CAPITULO
II
— Como? — sakura continuava em estado de choque, atônita,
pela acusação que sasuke uchia lhe fazia anos após o evento.
Era
demais para ela absorver tudo de uma só vez só. Mas, embora
aterrada, pôde entender a verdadeira razão pela qual fora
despedida. Não, definitivamente, por ter ido à cama com ele, seu
chefe. Mas, por mais louca, por mais absurda que fosse a acusação,
sakura de repente não teve mais dúvidas de que sasuke acreditava
que ela cometera um crime. Isso explicava aquela atitude estranha. No
presente e no passado. O ódio e a agressão agora faziam sentido,
coisa que no passado se assemelhara a insanidade mental.
A mente
de sakura caminhava em câmara lenta, um passo de cada vez.
E mais
ainda. Ele não a culpava apenas de desonestidade. Pior que isso,
sasuke tinha certeza de que, se ela fosse obrigada a responder
processo, mentiria, dizendo que agira assim para o bem dele, não
para seu próprio bem.
— Vou usar você, como um dia você me
usou — sasuke insistiu.
— E o que planeja fazer?
— O que
acha? — Ele sorriu ironicamente. Estou certo de que nunca mais se
envolverá com um siciliano.
— Quero, antes de tudo, provas do
que me acusa. Vou procurar um advogado.
— É necessário que
apresente provas de que não usou de desonestidade.
— E você,
pode ter provas de algo que não fiz?
— Se tiver ainda algum
daquele dinheiro sobrando, sakura, quero-o de volta. Aí então,
quando eu houver terminado com você...
— Você não vai é
começar comigo! — sakura preparou-se para sair do carro, mas
queria se retirar com dignidade.
— Não me diga que não
posso continuar com o que já comecei. Acha mesmo que a deixarei ir
embora assim? Devia ter imaginado que eu já estava à sua procura há
tempo. E essa busca teve início quando vi sua fotografia...
—
Minha fotografia?
— Sim, no boletim da Earth Concern. Raramente
tenho um desses folhetos em mãos — disse sasuke secamente. —Mas,
lá estava você, em pé ao lado de Haland, angariando fundos para
uma instituição.
sakura tinha se esquecido da fotografia quando
Jean a mencionara. Acreditara que seu encontro com sasuke naquele dia
houvesse sido ocasional, e que sasuke não sabia que ela trabalhava
na Earth Concern.
— Uma mentirosa, desonesta como você,
ocupando posição de confiança? — sasuke acrescentou. — E junto
de pessoas bem-intencionadas, mais interessadas em ajudar o próximo
do que em fazer negócios? E aí vem sakura, pensei, tal qual uma
raposa num galinheiro cheio de pintinhos esperando ser depenados. O
sangue de Haland gelaria nas veias se soubesse do que você era
capaz.
— Como pode ousar me chamar de trapaceira? — sakura
protestou. — Deve ter havido algum terrível mal-entendido...
—
Mal-entendido? Tenho acompanhado seus passos e sei exatamente quem é.
Não me venha com essa de que está arrependida. E você é tão
linda, tão mignon? Faz um homem se sentir protetor. Não condeno o
velho Haland por se apaixonar por uma criatura frágil, tão
feminina!
A atmosfera estava ficando explosiva. Com a boca seca,
ela sussurrou:
— sasuke, eu...
sasuke segurou-a e disse:
—
Cale essa boca. Nunca mais me apaixonarei por você, cara, sei como é
esperta. Mas sua vida vai mudar. Saiba que me trair foi seu grande
erro.
— Não existe a menor possibilidade de eu ser presa por
algo que não fiz. Não estou preocupada com isso.
—
Mentirosa! Garanto que está tremendo da cabeça a esses lindos
pezinhos. Esta noite, destruí sua imagem junto a Haland. E sem
remorsos.
— O que fez foi imperdoável, sasuke!
—
Contei-lhe toda a verdade, - apenas a verdade. E fiquei tentado a
contar ainda mais, porém achei que seria deselegante, no momento.
—
Não vou pedir demissão de meu emprego.
— Em tal caso, farei o
teto desabar em cima de sua cabeça. Retirarei minha doação ao
excelente trabalho da Earth Concern em favor das classes menos...
