N/I: Caso achem a fanfic um pouco confusa, podem me perguntar pelo comentário as duvidas que responderei com muito carinho.


Sonhos
À segunda noite.


Apesar de Sakura ser uma excelente kunoichi, ela ainda era apenas uma garota comum. Ela tinha paixões, amigos, colegas e sonhos, assim como qualquer outra pessoa. Ela tinha coisas que a irritavam, favoritos e até mesmo ambições. Ela era tão normal quanto qualquer outra pessoa foi.

Entretanto, supôs, que foi o que fez dela um ser humano, e não um instrumento de morte.

Ela também supôs que esse fato seria a sua morte. Provavelmente.

X

Na segunda noite Sakura estava desconfiada.

Não demorou muito tempo para a sua equipe chegar à área designada onde Sasuke foi visto não muito tempo atrás. Eles chegaram ao início da noite, e então eles começaram a montar o acampamento. Sakura sugeriu que eles se espalhassem e começassem a procurar pistas, ou isso foi apenas uma tentativa desesperada da parte dela de encontrar o Uchiha novamente, sendo ou não, Shikamaru informou que eles teriam tempo adiante. Se ele estava indo direto para uma armadilha, ele poderia ser paciente.

Então, ela se satisfez com uma escassa refeição. Havia uma pequena vila próxima onde eles poderiam repor suas energias mais tarde; suas pílulas de soldado deveriam ser ingeridas com moderação. Tenten estava fora verificando seu entorno e à procura de pontos de referencia, certificando-se que eles estavam no lugar certo.

Sakura trabalhava lentamente. Sasuke estava ocupando sua mente e ela não tinha certeza se isso era uma coisa boa ou não. Se ela não estava dando falta da kunai, então ela, provavelmente, apenas havia sentado e dormido contra a árvore.

A menos que Sasuke tenha colocado de volta em seu coldre. Mas ela tinha certeza que viu quando a ferramenta desapareceu entre as árvores. Por qual razão ele sairia do seu caminho para encontrá-la novamente? Ou será que ele substituiu-a com a sua própria?

Ele era repugnantemente suspeito. Ela tinha certeza que ele estava tramando algo. Ele nunca a trataria desta forma, a menos que ele queria alguma coisa de si. Nunca, em seus anos de amizade - se ela poderia mesmo chamar de amizade – ele havia a elogiado. Ele apenas exigiu e tomou, nunca pediu ou concedeu. E, certamente, definitivamente não iria beijá-la.

Poderia ter sido uma ilusão, concluiu. Sem dúvidas, foi uma ilusão. O sharingan era o melhor para isso, certo? Mesmo que ela foi a melhor na detecção de genjutsu dentro do Time Sete, se ele foi habilmente preparado para isso, ela tinha certeza de que ela poderia ser enganada facilmente.

— O jantar está pronto. — anunciou ela, servindo a comida do alto do fogo. — Onde está Tenten?

— Voltando. — disse Neji com calma, desativando seu byakugan, e aceitando a sua parte da comida de Sakura. Shikamaru pegou a sua parte, e eles comeram em silêncio.

Um pouco depois que Tenten retornou, o Nara falou. — Como você está se sentindo, Sakura?

Sua mente se embaralhou. — O que você quer dizer?

Seus olhos escuros se estreitaram sobre ela, assim como muitas vezes o fez quando ele encontrou algo problemático. — Você estava estranha o dia inteiro... Está cansada ou algo assim? Poderíamos passar um ou dois dias se recuperando. Nós temos tempo.

Ela conseguiu lhe dar um sorriso e balançou a cabeça. — Não, eu estou bem. Eu acho que estou preocupada com o Naruto. Sinceramente, ele desejaria fazer parte desta missão, você sabe.

— É verdade que a Hokage-Sama normalmente atribuiria essa missão ao Time Kakashi. — Neji concordou. — Mas quando Sasuke deixa sua guarda tão aberta quanto agora, é muito perigoso. A ANBU é apta para o trabalho.

Depois do jantar, eles discutiram seus planos. No dia seguinte, eles iriam se infiltrar na próxima vila e reunir as informações que pudessem. Era quase garantido que eles iriam encontrar alguma coisa, com as insinuações de Sasuke qualquer mediano shinobi poderia encontrá-lo. A única questão agora era... Que tipo de armadilha ele havia criado?

