Ok, até hoje eu me pergunto o que diabos eu, uma mulher sensata e racional ainda estou fazendo olhando esse cara pela janela por dois meses inteiros depois de ter visto a arma?

Bem, eu não tenho uma explicação pra isso, mas eu acho que tem um pouco a ver com o modo com o qual eu fui criada. Talvez.

Eu nasci na Califórnia, meus pais se separaram e eu acabei indo ficar com o meu pai, por que eu sempre tive mais afinidade com ele. Minha mãe se casou de novo e nunca fez questão de manter contato, eu não fazia muita questão da presença dela pra dizer a verdade, ela sempre foi muito avoada, e mesmo meu pai nunca tendo me dito isso, eu tenho certeza que ela traiu ele. Vaca.

Eu sempre fui o orgulho do meu pai, tirava todos os A que era possível se ter no boletim, ele nunca recebeu uma reclamação sobre mim, ganhei uma bolsa integral, numa das melhores faculdades do País blá, blá, blá. O meu pai morreu no meu primeiro semestre, disseram que foi um infarto enquanto dormia, depois do velório eu voltei pra Faculdade, arrumei um trabalho e nunca mais voltei pra Forks. Algumas pessoas lidam com a dor relembrando, mas pra mim, tudo o que me lembrava o que ele tinha sido era como um punhal no meu coração.

Eu nunca tive um amigo, não até o último ano da Faculdade pelo menos, e nem deu muito certo no final. O nome dele era Jacob, nós acabamos namorando por um ou dois meses, eu não tenho irmãos, mas eu sei com certeza que se eu tivesse a sensação de beijar algum deles seria a mesma que a de beijar o Jake. Então você pode ver o porquê de não ter dado certo, felizmente ele sentia o mesmo, e ainda conversamos de vez em quando.

Eu terminei a Faculdade com honras, outra série de blá, blá, blá. Resumindo, não tenho família, não tenho amigos, não tenho namorado, não faço nada de interessante na minha vida além de trabalhar. Então eu me convenci de que não devo me julgar por achar excitante olhar um estranho pela minha janela, um estranho que por sinal é mais gostoso a cinquenta metros distancia do que qualquer outra pessoa que eu já tenha visto de perto, um estranho que tem a beleza aristocrática do Henry Cavill, e a qual a palavra? Gostosura, isso, gostosura do Chris Evans. E isso é por que eu nem vi ele de perto ainda.

E daí que ele tem armas e silenciadores? Eu acho que isso só faz as coisas serem mais excitantes, uma fantasia que promete tanto prazer quanto perigo, não é como se eu fosse fazer essa fantasia se tornar realidade de qualquer jeito.

Algumas pessoas assistem SNL aos sábados, mas eu? Pff, não, eu vejo algo muito mais interessante. Ele não tira a roupa todas às vezes, e a única vez que eu vi as armas foi da primeira vez que eu o vi. Então tudo o que eu sei sobre ele é que ele mora sozinho, não tem animais de estimação, tem dinheiro, é super gostoso, e aparentemente bom de cama.

Ah essa parte, eu só vi uma vez, e foi tão acidental quanto à primeira vez. Eu não tinha visto ele naquele dia, acontece algumas vezes às vezes ele fica dias fora. É terrível, mas não é como se eu pudesse chegar na porta dele e dizer: "Hey dá pra você parar de viajar ou sei lá o que você faz quando não aparece? Por que eu realmente amo ver você dali do meu apartamento e eu fico muito frustrada quando você não faz isso, não é grande coisa, mas se você quiser pode tirar a roupa fique a vontade, eu não ligo."

Obviamente eu não podia fazer isso, por mais tentada que eu ficasse às vezes. Então, eu só fico da minha janela na esperança de que ele entre pela porta e me dê um show. Sobre a história de bom de cama eu vou começar do início. Era uma noite muito fria, fria do tipo que eu não conseguia sentir a ponta dos meus pés, e eu, mesmo tendo morado em Forks pela maior parte da minha vida, não conseguia dormir em noites frias. Então eu levantei, fui fazer uma xícara de chocolate quente e sentei no sofá pra assistir televisão.

Estava passando um filme de suspense com o Shia Labeouf, no filme ele tinha um vizinho achava que era um serial killer, ele não podia sair de casa por que ele tinha um rastreador no tornozelo por que ele tinha socado um professor, então ele ficava na janela observando a vizinhança, isso soa um pouco familiar? Pois pra mim soou, e eu acidentalmente olhei pela janela.

Eu não esperava ver nada, já eram duas da manhã e quem estaria acordado essa hora num frio daqueles? Bem, eles estavam. No início eu não percebi o que estava acontecendo, a única luz proveniente no ambiente vinha de outro cômodo, e eu tive que apertar os meus olhos pra ver direito, e o que eu vi, me deixou corando como uma colegial durante toda a semana.

Eles estavam no sofá, ele estava sentado com ela no colo, as mão dela não ficavam quietas, as dele também não eles não estavam no ato, mas estavam quase, já que só ela vestia alguma peça de roupa que foi embora tão rápido quanto um piscar de olhos, e eu pude dizer o momento exato que eles se tornaram um, as costas dela se arquearam de um jeito que eu pensei que ela fosse cair do sofá e quando ela voltou ao normal, as mãos selvagens também voltaram, as dela no ombro e braços dele, as dele nas costas, nos quadris a fazendo aumentar a velocidade, e partes que só de lembrar me fazem corar. Eu não sei quanto tempo eles ficaram lá eu só sei que depois da segunda vez que as costas de se dobraram daquele jeito estranho eu levantei e voltei pro quarto. Com mais calor do que eu já tinha estado na minha vida inteira.

No próximo capítulo talvez tenha um POV do Edward, isso vai depender do quão boas vocês vão ser. Bjão.