—
Você não fará isso! — exclamou sakura, com horror.
— Farei,
oh, se farei! E explicarei que não posso depositar quantia tão
grande nas mãos de uma mulher em quem não confio, de uma mulher
desonesta. Depois disso, duvido que seja recebida no escritório.
—
E eu posso processá-lo por difamação. — sakura estava furiosa.
—
Com as evidências que apresentarei, o caso será encerrado no
primeiro dia de julgamento.
Ele não poderia ter evidência de um
ato que ela não praticara, pensava sakura. Mas, por certo alguém
nas Indústrias uchia se prestaria a criar essas evidências. Iria
mesmo alguém implicá-la no caso, apresentando um falso
testemunho?
sasuke estacionou na esquina e desligou o motor.
—
Onde você vai nos fins-de-semana? — ele indagou abruptamente.
Acomodou-se melhor no banco, as feições duras como pedra. — Em
cada fim-de-semana, todas as férias. Tem um marido escondido em
algum lugar? Um parceiro no roubo?
— Não seja ridículo!
—
Um amante, talvez? Acabe com ele, se for o caso. Eu não lhe darei
fins de semana livres.
— Do que está falando, sasuke?
—
Nem terá chance de sair de minha cama às escondidas. Embora duvide
que tenha energia para isso, depois de nos amarmos, depois de seu
corpo ter estado totalmente ocupado fazendo-me feliz. Eu não sou um
homem fácil na cama. Tenho pouca paciência, exijo muito e...
—
Não vou morar com você, nunca
— Não me importa onde
more. Mas estará em minha cama todas as noites.
— Você está
louco. Prefiro me atirar num precipício antes que me toque outra
vez.
— Não acredito que...
— Pois pode acreditar!
— E
você tem por acaso algo mais a oferecer em troca de meu silêncio? —
sasuke sorriu sardonicamente.
— Isso é chantagem — sakura
protestou, horrorizada.
— Chantagem ou não, é atitude bem
menos sórdida do que o que você fez para mim. Trocou sexo por
informações em seu proveito. Vendeu-me por trinta dinheiros. Que
tipo de criatura é você, sakura? E me usou...
— Eu jamais
usaria alguém dessa maneira.
— Vai pagar agora pelo que fez,
cara. E não se preocupe dando explicações a Haland. Tudo está
acabado entre vocês dois, garanto, e ele nunca saberá do que
escapou, graças à minha interferência. Ok, chega de conversa,
apanharei você amanhã às oito da noite. Precisa descansar um pouco
agora.
sakura engoliu em seco e começou a sair do carro. Porém e
segurou-a, como se ela fosse uma boneca, e a fez sentar-se de novo.
—
Venha cá... — disse.
— Tire essas mãos de cima de mim.
—
Quero uma antecipação agora. — Ele agarrou-a pelos cabelos,
fazendo-a erguer o rosto.
— Deixe-me... ir — sakura
gaguejou.
— Precisa de algum treinamento, cara. Logo vai ver
como não poderá viver sem mim.
— Não! — sakura gritou.
—
Nunca diga não para mim. E, se bater sua porta na minha cara, eu a
arrombarei.
sasuke a segurava com força. O coração dela batia
vigorosamente e uma violenta excitação a fazia vibrar. Seus seios
já estavam rijos, e apareciam sob a blusa leve; os mamilos doíam.
—
Pare com isso... — ela insistiu.
— Mas não estou
fazendo nada... ainda.
Ele baixou a cabeça e pressionou os lábios
quentes no pescoço de sakura. Uma sensação devastadora apoderou-se
dela. Num ato espontâneo, ela agarrou-lhe os ombros.
Do pescoço
sasuke passou para os lábios; com a língua, forçou-a a abri-los. E
penetrou no interior da boca, demonstrando habilidade de
profissional. sakura enterrou as unhas nas costas dele com uma paixão
selvagem como jamais experimentara antes, e que a consumia.
Correspondeu aos beijos com frenesi.
De súbito, sasuke afastou-se
e empurrou-a para trás.
— Que talento o seu! — ele exclamou.