Sakura fechou os olhos enquanto se aconchegou em seu fino saco de dormir compacto. Isso sim era real. Konoha era real, essa missão era real, e Neji, Tenten e Shikamaru, eles eram reais. Ela não precisava de uma kunai para lhe dizer o contrário, e ela não tem que duvidar disso. O que ela precisava pôr em duvida agora era Sasuke. Suas ilusões e esses sentimentos, ela não podia confiar neles, e ela odiava isso. Não ser capaz de confiar em si mesma era algo que ela sempre detestou.

Ela adormeceu facilmente naquela noite. Quando ela acordasse, ela pensaria, um pouco menos excessiva, muito melhor.

X

Às vezes, os sonhos de Sakura não eram nada em especial.

Havia às noites ocasionais em que ela sonhou com Naruto comendo ramen, ou talvez Ino colhendo flores. Ela sonharia sobre finalmente ver Kakashi sem sua máscara, ou Lee encontrando alguma garota por quem ele se apaixonasse. Você sabe, assuntos triviais.

Em alguns casos, ela até mesmo sonhou com Sasuke aceitando-a como amiga, e não apenas uma companheira de equipe. Ele sorria para ela, um sorriso genuíno, e eles faziam uma caminhada juntos. É claro que ela sabia que nunca iria, de fato, acontecer, porém uma garota pode sonhar, certo?

Agora, pensando sobre isso, Sakura percebeu que nunca viu o sorriso de Sasuke. Ela havia visto sua carranca, e até mesmo aquele sorrisinho besta, mas um sorriso? Não, nunca.

X

Ela sentiu alguém a cutucando. Gemendo, Sakura levantou-se em uma posição sentada, um pouco incomodada ao saber que alguém estava a acordando enquanto a lua estava à vista.

Levou alguns segundos para reconhecer seus arredores e perceber que não estava em seu saco de dormir. O capim picava suas pernas expostas, e ela se sentiu um pouco mais gelada do que deveria. O fogo que eles criaram ainda estava queimando quando ela havia adormecido, mas quando ela olhou para à esquerda, ela não viu as chamas ou troncos queimados que deveriam estar lá.

— Sakura. — a voz causou estranhos arrepios em sua espinha, e sua cabeça se virou para encontrar com duros olhos ônix.

— Pare de ferrar comigo, Sasuke-Kun. — ela rosnou antes que ele pudesse continuar. Piscando afastando o sono, ela levantou-se e colocou as mãos no quadril. — Suas táticas só vão funcionar em mim uma vez. — mas, ela mesma não tinha certeza de suas próprias palavras.

O sorriso estava de volta. Aquele maldito sorriso. — Você tem certeza disso? — a pele pálida de seu peito brilhava com a luz da lua, e Sakura fez uma careta para as roupas que ele usava. Eram as mesmas que há três anos, quando o encontraram no esconderijo do Orochimaru.

— Eu não sei se isso é um genjutsu ou o que, mas eu juro, e eu estou falando sé-

Ele desapareceu em um borrão, reaparecendo, desta vez, com um braço serpenteando na cintura de Sakura, e seu corpo foi arqueando contra o dela a partir da maneira como ele estava debruçado sobre ela. — O que acontece quando você está falando sério? — ele provocou, a respiração dançando sobre os lábios dela. Ele trouxe a si mesmo mais perto até que sua boca estivesse em sua orelha. — Um shinobi deve ser capaz de enganar. Nós não aprendemos isso no primeiro dia? Você não deveria estar me dizendo o que vai acontecer. — ele soprou levemente em seu ouvido e ela tremeu um pouco em frustração pela proximidade.

— Solte-me — ela sussurrou, ignorando as batidas frenéticas de seu coração. Ela não podia confiar em si mesma. Ela sabia disso. — Eu não sou a mesma garota que você conheceu há seis anos. — seu corpo foi fortemente pressionado contra o dela, e os batimentos cardíacos de Sakura aceleraram ainda mais. Ela perguntou-se se ele podia senti-lo contra seu peito.

A cabeça de Sasuke inclinou-se um pouco para o lado e seus olharem se encontraram mais uma vez. — Venha comigo, Sakura. — não era um pedido, ou uma pergunta. Era uma ordem.

