Senhores passageiros, por favor, queiram apertar os cintos pois iremos iniciar a descida - informou a hospedeira de bordo. E sejam todos muito bem-vindos em Nova-Iorque!
Harrry acordou sobressaltado, olhando em volta. Bocejando, ele apertou o cinto e olhou para a janela. Foi preciso uma semana para que ele se decidisse a tomar a poção e outra semana para por em ordem as suas coisas. Mandou fechar as suas contas em Gringotts, convertera o dinheiro em dollars e abrira uma conta nos Estados Unidos. Depois despediu-se dos seus amigos, prometendo dar notícias.
Um dia antes de viajar, Harry tomara a poção e fora a pior experiência da sua vida. Harry sentia o seu corpo a mudar e a aquecer sucessivamente,e, tão rápido quanto começou, tudo estava de joelhos no chão, a respirar com dificuldade, pois a dor tinha bloqueado, por momentos , os seus pulmões.
Finalmente ele conseguiu levantar-se a custo e dirigiu-se a casa-de-banho, olhando-se ao espelho. Tudo tinha mudado, o seu cabelo continuava negro mas estava mais liso, chegando-lhe aos ombros, o seu rosto estava mais suave e altivo e, embora os seus olhos tinham o mesmo formato dos das sua mãe, a cor dos seus olhos tinham a cor de um cinzento profundo. Também ganhara altura e músculos.
Agora, o Harry estava a começar uma nova vida.
Depois de o avião ter aterrado, Harry dirigiu-se ao terminal, onde pegou nas suas malas e saiu do aeroporto, onde pegou num táxi e deu ao motorista a morada dada pela mãe. Meia hora depois, o táxi parou em frente a um prédio de cinco andares. Saindo do carro, ele entrou no prédio e subiu até ao quinto andar e bateu na primeira porta a direita.
Momentos depois, a porta abriu-se deixando ver uma mulher,cujo aura o deixou imediatamente bem-disposto. Ela tinha um longo cabelo castanho e uns lindos olhos brilhantes, que pareciam mudar de cor.
- Sim?
- Olá - cumprimentou Harry. - É Sally Jackson?
- Sou sim e estou a falar com...?
- O meu nome é Harry Potter e eu...
- Meu Deus! - Exclamou ela, cobrindo a boca com as mãos. - O filho da Lily?
- É sim...
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, ele foi envolvido num abraço apertado.
- Oh meu querido, como é bom finalmente te conhecer! - Disse Sally.
Sally largou-o e fez-o entrar no apartamento, acabando por se sentar no sofá com o Harry.
- Então. o que te traz a Nova Iorque? - Perguntou Sally, sorrindo.
Harry não sabia por onde começar, por isso, resolveu lhe dar o carta da mãe. A medida que ia lendo, as lágrimas iam-se acumular nos olhos da Sally. Quando acabou, as lágrimas escorriam pelo rosto.
- Eu nunca soube da morte da Lily - disse Sally, devolvendo a carta. - É verdade que ela nunca mais respondeu as minhas cartas mas nunca pensei que...
Sally não continuou e começou a chorar. Harry ficou um pouco atrapalhado mas acabou por envolver a Sally num abraço reconfortante. Ela chorou por mais uns momentos até que se acalmou, libertando-se do abraço. Quando ela estava limpar o rosto, a porta de entrada abriu-se, deixando passar um jovem adolescente com, mais ou menos, a mesma idade que o Harry. Era um pouco mais baixo que o Harry, tinha um cabelo negro e uns olhos da mesma cor do mar. Assim que viu o Harry, o outro exclamou:
- Tio? O que raio está aqui a fazer?
- Hean! - disseram Harry e Sally, olhando, confusos, um para o outro
- Mãe, o que se passa? - Perguntou o rapaz, vendo que ninguém respondia. - Porque é que estás a chorar?
- Não te preocupes, meu querido - respondeu Sally, levantando-se do sofá. - Vem, quero apresentar-te alguém!
O rapaz aproximou-se desconfiado enquanto que o Harry punha-se de pé.
- Querido, este é o nosso primo, Harry Potter, ele vem de Inglaterra - disse Sally, sorrindo. - Harry, este é o meu filho, Perseu.
- Percy! - Reclamou ele, estendendo a mão. - Desculpa lá aquilo, pensei mesmo que eras outra pessoa!
- Não há problema - respondeu Harry ao apertar a mão do Percy.
- O Harry vai ficar uns tempos connosco - informou Sally enquanto pegava nas malas do Harry, levando-o para o quarto de amigos.
- Sério?
- Eu vim para Nova Iorque para descobrir quem é o meu pai - revelou Harry.
- O teu pai? - Perguntou Percy, com um brilho estranho nos olhos. - Não sabes quem é?
- Sim.
Percy ficou a olhar para o Harry por uns instantes.
