You don't even know the meaning of the words: I'm sorry.

Should be illegal to decide the woman's hearth.

Shakira - Illegal

Cap. 2 - She belongs him.

Assim que Edward saiu com Emmett, Rosalie entrou na cozinha.

Como ele reagiu? - ela perguntou.

Bem. - respondeu Carlisle se virando para encará-la. - O que eu ainda não entendo é porquê você não quer que ele saiba que você o salvou.

Ela se sentou na cadeira antes ocupada por Emmett e suspirou.

Eu não deveria ter feito isso, não é?

Carlisle pegou a sua própria cadeira e colocou ao lado da que ela se encontrava.

Você faz idéia de quantos quilômetros o carregou?

Precisamente? Não.

Você o trouxe desde a fronteira com o Kentucky

Ela franziu o cenho.

Carlisle, o Michigan não faz fronteira com o Kentucky.

Exatamente, você atravessou todo o estado de Ohio para salva-lo. E você ainda acha que ele vai te odiar por isso?

Salva-lo? Ou condena-lo á uma coisa sem perguntar se ele queria?

Você acha que aconteceu isso com você, Rosalie. Ele pode não achar. Aliás, ele me pareceu um rapaz de bem com a vida que não pareceu incomodado em ser super forte ou viver pra sempre.

Eu tenho medo. Não sei. E se...

Ele não te quiser?

Ela olhou para Carlisle, se rendendo.

Você foi muito forte, Rose. - Carlisle mudou de assunto. - Carregou um corpo ensangüentado por centenas de quilômetros. Eu estou impressionado e muito orgulhoso de você.

Foi difícil, mas...

Mas havia uma coisa mais forte. - ele completou.

Ela percebeu que ele iria induzi-la a admitir o que ela estivera negando a si mesma por esses dias.

O que te fez quere-lo assim com tanta intensidade?

Eu não... Eu só... - ela se atrapalhou.

Rose, eu não estou aqui para julgar você. Eu fiz o mesmo com Esme e eu acredito que nós temos o direito de sermos felizes, só quero que você me diga o que sentiu. Você não confia em mim?

É claro que confio, Carlisle, por favor.

Então me diga.

Ela suspirou mais uma vez e passou a mão pelos cabelos.

Eu não sei direito. Não durou mais que alguns segundos; eu o vi e... quis. O quis pra mim, nem parei pra pensar se ele tinha noiva, esposa ou filhos. Abati o urso e quando dei por mim já estava trazendo-o para cá.

Carlisle sorriu. Ficara preocupado após toda a tragédia que ela havia enfrentado, ele tinha medo de uma moça tão jovem fechar o coração, como Edward havia feito. No início ele alimentara esperanças de que ela e Edward podiam se apaixonar como ele e Esme, mas não acontecera. Só se viam como irmãos. E agora Rosalie trouxera Emmett, ele tinha certeza que as coisas iam se ajustar com o tempo.

E você não acha que ele tem o direito de saber disso?

Eu não sei, eu já disse que eu tenho medo. Você também achou complicado com Esme no começo.

É, mas eu arrisquei e deu certo.

E se pra mim não der?

Você só vai saber se tentar.

***

Depois de secar o segundo alce, Emmett se levantou o passou as costas das mãos pelos lábios. Edward o observava com uma expressão divertida.

Nada mal para um principiante. - Edward disse abrindo o sorriso. - Durante o primeiro ano você ainda vai ser um recém-nascido porquê, além do sangue que você ingere, você vai estar consumindo seu próprio sangue. Então você vai ser mais forte que os vampiros mais velhos. Apesar de que, com todos esses músculos, é bem provável que você fique bem mais forte que a maioria até depois de muitos anos.

Emmett riu. A garganta não incomodava mais, e ele se sentia forte e saciado.

Então, como foi... pra você? - ele perguntou á Edward. - Também estava sendo atacado por um urso idiota?

Não. - riu Edward. Estava começando a gostar mesmo da companhia de Emmett. - Gripe espanhola. Eu estava morrendo de gripe espanhola.

Ah, teve uma epidemia disso aí a uns cem anos atrás, não foi? Acho que eu estudei isso na escola, mas não me lembro. Espera aí, quantos anos você tem? - perguntou Emmett, parando de chofre e de olhos arregalados.

Aparentemente 17, mas na verdade 34. E a epidemia de gripe espanhola foi há vinte anos atrás. Você não lembra do que viu na escola porque após a transformação as lembranças passadas ficam bem escuras.

Não; na verdade é porque eu não prestava atenção mesmo. 34... E Carlisle?

Ele é bem mais velho. Mas só aparenta ter 28. Esme foi mordida aos 31, e isso já faz alguns anos. Rosalie é que só está na nossa família há dois anos, e ela foi mordida quando tinha 18. Vocês têm a mesma idade.

Edward o fez lembrar da cara de assustada de Rosalie mais cedo.

Carlisle mordeu todos vocês?

Sim. Ele te disse que é médico?

Não.

