Naruto e cia. nao me pertencem. Mas eu ja entrei com o processo de adoção do Sui-kun. 8D
Vida de Estudante
- Uma fic by Guriia -
Capitulo II - Pessoas
Pronto, ta aí. Minha pior característica: eu não tenho um filtro do cérebro pra boca. Tudo o que eu penso sai e às vezes as pessoas não gostam do que eu penso.
_ Gomenassai. – eu disse, voltando a atenção para as minhas anotações. Uma coisa eu tinha percebido: ele parecia estar com tédio mais do que todos os outros, juntos.
_ Não vai me dizer seu nome?
_ Gomen nee, Sabaku no Temari.
_ Hmm. – e deu um bocejo.
Suspirei e virei para frente de novo, quase caindo da cadeira de susto. Kiba me encarava com uma cara de que se pudesse me dava uma mordida.
_ Quê que foi, un?! – toda a brutalidade contida num sussurro.
_ Eu acho que não vou gostar disso, então pode parar!
_ Quem é você pra falar assim comigo...
_ Sou seu noivo, esqueceu?!
_ Então eu acho melhor você ir se acostumando com os chifres. – mas dessa vez a voz não era minha. Se eu nunca tivesse a escutado, juraria que não tinha saído da boca do Nara, que agora tinha a cabeça encostada na parede do fundo da sala e mantinha os olhos fechados, como se aproveitasse o melhor dos cochilos.
_ É. – eu sorri pra ele, mesmo que ele não tenha visto e me voltei para o Inuzuka, de olhos apertados. – Acho melhor mesmo você ir se acostumando.
Kiba saiu de sala num rompante de fúria. É claro que nós dois só estávamos brincando, mas ele nunca gostava de sair por baixo nas nossas historinhas. Soltei uma risadinha de contentamento e recomeçar a rabiscar as laterais das folhas.
_ Problemática...
_ Hn?!
_ Eu disse que você é problemática. – detalhe: ele ainda estava de olhos fechados.
_ Olha quem fala. O preguiçoso me chamando de problemática...
E essa rotina continuou ate que eu não percebia mais que as brigas com o Kiba já não acontecia. Como éramos os últimos da sala, Shikamaru e eu passamos a noite quase toda conversando e isso não tinha passado despercebido pelos olhos atentos por uma fofoca de Yamanaka.
_ E não é que a Temari-san já trocou?! – uma falsa surpresa pintava seu rosto. – Agora está na vez do Shika-kun, será quem vai ser o próximo?!
_ Cuidado hein, Ino-san, não me apresente seu namorado ou eu posso tomá-lo de você também... – o sarcasmo estava mais do que concentrado na minha voz e eu vi a mascara dela escorregar. Por trás de toda aquela bobagem, havia outro sentimento em seus olhos que eu não pude identificar.
Naruto começou a rir, seu riso era igual ao de uma criança. Parecia que esse sorriso vinha acompanhado de uma chicle rosa e bolinhas de sabão e eu simplesmente não entendia o porque dele começar a rir do nada.
_ O que é tão engraçado, Naruto?
Ele chegou mais perto, ainda sorrindo e puxou uma cadeira, se sentando ao meu lado e do Shikamaru, dando tapas nas costas do outro, ato que me fez estreitar os olhos.
_ Ainda não sabe? Você já roubou o namorado da Yamanaka, dattebayo...
Eu olhava de um para o outro sem entender do que o loiro falava, ate que a ficha caiu.
_ Nani?! O Shikamaru é namorado da Ino?!?!
_ Não. – ele se apressou em corrigir.
_ Ex-namorado, 'ttebayo. Mesmo a Ino-chan não gostando muito dessa denominação.
Botei as mãos na cabeça. Por Kami-sama, em que eu fui me meter. Mas eu e o Nara éramos só amigos e isso não influenciava nada na situação dos dois.
_ Ah, me lembrei de uma coisa. Esse final de semana eu vou dar uma festa lá na minha casa e eu quero que você vá, Tema-chan e você também Shikamaru!
Porque que tudo não podia ser assim. Minha amizade com Naruto tinha surgido naturalmente e ia de vento em popa. Eu adorava esse loiro hiperativo e quase morria de tanto rir das palhaçadas dele.
_ É claro que eu vou, nee?! Onde já se viu perder uma festa sua?!
_ Eu vou chamar os meus amigos dos outros cursos também.
_ Yep.
Shikamaru encarava a situação e eu podia jurar que ele queria soltar uns de seus costumeiros "problemático", só não fez por que sabia que ele sentia a mesma que coisa que eu sobre ele.
De repente se fez um silencio absoluto na sala e eu levantei meus olhos das piscinas reluzentes que eram os orbes do loiro para a frente da sala. Pela porta entrava uma pequena comitiva. Um deles eu já conhecia e descobri momentos depois que fomos apresentados que ele não era da nossa turma. Ele sequer fazia Medicina. Uchiha Sasuke era um aluno de Engenharia e eu deduzi que os outros rapazes que entraram na sala com ele também seriam.