Ela franziu a sobrancelha. — Se você acha que eu vou segui-lo só porque você está me pedin-

— O que é que você quer? — ele abaixou a cabeça e seus lábios pressionaram contra a clavícula dela. Ela lutou contra o suspiro de surpresa. — Poder? — ela sentiu os dentes arranharem sua pele. — Atenção? Sexo? — a mão máscula deslizou até a parte inferir de suas costas. — Eu posso dar tudo para você.

Seu esforço para escapar do aperto foi em vão. — Não quero nada disso.

Ela podia ouvir Inner Sakura bufando. — Amor — ela disse-lhe em voz alta. — Ela quer o seu amor.

Todavia, Sasuke não tinha amor. E mesmo que ele tivesse, ele não a daria. Ela mordeu os próprios lábios quando a mão dele lhe apertou por trás, determinada a não deixa-lo saber que estava afetando-a. Porém ele, provavelmente, estava consciente, de qualquer jeito.

E então ele a beijou novamente. Não foi tão vertiginosa como da última vez, por isso, ela estava feliz, mas então ela viu flashes brancos por trás das pálpebras e ela ficou com raiva de si mesma por ter fechado os olhos.

— Então, o que é que você quer? — ele murmurou em voz baixa contra seus lábios. Ela estava sem fôlego; a falta de oxigênio em seu cérebro a fez sentir-se tonta, e, pela primeira vez em muito tempo, sentia-se fraca. Ela se sentia vulnerável, e ela se sentia irremediável e terrivelmente apaixonada.

— Eu quero que você volte para Konoha. — ela respirou, os olhos semiabertos. Foi só então que ela percebeu o quão alto ele havia crescido. Devaneios inúteis, disse-se ironicamente. — Eu quero que você viva uma vida normal com Naruto, Kakashi-Sensei e comigo. Eu quero que você comece a conhecer o Sai, e eu quero comer ramen com você. Eu quero ver você sorrir para mim, e eu quero ver você feliz... Há tantas coisas que eu quero, Sasuke-Kun, mas nada disso vai acontecer, porque você está ocupado vingando o seu clã.

— Considere isso — disse ele, finalmente liberando seu aperto sobre ela. Por um breve momento, ela ficou aliviada por conseguir pensar com clareza novamente, porém, mais que tudo, sentia falta do calor que ele lhe deu. — Se eu matar Itachi, voltarei para Konoha, certo?

Ela o olhou cautelosamente, por um momento, antes de assentir uma vez.

— Você ficou muito forte ao longo destes últimos anos. Eu vou reconhecer isso se você me ajudar a matar Itachi... Eu voltarei, sem dúvidas.

— É que... Por que você intencionalmente deixou seus rastros no caminho para seguirmos?

— Coloque dois e dois juntos. Eu não o farei para você.

Ela não podia acreditar. Era um simples plano, eles nunca teriam suspeitado disso. Tsunade havia considerado que ele poderia estar querendo emboscar Konoha, começando com as forças ANBU... Ou, manipular seus shinobis para que virassem as costas contra Konoha. Porém algo tão simples como reunir mais forças para matar seu irmão...

— E, eu sou a única que você esperava segui-lo? — ela perguntou sarcasticamente. Tinha certeza que Sasuke tinha plena capacidade de levá-la embora, se ele realmente quisesse, e isso era realmente assustador.

Ele virou-se. — Você estaria indo contra a sua missão, mas meu irmão está no bingo book. Você não estaria indo contra Konoha.

Ela considerou isso. — Eu tenho certeza que você conseguiria matá-lo sozinho. — apenas o pensamento de esconder alguma coisa da mente inteligente de Shikamaru, dos olhos penetrantes de Neji, da confiança de Tenten... Em qualquer outra situação ela teria recusado imediatamente.

Entretanto, este era Sasuke. Sasuke estava pedindo a ela. Sasuke, que nunca pediu nada dela. E se oferecendo para voltar, como se apenas agora saísse do prazo de seis anos de duração da missão.

— Mas com você... — ele ergueu a mão, as pontas dos dedos movendo-se através de suas bochechas. — Seria muito mais fácil. — ele fez uma pausa como se estivesse pensando. — Contanto que eu seja o único que vai realmente matá-lo.

— Então, muitas condições, — disse ela, a procura de desculpas para recusar e esperando que ele lançasse de volta a oferta, antes que ela cedesse e aceitasse. — Eu não sei se posso atender todas.

