Poema de encerramento...
Seus olhos procuravam a vítima
Famintos... medrosos... assassinos.
"Sangue" – isso defina o cheiro em suas roupas.
Há quanto tempo não tomava um banho?
Estava em busca de seu objetivo..
Uma pessoa.. vítima.
Seus olhos frios... procuravam vida
Matar... queria matar... sentir-se vivo
Sua voz falhava, sumia.
"Sangue" – uma voz dizia.
Seus passos continuavam lentos
A vítima morreria... sim... morreria
A morte lhe acompanhava
Seus olhos verdes... procuravam luz
Sem luz, eles olhavam para frente.
Frio. Ele era frio. Noite fria. Que fria!
O vento suspirava no seu ouvido
"Sangue" – repetia.
Seu medo crescia lentamente
Matar... vítima! Morte rápida...
- vou verificar minha existência
Sentir-se vivo... matar.
Assasino calmo. Assustado. Frio.
Seus olhos mortos matavam o tempo
Tempo calmo. Noite vazia.
A lua cheia gritava no céu, iluminada
"Sangue" – ainda.
Vozes assassinas... matam o assassino de medo
Morre o medo. Aparece a vítima.
Dormia.
Seus passos pararam. Frio.
Levantou a mão. Sorria.
Morte certa. Vítima certa. Sensação...
- sentir a vida.
Vozes. Vozes... vazio. Vozes.
"Sangue" – lágrimas.
A vítima dormia. Amigos.
Malditos amigos. Estavam lá...
Vítima viva. Vítima do assassino... viva.
O assassino partiu. Seus olhos choravam. Frios.
Olhou para a lua. Sentiu a morte em seu brilho.
Monocromática. Lua fria.
- minha existência... não vai se extinguir.
Ah.. sim. Ele sentia medo do demônio em seu corpo.
"Sangue" – ele cheirava a sangue.
É praticamente o resumo da fic... fiz logo depois de escrevê-la...
Esclarecendo alguma dúvida que possa ter ficado, os versos que usei no capítulo 1 (a fic) são da músila Enter Sandman da banda Metallica.
Valeu, bjim.