Um moreno de longos cabelos, que eu percebi que se parecia muito com a menina que se sentava algumas cadeiras à frente – Hyuuga Hinata era uma menina tímida e eu logo fiz amizade com ela. Ela não era daquelas que sentia a necessidade de preencher o silencio e eu não me sentia incomodada com isso quando estava junto dela, era ate bom. Reconfortante.
Outro dos rapazes era estranhamente familiar. Tinha os cabelos castanhos avermelhados numa bagunça organizada e seus olhos castanhos eram intensos. E para minha grande surpresa, Gaara vinha atrás deles. Gaara, meu irmão.
_ Yo, Yahiko! – chamou Naruto.
Foi então que eu percebi de onde conhecia o tal de Yahiko, ou melhor, não conhecia. Ele era a cara do Naruto. Se a cor dos olhos fosse a mesma, poderiam muito bem se passar por irmãos gêmeos idênticos. Primos, eu descobri mais tarde. Ele também poderia se passar por um modelo de creme dental. Quando abriu um sorriso de dilacerar corações para o loiro que o chamava pude ouvir vários suspiros.
_ Yo, Naruto!
_ Que bom que vocês já chegaram, dattebayo. Agora eu já posso falar com todo mundo!
_ Falar o que, dobe?
_ Cala boca, teme e escuta, 'ttebayo. – ele deu um pigarro e falou mais alto. – Minna-san, esse final de semana eu irei dar uma festa na minha casa. Tem algumas pessoas que eu já chamei, mas como ia demorar demais chamar um por um, eu to aqui agora chamando todo mundo de uma vez só.
O sorriso que ele tinha no rosto era de orgulho próprio, como se tivesse acabado de ter a melhor idéia de todas.
_ Como assim você já chamou algumas pessoas? – essa era a voz da Ino.
_ Eu já tinha falado com a Hina-chan, a Tema-chan e com o Shika, mas como eu já disse: ia demorar demais chamar um por um, então to chamando todo mundo de uma vez só. – outro sorriso orgulhoso.
Peraí, Hina-chan? E porque a Hinata ta vermelha igual um pimentão? Hmm, ai tem. Mas eu perdi o fio do pensamento quando eu vi o puro ódio refletido nos orbes azuis da loira e algo me dizia que isso não era bom.
Chamei Hinata, que veio se sentar no lugar do Kiba, a minha frente. Minha curiosidade vencendo qualquer outra coisa.
_ Hina-chan? Que historia que é essa?! – soltei só pra ela, antes mesmo dela se sentar.
_ N-n-n...
_ Minna, – Naruto corou Hinata antes que ele pudesse terminar a primeira palavra do Nara e de nós duas. – o Sasuke-teme vocês já conhecem e esses aqui são meus outros amigos: Neji, Yahiko e Gaara.
Todos se cumprimentaram com acenos de cabeças e sorrisos tímidos (esses, no caso, vindos da Hinata).
_ Hei Gaara. – eu disse. Não ia ser uma daquelas mulheres loucas que saem correndo atrás das pessoas e as abraças e beijam e dizem que estavam morrendo de saudades. Eu estava com saudades, mas isso era um assunto que nós dois teríamos de conversar mais tarde. – Quanto tempo, han?
_ Olá Temari. – sempre frio. – Sim, faz muito tempo que não nos vemos.
Mesmo sendo mais problemático (tenho que parar de andar com o Shikamaru), eu conhecia muito bem o meu irmão e vi um minúsculo sorriso surgir no canto esquerdo dos seus lábios. O meu sorriso foi exponencialmente mais amplo.
_ O que é que nós estamos perdendo? – perguntou Yahiko.
_ Somos irmãos.
_ Nani, Gaara? Eu ouvi bem? Vocês dois são irmãos, dattebayo?!
_ Hai, Naruto-kun. – eu respondi. – Irmãos gêmeos. – toda a naturalidade que o momento não tinha transbordava em minha voz.
_ NANI?! – dessa vez a pergunta saiu algumas oitavas mais alta. – Vocês dois não tinham de ser parecidos então, dattebayo?!
Shikamaru rolou os olhos e Yahiko se dispôs a explicar ao loiro que nós dois poderíamos ser gêmeos sim, mas não precisávamos ser necessariamente idênticos e blábláblá.
Percebi que Neji já não se encontrava no grupo. Procurando-o pela sala, vi que ele estava junto a Tenten, de mãos dadas. Eles não pronunciavam uma palavra sequer, só se olhavam e de vez em quando a achocolatada baixava os olhos com as bochechas levemente rubras. Mesmo no meio daquele bando de gente, o momento dos dois parecia tão intimo que eu tive de desviar os olhos.
E no resto, a sala estava naquela costumeira bagunça, que foi rapidamente desfeita assim que o Asuma-sensei entrou em sala.