— Você pode. — ele colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. O mesmo cabelo que ele tinha elogiado na noite anterior. — Você irá. — sua voz era tão suave. Trouxe-lhe de volta lembranças dos primeiros anos, quando ela não precisava se preocupar com nada, quando não havia traição ou Akatsuki – ou até mesmo a morte. Os pensamentos trouxeram lágrimas aos seus olhos.

Sasuke riu suavemente, seus olhos brilhando escarlate. — Você ainda chora tão facilmente quanto sorri.

— E você ainda não faz nada a não ser essa carranca o tempo todo. — ela retrucou, querendo derreter em seu toque. Quantos anos ela havia esperado por isso? — Então, você está dizendo que, se eu te ajudar a matar Itachi... Você vai voltar.

— Quantas vezes devo repetir isso?

Ela não podia acreditar no que estava prestes a dizer. — Qual é o plano? — seu egoísmo, sua ingenuidade... Para realmente pensar que isso ia acabar bem. Ela interiormente riu de si mesma. Mas, novamente, ela supôs que não havia nenhuma outra maneira. Se Sasuke não quisesse ser encontrado ou capturado, ele não seria encontrado ou capturado. Simples assim.

Um sorriso de canto transpareceu nos lábios do Uchiha, e a mão pálida escorregou de seu rosto, e Sakura só queria que ela estivesse novamente lá. — Eu vou deixar rastros que os levem de volta para Konoha. Itachi foi visto, pela última vez, por lá. Desta forma, você pode seguir-me, mas também tem o seu time.

— Você já tem tudo planejado?

— Mais ou menos. Te buscarei assim que eu precisar de você.

Sakura o tocou com os dedos, o olhar baixando ao solo. — Então... Quando irei vê-lo de novo?

— Provavelmente não antes de um ou dois dias. — sua mão estava em seu quadril, de forma arrogante. Ela sabia que ele era um homem bonito, mas sob o luar... Ela engoliu em seco.

— Se eu só quisesse te ver e falar com você... Eu seria permitida?

— Você é uma companhia melhor que Karin. — ela levou seu comentário indireto como uma afirmação. Ela só podia imaginar que tipo de pessoa era essa tal Karin para deixar Sasuke tão "ansioso" em escapar de sua presença.

Ela respirou fundo. — Então... Você pode ficar esta noite um pouco mais? Apenas para conversar comigo. — quando Sasuke não respondeu, ela tomou isso como um sim, e ela sentou-se na grama, de repente sentindo-se muito mais confiante. Certamente, ela poderia fazer isso pôr trás de sua equipe e ainda ter sucesso. Não poderia ser tão difícil.

Ela tinha que ser capaz de fazê-lo. Ela era a única capaz.

— O que há para falar? — ele sentou-se ao lado dela e apoiou-se nas próprias mãos quando se inclinou para trás. Sakura trouxe os próprios joelhos e os abraçou. Hoje, certamente, estava mais frio que na noite anterior, ou era sua imaginação? E até mesmo a lua estava meio ofuscada pelas nuvens.

Seus ombros subiam e desciam sob o luar. — Eu não sei. A sua vida, eu acho. Já se passaram seis anos, afinal de contas.

— Que tal você falar sobre a sua primeiro?

Ela sorriu suavemente. Ele ainda era tão cauteloso como de costume. — O que você gostaria de ouvir falar?

— Você disse que queria que eu conhecesse alguém. Sai era o nome, certo?

A cabeça de Sakura se inclinou para trás, para que ela olhasse a lua meio escondida pelas nuvens cinzentas. — Ele é a pessoa que preencheu o seu lugar no Time Kakashi. Você já o encontrou uma vez, lembra? Ele foi o encarregado da missão de Danzou para mata-lo há três anos.

Houve um breve silêncio. — Acho que me lembro de alguém com esse nome. — ela estremeceu um pouco com o sopro da suave brisa em sua direção. Seus sentidos estavam completamente aguçados para qualquer som, visão ou movimento, não para um ataque inimigo, no entanto, para Sasuke. Ela queria detectar qualquer coisa que ele fizesse ou dissesse; esse era o jeito que ela lidava com isso. Instintos não eram algo que fossem facilmente esquecidos. — Conte-me sobre Naruto.

Um sorriso enfeitou seus lábios em nome do loiro. — Ele cresceu bastante e está muito forte. Às vezes acho que você não poderia reconhecê-lo mais.

— É difícil imaginar alguém como ele cada vez mais forte.