— Talvez eu tenha escolhido uma punição errada. Ou talvez você
pense que vai me convencer a perdoá-la.
sakura limpou os lábios
com o dorso da mão, enojada. Seus olhos cor de ametista brilhavam de
ódio. Saiu do carro e ficou em pé na calçada; envergonhou-se ao
descobrir que suas pernas mal podiam sustentá-la.
— Se não me
deixar em paz, vai ver logo que estará criando ainda mais
problemas.
— É uma ameaça? — indagou ele, com voz suave.
—
Não , sasuke, não é uma ameaça. Não costumo fazer ameaças. É
apenas um aviso. Você destruiu minha vida anos atrás, e só agora
descubro por quê... — sakura quase não conseguia falar, sua
garganta estava fechada. Com esforço, balbuciou: — Mas não fui eu
quem negociou com as informações confidenciais. Você errou muito
ao...
— Para os diabos se errei! sasuke praguejou.
— A
verdade é que não vou permitir que você continue me martirizando.
— Os olhos dela já estavam cheios de lágrimas, a voz trêmula.
Preciso de meu emprego e não pretendo pedir demissão. Portanto,
deixe-me em paz.
— Amanhã à noite, às oito horas — repetiu
ele, e bateu a porta.
Minutos mais tarde, sakura deitava-se na
cama em seu minúsculo quarto, e cobria o rosto com as mãos. Como
pudera sasuke pensar aquilo dela? Quantas moças de vinte e dois
anos, tendo apenas terminado a universidade, seriam capazes de
tamanha vilania? Depois de muitos anos..., só agora ela descobria do
que sasuke a culpava.
Acusara-a de ter desaparecido como fumaça.
Isso significava que tentara manter contato. Ela recebera a
comunicação do término de suas atividades nas Indústrias Falcone
pelo correio, em carta vinda de Hong Kong, onde sasuke se encontrava
na ocasião. sakura estava em processo de mudança de apartamento,
mas, com a perda do emprego, não teve mais condições de mudar.
Perdera, também, a considerável quantia que dera como depósito à
Imobiliária. Se sua irmã ino e o marido não tivessem voltado da
França apressadamente, por causa de doença grave do pai de gaara,
não teria lugar para morar.
E não muitas semanas se haviam
passado quando se viu obrigada a encarar, não apenas o fato de que
sua carreira estava arruinada, seu coração partido, mas também a
dura realidade de que estava grávida. Um filho de sasuke, concebido
no amor, na paixão e na... irresponsabilidade. sakura ficou
inconsolável. Depois de muitas lágrimas e noites em claro, decidiu
dar a criança para adoção.
— Veremos — ino dissera,
bastante calma.
Mas, quando o bebê nasceu, uma menina, sakura se
deu conta de que não poderia se separar da criança. E os anos que
se seguiram, três, foram penosos. A fim de dar a Susie uma vida
melhor, resolvera deixá-la aos cuidados da irmã, e viver separada
da filha durante a semana, para vê-la apenas nos fins de
semana.
Santo Deus, como odiava sasuke. No entanto, quando, havia
pouco, ele a tivera nos braços, quando a beijara... Céus! Furiosa,
sakura esfregou os lábios, detestando-se. Como podia ele fazê-la
sentir-se daquele jeito mais uma vez? Sua reação fora completamente
destituída de bom senso. Anos atrás estivera terrivelmente
apaixonada por ele, e o desejo que sasuke despertara nela culminou
numa inesquecível noite de amor, que lhe parecera uma conseqüência
tão natural como respirar era natural ao ser vivo.
Mas
os acontecimentos que se sucederam fizeram-na lamentar sua falta de
controle. E nem podia condenar apenas sasuke. No espaço de minutos,
foram do primeiro beijo para a cama, e ela nem pensara no que fazia.
E imaginou que o mesmo acontecera com sasuke.
Agora, um pouco mais
velha e, esperava, mais ajuizada, pensava diferentemente. Fora
ingênua, vítima de idéias românticas e acreditara, por um
momento, que aquela noite significaria para ele algo mais que um
simples desejo de homem por um corpo de mulher.