Eu e Esme fomos pacientes dele. A mim ele salvou porque a minha mãe, antes de morrer, pediu que ele o fizesse. Ela também sofria de gripe espanhola. E Esme, tinha se jogado de um penhasco após perder um bebê que estava esperando. Carlisle a mordeu porque estava apaixonado por ela.

E Rosalie?

Antes de nos mudarmos para o Michigan morávamos em Nova York, na cidade em que Rosalie nasceu. Ela tinha um noivo, um homem rico, frio e cafajeste, no dia anterior ao casamento... Foi bem ruim. - ele disse e olhou para Emmett que prestava atenção sem pestanejar. - Ele ficou bêbado com mais alguns amigos e, por azar, ela estava voltando tarde pra casa quando esbarrou neles. Então...

Eu já posso ver o final. - disse Emmett.

Carlisle a encontrou na rua, morrendo, sozinha. Sangrando, as roupas rasgadas. Era triste demais para que ele deixasse acontecer. Ele a mordeu e achou que ela poderia ser pra mim como Esme é pra ele. - ele disse dando de ombros.

E não é? - perguntou Emmett.

Edward soltou um grunhido indecifrável.

Podemos voltar ou você que mais alguma coisa? - perguntou Edward mudando de assunto.

Não; podemos voltar.

Não demorou muito para que eles estivessem na casa. "Em casa", pensou Emmett. Tantas novidades com as quais ele tinha que se acostumar de repente.

Emmett, nós arranjamos um espacinho no quarto de Edward pra você. Não é muito grande, e eu espero que você não se incomode. - começou Esme assim que ele chegou. Ela o conduziu por escada acima. - E amanhã nós vamos até a cidade comprar roupas para você. - ela concluiu abrindo a porta.

O "espacinho" ao qual ela estava se referindo era metade do quarto de Edward, e só aquela metade já era bem maior que o quarto dele anterior. Não vinha de uma família com condições, nem se esforçara para ser alguém na vida. Aquilo já era bem melhor do que qualquer coisa com o qual ele podia sonhar.

Não há uma cama, naturalmente Carlisle deve ter dito a você que não dormimos.

Na verdade, ele não citou isso exatamente.

Não? Bem, nós não dormimos.

Nunca?

Nunca.

Nem em caixões?

Esme riu.

Não, Emmett, nunca. Muito menos em caixões. Aproveite o novo quarto.

Ele entrou no quarto e ficou maravilhado com todo o espaço.

Enquanto isso Esme batia à porta do quarto de Rosalie, ela havia acabado de sair do banho, o cheiro de jasmim e lavanda perfumava todo o quarto.

Eles chegaram. - ela disse fechando a porta. - Você não acha que deveria, pelo menos, falar com ele?

Eu vou, eu... vou.

Ele está sozinho no quarto de Edward. - disse Esme beijando o alto da cabeça loira da jovem.

Emmett estava de pé em frente á estante de Edward, observando todos os livros e até alguns LPs. Ele nunca tinha visto um LP de perto, não era comum, e muito caro. A radiola, com um megafone enorme e dourado logo ao lado. Ele já tinha desconfiado, mas agora estava certo. Eles deviam ser muito ricos.

E, de repente, seu olfato, agora mais potente que antes, foi inundado com o cheiro de lavanda e jasmim. E ele se lembrou desse cheiro durante a viagem, o acalmara, que esse não era o cheiro que ele sentira vindo de Carlisle durante o tempo que eles conversaram. Mas no fim, eles tinham percorrido muitos quilômetros, podem ter atravessado campos de flores. Apesar de que, ele se lembrara de sentir o cheiro desde o primeiro momento. Tinha que se lembrar constantemente de que não podia querer tomar suas lembranças daquele momento como a realidade, primeiro porquê elas não estavam claras em sua mente, e também ele não estava em condições de perceber com exatidão o que estava acontecendo.

Olá. - disse Rosalie aparecendo à porta e o tirando de seus devaneios.

Olá. - ele respondeu de automático.

A lembrança que ele tinha do breve momento em que a vira pela manhã era completamente injusta. Ela era muito mais bonita.

Posso entrar?

Claro.

Mas que pergunta. A casa é dela.

Gosta de música clássica? - perguntou ela franzindo as sobrancelhas. Ele definitivamente não fazia o tipo.

Não... Quer dizer, nada contra. Eu estava só olhando os LPs do Edward. E ele está lá em baixo.

Naturalmente, ela viera procura-lo.

Quem?

Edward.

Ah, certo. - ela olhou alguns segundos para o chão. - Como foi a caçada?

Boa. Eu acho. Eu não sei com o que comparar.

Ela riu.

É.

"Carlisle tinha razão", ela pensou. Ele é um cara tranqüilo e provavelmente não a odiaria pelo que ela fizera. Mas poderia odiá-la pela mentira. E ainda poderia não quere-la, como Edward, ou quere-la sem amar, como Royce. Por mais que Carlisle a encorajasse a dizer a verdade, enquanto todas as possibilidades de fracasso rondassem a sua cabeça, ela não faria.