- Sabes, quando entrei e te vi, pensei que era...
- Quem? - Perguntou Harry.
- És igualzinho ao meu tio.
Harry estava confuso.
- Mãe!
-Sim querido?
- Vou levar o Harry a dar umas volta, está bem?
Depois, Percy agarrou no punho do Harry, arrastando-o.
- Hei! Mas para onde vamos?
- Vamos para o Empire State Building - respondeu Percy, saindo do prédio e colocando o Harry dentro dum táxi.
- Para quê? - Perguntou Harry, confuso. - E o que querias dizer com...?
- Vais conhecer o teu pai!
Harry ficou de boca aberta.
- C...como? - Gaguejou Harry. - Tu conheces o meu pai? Como é possível?"
- Antes demais nada, tenho de te dizer que todas as mitos que ouviste falar sobre os deuses gregos, o Olimpo e os monstros mitológicos existem. - Revelou Percy. - São tudo menos mitos!
- Eu sei - respondeu Harry, que via onde o Percy queria chegar com a conversa.
- Sabes?
- Eu sou um feiticeiro - revelou Harry, encolhendo os ombros. - Mas isso não explica como é possível tu conheceres o meu pai.
TU ÉS O QUÊ?
- Um feiticeiro - repetiu Harry.
- É impossível!
Harry ergueu uma sobrancelha.
- Também os mitos sobre deuses e não vês isso impedi-los de existir!
- Ok, isso agora não interessa, diz-me o que sabes sobre os deuses? - Pediu Percy.
- Heu... que eles estabeleceram os seus domínios aqui, na América, e que eles tinha casos com...
Foi nesse momento que se fez luz na cabeça do Harry.
" Não pode ser! "
- Tu queres dizer... o meu pai? - Gaguejou Harry, olhando estupefacto para Percy.
- Bem-vindo a família! - Sorriu Percy, abrindo os braços.
- O quê? Tu...
- Filho de Poseidon, Deus dos Mares!
Nesse momento, o táxi parou junto a entrada do enorme edifício e Percy saiu do carro, seguido por um Harry completamente espantado. Entraram e aproximaram-se do guarda que estava atrás do balcão de recepção.
-Seiscentésimo andar.
Harry olhou para o Percy e, depois, olhou para um cartaz que mostrava o edifício e os seus andares: Harry ficou perplexo.
O guarda ergueu os olhos para o Percy, aborrecido.
- Outra vez tu? - resmungou ele. - Tu nunca te cansas, não?
- Nem por isso - respondeu Percy com um sorriso matreiro. - Vim acompanhado.
O guarda olhou para o Harry e deixou cair o queixo.
- Meus deuses! - Exclamou o guarda, levantando-se da cadeira. - É tal e qual...
- É, não é - concordou Percy. - Então, podemos subir?
- Claro, claro - concordou o guarda, entregando-lhe o cartão chave.
Quando os primos se encontravam em frente do elevador, puderam ouvir o guarda dizer: - Ela vai ficar tão furiosa!
- Heu...Percy?
_ Sim, Harry?
- Seiscentésimo andar? - Perguntou Harry, com medo de ter ouvido mal.
- Já vais ver!
Percy colocou o cartão na ranhura, assim que as portas se fecharam, e um botão com o numero 600 apareceu. O elevador subiu e subiu até que parou, abrindo as portas. O que o Harry viu quase provocou um ataque de coração.
Encontravam-se num estreito caminho de pedra que pairava no ar. Diante deles, degraus de mármore branco subiam por entre as nuvens. Por cima dessas nuvens, elevava-se o pico de uma montanha onde, na encosta, erguiam-se dúzias de palácios com vários níveis. As estradas ziguezagueavam até ao pico, onde o maior de todos os palácios brilhava ao sol.
A medida que o Harry seguia o Percy, ele olhava para todos os lados, tentando não perder nada: os jardins de oliveiras e roseiras, o mercados ao ar livre, repletas de tendas coloridas, o anfiteatro e um hipódromo. Subiram pela estrada principal até ao grande palácio.
- Percy!
Uma jovem mulher de cabelo louro e olhos cinzentos corriam na sua direcção, acabando por saltar para os braços do Percy.
- Annabeth!
- Não sabia que vinhas hoje! - Exclamou ela. - Acabei agora mesmo as últimas verificações!
- Encontrei um novo semi-deus, Annie. - Informou Percy. - Annie, este é o Harry Potter. Harry, a minha namorada, Annabeth, Filha de Atena.
- Muito prazer - cumprimentou Harry com um sorriso.
Annabeth não disse nada, ficando apenas a olhar para o Harry até que o Percy lhe deu uma cotovelada.
- Muito prazer, Harry! - Respondeu ela. - Percy, ele é...?
- Sim. Vem Harry, vou agora apresentar-te ao teu Pai
…...
Gostaram? Espero que sim...
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