Gente, queria agradecer primeiro ao meu irmão, que me ajudou a criar essa história, juntamente com meu melhor amigo, aqui conhecido como Lobo 77...
Boom, espero que gostem da minha fic.. obrigada ;)
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Capítulo 2 – A Toca
O primeiro sorriso que vira na face do garoto, aquilo a fazia se sentir tão bem. Ele estava feliz por estar ali com sua família, era como aquela casa pertencesse a ele antes mesmo de conhecer qualquer um dos Weasley. Mas quando seus olhares se encontraram, ela pôde perceber algo mais que a felicidade do rapaz, conseguiu ver um pouco de insatisfação escondido dentro dele, entretanto precisava saber o motivo daquilo.
Harry nunca se sentira insatisfeito em estar ali, pelo menos nunca reparara nisso, será que alguém além dela teria percebido? Será que Hermione também notaria os sentimentos do garoto? Ah, se Mione percebesse com certeza iria conversar com ela assim que tivesse oportunidade, mas antes de qualquer coisa, Ginny queria conversar com Harry! Precisava...
Opa! Realmente aqui teria de ter muito cuidado com suas pesquisas, já que não queria que NINGUÉM suspeitasse. Mas certamente seria muito difícil esconder, pois ele sabia que Ginny já desconfiava de algo, apenas pelo jeito que o sorriso desapareceu do rosto dela e ficou o encarando, como se estivesse tentando usar "legilimens".
Começou a caminhar em direção aos Weasley, ainda sentindo o olhar de Ginny o acompanhando. "Droga! Vai ser mais difícil do que eu pensava!"
- Harry, meu querido. – disse Sra. Weasley abraçando-o. – Como você está? Nossa, está muito magro. Oh Merlin, como é que Dumbledore ainda consegue o deixar naquela família? Você está parecendo um...
Mas o que ele parecia exatamente não chegou a saber, a mãe foi interrompida por Fred.
- Mamãe, se a senhora não deixar o Harry respirar ele morrerá antes da senhora poder oferecer algo para ele comer! – disse o garoto, olhando com um ar zombeteiro para a mãe.
- Não diga besteiras Fred. Pare de brincar com isso. Nós estamos vivendo em tempos difíceis desde a volta de Você-Sabe-Quem...
- Caro Harry, peço-lhe mil desculpas por ter causado este transtorno... Sim, nós estamos vivendo em tempos difíceis mamãe... – George não aguentou e caiu na gargalhada.
- Desculpe Harry, meu irmão terá que aprender a receber visitas de um modo mais sério! – dessa vez, foi Bill quem falou, mas logo em seguida todos os Weasley, exceto Molly, e Harry caíram na gargalhada.
Logo em seguida, Harry apertou a mão do Sr. Weasley, Fred, George, Ron, Bill, e abraçou Ginny. Sentira tanta falta desta família que até sua insatisfação a respeito do seu objetivo passara, agora sentia apenas a alegria de estar ali novamente.
Harry subiu até o último andar, entrou no quarto de Ron, pôs seu malão recostado na parede e deitou-se em sua cama de armar, que a Sra. Weasley provavelmente já preparara um dia antes.
Assim que se deitou, Ron entrou no quarto e se jogou na cama.
- E aí Harry? Como foi o inferno com os Dursley novamente? – perguntou Ron com ar despreocupado.
- Ah, você sabe... o mesmo de sempre, mas eu prefiro que me ignorem a ter que aturar os comentários idiotas e aqueles chiliques de Dudley...
- Cara... não sei como você aguenta isso ó? Acho que eu teria um treco se vivesse desse jeito, férias são feitas para nos divertimos e conhecer pessoas bonitas... – As últimas palavras foram ditas num tom sonhador.
- Do que você está falando? Por que você parece estar tão lesado?
- Ela chegou. – Ginny entrara no quarto parecendo uma bailarina com suas mãos para cima.
- Ela quem? Perdi alguma coisa? – disse Harry.
- Ela chegou? Sério? – falou Ron, praticamente pulando em cima de Ginny.
- Acabou de che... – mas a frase foi interrompida por Ron, que saíra correndo escada à baixo atrás "dela".
- Quem é "ela"? – perguntou Harry virando-se para a garota.
Ginny bufou e fez uma cara feia para ele, mesmo sem dizer nada, percebeu que não era para perguntar de novo, se ela quisesse responderia, mas se ele perguntasse de novo ela teria um ataque, tinha certeza, ela era tipo... uma cópia mais nova da Sra. Weasley. Mas tomou um susto quando Ginny começou a falar.
- "Ela" é a Fleuma, ou Fleur, como queira chamar...
- O que a Fleur está fazendo aqui? – perguntou Harry surpreso.
- Ah, você não soube? Pensei que Ron tinha lhe dito. Bom, Fleur e Bill vão casar ano que vem, e até conseguirem uma casa, Fleur está morando aqui, ela veio trabalhar no Gringots "parra melhorrar" o inglês dela...
- E por que você tem tanta raiva dela? O que ela fez?
- Ah, você também não Harry!
- Ok, ok! Desisto! Você ganhou! – disse Harry dando as costas à garota e se curvando sobre o malão.
Os dois ficaram durante um bom tempo sem falar nada, até que Ginny quebrou o silêncio.
- Harry?
- Ãhn?
- Harry...tem alguma coisa te incomodando?
- Como assim?
- Sei lá, algo que eu tenha feito, ou que qualquer um de nós tenha feito ou dito que você por acaso não gostou?
- Claro que não! De onde você tirou isso?
- Sei lá, você está um pouco estranho desde que chegou aqui...
-Ginny, eu cheguei há umas duas horas e você já está reparando no meu comportamento? Caramba, você está andando demais com a Mione, vou ter uma conversinha com ela.
A garota deu um sorriso amarelo e ficou encarando a cama de Ron. Alguma coisa ela havia percebido, mas que droga, tinha certeza que ela comentaria alguma coisa com Mione, e aí sim, ele estaria perdido.
- Harry... Por favor, o que está acontecendo? Não adianta, eu sei que você está escondendo algo... Harry... – ela já estava praticamente suplicando, mas ele não se deixaria abalar.
- Já disse que não é nada. Não se preocupe.
- Ok. Vou deixar passar essa conversa, mas pode ter certeza que eu vou descobrir, e vou te ajudar, você queira ou não. – disse ela com um tom decidido na voz.
- Ginny...
- Não adianta Harry Potter, eu vou descobrir o que você está aprontando. – agora o seu tom de voz já assumia uma pitadinha de raiva.
Então, ela saiu do quarto parecendo um furacão, seus cabelos flamejantes que se alongavam em um liso perfeito até sua cintura, balançavam para lá e para cá enquanto ela saía decidida do quarto.
Tinha certeza que ela estava com raiva dele, não queria isso, afinal, Ginny já era praticamente sua família, o que faltava agora para ser decididamente de sua família era se ele ficasse com ela...
NÃO! Gritou para ele uma voz em sua cabeça. O que você está pensando, como assim ficar com ela? Não precisa disso... Você já é considerado da família. Vem cá... E você por acaso sente alguma coisa por ela?
É claro que não, que besteira.
Sacudiu a cabeça para tirar de lá aquele pensamento totalmente maluco, não tinha nada a ver. Estava cansado demais, precisava de um bom sono, sem sonhos de preferência. Um sono em que sua mente pudesse descansar, pois já estava farto de sonhos perturbadores... Queria simplesmente descansar, e mais nada...