Ela olhou para ele e divertiu-se com a ligeira confusão que pairou em suas feições. — Bem, isso é só você. Já se passaram seis anos, ele não é o mesmo menino que não podia controlar o poder da kyuubi. Eu não gostaria de enfrentá-lo numa batalha de vida ou morte.

— Ele é tão bom?

Sakura deitou-se no chão e esticou as pernas. Ela rolou para o lado, com o braço servindo-lhe de travesseiro para que ela pudesse fitar o Uchiha. — Sim. Será que isso faz você querer lutar com ele?

Ela o viu sorrir um pouco. — Mais ou menos.

A conversa entre eles acabou ali. Ela supôs que fosse uma coisa boa; ela ainda precisava pensar sobre algumas coisas. Seus instintos de kunoichi lhe diziam que seu encontro com Sasuke não era uma boa coisa, mas seu bom coração, com suas imperfeições, disse-lhe o contrário. Era tão nostálgico ver os cabelos negros e espetados, e sentir os penetrantes olhos sobre si, e ela tinha certeza de que, até mesmo Naruto não a culparia por isso...

— Nós estamos indo para a cidade amanhã — ela murmurou lentamente, não percebendo que seus olhos estavam fechando-se. — Para encontrar alguns rastros. Você pode querer deixar algo por lá para que nós encontremos. — ela já estava meio adormecida, e sua mente foi desligando-se em exaustão. Ela não conseguia se lembrar de quando foi seu último pensamento.

Já parcialmente na terra dos sonhos, ela não tinha certeza se os lábios que sentiu pressionado contra sua testa eram reais ou não.

X

Sakura-Chan! — ela levantou a cabeça para encontrar Naruto espreitando pela janela do hospital enquanto ela cuidava de um paciente.

Ela franziu a testa. — Este é o segundo andar, Naruto, não faça essas coisas. Eu não quero ver Konohamaru seguindo seus passos na próxima semana. — mesmo para alguém que era quase um adulto, havia pontos em ainda ser uma criança.

Um biquinho engraçado atingiu os lábios do loiro. — Ei, não fale assim. Vamos a um encontro comigo, você vai?

Deixe-me adivinhar — ela revirou os olhos. — Ichiraku?

Sim!

Será que Hinata não ficaria com ciúmes? — brincou ela, observando como as bochechas do loiro enrubesceram. — Você não deveria chamar outras meninas para um encontro quando você já tem uma namorada. — engraçado, ela pensou. Todo mundo amadureceu em um ponto ou outro. A herdeira Hyuuga havia crescido em seu próprio ritmo, também. Os dias em que ela gaguejava em suas próprias palavras estavam longe.

Ela está em uma missão — Naruto respondeu indignado. — E ela sabe que nós somos apenas amigos. Não é como se nunca tivéssemos saído juntos, ttebayo! — ele sussurrou a última parte, mas Sakura pôde ouvi-lo, e ela riu levemente.

Depois de anotar mais algumas coisas em sua prancheta, ela tampou sua pena. — Claro, apenas me espere na porta da frente. Vou descer em poucos minutos. — quando os cabelos brilhantes e olhos cerúleos desapareceram, ela suspirou e passou as mãos pelos próprios cabelos, desembaraçando os nós que tinham se formado.

Ela encolheu os ombros ao retirar o jaleco branco, e pendurou-o em seu armário. Ela havia amadurecido ao longo dos anos? Isso era discutível. Ela tinha certeza de estar mais forte fisicamente, mas mentalmente...

A recepcionista lhe cumprimentou antes que ela fosse embora. Depois de trabalhar mais de 24 horas direto, com pequenas pausas de cinco a dez minutos, Sakura achou que merecia o resto do dia de folga.

Durante todo o almoço, Naruto falava sobre seu último encontro com Hinata, e sua última missão com Kiba e Ino. Ela manteve-se quieta a maior parte do tempo, porém gostou de ouvir os contos que o loiro tagarelava. Esta era a sua vida, ela pensou. Bom trabalho, bons amigos, boa casa...

Era quase perfeita.

Em algum lugar dentro dela, ela sabia que ela amava Naruto. Mas ela não percebeu o quanto ela o fez até que ela reconheceu o quão terrível seria sua vida sem ele.

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Na segunda noite, Sakura estava cautelosa. Entretanto, ela percebeu que não estava cautelosa o suficiente.


N/T: É isso ai, faltam mais 5 capítulos rsrs