E agora, minutos
atrás, sasuke exercera seu poder de macho, só para humilhá-la. E
ela, em vez de repeli-lo, aceitara-o com prazer, incapaz de resistir
ao poder das atrações do homem que amava.., mas que não a amava de
verdade. sakura encheu-se de vergonha. Não se admirava de sasuke
achá-la promíscua.
Dominada pelo ódio, entrou embaixo das
cobertas. Iria trabalhar no dia seguinte. E, se ele aparecesse à
noite, conforme dissera, chamaria a polícia.
O que sasuke pensava
que ela era? Não contente em acusá-la falsamente de um crime, agora
tentava negar-lhe o direito de ganhar a vida? E ameaçava-a! Conhecia
o temperamento de sasuke. Ele era exagerado em suas emoções,
acostumado a conseguir o que queria.
Interessante! Sua filha,
Susie, tinha o mesmo temperamento do pai, sakura refletia.
Na
manhã seguinte, mais ou menos às onze horas, sakura estava no
telefone quando Edwin Haland chegou ao escritório. Parecia cansado,
tinha ar abatido. Passou por perto dela sem encará-la, e entrou em
sua sala. Alguns minutos mais tarde mandou chamá-la.
— Cheguei
tarde — ele disse — porque tive um compromisso nas Indústrias
uchia. Depois do que ouvi ontem à noite, achei que precisava fazer
algumas perguntas sobre sua saída do último emprego.
sakura
ficou pálida e retrucou:
— Pelo visto, você não ficou
satisfeito com minhas explicações...
— Não se trata de
sentimento pessoal — ele respondeu seriamente. — Mas fiquei
intrigado pelo fato de você não ter mencionado seu emprego anterior
com sasuke uchia.
sakura corou, e não respondeu. A verdade era
que, se tivesse apresentado um currículo honesto, não teria
conseguido o emprego na Earth Concern. E precisava desesperadamente
de trabalho.
— Você não devia ter escondido o que aconteceu. —
Edwin suspirou, com mal disfarçado embaraço. — Sinto muito, mas
uma pessoa que comete desonestidade com dinheiro não pode trabalhar
num empreendimento como o nosso.
sakura corou. sasuke conseguira
enfim fazer o teto ruir sobre sua cabeça, conforme prometera. Ela
custara a acreditar que ele pudesse expô-la a situação tão
ridícula!
— Mas eu... — sakura começou a falar.
Edwin
ergueu a mão.
— Não desejo detalhes, sakura.
— Já ouviu
dizer que uma pessoa é inocente até que seja provado que é
culpada? — sakura perguntou.
Sem dar atenção ao argumento,
Edwin disse:
— Eu gostaria de pedir a você que solicitasse sua
demissão. Isso nos livraria de situações desagradáveis. Durante o
tempo em que trabalhou conosco, foi excelente funcionária. E estou
disposto a lhe dar boas referências.
— Entendo que precisa me
dispensar porque sasuke não me quer aqui, e porque tem medo que ele
retire os fundos que prometeu à campanha. É isso, não é? Tudo
bem, então. Sairei agora mesmo. Mas, quando ficar provado que houve
um lamentável engano, espero que me peça desculpas, Edwin, pois
acredito que você, ao
menos, me conheceu melhor do que
sasuke!
Não importava a promoção, ela pensava enquanto saía do
escritório. O que importava era que, no espaço de vinte e quatro
horas, sasuke destruíra sua vida mais uma vez. Ela mal podia
acreditar. Naturalmente poderia continuar no emprego até que fosse
encontrada uma razão mais aceitável para sua demissão. Porém seu
orgulho não lhe permitiria continuar trabalhando ao lado de um homem
que a considerava uma ladra. De qualquer maneira, Edwin praticamente
lhe garantira que não contaria a ninguém por que ela saíra da
firma.
Lágrimas ácidas queimavam seus olhos. Quanto tempo
levaria agora para encontrar outro emprego? Quanto tempo para provar
que era inocente? Seus planos de trazer Susie a Londres, logo que
pudesse encontrar um apartamento melhor, foram por água
abaixo.
