom, eu...Queria...
Uma desculpa engasgou no meio do caminho e a única coisa que realmente sentia era vontade de sair correndo. Aos 18 anos, Sakura detestava mais que tudo no mundo os momentos com esse, em que continuava se comportando como uma menina imatura. Por que custava-a tanto assumir sua responsabilidade e agir adequadamente como um adulto que era?
Repentinamente, Kakashi deteve-se fazendo com que ela tropeçasse e batesse contra suas costas trombando duas vezes atrás dele.
- Não estou chateado, Sakura, se é por isso que está preocupada.
Sakura abriu a boca como que tentando articular as palavras que já estavam a meio caminho entre a garganta e o estomago. Seus outros dois companheiros continuaram caminhando alheios ao que se passava às suas costas.
- E também não tem que se desculpar, se é isso que você queria me dizer. – finalmente afastou seu rosto do livro para olhá-la. Sua expressão realmente sem a censura que ela, mentalmente, havia repassado durante todo o dia. Na verdade seu olhar refletia a tranqüilidade típica de sua indiferença habitual.
- Sensei, eu...
- Eu só gostaria que você me respondesse uma coisa.
Essa era uma possibilidade que Sakura já tinha contemplado. Kakashi estava em seu direito de exigir que confessasse tudo o que tinha descoberto e demandar absoluta descrição a respeito do que tinha visto. Na verdade tinha até mesmo o direito de apagar-lhe a memória com o Sharingan se quisesse.
Sakura estremeceu. Realmente seria possível apagar memórias com o Sharingan?
- O que quiser, sensei.- no momento seria melhor colocar em uso seu melhor e mais submisso comportamento.
- Você estava em busca de alguma coisa para se vingar de mim, certo?
- Nãoooo! Eu não...quer dizer, eu...
- Sakura...?
- Sim, você está certo...
- Excelente!
- Mas eu não queria...Eu...O-o q-que você disse?
- Para os garotos não importa muito porque obtém uma vantagem, mas você, porque acha que tenho te tratado desse jeito?
Sakura só conseguiu olhá-lo com a boca aberta.
- Não tem sido um tratamento muito justo, não acha? Algo machista eu diria...
Era uma tola. Tinha que ter esperado isso depois de anos fazendo parte de uma equipe com o infame Hatake Kakashi. Podia parecer devagar e desanimado. Completamente indiferente e desalinhado. Mas essa era uma de suas principais armas. Ser subestimado deixava seus inimigos indefesos ante sua verdadeira velocidade e força. Sua inteligência o colocava sempre um passo à frente dos demais, sempre com um propósito claro e com as armas para obtê-lo.
- Você tem me tratado mal...De propósito?- um sorriso, perfeitamente distinguível por baixo da máscara, foi toda a resposta dele. Um insuportável e estúpido sorriso que Sakura queria apagar a socos!
Como podia ser tão descarado? Não importavam os motivos que pudesse ter, tratá-la mal por capricho, discriminando-a em favor de seus companheiros era algo imperdoável.
Oh sim! Hatake Kakashi estava, sem duvida, abaixo do que estava mais abaixo...Abaixo das pedras mais bolorentas que estão enterradas no mais pestilento e podre pântano do ultimo recanto do inferno.
Um momento, é isso!
O gênio que todos admiravam sempre trabalhava com um propósito definido, calculando todas as suas ações e suas conseqüências de antemão, como se se tratasse de peças em um tabuleiro de shougi.
Então Sakura compreendeu que isso não se tratava de maus-tratos casuais ocasionados por alguma necessidade doentia de diversão machista. Era mais que isso. Ele não tinha esquecido acidentalmente o pergaminho em sua casa essa manhã...
Ele planejou tudo! Deixou o pergaminho de propósito, para me enviar logo para buscá-lo!
O sorriso se fez ainda mais evidente na pronunciada forma arqueada de seu único olho visível.
- Isso mesmo.
- Por que?
Mais que incomodada Sakura estava completamente desconcertada. Que tipo de jogo era esse? Qual era o motivo para tratá-la desse jeito? Não era suficiente ela ser a mais relegada do time 7, agora também devia ser o alvo dos excêntricos passatempos de seu sensei.
Lutou com todas as suas forças contra a sensação familiar no fundo dos seus olhos. De jeito nenhum iria chorar como uma menininha na frente de Kakashi.
-Hmmm...Eu acredito que valeu a pena. É bom ver você reagir de alguma forma. Tomar a iniciativa e buscar a saída de uma situação que te incomoda.
Sua voz denotava a seriedade típica de uma lição importante sendo dada.
- Talvez essa determinação devesse refletir-se em outros aspectos de sua vida, Sakura, não apenas para se vingar de seu velho sensei.
E com essas palavras o copy ninja desapareceu em um redemoinho de folhas, deixando-a no meio do caminho com a desagradável sensação de ter sido reprovada em um exame surpresa sobre o qual nada sabia.
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N/T: Espero que tenham gostado desse capitulo tanto quanto eu gostei de traduzi-lo!
Agradeço muito a todos que leram e que, por qualquer motivo, não comentaram. Gostaria de um agradecimento especial para Hatake Pam e B Queen que comentaram e fizeram uma tradutora muito feliz! Obrigada mesmo gente!
Beijos e até o próximo capitulo!