Voltava, de repente, ao ponto em que estivera três anos
atrás; porém bem menos otimista. Deus, por que deveria sempre estar
envolvida com sasuke uchia? Ele era a maldição de sua vida. Que
fizera para merecer tamanha falta de sorte?
sakura andava pela rua
onde morava quando viu a Ferrari. O carro brilhava à luz do sol, uma
jóia no meio de carros comuns. sakura sabia que era de sasuke.
Quando estava bem perto, ele desceu e foi ao seu encontro.
sakura
parou, atônita ante a aparência elegante de sasuke. Ele usava terno
cinza, camisa de seda azul que punha em evidência sua pele dourada.
Os sapatos eram feitos a mão. Algumas jovens que passavam pela
calçada oposta pararam ao vê-lo passar. Sim, ele era um colírio
para os olhos, sakura reconheceu a contragosto, pois odiava-o.
—
sakura...
—Veio para se vangloriar? — disse sakura,
admirando-se por ele não estar sorrindo como a hiena. No entanto,
notou que ele estava tenso.
— Não falei com Haland, não. Eu
não me encontrava no escritório quando ele apareceu.
Por que lhe
soara aquilo como um pedido de desculpas?, sakura se perguntou no
primeiro instante. Mas, que absurdo! Que idéia louca! sasuke sabia
fazer enorme quantidade de coisas. Possuía muita habilidade. Porém,
pedir desculpas não constava como parte de sua lista de dotes
pessoais. Mas, por que dissera que não falara com Edwin?
—
Edwin conversou com itachi — ele acrescentou.
Com itachi, com
aquele desqualificado?, sakura refletiu com um tremor de desagrado.
itachi, irmão de sasuke, era um ignorante que, sem a proteção do
irmão mais velho, jamais conseguiria emprego em firma de renome. E
itachi estar na posição de destruir sua honra, numa conversa com
Edwin Haland, era a maior traição preparada contra ela. E o máximo
da humilhação.
— Não importa quem falou com Edwin, importa? O
resultado seria o mesmo — argumentou sakura.
sasuke, sem a
menor dúvida, estava pálido, uma palidez que aparecia sob sua pele
bronzeado sakura ficou ali parada, trêmula de ressentimento e
angústia, e tentando amaldiçoá-lo com o olhar.
— Precisamos
conversar — ele sussurrou.
— A única pessoa com quem preciso
conversar agora é com um advogado. E tenho muito prazer pelo fato de
seu inútil irmão estar na mesma situação que a sua. Assim,
matarei dois coelhos com uma única cajadada. E, acredite-me,
pretendo ir até o fim. Agora, saia de meu caminho!
— Eu não a
aconselharia a consultar um advogado.
— Ora, ora, é claro que
não! Mas, afinal, vivemos num mundo livre, não vivemos? Você acha
muito bom levantar acusações falsas contra mim e me fazer perder o
emprego; e eu não posso tentar me defender? Quem pensa que é,
sasuke? — sakura perguntou agressivamente, apertando as mãos. —
Vá embora!
sasuke encarou-a, como se estivesse hipnotizado, os
olhos de reflexos dourados fixos nos dela.
Irritada pela falta de
resposta, sakura empurrou-o com sua pequena mão para tirá-lo do
caminho.
sasuke agarrou-lhe a mão e não saiu do lugar.
— O
que pretende fazer e como...? — sakura quase gritou.
Sem a
menor cerimônia, e no meio da rua, ele segurou-a pela cintura e
ergueu-a, de modo que os lábios de ambos se tocaram. E sasuke
beijou-a com uma fome que provocou nela ondas de calor.
Um gemido
abafado escapou dos lábios de sakura. De modo inesperado, sasuke a
colocou de volta na calçada, mas bem devagar agora, fazendo com que
o corpo dela deslizasse sobre o seu, usando de toda a sensualidade
nesse ato.
A cabeça girando, sentindo-se entorpecida, a mente
conturbada, sakura descobriu o que provocara o súbito assalto. Suas
faces pegaram fogo ao sentir a inconfundível excitação física de
sasuke. Os mistérios da libido masculina a deixaram desconcertada,
em meio à ardente discussão.
— Dio! — ele disse, num agitado
sussurro. — Desejo você tanto! Sinto até dor..
